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Rádiofobia Podcast Network episodes

  • Pod Notícias 040 - Brasil é líder em crescimento no consumo de áudio

    Olá, eu sou Leo Lopes e num oferecimento da Auphonic - seu piloto automático de áudio, está de volta o Pod Notícias, o podcast que traz até você um resumo de tudo o que acontece de mais importante no mercado de podcasts no Brasil e no mundo!

    Hoje é segunda-feira, dia 19 de outubro de 2026, e esta é a nossa 40ª edição!

    Caso você ainda não saiba, a partir de agora o Pod Notícias tem também uma Newsletter, enviada diretamente para o seu e-mail 3x por semana, sempre às 9 da manhã, pra você acompanhar de perto toda a movimentação do nosso mercado, que cresce a cada dia.

    Na edição de segunda você recebe o resumo do episódio da semana com os links pra ouvir no seu agregador preferido, e na quarta e na sexta você recebe as principais notícias dos últimos dias, que não necessariamente vão entrar no podcast. 

    Então se você é ouvinte, podcaster, trabalha em produtora, agência ou representa alguma marca, ou atua em qualquer etapa da cadeia produtiva de podcasts, não deixe de assinar a nova Newsletter agora mesmo em podnoticias.com.br/newsletter!

    1. Pesquisa global da NielsenIQ encomendada pela Audible mostra o Brasil como líder em crescimento de consumo de áudio

    A Audible encomendou à NielsenIQ um estudo global sobre consumo de áudio falado - o que inclui audiobook, podcast e série de áudio, roteirizada ou não -, ouvindo 18 mil pessoas em 11 países, e os resultados foram apresentados na Feira do Livro de Frankfurt. E olha que dado bom pra gente aqui: 34% dos entrevistados disseram ter ouvido mais áudio nos últimos 12 meses do que no ano anterior, e o Brasil lidera esse crescimento, com 46% dizendo que aumentaram o consumo, na frente até do México (44%), do Reino Unido (38%) e dos Estados Unidos (35%).

    Mais da metade dos entrevistados (51%) disse que o áudio ajudou a substituir entretenimento de tela, e 47% atribuem a ele a redução do próprio tempo de rede social - ou seja, a gente não está só ganhando ouvintes novos, está roubando atenção de outros formatos, o que é uma vitória e tanto num mercado disputadíssimo.

    Um dado que me deixou de orelha em pé foi o da inteligência artificial: 50% das pessoas se mostraram abertas a ouvir conteúdo narrado por IA, um número que varia de 42% na Alemanha até 66% no Japão.

    Eu já comento direto por aqui que o brasileiro é um dos públicos mais fiéis ao áudio no mundo, e agora a gente tem um estudo global, encomendado por uma das maiores plataformas de audiolivro do planeta, confirmando isso com números. Fica difícil discordar quando o dado vem de fora e aponta exatamente na direção que a gente já percebia.

    Fonte: Audible / NielsenIQ (press release via Podnews)

     

    2. Audiolivros do Spotify chegam ao Brasil com 12 horas mensais no Premium

    Por falar em audiolivro, o Spotify começou a oferecer esse formato no Brasil desde quinta-feira (15), com mais de 6 mil títulos narrados em português já disponíveis no lançamento. Quem assina o Premium e se enquadra nas condições de elegibilidade ganha 12 horas mensais de audiolivro sem custo adicional, com o saldo se renovando todo mês, e quem passar do limite vai poder contratar mais tempo de audição. Tem também o Audiobooks+, uma assinatura dedicada só a audiolivros, mas até o anúncio a empresa não tinha divulgado o preço desse plano por aqui, então ainda não dá pra saber quanto vai custar - e tem uma terceira porta de entrada, que é a compra avulsa de título, essa sim aberta também pra quem usa o plano gratuito.

    A chegada ao Brasil faz parte de uma expansão que deve levar o serviço, hoje em 22 mercados, a mais de 180 países até o fim do ano, alcançando mais de 750 milhões de pessoas, e, segundo a empresa, o número de ouvintes mensais de audiolivro cresceu 39% de 2025 pra 2026 no mundo todo. 

    Pra quem produz podcast, esse é mais um aviso de que o Spotify quer ser o único aplicativo de áudio que o seu ouvinte precisa abrir: quanto mais formato sonoro entrar dentro do mesmo app e da mesma assinatura, menos motivo ele vai ter pra sair dali - e isso inclui competir pela atenção que hoje é só nossa.

    Fonte: CastNews

     

    3. Pesquisa mostra que político que vai a podcast sai ganhando - e isso vale pra qualquer partido

    Com as eleições de meio de mandato chegando nos Estados Unidos, a Sounds Profitable publicou a parte do seu relatório anual The Podcast Landscape 2026 dedicada à política, ouvindo 5.473 adultos americanos - é a segunda vez que o estudo pergunta especificamente sobre esse tema. Hoje, 48% dos entrevistados acham apropriado um político aparecer num podcast, contra só 10% que acham inapropriado, e entre quem já consome esse tipo de conteúdo toda semana esse apoio sobe pra 74%.

    Mais importante: entre os eleitores que provavelmente vão votar nas eleições de meio de mandato, uma aparição em podcast ajuda o político mais do que o dobro das vezes em que prejudica, e isso vale tanto pra republicano quanto pra democrata - 21% dos primeiros e 19% dos segundos dizem que ficariam mais propensos a votar num candidato depois de ouvi-lo num podcast, contra só 8% que diriam o contrário. O pesquisador Tom Webster, que assina o relatório, faz um alerta importante: a audiência de política em podcast, na verdade, caiu de 31% pra 27% dos consumidores mensais entre 2025 e 2026, então não dá pra falar em aumento de interesse só por causa da eleição - o que mudou mesmo foi a disposição de quem já ouve podcast regularmente, que ficou mais aberto a ver um político como convidado, enquanto quem nunca consumiu o formato ficou ainda mais resistente. E tem um detalhe que reforça isso: a diferença de opinião entre quem ouve podcast toda semana e quem nunca ouve, que já era de 29 pontos percentuais, subiu pra 38 pontos nessa edição do estudo.

    Os números aí são todos americanos, pensados pras eleições de novembro nos Estados Unidos, mas o assunto chega bem na hora certa pra gente aqui no Brasil: faltam dez dias pro segundo turno das eleições de presidente e de governador em seis estados e no Distrito Federal, no domingo, 25 de outubro, e candidatos de todos os lados têm circulado por podcasts e videocasts às pencas nessa reta final de campanha. Não dá pra extrapolar o dado americano pro eleitor brasileiro, e também não é o nosso papel aqui dizer quem se beneficia mais disso ou não - mas fica a dica de sempre: ouça as entrevistas com senso crítico e confira as informações antes de decidir seu voto.

    Fonte: Sounds Profitable

    AINDA EM NOTÍCIAS DA SEMANA

    4. O Freakonomics Radio abriu a caixa-preta da economia do podcast, e o retrato não é bonito

    Se tem um podcast que é referência de edição e de como costurar entrevista com análise e comentário, é o Freakonomics Radio. Na semana passada, o Stephen Dubner dedicou um episódio inteiro a responder uma pergunta que qualquer podcaster brasileiro também já se fez: se tanta gente aparece nos créditos de um podcast, quem é que paga essa conta? E o time de convidados que ele reuniu já avisa que o papo ia ficar tenso: Will Page, ex-economista-chefe do Spotify, Jeanine Wright, que já trabalhou na Inception Point AI, e Jenna Weiss-Berman, da Paper Kite Productions, que não fez cerimônia nenhuma e chamou a Inception Point AI de "capeta" ao vivo no episódio.

    O retrato que o Dubner monta é bem mais duro do que a gente costuma admitir: a indústria global de podcast fatura algo perto de 9 bilhões de dólares por ano, o que é menos do que o mercado de boliche nos Estados Unidos, e segundo a própria Jenna, só cerca de 1% dos podcasts dá lucro de fato - e olha que nem esse número é garantido, porque, mais de vinte anos depois do primeiro podcast, ainda não existe um consenso sobre o que é, exatamente, uma impressão publicitária. O Will Page resume bem o paradoxo: sozinho, um podcast vale zero, mas ele é o que faz o ouvinte "estacionar o carro e entrar" numa plataforma de streaming, então o que vale de verdade é o fosso que ele ajuda a cavar em torno de um negócio de bilhões.

    E é esse mesmo buraco de medição que abre espaço pra inteligência artificial entrar produzindo conteúdo em escala industrial a um dólar por episódio, o tal "podslop" que a gente já comentou por aqui e que é exatamente o modelo que fez a Inception Point AI virar sinônimo do problema, como você vai ver na próxima notícia. Acho que o episódio termina com a melhor síntese possível: cinco entrevistas bem costuradas, com ritmo e edição cuidadosa, são a prova viva de que nenhuma IA entregaria isso por um dólar, e quem trata o podcast como um programa de verdade, e não como um arquivo qualquer pra empilhar audiência, continua jogando em outro nível.

    Fonte: CastNews

     

    5. De Inception Point AI a Liquid Studios: a empresa-símbolo do podcast feito por IA muda de nome e de estratégia

    Falando nisso: a empresa que ficou conhecida como Inception Point AI, e que chegou a ter 15 mil programas e 300 mil episódios produzidos quase inteiramente por inteligência artificial, agora se chama Liquid Studios e quer deixar esse passado pra trás. Comandada pela CEO Jeanine Wright - a mesma que apareceu lá no episódio do Freakonomics -, a empresa lançou um novo site contando essa virada de estratégia e anunciou também um projeto-piloto de transformação de conteúdo em parceria com a Podnews: a partir de agora, a newsletter diária da Podnews vai ganhar uma versão em vídeo, produzida pela Liquid Studios, mas seguindo regras definidas pela própria Podnews - sem imagem gerada por IA, com a voz do editor de verdade e com revisão humana antes de qualquer publicação.

    Essa mudança de posicionamento não é por acaso: a Inception Point AI foi, nos últimos tempos, um dos maiores símbolos do que o mercado andou chamando de "podslop", esse tanto de conteúdo automático de baixíssimo custo inundando as plataformas. Agora a empresa diz que trabalha a partir de conteúdo que um humano já se deu ao trabalho de produzir, em vez de criar do zero com IA. 

    Pode ser só reposicionamento de marca depois da repercussão ruim que o modelo anterior teve, mas também pode ser um sinal de que até quem apostou todas as fichas na produção automática em massa está percebendo que esse caminho tem limites.

    Fonte: Podnews

     

    6. Audioboom fecha seu melhor trimestre da história e já avisa: vem compra por aí

    A Audioboom, uma das maiores hospedeiras e produtoras de podcast do mundo, divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2026, e foi o melhor trimestre da história da empresa em praticamente todos os indicadores. A receita chegou a 23,8 milhões de dólares, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado; o lucro bruto subiu 30%, pra 5,6 milhões de dólares; e o Ebitda ajustado saltou 89%, pra 2,2 milhões de dólares. O Showcase, que é o marketplace de anúncios da própria empresa, cresceu 20% e já responde por 9,7 milhões de dólares da receita, enquanto a média mensal de downloads e visualizações de vídeo bateu 190 milhões, 47% a mais do que há um ano.

