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  • Içara sofre com afastamento de profissionais da saúde por sintomas de Covid-19

    O município de Içara, na região carbonífera, é um dos tantos que viu uma explosão de casos positivos de Covid-19 entre o fim do ano passado e início do atual. Num intervalo de duas semanas, mais de 670 casos positivos foram contabilizados e os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria, antes vazios, agora possuem ocupação.

    De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Içara na última terça-feira (11), o município já registrou 7.642 casos positivos para a Covid-19, com 482 em tratamento. Para efeito de comparação, duas semanas antes, no dia 28 de dezembro de 2021, Içara tinha 6.969 casos positivos, uma diferença superior a 670 casos, e apenas 26 pessoas estavam em tratamento.

    Alguns desses mais de 480 casos ativos são profissionais da área da saúde, que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus desde março de 2020 e que agora enfrentam também uma nova série de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. De acordo com o secretário municipal de saúde, Sandro Ressler, são ao menos dez servidores afastados com sintomas de Covid-19. A promessa é tentar recompor a equipe durante este período. “Estamos com dez servidores afastados, mas estamos recompondo nossas equipes. É fundamental que consigamos manter os trabalhos da equipe de saúde”, afirmou Ressler.

    Já no Hospital São Donato, são pelo menos dez afastamentos, entre médicos e demais membros da equipe técnica. Por lá, a recomendação feita pelo diretor administrativo Júlio César de Luca é que, em caso de sintomas semelhantes a Covid-19, as pessoas procurem primeiro as unidades de saúde antes de se dirigir ao hospital. A medida visa agilizar os atendimentos neste período de intensa procura.

    “Antes de se dirigirem ao hospital, que as pessoas procurem os postos de saúde dos bairros. Depois desse atendimento, se necessário for, o médico da unidade encaminha ao hospital para uma nova avaliação. Para procurar o hospital, só em último caso mesmo”, disse De Luca.

    Conforme o secretário de saúde, o município está preocupado com a prevenção. Ressler reforçou as medidas de precaução e garantiu que Içara vai intensificar a vacinação. “O município disponibiliza, diariamente em seu Centro de Vacinação, entre às 14h e 20h, vacinas com doses 1, 2 e 3 para que toda a população possa ser contemplada e consigamos passar por esse momento”, explicou. Dados do vacinômetro do Governo do Estado, atualizados nesta quarta-feira (12), indicam que o município possui 35.303 habitantes totalmente imunizados contra a Covid-19, o que representa 73,5% da população vacinável e 61,6% da população total.

    Ouça abaixo a reportagem completa:

    5 min
  • Blecaute na Argentina pode se repetir em Santa Catarina? Celesc garante que não

    Buenos Aires, na Argentina, foi atingida por uma grande queda de energia na última terça-feira (11), deixando milhares de casas sem eletricidade em meio a uma onda de calor que fez as temperaturas superarem os 40ºC. As distribuidoras de eletricidade Edenor e Edesur relataram queda de energia depois que altas temperaturas geraram um aumento na demanda para resfriar residências e empresas.

    A Entidade Nacional de Regulação da Eletricidade disse que o corte de energia da Edenor afetou 700 mil clientes na área de Buenos Aires. Da Edesur, 43,4 mil clientes ficaram sem energia depois que falhas nas linhas de alta tensão atingiram duas subestações. Por lá, os termômetros ultrapassaram a marca dos 40ºC, segundo o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina.

    Santa Catarina também deve ser atingida por essa onda de calor e segundo a Defesa Civil, há pontos do estado que podem registrar 38ºC entre quarta e quinta-feira. Um possível blecaute, porém, não é cogitado. Quem garante isso é Zulnei Casagrande, chefe da divisão técnica do Núcleo Sul das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).

    “Embora o serviço seja o mesmo, com o fornecimento de energia elétrica ao consumidor final, não há como comparar as características técnicas do sistema brasileiro com o sistema argentino. Quando a demanda ultrapassa a capacidade de fornecimento, a sobrecarga, os sistemas, automaticamente, vão se desligar e não vão suportar essa demanda. Não posso julgar o que houve lá, mas se houvesse os investimentos necessários, esse problema não estaria acontecendo, diferente da Celesc, que teve essa preocupação para dar esse suporte”, explicou Casagrande.

