Rádio Piraí Educa - RPE

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Rádio Piraí Educa - RPE episodes

  • Era Vargas Parte II

    Esse programa faz parte da série de episódios do Podcast Piraí Educa voltado para a revisão e preparação para as avaliações de História das turmas do 9º ano do município. Eles devem ser ouvidos como uma forma de complemento ao material postado pelos professores na plataforma AVA ao longo do ano. Os conteúdos abordados são: Era Vargas, Período Democrático, Ditadura Militar e Fascismo.

    14 min
  • Mulheres que leem mulheres. Paula Gruman lê Luce Irigaray. Ep. 5.
    Paula Gruman, psicóloga clínica e doutoranda em Psicanálise pela Université de Paris, introduz nesse vídeo o pensamento da filósofa, psicanalista e linguista belga, Luce Irigaray. Irigaray se destacou por analisar o pensamento ocidental usando o método psicanalítico, chegando à conclusão que as mulheres não se encontram verdadeiramente representadas na Linguagem, no sistema Simbólico e tampouco no Imaginário. Para a pensadora, essa falta de representação implica uma exclusão e dificulta que as mulheres sejam vistas como sujeitos. Apesar de Irigaray manter-se ancorada a uma cis-heteronorma (o que podemos buscar desconstruir hoje), acredita-se que a proposta geral de seu pensamento segue sendo pertinente hoje em dia, em nossa sociedade ainda patriarcal e falocêntrica. Irigaray acredita que uma mudança (social, econômica, “concreta”) em direção a direitos e representação iguais para os dois sexos passa necessariamente por uma mudança no pensamento ocidental (seu simbólico, seu imaginário e, notadamente, sua linguagem). Seu pensamento influenciou muito a obra de Judith Butler no que tange ao gênero. 
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    10 min
  • Visconde de Mauá e Araruama: estâncias de cura e a medicina natural do século XIX. Parte II. Por Henrique Mendonça. #25
    Neste episódio, a discussão sobre onde achar um lugar para as curas naturais passa a tratar da escolha da Região dos Lagos; mais especificamente o município de Araruama. A fala apresenta as intenções que misturavam projetos intelectuais médicos, interesses econômicas e políticos, que podem nos servir de fundamento para pensar os desejos de uma boa sociedade em relação ao incremento de estâncias turísticas de cura no estado do Rio de Janeiro. Em jogo estavam o cuidado da saúde, a aquisição de novos hábitos desejáveis e modernos para uma parcela da sociedade, interesses econômicos e políticos.
    Imagem:
    Reportagem sobre o turismo na região. Destacando as dependências do Parque Hotel de Araruama. Revista da Semana. Autor desconhecido. Data: 08/09/1945. Local: Araruama.
    14 min
  • Mulheres que leem mulheres. Ana Emília Lobato lê Octavia Butler e Grada Kilomba. Ep. 4.
    Neste quarto episódio, a pesquisadora Ana Emília Lobato (PPGF/UFRJ) articula a escrita de Grada Kilomba, artista e pensadora afro-portuguesa, e Octavia Butler, importante autora de ficção científica. Ambas pensadoras negras que, cada uma em seu estilo, problematizam a questão da atemporalidade do racismo. 
     Grada Kilomba esteve no Brasil em 2019 quando lançou seu livro Memórias de Plantação – episódios de racismo cotidiano (editora Cogobó) e montou sua primeira exposição individual no país, na pinacoteca de São Paulo, intitulada Desobediências Poéticas.
     Octavia Butler começou a publicar no final da década de 70, seu primeiro romance foi Kindered – laços de sangue (publicado no Brasil apenas em 2017 pela editora Morra Branco). Butler recebeu diversos prêmios literários do gênero ficção científica, faleceu em 2006; suas histórias eram sempre atravessadas pelas questões de gênero e raça.  
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    10 min
  • Mulheres que leem mulheres. Ana Luiza Gussen lê Judith Butler. Ep. 3.
    A pesquisadora Ana Luiza Gussen (PPGF-UFRJ) apresenta a filósofa estadunidense Judith Butler, bem como a importância do seu pensamento na trajetória de sua pesquisa. Butler ganhou notoriedade na academia após a publicação de Gender Trouble, em 1990, e desde então sua presença é incontornável nos debates filosóficos feministas e de gênero. No decorrer de sua obra estabeleceu diálogo com diversos campos de estudo como antropologia, a psicanálise, as ciências sociais, num movimento de leitura que ao mesmo tempo em que se aproxima, se afasta dos autores - e serve para ir além deles. Butler, em sua obra, que notadamente passou por uma mudança de foco, nunca abandonou o gênero como uma importante categoria para pensar quais vidas importam. Atravessada por essa questão, suas formulações no debate ético-político perpassam temas como o corpo, a precariedade, a vulnerabilidade, a interdependência, o luto e a performatividade.