    Mas o que me chamou mais atenção nem foi o resultado em si, e sim o que a empresa disse que pretende fazer com o caixa: com 6,7 milhões de dólares guardados e uma linha de crédito rotativo de 10 milhões de dólares disponível, a Audioboom afirma que quer liderar o que ela mesma chama de consolidação inevitável do mercado de podcast, com a meta de fechar entre três e quatro aquisições relevantes nos próximos anos. 

    Eu já comentei aqui outras vezes que esse mercado ainda é pequeno demais pra sustentar tanta gente sozinha, e quando uma empresa com caixa sobrando sai dizendo abertamente que quer comprar um concorrente, é sinal de que ela não está pensando nisso sozinha: é bem provável que outras estejam fazendo a mesma conta.

    Fonte: Podnews

    E MAIS

    7. O Ranking Castnews ganha duas fontes novas, e o topo da lista muda de cara

    Toda vez que sai uma edição nova do Ranking Castnews, que é hoje o levantamento mais citado quando alguém quer saber quais são os podcasts mais ouvidos do Brasil, eu dou uma espiada boa. E a edição de setembro, publicada agora em outubro, trouxe uma mudança de metodologia que vale a pena você entender, porque ela muda o jeito como esse número vai ser calculado daqui pra frente. Desde que o Podtrac Country Ranking parou de ser publicado, em abril deste ano, a conta ficava dependendo de só duas fontes, Spotify e Apple Podcasts, o que deixava tudo frágil: se uma das duas falhasse num mês, metade da apuração ia pro vinagre.

    Pois agora entraram Castbox e Pocket Casts no cálculo, só que com metade do peso das outras duas, porque elas têm uma base de ouvintes bem menor por aqui e, no caso do Pocket Casts, um público puxado mais pra tecnologia e cultura nerd, eu inclusive uso há quase uma década. 

    Com a mudança, o teto da pontuação subiu de 200 pra 300 pontos, e o topo da lista se movimentou de verdade: O Assunto, do G1, segue na liderança com 291 pontos, mas o Foro de Teresina, da Piauí, pulou do quinto pro segundo lugar, e o NerdCast, que lidera justamente no Pocket Casts, subiu pra quarta posição. 

    Eu acho essa correção muito bem-vinda, porque um ranking nacional que dependia de só duas fontes internacionais sempre deixou de fora um pedaço real da audiência brasileira, e quanto mais fontes entrarem nessa conta, mais a gente se aproxima de um número que representa de verdade quem a gente escuta por aqui.

    Fonte: CastNews

     

    8. Pra geração Z, o clipe já é o podcast - e isso muda a forma de pensar descoberta de audiência

    Durante o Podcast Movement 2026, o Steve Goldstein, fundador da Amplifi Media e que também dá aula sobre o negócio do podcast na NYU, levou três alunos da própria universidade pra um grupo focal ao vivo sobre como a geração Z descobre e consome podcast. E o retrato que saiu dali é bem diferente do que a gente, que cresceu ouvindo episódio inteiro, costuma imaginar. Um dos estudantes contou que já assistiu a podcasts inteiros só através de clipes, sem nunca abrir o episódio completo - o Goldstein batizou esse comportamento de "best-of-ing". Outro disse que um clipe bom é o que faz ele ir atrás da página do programa e, só então, do episódio completo. Já uma terceira estudante defendeu que o contexto se perde demais num recorte curto.

    Os três raramente usam os links que ficam na bio dos criadores; preferem simplesmente buscar o programa dentro do próprio aplicativo onde estão vendo o clipe - com uma exceção importante, que é o YouTube Shorts, que já linka direto pro episódio completo. 

    E o dado que eu acho mais importante pra quem produz: eles decidem nos primeiros trinta segundos se vão continuar ouvindo ou vendo. O Goldstein recomenda dar um propósito claro pra cada clipe e medir de verdade quantos deles levam o espectador até o episódio inteiro, em vez de tratar o clipe como só mais uma peça de divulgação solta. Isso é o tipo de dado que todo produtor de podcast no Brasil, inclusive eu mesmo, deve prestar mais atenção.

    Fonte: RAIN News

     

    9. Pesquisa encomendada pela Wondery mostra que o fã confia no criador tanto quanto confia nos próprios amigos

    Um levantamento que a Wondery encomendou à SmithGeiger, ouvindo 3 mil adultos americanos entre 18 e 64 anos que acompanham regularmente podcast ou série on-line apresentada por criador, trouxe um número e tanto: 81% dos entrevistados dizem confiar no criador favorito tanto quanto, ou mais do que, confiam nos próprios amigos próximos. E 89% confiam na experiência daquele apresentador sobre o assunto que ele trata.

    A pesquisa também mostra como funciona a lógica da publicidade nesse formato: 71% dizem que uma presença constante do anunciante ao longo de vários episódios já soa como um endosso genuíno, e metade do público assume que, se o apresentador citou uma marca uma vez só e nunca mais voltou a falar dela, é porque ele não gostou do produto. Depois de uma parceria que dura vários episódios, 70% passam a confiar mais na marca e 67% dizem que ficam mais propensos a experimentar o produto. E tem mais: clipes de trecho do episódio se mostraram quase duas vezes mais eficazes do que o boca a boca pra trazer gente nova pro programa, com 95% dos fãs que já acompanham o criador dizendo que tomaram alguma atitude depois de ver um desses clipes circulando por aí. 

    Isso confirma uma coisa que eu já bato na tecla aqui há tempos: a vantagem competitiva do podcast nunca foi o alcance, foi sempre a confiança - e esse tipo de dado é um argumento e tanto pra quem vende anúncio no formato continuar defendendo o preço.

    Fonte: Podnews (press release)

    HOJE NO GIRO SOBRE PESSOAS QUE FAZEM A MÍDIA

    10. abPod abre nova campanha de associados em 10 de novembro, com quatro categorias e filiação gratuita para ouvintes e independentes

    A Associação Brasileira de Podcasters, a abPod, vai abrir no dia 10 de novembro as inscrições da sua nova campanha de associados. O anúncio foi feito na terça-feira, dia 13 de outubro, durante a primeira live da entidade com os seus associados, uma entrevista com o presidente da associação, Samuel Leite, conduzida pelo podcaster Alexandre Gonçalves, fundador da produtora Gramophone. A campanha marca uma nova fase pra abPod, que acabou de completar 20 anos de trajetória, e tem um detalhe que vale a pena você saber: desde 2023 a associação é uma entidade formalmente constituída, com CNPJ próprio, e por isso está reorganizando a sua base de associados dentro das regras da LGPD. Ou seja, quem já tinha se cadastrado em anos anteriores também vai precisar fazer o cadastro de novo.

    As inscrições vão ser divididas em quatro categorias. A Individual é pra ouvintes, podcasters independentes e quem está começando o seu projeto, e nesta largada vai ser gratuita. A de Estúdio e produtora é pra MEIs e pequenas estruturas que produzem, gravam ou editam podcasts. A de Empresa do setor é pra produtoras, redes, plataformas de hospedagem, agências e fabricantes de equipamentos, como microfones e câmeras. E a de Mantenedor é pra plataformas, marcas e grupos de comunicação que queiram sustentar os projetos da abPod, como a PodPesquisa. A lógica, segundo o Samuel, é que a contribuição venha de quem ganha dinheiro com o podcast, e não de quem está na base. Hoje os custos da associação são bancados pela própria diretoria, formada por voluntários, e os recursos arrecadados vão ser aplicados em eventos e entregas pros associados, sempre de forma transparente e conforme o estatuto. A expectativa é que o primeiro grande evento da abPod aconteça em 2027, possivelmente junto com o lançamento da próxima edição da PodPesquisa.

    Na mesma conversa, o Samuel fez um balanço do mercado que, na minha opinião, explica bem por que essa reorganização importa. Pra ele, o podcast brasileiro amadureceu em audiência e em produção, mas ainda não encontrou um modelo de negócio sustentável, e os dados da última PodPesquisa mostram que só 18% dos produtores conseguem algum tipo de patrocínio, geralmente pontual e ligado a relacionamento. O caminho mais consistente hoje, segundo ele, é a receita indireta: o podcast como construção de marca pessoal e porta de entrada pra consultoria, curso, evento ou novos clientes, que é exatamente o meu caso com a Rádiofobia Podcast e Multimídia.

    Sobre inteligência artificial, a posição dele é usar a tecnologia como ferramenta de produção, na edição, nas legendas e na limpeza de áudio, e não como substituta da voz de quem produz.

    O pré-cadastro já está aberto em abpod.org.br/associe-se, e quem se cadastrar agora recebe o contato da associação no dia 10, antes da divulgação nas redes.

    Uma abPod forte, capaz de produzir dados e de juntar todo o nosso ecossistema, é exatamente o que nosso mercado precisa pra seguir crescendo e um dia ter aqui no Brasil os mesmos resultados que já tem no exterior.

    Fonte: abPod

     

    11. Joe Rogan renova com o Spotify, em acordo estimado em US$ 250 milhões

    O Joe Rogan renovou o seu acordo de exclusividade com o Spotify por mais alguns anos, e embora nenhuma das duas partes tenha revelado os valores oficialmente, o Wall Street Journal apurou que o acordo gira em torno de 250 milhões de dólares. A última renovação tinha sido em fevereiro de 2024, quando o programa voltou a ter o feed em RSS aberto, passou a ficar disponível também no YouTube e, de quebra, começou a incluir anúncios no meio do episódio, os midrolls - e, segundo uma fonte com acesso aos números do Rogan e à receita publicitária que ele atrai, os episódios recentes estão vindo com 15 anúncios cada, uma carga de 8%.

    Vale lembrar que esse já não é o primeiro contrato bilionário entre os dois: o acordo original, de 2020, já tinha sido avaliado em cerca de 100 milhões de dólares, e isso antes de o Joe Rogan Experience se tornar o fenômeno que é hoje. Então essa renovação mostra que, mesmo com toda a concorrência de vídeo, newsletter e rede social disputando a atenção dos criadores, o Spotify ainda está disposto a pagar uma fortuna pra manter o maior nome do podcast debaixo do próprio teto. É o tipo de notícia que lembra todo mundo: enquanto a gente discute se o podcast virou vídeo, se virou áudio ou se virou rede social, o dinheiro grande de verdade continua indo pra quem já provou que segura audiência.

    Fonte: Hollywood Reporter

    SOBRE LANÇAMENTOS

    12. Simonal: O Podcast, a série de Ricardo Alexandre que abre caminho pro relançamento da biografia de Wilson Simonal

    Se você gosta de música brasileira e de uma boa história de bastidores, anota essa dica aqui: o jornalista Ricardo Alexandre, criador do Discoteca Básica e que inclusive já foi meu convidado no Rádiofobia, lançou “Simonal: O Podcast”, uma série de cinco episódios feita pra acompanhar o relançamento de "Nem vem que não tem: A Vida e o Veneno de Wilson Simonal". É a biografia que ele escreveu e que ganhou o Prêmio Jabuti de 2010 como melhor biografia, mas que estava fora de catálogo havia cinco anos. A nova edição, revista, ampliada e atualizada, sai pela Arquipélago Editorial e chega às livrarias em novembro, mas já está em pré-venda, com exemplares autografados, no site simonalolivro.com.br.

