Quando começou a conversar com a agente literária de Dalton Trevisan, interessado no acervo pessoal do escritor curitibano, Christian Schwartz achou curioso o fato de ela responder de forma tão acessível. Então, perguntou a ela: “por que você está aceitando conversar comigo nesses termos, sempre pareceu [em se tratando de Dalton] tudo tão fechado. Não é possível que eu seja o primeiro a pedir acesso às coisas?”, disse ele. E ela respondeu: “Sim, você é o primeiro. Ninguém nunca tinha me perguntado se podia.” A partir daí, Schwartz, jornalista e tradutor [F. Scott Fitzgerald, Philip Roth, Mary Shelley e Nick Hornby], teve acesso a um universo que pode descortinar um novo olhar sobre o Vampiro de Curitiba. E digo “pode” porque é algo que vamos descobrir com mais detalhes na biografia que ele está escrevendo sobre Trevisan, a primeira, e que sai no segundo semestre do ano pela editora Todavia - após a data do centenário do escritor. Nesse processo, nosso entrevistado teve acesso à correspondência completa do contista, mais precisamente 2.297 cartas, entre enviadas e recebidas, e, pasme: a um depoimento de mais de uma hora do autor de Novelas Nada Exemplares (1959), Cemitério de Elefantes (1964) e A Polaquinha (1985). É com Christian Schwartz que conversamos neste Papo Educativa.
Com Beto Pacheco e Mauro Contti.