Paula Gruman, psicóloga clínica e doutoranda em Psicanálise pela Université de Paris, introduz nesse vídeo o pensamento da filósofa, psicanalista e linguista belga, Luce Irigaray. Irigaray se destacou por analisar o pensamento ocidental usando o método psicanalítico, chegando à conclusão que as mulheres não se encontram verdadeiramente representadas na Linguagem, no sistema Simbólico e tampouco no Imaginário. Para a pensadora, essa falta de representação implica uma exclusão e dificulta que as mulheres sejam vistas como sujeitos. Apesar de Irigaray manter-se ancorada a uma cis-heteronorma (o que podemos buscar desconstruir hoje), acredita-se que a proposta geral de seu pensamento segue sendo pertinente hoje em dia, em nossa sociedade ainda patriarcal e falocêntrica. Irigaray acredita que uma mudança (social, econômica, “concreta”) em direção a direitos e representação iguais para os dois sexos passa necessariamente por uma mudança no pensamento ocidental (seu simbólico, seu imaginário e, notadamente, sua linguagem). Seu pensamento influenciou muito a obra de Judith Butler no que tange ao gênero.
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