    No podcast, o Ricardo conta como chegou ao Simonal, primeiro como fã de música, depois como pesquisador e, por fim, como biógrafo, numa época em que o cantor estava praticamente esquecido. E o grande atrativo da série são os trechos inéditos das entrevistas que ele gravou entre 2003 e 2009 com nomes como Chico Anysio, Cesar Camargo Mariano, André Midani e Luiz Carlos Miele, misturados com leituras do próprio livro. O trailer saiu no dia 13 de outubro, e o primeiro episódio, "Quem é Wilson Simonal", com quase 40 minutos, foi ao ar no dia 14. Os próximos saem sempre às quartas-feiras, às 8h. A produção é da Tudo Certo Conteúdo Editorial e a publicação é da Parasol Storytelling.

    Eu acho muito bacana ver um podcast sendo usado desse jeito: não como anúncio do livro, mas como uma extensão dele, que dá vontade de ler justamente porque expande o que você encontra nas páginas.

    Fonte: Acast

    Ouça no Spotify: Simonal: O Podcast

    Este episódio conta com o apoio da Auphonic.

    Todo podcaster já passou por aquela gravação em que praticamente tudo dá errado, né? Uma voz mais alta, outra mais baixa, eco da sala, chiado de fundo, "éééé", pigarro e aquelas pausas longas que parecem não acabar nunca. Soa familiar?

    É aí que entra a Auphonic, o seu piloto automático de áudio, que já ajuda mais de 2 milhões de pessoas no mundo inteiro. Ela não só melhora o seu áudio, ela salva a sua gravação, resolvendo problema por problema.

    O nivelamento adaptativo equilibra todas as vozes. A redução de ruído e de reverberação dá um jeito na acústica da sua sala. A equalização automática molda o seu som, os vícios de linguagem e os silêncios são cortados automaticamente, e a meta de loudness definida com um clique deixa o episódio pronto pra qualquer plataforma. Tudo isso funciona tanto pra áudio quanto pra vídeo.

    E não para por aí. Reconhecimento de voz e transcrição, edição multipistas e legendas automáticas estão disponíveis em todos os planos, inclusive no gratuito. Ele te dá 2 horas de tratamento de áudio por mês, sem restringir nenhuma função.

    Da gravação bagunçada ao episódio com qualidade de estúdio, com um clique.

    Mas não acredite em mim! Acesse agora auphonic.com, crie sua conta gratuita ou use o cupom OLABRASIL para garantir 15% DE DESCONTO NA SUA ASSINATURA (limitado aos 100 primeiros usuários) e ouça você mesmo a diferença em poucos minutos! 

    O Pod Notícias também conta com o apoio da HostGator, um dos melhores serviços de hospedagem do mundo, onde nós hospedamos o nosso site e que dá para o nosso ouvinte até 83% de desconto em planos de hospedagem, além de contar gratuitamente com a rede global da CDN Cloudflare, que tem benefícios insuperáveis e podem ser ativados em um clique em todos os planos. Garanta já seu desconto acessando podnoticias.com.br e clicando no banner que fica no rodapé da página ou em qualquer postagem individual.

    Se você, assim como a HostGator e a Content Academy, quiser anunciar a sua marca, produto ou serviço com a gente aqui no Pod Notícias – tanto no podcast como no nosso site – e atingir um público qualificado que se interessa pelo podcast aqui no Brasil, manda um e-mail pro [email protected], que nós vamos ter o maior prazer em conversar com você sobre as nossas opções de publicidade. E caso você queira colaborar com o Pod Notícias com texto, sugestão de pauta ou envio de notícias, também vai ser muito bem-vindo e pode fazer isso através do mesmo e-mail.

    E assim a gente fecha esta 40ª edição do Pod Notícias. Acesse podnoticias.com.br pra ter acesso à transcrição e os links das fontes de todas as notícias deste episódio, e assinar a nossa nova newsletter, entregue toda segunda, quarte e sexta às 9 da manhã direto no seu e-mail!

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    O Pod Notícias é um podcast original da Rádiofobia Podcast e Multimídia produzido por mim, Leo Lopes, e publicado pela Rádiofobia Podcast Network, que conta com a colaboração de Camila Nogueira na arte.

    Obrigado pela sua audiência e até o próximo episódio!

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    33 min
  • VOZ OFF 110 - Paulinho Ribeiro

    Saudações, ouvintes apaixonados por locução. Está NO AR o 110º podcast VOZ OFF!

    Neste episódio, Antônio Viviani e Nicola Lauletta conversam com mais uma grande voz do rádio e da publicidade.

    Nascido em São Paulo - SP, no bairro do Ipiranga, desde cedo se interessou pela área de comunicação. Organizava festas com música, mas como a família não concordava, começou a trabalhar em banco.

    Depois de 6 anos conseguiu deixar o banco e foi trabalhar à noite em casas de shows. Também fez curso de rádio no SENAC e começou a trabalhar como DJ.

    Em seguida um amigo o indicou para trabalhar na Antena 1 de Atibaia, mas em duas semanas chegou um convite para trabalhar nas madrugadas na Jovem Pan e ele aceitou. Da Pan foi pra Manchete, depois pra NovaFM e PoolFM.

    Quem vai contar essa história de sucesso é Paulinho Ribeiro.

    A conversa aconteceu em setembro de 2026 e você vai ficar sabendo que quando estava fazendo a Escola de Rádio do SENAC, uma amiga o levou à produtora VU e paralelamente ao rádio, ele começou uma carreira gravando publicidade, aliás fazendo grande sucesso.

    Outra atividade em que o Paulinho atua é na música, já tendo inclusive um trabalho autoral.

    Com a gente, e pra vocês: PAULINHO RIBEIRO!

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    1 hr 1 min
  • RÁDIOFOBIA 439 - ESPECIAL Dia das Crianças - com Lorenzo

    Saudações infantis, ouvinte do RÁDIOFOBIA!

    Ao longo de quase 18 anos de podcast, tivemos episódios especiais de Dia das Crianças em vários meses de outubro, ao ponto de virar uma tradição. Os participantes eram Lucas e Leone, hoje com 24 e 21 anos, cujas vozes de criança estão eternizadas nas vinhetas do podcast.

    O tempo passou, eles cresceram e a tradição se perdeu. E nesse meio tempo o filho mais novo, hoje com 13 anos, cresceu sem nunca ter participado de um episódio sequer...

    Então, no episódio de hoje, Leo Lopes, Jéssica Dalcin, Júlio Macoggi e Victor Estácio se reúnem para corrigir essa terrível falha e finalmente bater um papo com LORENZO, em seu tão esperado programa de Dia das Crianças!

    Não deixe de interagir com a gente nas redes sociais, dar seu feedback sobre o papo e sugerir temas e convidados para as próximas edições do nosso podcast, além de deixar seu comentário no post, ok? Você também pode agora mandar sua cartinha para a Caixa Postal 279 - CEP 13930-970 - Serra Negra - SP, e seu e-mail para [email protected]!

    Arte do episódio: Sandro Hojo

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    2 hr 19 min
  • Pod Notícias 039 - Consumo de podcasts já equilibra áudio e vídeo

    Olá, eu sou Leo Lopes e num oferecimento da Auphonic - seu piloto automático de áudio, está de volta o Pod Notícias, o podcast que traz até você um resumo de tudo o que acontece de mais importante no mercado de podcasts no Brasil e no mundo!

    Hoje é segunda-feira, dia 12 de outubro de 2026, e esta é a nossa 39ª edição!

    Caso você ainda não saiba, a partir de agora o Pod Notícias tem também uma Newsletter, enviada diretamente para o seu e-mail 3x por semana, sempre às 9 da manhã, pra você acompanhar de perto toda a movimentação do nosso mercado, que cresce a cada dia.

    Na edição de segunda você recebe o resumo do episódio da semana com os links pra ouvir no seu agregador preferido, e na quarta e na sexta você recebe as principais notícias dos últimos dias, que não necessariamente vão entrar no podcast. 

    Então se você é ouvinte, podcaster, trabalha em produtora, agência ou representa alguma marca, ou atua em qualquer etapa da cadeia produtiva de podcasts, não deixe de assinar a nova Newsletter agora mesmo em podnoticias.com.br/newsletter!

    1. Pesquisa da SiriusXM Media e da Edison Research mostra que áudio e vídeo convivem bem no consumo de podcast

    Enquanto a gente aqui no Brasil ainda debate se precisa ou não migrar pro vídeo, nos Estados Unidos uma pesquisa recente mostra que essa já deixou de ser uma escolha entre um formato ou outro. Um estudo da SiriusXM Media com a Edison Research, feito no segundo trimestre com mais de 2 mil consumidores mensais de podcast, mostra que nove em cada dez ouviram um programa em áudio no último mês, e 89% assistiram a um videocast no mesmo período - e 70% fizeram as duas coisas. Só 10% ficaram exclusivamente no áudio e 20% só no vídeo.

    O que mais me chamou a atenção foi o contexto de consumo, que comprova pontos que a gente afirma sempre: o áudio domina no carro (68%), no trabalho (54%) e durante o exercício físico (51%), enquanto o vídeo ganha espaço quando a pessoa tem atenção disponível de verdade. E 72% dos consumidores mensais já tocaram um videocast em segundo plano ou com a tela minimizada pelo menos uma vez no mês, o que quer dizer que boa parte do que é contado como "consumo de vídeo" nas métricas, na prática, funciona como áudio mesmo. A taxa de atenção e a taxa de conclusão dos episódios ficaram parecidas entre quem ouve e quem assiste, então não existe um formato mais fiel do que o outro, existe só um jeito diferente de consumir a mesma coisa.

    E pra quem vende anúncio, o recado direto do estudo é: parem de escolher entre áudio e vídeo, porque 63% acham o anúncio em áudio mais curto e 61% acham menos invasivo, mas o vídeo abre espaço pra integração de marca que o áudio não consegue oferecer do mesmo jeito. Dá pra fazer os dois ao mesmo tempo, e isso não é desculpa pra fazer qualquer um dos dois mal feito.

    Fonte: CastNews

    2. A curadoria por país sumiu do Apple Podcasts, e quem mais perde é o podcast local

    Durante anos, um dos diferenciais do Apple Podcasts foi ter times editoriais que conheciam cada mercado e destacavam programas feitos naquele país nas seções de descoberta do aplicativo, mesmo que nenhum algoritmo tivesse ouvido falar deles ainda. Pois, segundo apuração da Podnews com várias fontes, esse diferencial acabou de desaparecer, e sem nenhum aviso oficial: as seções "Home" e "New" pararam de mostrar uma curadoria pensada por país e agora entregam uma visão só algorítmica, baseada no que a Apple chama de "tipos de usuário", sem nenhum recorte geográfico.

    Um leitor canadense mandou pra Podnews a própria tela de "New", e não tinha um único programa feito no Canadá ali em cima; o próprio editor da Podnews contou que, na tela dele, não aparece nenhum conteúdo australiano, só sugestões parecidas com o que ele já escuta. E o formulário que os criadores usavam pra pedir destaque editorial também mudou: não existe mais a opção de mirar uma audiência geográfica específica, "agora é tudo global", resumiu um produtor à publicação. A Apple deu um comunicado dizendo que nada mudou e que a abordagem editorial segue a mesma, só que isso contradiz tanto o que a própria empresa disse direto pros produtores quanto o que qualquer pessoa pode conferir abrindo o aplicativo.