    Foram feitos investimentos de reforço nas redes de distribuição e nas próprias subestações. O chefe da divisão técnica do Núcleo Sul da Celesc explicou que foram colocados equipamentos mais tecnológicos para dar suporte ao atendimento. “Muitas das subestações foram ampliadas, foi feita a troca de transformadores com regulação automática de nível de tensão e outros recursos tecnológicos disponíveis. As redes de distribuição foram reformadas, foram substituídos os cabos condutores, muitas trocas de postes, renovação de componentes como forma de dar suporte ao atendimento para a temporada de Verão”, finalizou.

    Ouça abaixo a reportagem completa:

    3 min
  • Prevendo chuvas intensas, Criciúma intensifica limpeza das bocas de lobo

    O município de Criciúma está intensificando os trabalhos de limpeza das bocas de lobo espalhadas pela cidade. A ideia é reduzir as chances de inundações após as chuvas de verão. A iniciativa dessa operação foi tomada após uma reunião realizada na última terça-feira (11), na Sala de Atos, da Prefeitura. Participaram o prefeito Clésio Salvaro e membros da Secretaria de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana e a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil.

    Segundo Fred Gomes, coordenador da Defesa Civil, o município possui 23 mil bocas de lobo. De acordo com a Prefeitura de Criciúma, os locais com maiores chances de alagamento são as ruas João Cechinel, Santa Catarina, Joaquim Nabuco, entorno da Estação Rodoviária de Criciúma, ruas da Quarta Linha e nos bairros Progresso e Wosocris. Essas regiões já estão recebendo trabalhos mais intensos por parte da Prefeitura.

    “Na última chuva, no dia 5, conseguimos mapear algumas ruas da área central e essas regiões receberão um olhar mais crítico. É uma preocupação para que façamos essa limpeza para mitigar possíveis alagamentos”, avisou Gomes.

    Nas primeiras horas de trabalho, os membros da Defesa Civil e da Secretaria de Obras se surpreenderam com o estado de algumas das bocas de lobo encontradas pela cidade. Segundo Gomes, há locais com animais mortos obstruindo o espaço e até mesmo bueiros lacrados. “Vamos fazer o corte onde for necessário para fazer essas desobstruções”, completou Gomes.

    Confira abaixo a reportagem completa:

    4 min
  • Estiagem e custos elevados de produção impactam na agricultura do Sul

    Santa Catarina recebe nesta quarta-feira (12), a partir das 16 horas, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Em Chapecó, ela e o governador Carlos Moisés se reúnem com prefeitos e lideranças do agronegócio catarinense para apresentar medidas de apoio aos produtores rurais atingidos pela estiagem.

    A estiagem tem sido causada pelo baixo volume de chuvas nas regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina. A média atual de precipitações nesses locais não chega a 50 milímetros, sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 milímetros. Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, a principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho, tanto do milho grão quanto de silagem, que deve impactar diretamente nas cadeias produtivas de carne e leite.

    Lozivânio de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, afirma que a seca também traz preocupação no trato dos animais com a água. Segundo ele, a situação da suinocultura, por exemplo, é complicada e isso deve elevar o preço de muitos produtos. “Nós estamos em uma situação, principalmente no mercado independente de suinocultura, de desespero muito grande porque não se vê uma alternativa”, afirmou.

    A Federação da Agricultura no Estado de Santa Catarina (Faesc) tem monitorado essa situação desde o primeiro momento, já quando se anunciava a seca através do El Niño. Enori Barbieri, vice-presidente da Federação, reforçou que a seca pegou principalmente a lavoura de milho. No oeste, a quebra da safra deve ser de 50%, enquanto no estado, chega a 20%.

    Segundo Barbieri, a safra brasileira, porém, é alta e deve abastecer o mercado interno. Entretanto, os custos de produção estão elevados e a demanda está achatada. A rentabilidade deve ser bem mais baixa e isso já deve impactar nas produções do sul do estado. “Um exemplo é a questão do arroz, que está com o custo de produção acima daquilo que está pagando no mercado ao produtor e isso se faz porque o mercado interno não assimilou novos custos e o produtor não tem o que fazer a não ser vender o seu produto. A Faesc está preocupada com a estiagem, mas também com a elevação dos custos de produção”, analisou Barbieri.

