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Em comparação com os últimos dois anos, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) registrou aumento de 627% nas ocorrências de incêndios florestais no estado. Segundo o órgão, em 2021, foram registradas 91 ocorrências de incêndios florestais. Em 2022, já são 571 até agora, sendo que a região de Criciúma é uma das que mais contabiliza casos.
É considerado incêndio florestal o fogo fora de controle em qualquer tipo de vegetação, seja na mata, em plantações ou em pastos. Essas ocorrências acontecem majoritariamente em épocas de seca e são potencializadas pelo fator climático, como a velocidade do vento e a umidade do ar. Atualmente, a região de Criciúma é uma das que mais registra incêndios florestais, segundo levantamento do Corpo de Bombeiros.
“As regiões que mais registraram incêndios florestais em 2022 são as de Criciúma, Lages e Florianópolis”, informou o porta-voz dos Bombeiros em casos de incêndio em vegetação, capitão Vinícius Moura Marcolim. “Os motivos para a região de Criciúma estar entre as primeiras também é o tamanho da área, que vai desde Urussanga até Passo de Torres, abrangendo duas microrregiões, a Amrec e a Amesc”, observou.
Além disso, o clima seco das últimas semanas, com praticamente todo o estado beirando a casa dos 40ºC, torna propício esse tipo de incêndio. Entretanto, segundo o capitão, a grande maioria das ocorrências são provocadas pela ação humana, seja direta ou indireta. “Para não falar 100%, 99,9% dessas ocorrências de incêndios florestais são originadas de ação humana”, completou Marcolim.
A chamada Lei de Crimes Ambientais prevê multas e até prisão para quem provocar incêndios na mata ou floresta. Já a Lei que institui o Código Florestal brasileiro determina que para o uso do fogo controlado, o cidadão deve antes entrar em contato com um órgão responsável.
Ouça abaixo a reportagem completa:
Valério Moretti, prefeito de Treviso, será o novo presidente do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul (Cirsures). A posse ainda não tem data definida, mas o futuro mandatário do grupo que engloba seis cidades da região carbonífera já mira objetivos como o fortalecimento do trabalho de coleta seletiva e a construção de um novo aterro sanitário.
O consórcio voltado à gestão adequada dos resíduos sólidos urbanos era presidido por Jorge Koch, prefeito de Orleans. Além da Cidade das Colinas, integram o Cirsures, Cocal do Sul, Lauro Müller, Morro da Fumaça, Treviso e Urussanga. A última reunião de Koch como presidente aconteceu na última segunda-feira (24) e já ficou acertado que Valério Moretti, de Treviso, ficará em seu lugar até o fim do ano. A posse ocorrerá na próxima reunião do consórcio, que ainda terá data a ser definida.
Atualmente, o Cirsures realiza a disposição final de resíduos sólidos; a coleta seletiva; e a produção e aplicação de massa asfáltica. Quanto à coleta seletiva, Moretti garante que o serviço será mantido para os municípios e a pretensão é fortalecê-lo através de um programa de divulgação.
O Cirsures também trabalha para a construção de um novo aterro sanitário, já que segundo Moretti, o atual está no limite. O espaço está localizado no bairro Rio Carvão, em Urussanga, e já foi ampliado em duas oportunidades: a primeira em 2015 e a segunda no ano de 2019. Segundo o novo presidente, a construção do novo aterro deve iniciar ainda neste ano.
“Já está sendo licitado e tem empresas interessadas na construção do novo aterro. Será no mesmo local, mas o aterro usado agora está no limite. Está feita a licitação e a obra inicia em seguida”, antecipou Moretti.
O novo presidente do Cirsures ainda deixou o consórcio em aberto para que novos municípios possam integrar o grupo. Isso, segundo o representante de Treviso, será colocado em pauta para os demais prefeitos. “Vamos deixar em aberto. Se tiver algum município com interesse, que tenha demanda e se encaixe nas exigências do consórcio, não tem problema nenhum”, afirmou.
Ouça abaixo a reportagem completa:
Em Içara, uma das novidades desse período sem aulas na rede municipal de ensino tem sido o reforço escolar durante a Colônia de Férias. A projeção da Secretaria Municipal de Educação é manter esse trabalho durante o ano letivo, que inicia na primeira semana de fevereiro.
Ao todo, 250 alunos do 2º ao 5º ano participam de aulas de Língua Portuguesa e Matemática, junto com atividades lúdicas. Segundo a secretária de educação Rose Reynaud, o objetivo é desenvolver o raciocínio lógico, com o reforço de Matemática, e melhorar a leitura e a escrita com o reforço de Língua Portuguesa.
As crianças que apresentaram defasagem na aprendizagem foram identificadas nos conselhos de classe realizados ao longo do ano passado e, a partir desse diagnóstico, foram então convidadas a participar. De acordo com a secretária, esse trabalho será mantido e ampliado a partir do início do ano letivo, marcado para o dia 7 de fevereiro.
“O ‘Içara Ensina Mais’ foi um projeto piloto, que realizamos no mês de janeiro com alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental, e esse projeto terá continuidade ao longo do ano letivo em todas as escolas da rede, aí sim atendendo alunos até o 9º ano”, informou Rose.
A Colônia de Férias com o reforço escolar segue até o fim desta semana e, até aqui, a avaliação da secretária é extremamente positiva. Para Rose, o projeto tem sido um sucesso. “Infelizmente, ao longo da pandemia, os alunos perderam muito, especialmente os menores”, observou. “Esse projeto vem nesse sentido de estabelecer uma evolução do aprendizado e reduzir a desigualdade”, completou a secretária.
Para a volta às aulas, Içara planeja receber cerca de 7 mil alunos. Eles estão alocados do ensino infantil ao ensino fundamental II.
Ouça abaixo a reportagem completa:
A macrorregião Sul do estado concentrou 14% do total de novos casos de Covid-19 em Santa Catarina até o dia 21. Foi a terceira região catarinense com maior número de casos. Os dados constam no informe semanal divulgado pelo Núcleo de Estudos da Economia Catarinense da Universidade Federal de Santa Catarina (Necat/UFSC).
Entre os dias 14 e 21 de janeiro, a região de Grande Florianópolis foi a que concentrou a maior porcentagem de casos, com 28,5%, tendo contabilizado quase 5 mil casos neste intervalo. O Planalto Norte-Nordeste soma 17% e, em seguida, vem a região sul, com mais 457 casos entre os dias 14 e 21.
“É um movimento que vivemos nos anos anteriores. Primeiro começa nas grandes cidades, é o caso de Criciúma, Araranguá, Tubarão e Laguna, e aos poucos esse processo se espalha pelo restante da região. Peguemos o exemplo de Braço do Norte: há três semanas, tinha pouquíssimos casos ativos e, no último fim de semana, mais de mil pessoas estavam contaminadas com o vírus ativo”, observou o professor Lauro Mattei, que assina o estudo.
Na macrorregião sul, Criciúma, com 1.949 casos, lidera a lista, seguida por Braço do Norte, com 1.094, e Laguna, com 853. Essas três cidades, juntas de Araranguá, São Ludgero, Morro da Fumaça e Tubarão respondiam por 64% de todos os registros ativos da região até o dia 21. Confira o estudo completo:
Ouça abaixo a reportagem completa:
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