    Um produtor canadense resumiu bem a ironia da situação: hoje ele recebe mais recomendação de podcast canadense dentro do Spotify do que dentro da Apple. Isso é particularmente ruim pra gente aqui no Brasil, porque a gente depende muito desse tipo de curadoria local pra conseguir visibilidade dentro de um catálogo gigantesco, dominado por produção americana - se a Apple realmente abandonou esse destaque por país, fica ainda mais difícil pro podcast brasileiro, ainda mais os pequenos, de serem descoberto.

    Fonte: Podnews

    3. Depois de seis anos, a Fable and Folly vai fechar as portas

    Mais uma baixa na conta de quem apostou só em ficção em áudio pra sobreviver: a Fable and Folly, rede dedicada a podcast de ficção, anunciou que vai fechar no fim deste ano, depois de seis anos de estrada. Os próprios fundadores, Sean, Eli e Russ, explicaram que o mercado de publicidade de podcast mudou de um jeito que exigiria um nível de investimento que eles não se sentem confortáveis em assumir agora.

    A rede cresceu de uma dúzia de programas em 2020 pra mais de 200 hoje, e a boa notícia pra quem ouve é que os programas não vão simplesmente desaparecer: até o fim do ano a própria Fable and Folly vai ajudar os produtores a migrarem pra novos parceiros de hospedagem e publicidade. Quem assina o Fable and Folly Plus continua com os episódios sem anúncio nos programas que ficarem na rede até o fim do ano, mas a renovação anual já foi desativada, e quem paga mensalidade foi orientado a cancelar e apoiar os criadores direto, pelo próprio site deles ou pelo Patreon.

    Eu confesso que fico de olho nesse tipo de notícia com um certo desconforto: ficção em áudio é um dos formatos mais caros de produzir bem, e quando uma rede desse tamanho, com mais de 200 programas, não consegue sustentar o próprio modelo, isso diz muito sobre como a verba de publicidade ainda está concentrada em poucos formatos e poucos nomes.

    Fonte: Podnews

    AINDA EM NOTÍCIAS DA SEMANA

    4. Audacy encerra o Creator Lab, a plataforma que nasceu como Podcorn

    Mais uma plataforma de monetização de podcast sai de cena: a Audacy vai fechar o Creator Lab, o serviço de hospedagem e monetização que nasceu em 2019 como Podcorn e foi comprado pela Audacy em 2021 por 22,5 milhões de dólares, com data marcada pro dia 1º de novembro. Segundo o Podcast Index, cerca de 426 programas hoje estão hospedados por lá, e quem usa o prefixo "Podcorn" no feed do seu programa vai precisar removê-lo até o fim deste mês, antes que o serviço saia do ar de verdade.

    É mais um sinal de que plataforma de nicho pra monetização de criador independente continua sendo um negócio difícil de manter de pé, mesmo quando tem o bolso de uma rádio grande como a Audacy por trás - e isso deveria deixar todo criador que depende de plataforma de terceiro pra vender anúncio um pouco mais atento a sempre ter um plano B pronto.

    Fonte: Podnews

    5. A métrica de "impressão" em podcast está em crise, e ninguém sabe bem o que vem no lugar

    Um artigo de opinião publicado no AdExchanger, assinado por Krystina Rubino e Lindsay Piper Shaw, defende que o podcast está vivendo o mesmo momento que a publicidade em display viveu há uma década: a palavra "impressão" perdeu o sentido entre as plataformas, enquanto o anunciante continua pagando o mesmo CPM fechado por um inventário com oportunidades de consumo completamente diferentes entre si. Elas citam o teste do Spotify com anúncios que o ouvinte pode pular e a metodologia de "visualização engajada" do YouTube como sinais de que o mercado está perdido quanto a isso.

    A diferença, segundo as autoras, é que elas não esperam que surja uma métrica unificada dessa vez - o caminho mais realista seria cobrar transparência, mostrando pro anunciante onde a impressão aconteceu e o que o usuário poderia fazer com aquele anúncio. Esse é um papo que a gente vem acompanhando por aqui há tempo, e que só vai ficar mais urgente conforme mais formatos - áudio, vídeo, clipe, social - disputarem a mesma audiência.

    Fonte: AdExchanger

    6. A Amazon quer levar o seu podcast pra tela grande da sala de estar

    A Amazon anunciou que vai redesenhar o aplicativo Amazon Music pra Fire TV, juntando os podcasts em áudio e em vídeo numa experiência pensada direto pra tela da sala de estar. Segundo a empresa, o novo app chega ainda neste outono do hemisfério norte, com espaços próprios pra podcasts, música, apresentações ao vivo e transmissões de festivais, tudo dentro do mesmo lugar, em vez de simplesmente transportar pra tela a experiência do aplicativo de celular, em que o podcast aparece sobretudo como áudio.

    A recomendação também vai ficar mais inteligente entre telas: o histórico de escuta no celular, na Alexa, na web e na própria Fire TV vai influenciar o que aparece pra você em cada um desses aparelhos, e a Alexa+ vai deixar você simplesmente pedir um podcast pelo nome do programa ou do criador, sem precisar digitar nada no controle remoto. As novidades começam a chegar em novembro pros clientes dos Estados Unidos, em aparelhos selecionados, com disponibilidade mais ampla prevista pro ano que vem - então ainda não é pra torcer por isso aqui no Brasil tão cedo.

    Mas o movimento reforça uma tendência que a gente já vem comentando por aqui: o podcast está cada vez mais deixando de ser só um troço que se ouve e virando parte de uma experiência de tela única, que mistura áudio, vídeo e busca por voz, tudo controlado pela mesma assistente de inteligência artificial. Quem não tiver ao menos um pé no vídeo vai ficar de fora desse tipo de recomendação entre telas, mais cedo ou mais tarde.

    Fonte: CastNews

    E MAIS

    7. Três CEOs que levaram suas empresas de podcast à escala garantem que o segredo não foi nenhum programa de sucesso

    Num artigo convidado para a Sounds Profitable, a Fatima Zaidi, fundadora da Quill e da CoHost, sentou durante o Podcast Movement de Nova York com o Greg Glenday, CEO da Acast, o Dan Granger, CEO da Oxford Road, e a Sharon Taylor, CRO da Triton Digital, pra perguntar como cada uma dessas empresas chegou a um tamanho relevante de mercado - e nenhum dos três credita isso a um programa de sucesso estrondoso ou a uma campanha vistosa.

    O Glenday resumiu a resposta dele como "chata, mas é alinhamento": os dois primeiros anos dele à frente da Acast foram gastos focando em uma empresa que tinha crescido em várias direções ao mesmo tempo, abandonando aplicativos e assinaturas para virar, nas palavras dele, "a infraestrutura para os criadores independentes". O Granger chegou lá pela fusão entre a Oxford Road e a Veritone One em 2024, e diz que o orgulho maior dele foi a integração das duas equipes, com valores compartilhados definidos junto com a consultoria Table Group. Já a Sharon falou de capital: com a estrutura da Triton e do ecossistema da iHeartMedia por trás, depois de ter vendido a própria Omny Studio, "se você monta um plano de negócios, a parte do dinheiro fica mais fácil".

    Os três também apontaram a medição como uma pedra no sapato do mercado - o Granger, inclusive, é quem mais investe nisso, já que convocou a Alliance for Measurement in Podcasting em julho do ano passado, depois de calcular que a métrica inconsistente coloca mais de 1 bilhão de dólares de confiança do anunciante em risco. E o dado mais animador da conversa veio do próprio Glenday: ele estima que uns 400 dos 500 maiores anunciantes globais ainda têm espaço pra aumentar o investimento em podcast ou pra entrar nessa mídia pela primeira vez. Perguntado se o podcast já chegou ao topo da montanha, ele respondeu: "eu acho que a gente ainda está no porão". E olha que isso é só nos Estados Unidos - imagina aqui no Brasil, onde a maturidade publicitária do nosso mercado ainda é bem menor.

    Fonte: Sounds Profitable

    8. Pra Sounds Profitable, a IA é "a máquina da média" - e isso muda o que a gente deveria deixar ela fazer no podcast

    O Tom Webster, da Sounds Profitable, escreveu um textão depois de passar a semana em Denver, no Content Marketing World, dividindo o mesmo salão de exposições com outros dois eventos de marketing e pesquisa. E ele notou uma coisa interessante: praticamente toda banca ali vendia algum produto turbinado por inteligência artificial. A provocação dele é boa: um modelo de linguagem é construído pra prever a palavra mais provável, e isso significa que ele produz, por definição, a resposta média.

    Isso é ótimo pra delegar tarefas repetitivas - ele cita shownotes, transcrição, marcadores de capítulo e operação de anúncio como exemplos perfeitos. Mas, segundo ele, tem duas coisas que uma inteligência artificial não deveria fazer: o anúncio lido pelo apresentador e o conteúdo do programa em si. Porque a intimidade entre quem apresenta e quem escuta é exatamente a vantagem que uma máquina da média não consegue fingir em escala, e ele avisa que tem uma pesquisa nova da empresa saindo em algumas semanas sobre como o ouvinte de podcast reage à inteligência artificial.

    Eu assino embaixo dessa ideia: uso IA pra um monte de tarefa chata do dia a dia de produção, mas o dia que eu delegar pra ela o que eu falo no microfone vai ser o dia que eu deixar de ter um podcast pra ter um gerador de conteúdo médio, e ninguém assina um feed pra ouvir isso.

    Fonte: Sounds Profitable

    9. "Pod Is Life" quer ser o ranking único dos podcasts mais ouvidos do mundo - e o Brasil já entra na conta

    Surgiu uma ferramenta nova chamada Pod Is Life, que junta os rankings do Apple Podcasts, Spotify, YouTube, Castbox e Pocket Casts numa pontuação só, batizada de Pulse Score, que vai de zero a cem. Com isso, dá pra montar um ranking combinado por país, e a lista já cobre Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Alemanha, Brasil e México.

    Cada chart individual mede uma coisa diferente - download, stream, visualização -, então a pontuação combinada não é perfeita, mas, segundo quem já testou a ferramenta, ela costuma bater com os programas que a gente já sabe que são os maiores em cada mercado. Pra quem, como eu, vive comparando audiência entre plataformas, ter esse tipo de visão consolidada, já com o Brasil na lista, é um achado e tanto.

    Fonte: Pod Is Life

    HOJE NO GIRO SOBRE PESSOAS QUE FAZEM A MÍDIA

    10. A beehiiv contratou a primeira Head of Podcasts da empresa, de olho em virar um "sistema operacional de criador"

    A Ainsley Rossitto, primeira Head of Podcasts da beehiiv, concedeu entrevista ao Jeff Umbro, do Podglomerate, no podcast Podcast Perspectives, contando por que ela saiu da divisão de podcast da Paramount pra assumir esse cargo recém-criado dentro de uma empresa que nasceu como plataforma de newsletter. Segundo ela, hoje a base de usuários que adicionam podcast à própria conta da beehiiv está quase dividida ao meio entre quem já tinha newsletter e resolveu lançar um podcast, e quem chegou novo direto pelo podcast.

