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Episódio. 02
O terceiro podcast da série O sertão que virou mar, que será publicado na quarta-feira, fala do livro GRANDE SERTÃO: VEREDAS, o único romance escrito por Guimarães Rosa, é um dos mais importantes da literatura brasileira e foi traduzido para muitas línguas. Foi fruto de uma viagem de 240 quilômetros pelo sertão mineiro feita pelo autor, que conduziu uma boiada por 10 dias. No período, ele anotou expressões, casos e histórias, já com o objetivo de recriar o sertão de uma maneira literária.
Publicado em 1956, o livro é repleto de experimentos linguísticos únicos e de referências regionalistas. Na história, o personagem principal, Riobaldo, um ex-jagunço, relembra suas lutas, seus medos e o amor reprimido por Diadorim.O romance foi escolhido pela Folha de São Paulo, por revistas nacionais e por várias associações internacionais como um dos 100 maiores livros da literatura universal do século XX.
Episódio. 03
Vidas Secasé o quarto livro pulicado pelo alagoano Graciliano Ramos, em 1938. Assim como O quinze, de Rachel de Queiroz, também narra a trajetória de retirantes do sertão nordestino, que na época da seca precisam deixar sua terra natal na esperança de encontrar melhores condições de sobrevivência. Outra característica em comum é que a obra também integra a fase denominada “Romance de 30”, a segunda fase do Modernismo brasileiro.
A condição humana é mostrada de forma bastante realista em Vidas Secas, através do cotidiano da família do vaqueiro Fabiano: sua esposa, Sinhá Vitória, o Menino mais velho, o Menino mais novo e a cachorra Baleia, que é considerada parte da família.
A obra foi escrita na década de 30, período de grande turbulência política no Brasil e no mundo. Os Estados Unidos viviam uma grande crise econômica e a Europa se recuperava do fim da Primeira Guerra. O Brasil era comandado por Getúlio Vargas que, em 1937, instalou a ditadura do Estado Novo. Em Vidas Secas, Graciliano Ramos traz uma forte crítica social, direcionada ao capitalismo, ao governo, aos ricos fazendeiros e aos militares. Revela também o processo de transformação do homem em bicho e a humanização dos animais, numa visível troca de papeis, que se destaca nos sonhos e reflexões de Baleia.
O romance de Graciliano Ramos ganhou uma adaptação cinematográfica em 1963, com direção de Nelson Pereira dos Santos, considerado um dos precursores do movimento do Cinema Novo. A adaptação do livro recebeu diversos prêmios e foi indicada à Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1964.
O livro pode ser lido na íntegra e gratuitamente através do link:
https://dynamicon.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Vidas-secas-de-Graciliano-Ramos.pdf
Episódio. 01
O QUINZE, Rachel de Queiroz
O Quinze foi o livro de estreia da escritora Rachel de Queiroz, aos 20 anos de idade. Publicado em 1930, ele narra a seca de 1915 (quando Rachel tinha cinco anos), considerada uma das mais terríveis do país. Através da história dos personagens Conceição, Vicente e da família do vaqueiro Chico Bento, Rachel expõe o drama da estiagem que assolou o Nordeste brasileiro, sem perder de vista as mazelas humanas universais, que fazem desse livro um clássico da literatura brasileira. Para Rachel de Queiroz, a temática da seca é autobiográfica: ela nasceu no Ceará, em 1910 e morou em uma fazenda em Quixadá, no sertão cearense. Junto com a família, a autora foi obrigada a deixar sua terra em 1917, rumo ao Rio de Janeiro, para fugir da seca. O romance faz parte do ciclo nordestino, que ficou conhecido na história da literatura nacional como “Romance de 30”. A partir da união entre documento histórico e ficção, Rachel de Queiroz criou, em pouco menos de 150 páginas, a obra que marcou nossa literatura.
O livro pode ser lido na íntegra e gratuitamente através do link:
https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=42857
EP. 05
No quinto momento, intitulado VIOLÊNCIA, apresentaremos alguns dados para ilustrar a realidade da violência do Brasil. A partir desses dados pensar soluções mais concretas para respondermos o fenômeno da violência. Agora não mais de forma precipitada, preconceituosa ou sem embasamentos que nos possibilite irmos além do dado observado. Se pautando nos momentos anteriores, desejamos pensar de forma mais estruturada a base da violência superando o modelo atrasado de segurança publica baseada na repressão e no policiamento ostensivo, no fragrante e na guerra ao crime. Portanto, apresentar uma relação entre educação, políticas publicas efetivas e tecnologia investigativa como sendo uma solução eficaz para reduzir os dados da crescente onda de violência, homicídio e corrupção no Brasil.
