Dona. Um título que já foi privilégio da nobreza, mas que, com o tempo, passou a distinguir quem realmente engrandece o mundo. E poucas pessoas honraram esse posto como Dona Ivone Lara – a primeira mulher a assinar um samba-enredo e integrar a ala de compositores de uma escola de samba (Império Serrano), criadora de clássicos como Sonho Meu e Acreditar. Agora, seu legado ganha nova homenagem com "Senhora da Canção – Brejeiras cantam Ivone Lara", primeiro álbum do grupo Brejeiras, que há nove anos ressignifica o protagonismo feminino na música. Formado por mulheres que fazem do samba e do choro um espaço de resistência e celebração, o coletivo convida uma intérprete histórica para essa festa: Áurea Martins, guardiã da memória de Dona Ivone. Mais que um tributo, este disco é a prova de que o samba sempre teve donas – e que elas seguem escrevendo sua história. É com o grupo Brejeiras que conversamos hoje no Papo Educativa.Por sua originalidade, presença de espírito e radiografia contundente da alma que ainda mora em todos nós – claro que com um tiquinho de ironia e sarcasmo – Machado de Assis está sendo revisitado mais uma vez, e reinterpretado nos dias atuais. Autor de obras fundamentais como “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o escritor negro fluminense nos deu também mais de 200 contos. Um deles, “To Be or Not To Be”, publicado em 1876, foi adaptado para os quadrinhos pela editora curitibana Ultimato do Bacon, sob a pena de Reichel Gomes. A nova publicação se soma a outras que viraram HQs, caso de “Três Contos do Machado”, de Caeto e Masanori Inomiya e “Machado de Assis: Contos Adaptados”, graphic novel de Frank Tartarus, Adan Marini e Wagner Carsten. Tudo isso só comprova a riqueza e a atualidade do nosso escritor maior. Também conversamos, neste Papo Educativa, com Reichel Gomes, que fala sobre seu mangá “Ser ou Não Ser… André Soares”. Apresentação de