    A visão de produto da empresa é virar o que a Ainsley chama de "sistema operacional de criador", com inserção dinâmica de anúncio e um gerenciador de campanha publicitária já no roteiro de lançamentos. É um movimento que faz todo sentido: toda plataforma que nasceu especializada numa coisa só, como a newsletter no caso da beehiiv, está correndo pra virar o lugar único onde o criador publica, monetiza e mede tudo, porque ninguém quer ficar logando em cinco ferramentas diferentes só pra tocar o próprio negócio de conteúdo.

    Fonte: Sounds Profitable (via Podcast Perspectives / Podglomerate)

    SOBRE LANÇAMENTOS

    11. Oi Casada: três amigas falando da vida adulta sem manual de instruções

    Tem podcast novo na praça, e ele parte de uma premissa com a qual muita gente vai se identificar: ninguém recebe um manual quando chega a vida adulta. O Oi Casada estreou no dia 29 de setembro e reúne três amigas com cerca de 20 anos de amizade: a Pathy dos Reis, que produz conteúdo há mais de 15 anos, começou no YouTube brasileiro lá nos primeiros anos da plataforma e passou pelo Galo Frito; a Mari Graciolli, que trabalha com internet desde 2010; e a Juliana Muncinelli, a Juzão, que veio da publicidade e passou por empresas de tecnologia. A conversa é sobre a vida depois dos 30: casamento, carreira, independência, família, pais envelhecendo, perda gestacional, e também viagens, comida, esportes e as novas obsessões de cada uma. Sem roteiro rígido e com espaço pra discordância, o que, convenhamos, é o que faz um podcast de conversa funcionar. A primeira temporada tem seis episódios de 30 a 50 minutos, com episódio novo a cada dez dias, em vídeo no YouTube e em áudio no Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e Deezer.

    Fonte: CastNews

    Ouça no Spotify: Oi Casada

    RECOMENDAÇÃO NACIONAL

    12. Papicast, o videocast sobre paternidade ativa, está de volta

    E a recomendação desta semana é pra você que é pai, que vai ser pai ou que simplesmente acha que já passou da hora de a gente conversar sobre quem cuida das crianças dentro de casa. O Papicast nasceu durante a pandemia, apresentado pelo Tiago Koch, pelo Tadeu França e pelo Dennis Takada, e voltou com uma nova temporada de oito episódios dedicada à paternidade ativa, à corresponsabilidade familiar e ao autocuidado masculino.

    O formato ficou mais leve, com cara de roda de amigos, e ganhou um quadro que eu achei uma sacada muito boa: o "Papi de Rua", em que os três saem do estúdio pra conversar com pais na rua sobre como é dividir de verdade o cuidado com os filhos. A proposta é bater de frente com aquela ideia antiga de que cuidar das crianças é tarefa quase exclusiva das mulheres, e é bom ver que o programa conseguiu um patrocinador master pra isso: a Bozzano, da Coty Brasil, que liga a parceria às suas políticas de licença parental neutra. Ou seja, a marca não tá só colando o nome no projeto, tá alinhada com o que o programa defende.

    Os episódios saem a cada duas semanas, sempre às sextas-feiras, com pouco mais de uma hora de duração em média, ou seja, dá pra encaixar naquele trajeto mais longo ou na arrumação da casa. Vale muito a pena conhecer.

    Fonte: CastNews

    Ouça no Spotify: Papicast

    Este episódio conta com o apoio da Auphonic.

    Todo podcaster já passou por aquela gravação em que praticamente tudo dá errado, né? Uma voz mais alta, outra mais baixa, eco da sala, chiado de fundo, "éééé", pigarro e aquelas pausas longas que parecem não acabar nunca. Soa familiar?

    É aí que entra a Auphonic, o seu piloto automático de áudio, que já ajuda mais de 2 milhões de pessoas no mundo inteiro. Ela não só melhora o seu áudio, ela salva a sua gravação, resolvendo problema por problema.

    O nivelamento adaptativo equilibra todas as vozes. A redução de ruído e de reverberação dá um jeito na acústica da sua sala. A equalização automática molda o seu som, os vícios de linguagem e os silêncios são cortados automaticamente, e a meta de loudness definida com um clique deixa o episódio pronto pra qualquer plataforma. Tudo isso funciona tanto pra áudio quanto pra vídeo.

    E não para por aí. Reconhecimento de voz e transcrição, edição multipistas e legendas automáticas estão disponíveis em todos os planos, inclusive no gratuito. Ele te dá 2 horas de tratamento de áudio por mês, sem restringir nenhuma função.

    Da gravação bagunçada ao episódio com qualidade de estúdio, com um clique.

    Mas não acredite em mim! Acesse agora auphonic.com, crie sua conta gratuita ou use o cupom OLABRASIL para garantir 15% DE DESCONTO NA SUA ASSINATURA (limitado aos 100 primeiros usuários) e ouça você mesmo a diferença em poucos minutos! 

    O Pod Notícias também conta com o apoio da HostGator, um dos melhores serviços de hospedagem do mundo, onde nós hospedamos o nosso site e que dá para o nosso ouvinte até 83% de desconto em planos de hospedagem, além de contar gratuitamente com a rede global da CDN Cloudflare, que tem benefícios insuperáveis e podem ser ativados em um clique em todos os planos. Garanta já seu desconto acessando podnoticias.com.br e clicando no banner que fica no rodapé da página ou em qualquer postagem individual.

    Se você, assim como a HostGator e a Content Academy, quiser anunciar a sua marca, produto ou serviço com a gente aqui no Pod Notícias – tanto no podcast como no nosso site – e atingir um público qualificado que se interessa pelo podcast aqui no Brasil, manda um e-mail pro [email protected], que nós vamos ter o maior prazer em conversar com você sobre as nossas opções de publicidade. E caso você queira colaborar com o Pod Notícias com texto, sugestão de pauta ou envio de notícias, também vai ser muito bem-vindo e pode fazer isso através do mesmo e-mail.

    E assim a gente fecha esta 39ª edição do Pod Notícias. Acesse podnoticias.com.br pra ter acesso à transcrição e os links das fontes de todas as notícias deste episódio, e assinar a nossa nova newsletter, entregue toda segunda, quarte e sexta às 9 da manhã direto no seu e-mail!

    Acompanhe o Pod Notícias diariamente no Instagram em @pod.noticias e ouça o Pod Notícias no seu agregador de podcast preferido.

    O Pod Notícias é um podcast original da Rádiofobia Podcast e Multimídia produzido por mim, Leo Lopes, e publicado pela Rádiofobia Podcast Network, que conta com a colaboração de Camila Nogueira na arte.

    Obrigado pela sua audiência e até o próximo episódio!

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    25 min
  • Pod Notícias 038 - Netflix é a 3ª maior plataforma de podcast nos EUA

    Olá, eu sou Leo Lopes e num oferecimento da Auphonic - seu piloto automático de áudio, está de volta o Pod Notícias, o podcast que traz até você um resumo de tudo o que acontece de mais importante no mercado de podcasts no Brasil e no mundo!

    Hoje é segunda-feira, dia 05 de outubro de 2026, e esta é a nossa 38ª edição!

    Antes da nossa manchete eu quero anunciar que a partir de agora o Pod Notícias tem também uma Newsletter, enviada diretamente para o seu e-mail 3x por semana, sempre às 9 da manhã, pra você acompanhar de perto toda a movimentação do nosso mercado, que cresce a cada dia.

    Na edição de segunda você recebe o resumo do episódio da semana com os links pra ouvir no seu agregador preferido, e na quarta e na sexta você recebe as principais notícias dos últimos dias, que não necessariamente vão entrar no podcast. 

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    1. Netflix já é a terceira maior porta de entrada pro podcast nos Estados Unidos

     A Sounds Profitable soltou a primeira parte do Podcast Landscape 2026, o raio-x anual de como os americanos consomem podcast, e o dado mais chamativo desta edição não é um crescimento . O alcance geral ficou estável: 74% dos adultos americanos já ouviram algum podcast e 55% ouviram no último mês, tudo dentro de um ponto percentual em relação a 2025, mas, por dentro dessa estabilidade, a composição das plataformas mudou bastante. O YouTube continua líder absoluto, com 63%, o Spotify vem em segundo lugar, com 33%, e, olha só, quem aparece em terceiro lugar, já na frente do Apple Podcasts, é o Netflix, com 21% - isso no primeiro ano em que a plataforma passou a hospedar podcast de verdade.

    O Tom Webster, da própria Sounds Profitable, fez um alerta que eu assino embaixo: todo mundo reclama que YouTube e Spotify são jardins murados, mas o Netflix é o jardim murado de verdade, porque quase ninguém entra lá, e quem entra corre o risco de ser cancelado se não der lucro rápido. Pra ele, colocar seu programa no Netflix pode até ser um acordo com o capeta, porque no fim das contas você não importa pra eles. 

    E a própria Netflix parece estar se organizando por dentro pra sustentar esse crescimento: segundo a newsletter Like & Subscribe, do Ankler, a empresa está contratando um Head of Podcasts, que vai responder direto pro Brandon Riegg, vice-presidente de conteúdo não-ficção e esportes. A vaga ainda nem foi publicada oficialmente, mas já é um sinal de que a Netflix quer subir o nível de atenção que dá pro formato. 

    Pode ser cedo pra cravar que existe uma estratégia robusta de podcast original vindo por aí, mas contratar gente de peso pra cuidar do assunto costuma ser o primeiro sinal de que uma empresa grande resolveu levar isso a sério. Eu confesso que fico na dúvida se o alerta do Tom Webster vai ser ouvido a tempo, porque o apetite por distribuição em qualquer tela continua maior do que o medo de depender de uma plataforma fechada.

    Fonte: Sounds Profitable

     

    2. Podcast Movement estreou em Nova York sem Apple, Spotify e YouTube, e com o RSS no centro do palco

     O Podcast Movement trocou o salão de hotel pelo Terminal 5, uma casa de shows, pra sua estreia em Nova York, nos dias 17 e 18 de setembro - já uma pista de que o evento queria sinalizar autocrítica do setor. E olha que curioso: as três plataformas que mais definem como um programa é descoberto e consumido hoje, Apple Podcasts, Spotify e YouTube, nem montaram estande. James Cridland resumiu o clima com uma frase seca: “não deixem ninguém tirar o RSS de vocês”, batendo na tecla de que a abertura do podcast precisa de defesa enquanto as plataformas grandes insistem em fechar o jardim murado. 

    Do lado prático, Bruce Chamoff recomendou título de episódio com menos de sete palavras pra SEO no Google, apontou o Reddit como decisivo pra aparecer em resposta de ferramenta de IA, e indicou Speechify e Otter.ai como opção gratuita de transcrição. O Tom Webster trouxe um dado que eu gostei: 15% dos adultos americanos não têm nenhuma conexão social com podcast, ou seja, ainda sobra bastante público pra crescer. E teve climão também: o pessoal saiu chamando conteúdo gerado por IA de “a pior coisa do planeta”, porque o público sente na hora quando falta gente de verdade do outro lado do microfone. 

    Pra quem não teve orçamento (ou visto) pra ir até Nova York, vale lembrar que, pelo Dia Internacional do Podcast, o próprio Podcast Movement liberou de graça as 82 sessões gravadas no evento, cobrindo todos os palcos, e já dá pra assistir direto no YouTube.