    Apesar de todos os problemas, não vai faltar insumo, segundo Lozivânio de Lorenzi. O que talvez falte é outra coisa tão importante quanto: o dinheiro. “Precisamos fazer com que tenhamos boas safras para depois recuperar. Não tem muito o que fazer, porque o dólar está alto, temos que importar. Uma coisa é certa: não vai faltar insumo, mas vai faltar dinheiro para o produtor colocar esse insumo dentro da propriedade”, observou Lorenzi.

    O que tem faltado mesmo é chuva. Segundo o secretário de estado da agricultura e da pesca, Altair Silva, Santa Catarina inicia 2022 num déficit hídrico. As chuvas devem se normalizar apenas a partir de março. “Vamos ter um longo período de trabalho de atendimento ao produtor com o transporte de água”, finalizou Silva.

    Ouça abaixo a reportagem completa:

    6 min
  • Golpes estão sendo aplicados em nome da Celesc na região de Criciúma

    Os consumidores de Criciúma das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) precisam ficar atentos a um novo golpe que está sendo aplicado na região. O alerta tem sido feito pela própria empresa. Consumidores têm relatado que os golpistas se identificam como funcionários da 4ª Vara Federal e na abordagem, eles alegam que haveria um corte de energia das residências ou estabelecimentos comerciais, caso não houvesse o pagamento de um boleto em aberto. “Os meliantes são habilidosos e o golpe é bem organizado. Eles pedem para os clientes entrarem em contato pelo 0800, enviam uma fatura com o nome da Celesc no nome do e-mail, ameaçando cortar a energia caso aquele boleto não seja pago”, detalhou o gerente do Departamento de Gestão de Clientes da Celesc, Mateus Silva Nascimento.

    Diante dos novos casos, a Celesc tem reforçado o alerta e vem pedindo aos clientes que estejam atentos a qualquer tipo de abordagem. Nascimento reforçou que a empresa não faz esse tipo de contato com os clientes. O gerente também deixou algumas dicas aos consumidores:

    • A distribuidora não solicita depósito em conta, não liga para solicitar dados do consumidor e os serviços são agendados pelo próprio cliente;
    • O e-mail contendo a fatura de energia deve ser o oficial da Celesc (com o domínio @celesc.com.br);
    • O banco arrecadador deve ser o Banco do Brasil e o beneficiário do pagamento deve ser Celesc Distribuição S.A;
    • Os números oficiais do Call Center da Celesc são: 08000 48 0120 (comercial), 08000 48 3232 (ouvidoria) e 0800 64 64 050 (para deficiente auditivo);
    • O atendimento também está disponível de forma presencial em diversos pontos de Santa Catarina, ou pela internet no site oficial;
    • Nunca clique em links suspeitos e, na dúvida, entre em contato com a Celesc por meio dos canais oficiais de atendimento;
    • Ouça abaixo a reportagem completa:

      3 min
    • Convênio com Prefeitura vai manter pronto socorro do hospital de Içara

      A Prefeitura de Içara e o Hospital São Donato formalizaram na última segunda-feira (10) um convênio com o objetivo de manter os serviços de emergência na unidade hospitalar. O valor ultrapassa a marca de R$ 4 milhões e a vigência é de 12 meses. Já o repasse será mensal, de cerca de R$ 340 mil. Além do Pronto Socorro, o hospital presta atendimento de serviços especializados.

      Segundo Júlio César de Luca, diretor do hospital, o valor se refere a 50% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) arrecadado pelo município de Içara e de recursos do Fundo Municipal de Saúde. Toda a despesa do Pronto Socorro do São Donato será paga com esse recurso.

      De Luca considera esse apoio fundamental exatamente numa época em que o número de atendimentos tem aumentado também em função de o hospital atender quem vem de Balneário Rincão, um dos locais mais procurados nesta época de verão. O São Donato é a porta de entrada para pacientes daquele município. “Temos três médicos no Pronto Socorro, sendo um 24 horas por dia, outro de reforço das 7h até 0h e o terceiro das 10h às 22h”, descreveu o diretor administrativo.

