De um ato de contestação, de apropriação da cidade, para um dos maiores carnavais de rua do País. Em 2026, serão 600 blocos, com estimativa de atrair 6 milhões de pessoas e movimentar R$ 1 bilhão na cidade, segundo a Fecomércio. Apesar da magnitude, Kerison Lopes, fundador do bloco “Volta, Belchior” e vice-presidente da Liga de Blocos do Bairro Santa Teresa, garante que o espírito político ainda resiste na folia de Belo Horizonte, seja na diversidade de temas, na descentralização dos cortejos pela Capital, no acolhimento às diferenças. No programa, ele critica o incentivo do poder público aos megashows em detrimento dos blocos caricatos e das tradicionais escolas de samba. "Cobramos incentivos além do período oficial. Carnaval é o ano todo. Os desfiles demandam meses de preparação".