Você sabia que nem toda pessoa superdotada é um "gênio das exatas" e que nem toda pessoa com altas habilidades necessariamente tira as maiores notas da escola?
Nesta edição do ‘Estação 953’, confira uma entrevista com o professor Jorge Oishi, docente sênior do Departamento de Estatística; com a fisioterapeuta Gilbe Bannitz, servidora técnico-administrativa; e com Ana Clara Figueiredo, estudante do curso de Ciências Sociais todos da UFSCar. Em comum, eles falam sobre altas habilidades e superdotação, compartilhando experiências sobre essa realidade diversa, que faz parte da personalidade de milhões de pessoas, muitas delas ainda não identificadas.
Representando diferentes gerações, os três abordam os sinais e os distintos perfis de altas habilidades, relatam como foram identificados e dividem suas vivências ao crescer, estudar, trabalhar e conviver com essa característica, muitas vezes invisibilizada ou mal compreendida. Na conversa, eles também refletem sobre os desafios, a pressão, os estigmas e as expectativas excessivas relacionadas ao perfeccionismo, além de tratar das dificuldades de socialização e de adaptação escolar, que muitas vezes podem levar à ansiedade e à solidão. Por fim, os convidados discutem o apoio a pessoas com altas habilidades, o papel da família e das instituições de ensino, e a importância da conscientização para desmitificar estereótipos, além de reconhecer, acolher e estimular esses talentos. A necessidade de políticas públicas também é enfatizada.