    Fonte: CastNews

     

    3. Disney+ e Hulu vão dobrar a quantidade de “podcasts” no catálogo

     A Disney também quer uma fatia desse bolo e vai dobrar o número de “podcasts” disponíveis no Disney+ e no Hulu. Dois programas novos da Headgum, Best Friends e Perfect Person, vão estrear com uma semana de vantagem nessas plataformas antes de chegarem a qualquer outro lugar, e um “podcast” da ABC News já estreou com exclusividade por lá. 

    O próprio Podnews fez questão de colocar a palavra podcast entre aspas ao comentar a notícia, e eu concordo com a ressalva: conteúdo em vídeo pensado para estrear direto num serviço de streaming fechado, sem RSS, sem feed aberto e sem possibilidade de ouvir no seu agregador de áudio preferido, não é exatamente a mesma coisa que o formato que a gente conhece. 

    Mas o movimento importa de qualquer jeito: mais um gigante do streaming decidindo que vale a pena usar o rótulo podcast pra atrair público e reter assinante, mesmo distorcendo um pouco a definição pelo caminho.

    Fonte: Podnews

    AINDA EM NOTÍCIAS DA SEMANA

    4. Guy Raz recompra o “How I Built This” da NPR e fecha com a Vox Media pra fazer vídeo

     Guy Raz, apresentador do How I Built This, recomprou a propriedade total do seu podcast junto à NPR; o programa, que já tinha sido licenciado pra Amazon Music e Wondery em 2022, volta a ser dele. E a novidade não para aí: ele fechou uma parceria com a Vox Media pra lançar episódios em vídeo ainda neste outono americano, de olho em YouTube e redes sociais, com o dobro de episódios por semana a partir do ano que vem. Não ficou claro no anúncio o que acontece com a versão em rádio, que roda desde 2016. 

    Pra mim, é mais um apresentador consagrado decidindo que compensa mais ser dono do próprio negócio do que empregado de uma rede, e essa tendência só cresce: quem construiu audiência e confiança ao longo de anos não quer mais dividir o controle da própria marca com ninguém.

    Fonte: Hollywood Reporter

     

    5. Depois de admitir que a “fábrica de podcast com IA” era propaganda, o mercado recebe outro balde de água fria sobre apresentador de inteligência artificial

     A Inception Point AI, empresa que ficou conhecida (e criticada) por produzir milhares de podcasts gerados por inteligência artificial em série, agora admite que parte disso pode ter sido puro jogo de marketing. Em entrevista ao podcast Lead Balloon, do próprio Podnews, a CEO Jeanine Wright reconheceu que parte da publicidade era estratégia pra chamar atenção. 

    A rede Quiet Please, que já teve milhares de programas ativos, hoje tem só 300 no ar, e a empresa nem tenta mais monetizar boa parte deles; aliás, ela já se rebatizou de Liquid Studios e passou a se vender como quem transforma conteúdo existente, em vez de gerar do zero. 

    Eu fico com o pé atrás quando o discurso muda tão rápido assim, porque geralmente não é epifania ética, é a estratégia anterior que parou de dar resultado. E uma pesquisa recente da Edison Research ajuda a explicar por que ela parou de dar resultado: 66% dos ouvintes semanais de podcast reagiram negativamente à ideia de ter um apresentador de inteligência artificial no lugar de uma pessoa de verdade, e a maioria descreveu o sentimento com uma palavra forte - traição. O ouvinte de podcast busca justamente a conexão humana com quem fala, e isso não dá pra terceirizar pra um modelo de linguagem sem pagar um preço de confiança.

    Fonte: Podnews

     

    6. O apresentador continua sendo o maior trunfo de publicidade do podcast

     Saiu o The Podcast Study 2026, com 1.205 consumidores de podcast nos Estados Unidos ouvidos pela Point-To-Point Marketing e pela Strategic Solutions Research, com patrocínio de Crooked Media, NPR e PRX, e dado calibrado pelo Censo americano. E o resultado confirma o que quem está nessa mídia há tempo já sentia na pele: 82% dizem que o apresentador é parte grande ou a única razão de ouvir o programa, e 56% abandonariam ou pensariam seriamente em abandonar se o apresentador saísse. 

    Do lado da publicidade, o dado que interessa direto ao seu bolso: anúncio lido pelo apresentador tem 48% mais influência percebida do que o pré-gravado, e 57% lembram melhor da marca quando é o host que endossa o produto. É exatamente esse ponto que o Dan Granger, CEO da Oxford Road, reforçou numa conversa recente com o Bryan Barletta, da Sounds Profitable: pra ele, a força de venda genuína do apresentador, falando com a própria voz sobre um produto que ele realmente usa, ainda pesa mais do que qualquer posicionamento programático de anúncio, não importa o CPM que a compra automatizada ofereça. 

    E ele faz um alerta importante: quando o volume de anúncio por episódio sobe demais, geralmente o motivo não é a demanda do público, é o custo de um contrato caro demais fechado com um nome grande. 

    Quem ouve podcast não está comprando anúncio, está comprando a confiança que depositou em quem fala, e essa confiança não se recria da noite pro dia trocando de apresentador.

    Fonte: CastNews / Podnews

     

    7. Compra programática de anúncio em podcast dispara, mas o mercado já está de olho no excesso

     Uma pesquisa da Advertiser Perceptions com a Cumulus Media e a Westwood One mostra que 82% das agências já compram áudio de forma programática, contra 41% em 2022; dobrou em quatro anos. A Amazon DSP entrou pesado nisso, incorporando inventário de SiriusXM, Spotify, Acast e iHeart em junho e julho. Segundo o diretor de programática da Oxford Road, James Vakula, o mix hoje é 70% host-read e 30% programático, e o preço disso é frequência: o ouvinte médio escuta um anúncio por episódio, mas ao longo de uma campanha inteira pode escutar mais de 15. 

    E é exatamente isso que o mercado começou a controlar: o último benchmark do Podscribe colocou o ad load médio em 10,3% no segundo trimestre de 2026, a segunda queda trimestral seguida, com os programas de ad load mais pesado convertendo quase metade da taxa dos mais leves, e a compra migrando pra programas menores, de cauda mais longa, que carregam um ad load mais baixo. 

    Ou seja: o dinheiro está crescendo rápido, mas quem compra já aprendeu que exagerar na quantidade de anúncio sai caro no fim da conta.

    Fonte: Sounds Profitable (via AdExchanger)

    E MAIS

    8. Audiohook compra a Podscan e libera dado de inteligência de podcast de graça pro mercado

     A Audiohook anunciou a compra da Podscan, plataforma que usa inteligência artificial pra monitorar podcast, com transcrição, análise de adequação de marca, tudo isso. Os termos do negócio não foram revelados, mas o detalhe que importa mesmo é outro: a Audiohook vai liberar de graça a maior parte das funcionalidades da Podscan pro mercado, incluindo transcrição e análise de brand safety pra criador, rede e publisher, além de monitoramento de marca pra anunciante. O fundador da Podscan, Arvid Kahl, migra junto pra Audiohook. 

    Uma ferramenta que cobrava e virou serviço gratuito de uma hora pra outra é sempre sinal de que alguém com o bolso mais cheio decidiu bancar a democratização, e dado de podcast de graça muda o jogo de quem hoje paga caro pra entender a própria audiência.

    Fonte: Sounds Profitable

     

    9. Agências de Hollywood entram pesado na representação de criadores e podcasters

     A newsletter Scalable trouxe um ângulo que vale acompanhar de perto: as grandes agências de talento de Hollywood estão migrando pra representação de criador de conteúdo, incluindo podcaster. A CAA fechou uma holding de 250 milhões de dólares com a TPG pra comprar negócios de criador, já assinou nomes como Rhett & Link e Betches Media, e a reportagem aponta negociação em andamento com a Alex Cooper, que saiu da UTA em julho. A própria UTA e a CAA montaram divisões dedicadas a criador nos últimos dois anos, incluindo talento de podcast. 

    Quando Hollywood coloca dinheiro pesado assim pra formalizar representação, é porque o mercado parou de ser hobby de internet; virou indústria de verdade, com contrato grande e advogado no meio. E isso tende a mudar até a forma como o criador brasileiro vai negociar os próprios contratos lá na frente, na medida em que esse tipo de estrutura profissional também for chegando por aqui.

    Fonte: Scalable (via Sounds Profitable)

     

    10. Apple Podcasts Connect “ajeita” dados de audição antigos sem avisar ninguém

    O pessoal do Podnews flagrou algo sério: números de consumo médio de episódios antigos mudaram sozinhos no Apple Podcasts Connect, sem nenhum aviso da Apple. Um episódio que aparecia com 176% de consumo médio, sim, mais de 100%, o que já era estranho, apareceu depois com 85%. Esse é um dado que o produtor usa pra vender anúncio e tomar decisão, e se a Apple está reprocessando retroativamente sem transparência, é bom todo mundo que tem um podcast maior na plataforma ir conferir o próprio painel. 

    A confiança no número de audiência é a base de qualquer negociação publicitária, e, quando a métrica muda sem explicação, quem sofre a desconfiança é sempre o criador, nunca a plataforma.

    Fonte: Podnews

     

    11. BetterHelp, a maior anunciante do mercado de podcast, vai internacionalizar a estratégia de publicidade

     A BetterHelp, hoje a maior anunciante isolada do mercado de podcast, contratou a agência Media Bodies pra liderar sua expansão publicitária internacional em 10 mercados. O trabalho cobre planejamento estratégico, análise de mercado, escolha de criador e programa, gestão de parceria, execução e otimização de campanha. A aposta é numa estratégia localizada, não numa cartilha americana replicada em todo lugar, já que a maturidade do mercado de podcast, o hábito de consumo de mídia e até a forma como cada país encara saúde mental variam bastante de um lugar pro outro. 

    Pra quem produz fora dos Estados Unidos, é sinal de que a verba de publicidade internacional finalmente está começando a olhar pra fora da bolha americana, e o Brasil costuma aparecer nesse tipo de expansão, então vale ficar de olho se essa verba vai chegar por aqui.

    Fonte: Sounds Profitable

    HOJE NO GIRO SOBRE PESSOAS QUE FAZEM A MÍDIA

    12. Joanna de Assis sai da Globo e fecha com o Charla Podcast, de olho na Copa Feminina de 2027

     A jornalista Joanna de Assis foi demitida da Globo no início de agosto, depois de 20 anos de casa, surpreendida com a notícia bem no meio da apuração sobre a transferência do Memphis Depay pro Corinthians; o tipo de saída que ninguém quer ter. Mas ela já achou um novo lugar: entrou pra equipe fixa do Charla Podcast, vai comentar futebol e o cenário paulista duas vezes por semana no “Charla de Quinta” e ainda produz conteúdo exclusivo pras redes do canal. O principal mesmo é o projeto grande: ela vai coordenar toda a cobertura do Charla na Copa do Mundo Feminina de 2027, aqui no Brasil, entre 24 de junho e 25 de julho. Ela resumiu bem o momento: “quero ser feliz como vocês são felizes no Charla”. 

    É mais um nome de peso do jornalismo esportivo tradicional migrando pro podcast, e não é o primeiro nem vai ser o último.