      De Luca explicou que o custeio não será apenas para o médico que atende na porta do Pronto Socorro. Se houver, por exemplo, a necessidade de um atendimento ortopédico, o profissional receberá um sobreaviso para ficar à disposição do hospital e isso está incluso neste convênio recém assinado. O mesmo vale para outras especialidades.

      O secretário municipal de saúde Sandro Ressler festejou a formalização do convênio. Ele entende que trata-se de um valor significativo e que auxiliará na manutenção dos trabalhos do São Donato. “Apesar de o hospital ser uma fundação e um serviço privado, ele tem o gerenciamento do repasse de recursos vindo do município. Içara repassa recursos para essa manutenção e isso mantém os serviços abertos”, finalizou Ressler.

      Ouça abaixo o boletim completo:

      3 min
    • Prefeitura de Lauro Müller passa a exigir comprovante de vacinação dos servidores

      Em Lauro Müller, a Prefeitura passa agora a exigir o comprovante de vacinação contra a Covid-19 dos servidores. Os trabalhadores que não apresentarem o documento, sofrerão sanções previstas em lei.

      A exigência do comprovante de vacinação está prevista no Decreto nº 1/2022, assinado pela prefeita Saionara Bora no último dia 7. No documento, a Prefeitura considera que para o enfrentamento da emergência de saúde pública, é preciso adotar algumas medidas com o objetivo de reduzir os riscos através da adoção de normas de saúde e segurança do trabalho. Por isso, o artigo 1º do decreto diz que a vacinação contra o coronavírus se tornou dever para todos os servidores públicos, sejam eles efetivos, temporários, comissionados, agentes políticos, estagiários e voluntários dos órgãos públicos a partir da data em que a aplicação estiver disponível para a faixa etária respectiva. Cada servidor deve apresentar cópias dos comprovantes de vacinação para a chefia imediata ou ao Departamento de Recursos Humanos.

      Já o artigo 2º, o decreto aponta que a recusa sem justa causa se caracteriza em falta disciplinar do servidor, passível das sanções dispostas em uma Lei Complementar de 2017. Se o servidor em questão tiver vínculo temporário, haverá a rescisão imediata do contrato de trabalho. Se houver persistência com a recusa injustificada, o servidor deverá ser afastado do ambiente de trabalho e o período do afastamento será caracterizado como falta ao serviço, perdendo a remuneração correspondente ao período.

      O decreto assinado pela prefeita também aponta que as novas contratações ficam condicionadas à comprovação de imunização em dia.

      Confira abaixo a reportagem:

      2 min
    • Em tempos de Covid-19, seguro de viagens vira peça chave para turistas

      Imagine a seguinte situação: você vai viajar com a família durante o verão. Prepara as malas, planeja o itinerário e sonha com o merecido descanso. Mas aí você se lembra que é tempo de pandemia do novo coronavírus e não é “só” viajar. É preciso estar com a saúde em dia. Mais precisamente, é preciso estar longe do vírus. E se você testar positivo, o que acontece? Se você não tiver um seguro de viagens, certamente vai ter muita dor de cabeça.

      Segundo Maria Conceição Junckes, presidente da filial catarinense da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV-SC), as empresas são orientadas a vender pacotes para locais onde não haja previsão de grande aglomeração de pessoas e para hotéis que trabalhem com segurança sanitária total. Além disso, o seguro da viagem virou peça fundamental para as agências. “Já temos seguro viagem com a cobertura da Covid”, explicou. “Ele vai cobrir a quarentena que a pessoa vai cumprir. Vai depender de como a pessoa fecha o seguro”, completou Conceição.

      A presidente da ABAV ainda citou como exemplo os episódios dos navios país afora que não puderam seguir viagem após estouros de casos positivos de Covid-19. Segundo ela, quem tem seguro-viagem com cobertura para o coronavírus e se houve a constatação da interrupção da viagem por causa disso, terá as despesas pagas pelo seguro.

      Além disso, a presidente da ABAV-SC lembra a importância de os turistas adquirirem pacotes junto a empresas devidamente credenciadas. “O consumidor, é importante, deve comprar pacotes de agências credenciadas e cadastradas no Cadastur, as agências legais. Essas agências têm a obrigação de vender pacotes legalizados”, concluiu Conceição.

      Confira abaixo a reportagem completa:

      4 min

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