Violência
EP. 04
Abordaremos as questões relacionadas às políticas publicas no que diz respeito à falta de uma estrutura eficaz para combater a violência em sua origem. O modelo de segurança pública é ineficaz além de ter como base a ideia ação ostensiva. Ou seja, como resposta a criminalidade e o alto índice de homicídio é apresenta uma estrutura militarizada da policia, um autoritarismo, atrelado a um Estado que monopoliza a dimensão da violência desrespeitando a condição de cidadania. Essas questões enfraquecem o combate a violência e uma resposta mais satisfatórias a comunidade.
EP. 03
Vamos enfatizar a dimensão histórica partindo de dados que fundamente a tese de que a violência sempre esteve presente no cotidiano do povo brasileiro. O próprio processo de colonização foi um ato de extrema violência, pois não promoveu alteridade, mas sim, anulou cultura, crenças e costumes presentes nos nativos. O registro histórico nos faz perceber a problemática da impunidade e a função do direito no período colonial e imperial no que diz respeito à moralidade instituída para negros, índios e peões. Essa realidade enfatiza a divisão das classes sociais. A forca se torna instrumento “civilizatório” nesse período, haja vista, era da opinião da elite que, esta, teria uma função de demonstrar o resultado da desobediência da lei
EP. 05
Na despedida da série “Viver em Versos: Dia Mundial da Poesia o nosso homenageado é o “poetinha”, como ficou conhecido em todo o Brasil´. Marcus Vinicius Morais, o Vinícius de Moraes, nasceu no Rio de Janeiro em 1913.
"Garota de Ipanema", feita em parceria com Antônio Carlos Jobim, é um hino da música popular brasileira, cantado no cinema e em diversos idiomas e países. Além de ter sido um dos mais famosos compositores da música popular brasileira e um dos fundadores, nos anos 50, do movimento musical Bossa Nova, foi também importante poeta da Segunda Fase do Modernismo. Fez teatro, foi diplomata, compositor, poeta e cantor.
Para o teatro, Vinicius de Moraes escreveu Orfeu da Conceição, levada ao palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Depois foi levada para o cinema pelo francês Marcel Camus com o título Orfeu Negro, que recebeu a Palma de Ouro, em Cannes, e Oscar de Melhor Filme estrangeiro, em 1959.
Violência
EP. 02
AS FORMAS DE VIOLÊNCIA, com esse ponto pretendemos esclarecer que a violência se apresenta de varias formas. Para compreender essas formas é necessário partir da ideia de que o conceito de violência é complexo e de muitas significações. Isso implica e exige uma análise mais estruturada dessa problemática que exige uma reflexão sobre o papel do Estado visando compreender dois pontos fundamentais: a importância do direito e as formulações das leis. Tudo isso, pois, devemos nos perguntar para quem são criadas as leis. Entendendo esse ponto podemos compreender o sentido de violência simbólica e da violência física.
EP.01
Esse programa conta com a parceria da radio intereja: educação em primeiro lugar, e busca pensar problemáticas atuais de nosso cotidiano buscando sempre oferecer informação e reflexão sobre os problemas sociais do cotidiano. Nossa intenção é oferecer um conteúdo que nos auxilie no conhecimento e esclarecimentos das estruturas sócias que estamos inseridos. Meu nome é Geovani, e vou conversar com você sobre a temática da violência. Para essa conversa vamos definir cinco momentos importantes para o desenvolvimento de nossa temática, são eles: AS ORIGENS DA VIOLÊNCIA, AS FORMAS DE VIOLÊNCIA, AS RAÍZES DA VIOLÊNCIA, VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA e VIOLÊNCIA.
Ep. 04
Hoje nós vamos relembrar um poeta bem popular, cujos versos viraram música e outros ficaram na memória de todos nós. “No meio do caminho tinha uma pedra”... Quem não lembra disso? O autor é Carlos Drummond de Andrade, o nosso homenageado de hoje: um mineiro, filho de coronel, que nasceu em Itabira do Mato Dentro, em 31 de outubro de 1902.
Foi cronista do Correio da Manhã e do Jornal do Brasil.
É um dos precursores do Modernismo e defensor do verso livre, sem rima ou métrica. Publicou a partir de sua estreia em 1930, com “Alguma Poesia”, perto de 50 livros, em poesia e prosa, para adultos e crianças. Entre eles, destacam-se, A rosa do Povo, Sentimento do Mundo, Contos de Aprendiz, Boca de Luar, Brejo das almas, Antologia Poética e Cadeira de Balanço.
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