    Fonte: CastNews

    SOBRE LANÇAMENTOS

    13. Audacity 4.0.1 traz exportação múltipla, versão portátil e os atalhos antigos de volta

     Se você edita o seu podcast no Audacity, e eu sei que muita gente começou por ele e continua por lá até hoje, vale atualizar: a versão 4.0.1 saiu no dia 30 de setembro e chega pra arrumar a casa depois da grande mudança da versão 4.0. A novidade mais útil pra quem produz podcast é a exportação múltipla, que permite exportar cada faixa, ou cada região marcada com um rótulo, como um arquivo separado, com um único comando. Pra quem grava com mais de um microfone e manda as trilhas separadas pra edição, isso economiza um bom tempo. 

    A atualização também traz uma versão portátil pra Windows, que roda direto de um pendrive sem precisar instalar nada, e devolve todos os atalhos de teclado da série 3, o que é uma ótima notícia pra quem estranhou a mudança e já fazia a edição no automático. Tem ainda melhorias de acessibilidade, com mais partes da interface navegáveis pelo teclado e avisos lidos pelos leitores de tela, e uma lista grande de correções, entre elas a dos projetos que ficavam corrompidos depois de uma falha na hora de salvar. Essa, convenhamos, é aquela correção que ninguém quer precisar, mas que todo mundo agradece. 

    O Audacity continua gratuito, livre e multiplataforma, e as notas completas da versão estão no GitHub do projeto.

    Fonte: é Livre e Aberto!

    Este episódio conta com o apoio da Auphonic.

    Todo podcaster já passou por aquela gravação em que praticamente tudo dá errado, né? Uma voz mais alta, outra mais baixa, eco da sala, chiado de fundo, "éééé", pigarro e aquelas pausas longas que parecem não acabar nunca. Soa familiar?

    É aí que entra a Auphonic, o seu piloto automático de áudio, que já ajuda mais de 2 milhões de pessoas no mundo inteiro. Ela não só melhora o seu áudio, ela salva a sua gravação, resolvendo problema por problema.

    O nivelamento adaptativo equilibra todas as vozes. A redução de ruído e de reverberação dá um jeito na acústica da sua sala. A equalização automática molda o seu som, os vícios de linguagem e os silêncios são cortados automaticamente, e a meta de loudness definida com um clique deixa o episódio pronto pra qualquer plataforma. Tudo isso funciona tanto pra áudio quanto pra vídeo.

    E não para por aí. Reconhecimento de voz e transcrição, edição multipistas e legendas automáticas estão disponíveis em todos os planos, inclusive no gratuito. Ele te dá 2 horas de tratamento de áudio por mês, sem restringir nenhuma função.

    Da gravação bagunçada ao episódio com qualidade de estúdio, com um clique.

    Mas não acredite em mim! Acesse agora auphonic.com, crie sua conta gratuita ou use o cupom OLABRASIL para garantir 15% DE DESCONTO NA SUA ASSINATURA (limitado aos 100 primeiros usuários) e ouça você mesmo a diferença em poucos minutos! 

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    E assim a gente fecha esta 38ª edição do Pod Notícias. Acesse podnoticias.com.br pra ter acesso à transcrição e os links das fontes de todas as notícias deste episódio, e assinar a nossa nova newsletter, entregue toda segunda, quarte e sexta às 9 da manhã direto no seu e-mail!

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    24 min
  • RÁDIOFOBIA 438 - REPLAY - com Luquinhaz

    Saudações editoras, ouvinte do RÁDIOFOBIA!

    Há exatos 7 anos, no RÁDIOFOBIA 266, batemos um papo com o fotógrafo, filmmaker, podcaster e criador de conteúdo sobre audiovisual e cultura pop.

    No episódio de hoje Leo Lopes, Jéssica Dalcin, Thiago Fujiwara, Júlio Macoggi e Victor Estácio conversam novamente com o editor de vídeo com mais de 15 anos de experiência no audiovisual, que trabalha com publicidade, música, conteúdo e ficção, e também cria conteúdo sobre audiovisual para ajudar outros profissionais da área a se desenvolverem!

    Bora saber tudo o que mudou ao longo dos últimos 7 anos na vida do Luquinhaz, pai da Luna e marido da Nat, em mais um episódio da nossa série REPLAY!

    Não deixe de interagir com a gente nas redes sociais, dar seu feedback sobre o papo e sugerir temas e convidados para as próximas edições do nosso podcast, além de deixar seu comentário no post, ok? Você também pode agora mandar sua cartinha para a Caixa Postal 279 - CEP 13930-970 - Serra Negra - SP, e seu e-mail para [email protected]!

    Arte do episódio: Sandro Hojo

    Links citados no episódio:
    - A Própria Carne | Trailer Oficial
    - inscreva-se no CAMERAVERSO no YouTube

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    2 hr 31 min
  • Pod Notícias 037 - Nerdcon e a celebração de 20 anos do Nerdcast

    Olá, eu sou Leo Lopes e num oferecimento da Auphonic - seu piloto automático de áudio, está de volta o Pod Notícias, o podcast que traz até você um resumo de tudo o que acontece de mais importante no mercado de podcasts no Brasil e no mundo!

    Hoje é segunda-feira, dia 28 de setembro de 2026, e esta é a nossa 37ª edição!

     

    1. Jovem Nerd comemora 20 anos do Nerdcast com a primeira edição da Nerdcon

    Nós abrimos essa edição de retorno do Pod Notícias falando da Nerdcon, o evento realizado no domingo dia 20 de setembro, no Auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina, em São Paulo, para celebrar os 20 anos do Nerdcast, o podcast do Jovem Nerd criado em 2006 e considerado por muitos o mais importante da história do podcast no Brasil. 

    O evento reuniu mais de mil pessoas, que puderam assistir a gravação de duas sessões ao vivo do Nerdcast com as participações dos seus criadores Alexandre Ottoni e Deive Pazos, e dos nerdcasters Katiucha Barcelos, Carlos Voltor, Sr. K, Tucano, Rex, Marcelo Bassoli e Didi Braguinha. 

    O evento contou também com mesas de RPG organizadas pela editora Jambô, ativações do Jovem Nerd Sport Club e mesa de artistas como Randall Random e Fabio Yabu, além de expositores e apoiadores. 

    Vinte anos depois de começar como um podcast entre amigos, o Nerdcast - que há 14 anos é editado pela Rádiofobia Podcast e Multimídia - se tornou referência em podcast no Brasil, segue atraindo um público fiel e engajado, e em breve passará a ser editado também em vídeo, algo que certamente irá marcar uma nova fase para o podcast nacional. 

    Vida longa e próspera ao Nerdcast!

    Fonte: Redação

     

    1. Acast: "a discussão de formato já era" - e os números confirmam

    O relatório anual Podcast Pulse 2026, divulgado essa semana pela Acast, decreta que a queda de braço entre áudio e vídeo perdeu o sentido: 78% dos ouvintes já consomem podcast em dois ou mais formatos, e 88% intercalam áudio e vídeo dependendo do momento - contra só 10% que ficam exclusivamente no áudio. 63% inclusive começam um episódio num formato e terminam em outro, trocando de app no meio do caminho. 

    Do lado da publicidade, a recomendação de marca feita pelo próprio apresentador de podcast foi a única fonte de confiança que cresceu entre os ouvintes (42%, alta de 9 pontos), enquanto jornalistas, youtubers e celebridades patinaram ou caíram. 

    A conclusão do estudo resume bem o momento: não é mais o formato que define como a marca ganha atenção, é o contexto.

    Fonte: Acast / Podnews

     

    1. Vídeo muda a descoberta, não o consumo, avisa a Triton Digital

    Enquanto a Acast fala em fim da rivalidade de formatos, Sharon Taylor, diretora de receita da Triton Digital, fez uma distinção importante: o vídeo mudou a forma como a gente descobre podcast, não como a gente efetivamente consome. 

    Segundo o relatório 2025 da Triton, 80% dos ouvintes mensais assistem E escutam, 13% ficam só no áudio e apenas 7% consomem exclusivamente vídeo - e esse público combinado não vem encolhendo. Um detalhe interessante é que os novos ouvintes são mais jovens, com idade média de 35 anos contra 43 dos veteranos, e cita rede social, como o TikTok, como fonte de descoberta nove vezes mais que o ouvinte antigo. 

    A recomendação da Sharon Taylor pra quem produz é tratar vídeo como expansão, não como substituição - e evitar montar uma estrutura de produção paralela quando dá pra aproveitar um arquivo único com padrões como o HLS da Apple.

    Fonte: CastNews

     

    AINDA EM NOTÍCIAS DA SEMANA

    1. Apple confirma vídeo nas assinaturas do Podcasts - e a mudança é grande

    Na última quarta dia 23 de setembro a Apple anunciou que o Apple Podcasts Subscriptions vai passar a suportar vídeo, permitindo que quem assina ofereça episódio exclusivo em vídeo, versão sem anúncio, acesso antecipado e conteúdo bônus - tudo dentro da mesma assinatura, em mais de 170 países e regiões. 

    A empresa está trabalhando com as plataformas de hospedagem parceiras pra colocar o recurso no ar, com mais detalhes prometidos pros próximos meses. É a maior das big techs de podcast dizendo, na prática, que vídeo dentro de assinatura paga deixou de ser experimento.

    Fonte: MacRumors

     

    1. Spotify Partner Program finalmente ganha data pro Brasil

    O Spotify confirmou que o Partner Program - que remunera criadores por consumo de vídeo de assinante Premium, além da publicidade no plano gratuito - chega ao Brasil em 20 de outubro. O critério de entrada é ter o podcast hospedado no Spotify for Creators, ter no mínimo 12 episódios publicados, 10 mil horas de consumo e 2 mil ouvintes únicos nos últimos 30 dias. Quem entra mantém 100% da receita de patrocínio próprio e ganha ferramentas pra trocar anúncios sem precisar reeditar o episódio. 

    Segundo Camila Justo, head de podcasts do Spotify no Brasil, o país virou prioridade pela velocidade com que abraçou o vídeo. 

    A ferramenta chega e permanece uma dúvida antiga: resta ver se esses critérios de elegibilidade não vão deixar de fora justamente quem mais precisa da grana.

    Fonte: CastNews

     

    1. Apple e Google lucram com apps que tiram anúncio de podcast

    O Podnews expôs que Apple e Google embolsam até 30% da receita de apps como o Podtastic, que cobra US$ 9,99 por mês pra remover anúncio de podcast automaticamente, direto no aparelho - inclusive falsificando o user-agent do Safari pra escapar de bloqueio de publisher. Como a remoção acontece no próprio dispositivo do ouvinte, hospedagem nenhuma consegue impedir isso tecnicamente. 

    Nem Apple nem Google tiraram o app da loja até agora. 

    Resumindo o incentivo: enquanto tiver comissão de loja envolvida, qualquer ética de plataforma vai sempre perder pra valor de acionista.

    Fonte: Podnews

     

    E MAIS

    1. Threads lança ferramentas dedicadas a podcast

    O Threads, do Meta, lançou nesta semana um pacote de recursos pensado direto pra quem produz podcast: dá pra conectar o feed RSS e o link do programa ao perfil, publicar com um botão dedicado que já mostra a capa do programa, destacar trechos usando transcrição e marcar convidados, além de acompanhar uma nova métrica de "cliques no podcast" no painel de estatísticas. 