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    10 min
  • Visconde de Mauá e Araruama: estâncias de cura e a medicina natural do século XIX. Parte I. #24
    O professor Henrique Mendonça traz a fotografia que ilustrou a reportagem A arte de viver, de 1937, escrita para a:  REVISTA DA SEMANA pelo jornalista e escritor de ficção científica Berilos Neves. A imagem deixava a impressão de se tratar de uma expedição de turismo de um grupo de amigos à Visconde de Mauá.  Mas os visitantes estavam pondo em exame as possibilidades de inclusão daquele espaço em projeto médico científico.  Queriam pensar e fazer daquele lugar uma estância climática, um espaço para um turismo imbuído de caráter curativo.    Uma corrente médica denominada MEDICINA NATURAL ainda na segunda metade do século XIX propunha que o emprego da luz solar e do ar de altitude para a cura de doenças e para o fortalecimento do corpo humano.  Alguns interesses estavam em jogo com aquele passeio. O nosso desafio é falar um pouco sobre os projetos médicos, oportunidades políticas e incrementos de práticas de saúde, que promoveram a intenção de transformar alguns locais fluminenses em estâncias de cura para algumas doenças e incremento de novos hábitos de saúde.
    10 min
  • Mulheres que leem mulheres. Isabela Pinho lê Kátia Muricy. Ep. 2.
    Dando prosseguimento a série, a pesquisadora Isabela Pinho (PPGF/UFRJ) apresenta a filósofa Kátia  Muricy falando sobre a importância de seu livro Alegorias da dialética:  imagem e pensamento em Walter Benjamin (1999). Muricy tematiza figuras  femininas que, por vezes, permanecem em esquecimento na recepção  brasileira do autor.
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    8 min
  • Série: Mulheres que leem mulheres. Ep. 1: Lélia Gonzalez
    Juliana Monteiro lê Lélia Gonzalez.
    Projeto da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas
    Rádio Piraí Educa em parceria com o laboratório filosofias do tempo do agora
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    10 min
  • Tornando-se negro nos Estados Unidos e reconstruindo uma tese. "Volta Redonda em Preto e Branco: Trabalho, Desenvolvimentismo e Relações Raciais (1946-1988) #23.
    Muito do que somos é pautado no nosso entorno. As visões do outro sempre trazem um pouco de nós mesmos, então, ter sido criado em meio a um bairro operário, plantado ao lado de uma indústria siderúrgica (a antiga SBM em Barra Mansa), em muito formatou minha auto concepção racial e de classe, aliás, hipertrofiou minha visão de classe. Ir para os Estados Unidos, ser retirado desse entorno formativo e ser negro me fez refletir sobre várias questões no Brasil (raça e classe, colorismo, marcas genotípicas e fenotípicas, pós-abolição e classe trabalhadora, etc). Isso mudou minha cabeça, minha autoclassificação racial, além de rever minha árvore genealógica e reconstruir a tese de doutorado que estava em andamento. Essa é a história que pretendo contar hoje, uma história muito pautada em minha “cegueira pública” para o racismo estrutural, institucional e individual que vivemos. Tenho quase certeza que posso chamar essa minha “cegueira pública” de nossa! 
    Escutem, mandem mensagem ([email protected]), sigam o canal e compartilhem!
    1 hr 12 min
  • Trauma: da marca singular à ferida coletiva. #22
    O episódio de hoje fala sobre uma palavra que muitos de nós conhecemos e usamos corriqueiramente, mas sem saber que ela é um conceito elaborado dentro do campo psicanalítico por Sigmund Freud. Atualmente, em meio a uma pandemia que afetou o mundo em uma escala monumental, revirou nossa ordem social e causou perdas, mortes e adoecimento na maioria dos países do globo, falar sobre ela pode ser muito oportuno. Trauma, palavra grega que significa ferida, é o tema do podcast de Juliana de Moraes Monteiro que aborda tanto  o sofrimento enfrentado por cada indivíduo em seu psiquismo quanto sobre o necessária elaboração coletiva diante dos eventos e das catástrofes que atravessam a cultura e as formações sociais e políticas.  Trabalhar os traumas do passado é condição para que se apazigue as dores e angústias, não só dos sujeitos afetados pela marca traumática, mas também  aquelas causadas por dada experiência histórica cujos efeitos violentos continuam a reverberar na sociedade.
    Imagem: Bala/obra da artista Laura Lima.
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    24 min

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