É o tempo que se perdeu porque a hora foi bloqueada, o minuto esfaqueado e o segundo enterrado.
Perdemos a noção do tempo, reduzimos a produção e melhoramos a hipocrisia.
Um sol de desespero num ar de arrogância, nada resta ao dia que semeou a ignorância e consumiu a sapiência.
É o desespero de quem espera e a voz de quem não compreende, é o tempo que não espera e a luz que não se apaga.
Resta a cortiça da bagunça que aumenta a bagagem da desgraça, numa nação roubada por leões e de seios invocando o perdão.
É rumo sem tempo, numa corrida desenfreada e uma loucura plantada por idiotices. Resta a esperança cujo tempo não levou e as lágrimas de desafecto causadas pela impunidade.
Aquilo que faz lamentar, vem do tempo mal consumido e da droga comercializada em época de fome. A miséria invadiu até os túmulos e o caos se instalou em cada comunidade, é a desgraça plantada numa zona cuja esperança foi roubada. Manuel Da Silva & Edson Da Silva