    Do lado de quem ouve, dá pra salvar episódio pra depois e receber notificação quando um programa seguido publica novidade. 

    Segundo a plataforma, a ideia é virar vitrine de descoberta pra podcasts, não hospedagem - e isso é uma boa notícia pra quem já usa o Threads pra divulgar episódios e cortar clipes.

    Fonte: CastNews

     

    1. Gasto de anunciante de IA em podcast dispara 2.656% em um mês

    Dado da Magellan AI mostrado pela RAIN News: a Quince liderou o ranking de anunciantes de agosto com US$ 7,6 milhões, apostando pesado em comédia - mas o salto mais chamativo foi o da OpenAI, que foi de US$ 174 mil em julho pra US$ 4,8 milhões em agosto, alta de 2.656% em um único mês. 

    É estimativa, não valor fechado, mas o tamanho do salto já entrega o recado: a empresa de IA descobriu o podcast como canal de mídia e tá pisando fundo!

    Fonte: RAIN News

     

    1. Bumper e Oxford Road se unem pra empurrar um placar único de mensuração

    A agência Oxford Road fechou parceria de divulgação com a Bumper pra promover o Bumper Score, uma nota de 0 a 200 que cruza dados de entrega do podcast, audiência verificada nos principais apps e quanto do episódio - incluindo o anúncio - o ouvinte realmente termina, somando áudio e YouTube num único número. 

    Dan Granger, CEO da Oxford Road, resumiu bem o problema que o índice tenta resolver: "Confusão é ruim pros negócios; hoje a gente transforma o anunciante em detetive de CSI só pra entender se o anúncio dele funcionou". 

    Mais uma tentativa de tirar padrão de mensuração da bagunça - o teste de verdade é ver quantos players do mercado realmente adotam.

    Fonte: Podnews

     

    HOJE NO GIRO SOBRE PESSOAS QUE FAZEM A MÍDIA

    1. Kevin Roose e Casey Newton deixam o New York Times pra criar programa na NPR

    Os criadores do Hard Fork, um dos podcasts de tecnologia mais ouvidos dos Estados Unidos, estão de saída do New York Times rumo à NPR, onde vão comandar um programa novo chamado Machine Gods, com estreia prevista pra outubro e exibição nas emissoras afiliadas da rede a partir do início de 2027. 

    É o primeiro grande acordo assinado por Nadine Zylstra, a nova diretora de conteúdo da NPR, e vem em formato de vídeo - outro sinal de que até emissoras de rádio públicas já entraram de vez na disputa por talento de podcast. 

    O anúncio deve ser detalhado por Zylstra e pela CEO da NPR, Katherine Maher, durante o IAB Podcast Upfront, que acontece nesta semana dentro da Podcast Week em Nova York.

    Fonte: Podnews

     

    1. AntiCast volta ao ar - com Ivan Mizanzuk e time praticamente novo

    Depois de permanecer fora do ar desde a saída de Rafael Ancara e Marcos Beccari, o AntiCast retomou nesta semana com o episódio 524, "[re:] Black Mirror S01E01", estreando um time novo ao lado de Ivan Mizanzuk: Marcel Mosby, Lídia Zuin e Marcio Krauss embarcam pra rever a série do zero, episódio por episódio. 

    O Ivan Mizanzuk também aproveitou pra avisar que o Projeto Humanos muda de formato: a nova temporada será feita de forma independente, assim como foram temporadas memoráveis - tipo o Caso Evandro. O lado bom dessa mudança é um retorno às origens, fazendo do jeito que todo mundo conheceu lá no começo: sem limite de episódios, sem pressão e exigências de cronograma de canais, prezando sempre pela excelência em pesquisa, verificação e narrativa. 

    O lado ruim é que vai levar mais tempo e demandar mais custos, então pra tentar mitigar esse ponto o Ivan criou um site de apoio para o Projeto Humanos e para o Anticast, que pode ser feito com um apoio fixo de R$19,99 por mês ou através de doações livres via PIX.

    Quem quiser se tornar um apoiador é só acessar o site em https://apoio.mizanzuk.com/. 

    Fonte: AntiCast (Apple Podcasts)

     

    SOBRE LANÇAMENTOS

    1. Vozes e Territórios estreia contando a economia solidária dos terreiros no Rio Grande do Sul

    Estreou na última quinta-feira dia 24 o Vozes e Territórios, produzido pelo Instituto Cultural Padre Josimo com apoio do Ministério da Igualdade Racial e coprodução do Brasil de Fato RS. 

    Apresentada pela Iyá Vera Soares, a série terá 12 episódios semanais, sempre às quintas às 19h, e abordará temas como visão de mundo africana, saúde pública, ervas medicinais, economia solidária, cooperativismo negro, cultura ancestral e educação de matriz africana. 

    No episódio de estreia, a educadora Gil Neves fala sobre economia solidária nos terreiros, segurança alimentar e autonomia econômica das mulheres negras. 

    É produção regional, de nicho e com financiamento público - o tipo de lançamento que não faz ruído nacional, mas mostra bem a diversidade de quem hoje está produzindo podcast no Brasil, e certamente merece a sua audiência.

    Fonte: CastNews

     

    Este episódio conta com o apoio da Auphonic.

    Todo podcaster já passou por aquela gravação em que praticamente tudo dá errado, né? Uma voz mais alta, outra mais baixa, eco da sala, chiado de fundo, "éééé", pigarro e aquelas pausas longas que parecem não acabar nunca. Soa familiar?

    É aí que entra a Auphonic, o seu piloto automático de áudio, que já ajuda mais de 2 milhões de pessoas no mundo inteiro. Ela não só melhora o seu áudio, ela salva a sua gravação, resolvendo problema por problema.

    O nivelamento adaptativo equilibra todas as vozes. A redução de ruído e de reverberação dá um jeito na acústica da sua sala. A equalização automática molda o seu som, os vícios de linguagem e os silêncios são cortados automaticamente, e a meta de loudness definida com um clique deixa o episódio pronto pra qualquer plataforma. Tudo isso funciona tanto pra áudio quanto pra vídeo.

    E não para por aí. Reconhecimento de voz e transcrição, edição multipistas e legendas automáticas estão disponíveis em todos os planos, inclusive no gratuito. Ele te dá 2 horas de tratamento de áudio por mês, sem restringir nenhuma função.

    Da gravação bagunçada ao episódio com qualidade de estúdio, com um clique.

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    17 min
  • RÁDIOFOBIA 437 - com Bruno Fernandes

    Saudações musico-humorísticas, ouvinte do RÁDIOFOBIA!

    Ao longo de quase 18 anos de podcast, já recebemos muitos convidados que fazem de tudo um pouco, daqueles que na metáfora futeboleira "tocam, chutam pro gol e defendem" ao mesmo tempo!

    Nosso convidado de hoje é mais uma dessas pessoas: um cara que é músico, comediante e empreendedor que transforma a paixão pela música e pelo universo das guitarras em conteúdo no seu canal no YouTube, além de tocar e cantar na sua banda A Deffinir, fazer shows de stand-up e dar aulas de vendas e empreendedorismo!

    Neste episódio Leo Lopes e Victor Estácio batem um papo pra conhecer a carreira e as peripécias de Bruno Fernandes!

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    Arte do episódio: Sandro Hojo

    Links citados no episódio:
    - canal do Bruno Fernandes no YouTube
    - A DEFFINIR - Site Oficial
    - ouça a Rock News
    - canal Corredor 5 com Clemente Magalhães

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    2 hr 7 min
  • VOZ OFF 109 - Paulo Veronezzi

    Saudações, ouvintes apaixonados por locução. Está NO AR o 109º podcast VOZ OFF!

    Neste episódio, Antônio Viviani e Nicola Lauletta conversam com mais uma grande voz do rádio, da TV, e da publicidade.

    Nascido em São Paulo-SP, no bairro da Moóca, mas cresceu em Santo André, no ABC Paulista, nosso convidado, desde pequeno, gostava muito de esportes, porque morava em frente a um Centro Esportivo do município, mas pela influência materna, ouvia muita música e rádio em casa, e gostava de imitar os locutores, além de produzir num gravador portátil os programas que inventava.

    Em um teste de aptidões na escola, o resultado apenas confirmou sua preferência pela comunicação, até que um amigo que trabalhava no SBT o convidou para conhecer a emissora e lá ele começou a fazer pequenos trabalhos quando surgiu uma oportunidade, depois frustrada, de ir para o SBT de Jaú que estava inaugurando. E em Jaú mesmo, surgiu a oportunidade de ir para a Morada do Sol na vizinha Araraquara onde sua carreira começou pra valer.

    Depois de um tempo, resolveu que deveria voltar para São Paulo, porque era seu objetivo, e conseguiu trabalhar na Antena 1. Depois foi para a Pool FM, e achou que deveria tentar uma carreira internacional, e se mudou para a meca da comunicação: Los Angeles.

    Em Los Angeles conseguiu trabalhar na área técnica, primeiro na Televisa, e depois em inúmeros estúdios, e acabou conhecendo sua esposa Lúcia, filha do grande jornalista Lucas Netto, e neta do também grande jornalista Flávio Iazzetti.

    Quem vai contar essa história de sucesso é Paulo Veronezzi.

    A conversa aconteceu em julho de 2026 e você vai ficar sabendo que o casal resolveu voltar para o Brasil, para ter e criar os filhos, e o Paulinho foi trabalhar novamente em rádio, primeiro Metropolitana, depois Nova, 97 e Transamérica, até que surgiu o convite para trabalhar no Shop Tour do Galebe, onde por muitos anos trabalhou no programa. Substituindo o Galebe, atuou nos comerciais de Lojas Americanas, e numa oportunidade, montou uma produtora e agência de comunicação primeiramente para atender Americanas, e mantém a agência até hoje.

    Com a gente, e pra vocês: PAULO VERONEZZI, vem!

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    1 hr 1 min
  • RÁDIOFOBIA 436 - Eu vivi pra ver isso!? II

    Saudações incrédulas, ouvinte do RÁDIOFOBIA!

    Há cerca de 13 anos gravamos um episódio falando sobre tudo o que, para o bem ou para o mal, estávamos vivos para ter visto: novas tecnologias, músicas, filmes, adaptações, hábitos, costumes, etc.

    Mas o tempo passou e muita coisa mudou desde então, inclusive a nossa equipe! Então, como (ainda) seguimos vivos, chegou a hora de atualizar essa lista!

    No episódio de hoje Leo Lopes, Jéssica Dalcin, Thiago Fujiwara, Júlio Macoggi e Victor Estácio soltam o verbo para reclamar ou levantam as mãos pro céu pra agradecer pelas coisas que, querendo ou não, ainda estão vivos para ver!

    Não deixe de interagir com a gente nas redes sociais, dar seu feedback sobre o papo e sugerir temas e convidados para as próximas edições do nosso podcast, além de deixar seu comentário no post, ok? Você também pode agora mandar sua cartinha para a Caixa Postal 279 - CEP 13930-970 - Serra Negra - SP, e seu e-mail para [email protected]!

    Arte do episódio: Sandro Hojo

    Links citados no episódio:
    - RADIOFOBIA 121 – Eu vivi para ver isso!

    Links citados nas Cartinhas do Totô:
    - RÁDIOFOBIA Classics #74 – Tina Turner
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