Luiz Antonio Simas costuma dizer que não se faz festa porque a vida é fácil… é justamente o contrário. Em Curitiba, a primeira escola de samba da cidade, a Colorado (fundada em 1946 na Vila Tassi), precisou enfrentar a polícia para realizar seu desfile no Centro da cidade. Os negros eram impedidos àquela época de passar da linha do trem, nas proximidades de onde hoje é a rodoviária. Colorado que chegou a vencer um concurso de novos compositores no Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, sendo reconhecida por figuras como Cartola e Leci Brandão. Passados todos esses anos, olhamos para as ruas da cidade e vemos o Largo da Ordem lotado com os blocos nos fins de semana, os ensaios das escolas de samba idem, sem contar a quantidade de bares cujo samba é o foco principal. Para se ter uma ideia, a pesquisadora Juliana Barbosa compilou uma lista com mais de 80 locais dedicados ao gênero na capital paranaense. Então, reforçando a premissa de Dorival Caymmi, que disse que "quem não gosta de samba, bom sujeito não é", vamos celebrar o samba da nossa terra, onde, como canta Léo Fé, cuíca chorou e fez o povo cantar, pois chegou a hora do samba do Paraná. Neste Papo Educativa, vamos conversar com Juliana Barbosa, professora do departamento de comunicação da UFPR, pesquisadora e jurada do Estandarte de Ouro (O Globo); e com o partideiro, compositor, pesquisador e presidente do Bloco Boca Negra, Leo Fé. Apresentação de Beto Pacheco e Cristiano Castilho.