Jurandir Filho, Thiago Siqueira e Rogério Montanare batem um papo sobre a cinebiografias chapa-branca. Nos últimos anos, Hollywood tem apostado pesado nas cinebiografias musicais. Filmes como "Bohemian Rhapsody" (Queen), "Back to Black" (Amy Winehouse), "Elvis" (Elvis Presley) e "Bob Marley: One Love" são exemplos recentes de obras que arrebatam o público com trilhas sonoras icônicas, algumas atuações interessantes e narrativas que tentam capturar a essência de lendas da música. Mas há um traço em comum entre muitas dessas produções: o tom "chapa-branca". O que "Better Man" fez de tão diferente?
O termo "chapa-branca" é usado para descrever obras excessivamente positivas, que evitam conflitos mais delicados ou polêmicos da vida dos retratados. Em muitos desses filmes, vemos uma versão idealizada dos artistas — heróis incompreendidos, visionários à frente do seu tempo, vítimas das circunstâncias ou de figuras manipuladoras ao seu redor. Dificilmente encontramos nuances mais humanas, erros graves ou zonas cinzentas que fazem parte da vida de qualquer pessoa, famosa ou não.
No Brasil isso não é muito diferente. Filmes como "Mamonas Assassinas - O Filme", "Mussum, o Filmis", "Elis", "Cazuza – O Tempo Não Pára", "Meu Nome é Gal" e outros, são exemplos de produções que evitaram muitos conflitos para não manchar a imagem dos artistas. Porém, aqui no Brasil é mais complicado, pois as proibições acontecem por causa de uma lei. Que lei é essa e por que tantos escritores estão tentando derrubar?
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