Reavivados por Sua Palavra

Reavivados por Sua Palavra

Download on the App Store

Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Reset: Titanic (Ezequiel 27) #rpsp
    Um dos provérbios bíblicos diz que o orgulho precede a destruição (Provérbios 16.18). Certamente, o rei de Tiro não conhecia essa verdade. No entanto, sentiu-a na pele. Todos aqueles que, não importam o tempo e o lugar, orgulham-se do que são, encantam-se com o que têm e ficam fascinados pelo que sabem, vão acabar conhecendo a humilhação. Conhecemos pessoas com esse perfil e talvez não vejamos a queda delas. Pode ser que a glória delas dure mais que nossa vida. Contudo, o triunfo delas não é definitivo. Muitos que viram a glória de Tiro só conheceram a sua glória, não o seu fim, mas o seu fim veio. A grande potência comercial acabou pobre. Se conquistamos, devemos agradecer a Deus. Se ficamos famosos, devemos saber que a fama passa. Se avançamos na carreira, devemos usá-la para enriquecer pessoas. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • Reset: Ganância (Ezequiel 26) #rpsp
    O príncipe de Tiro habita no coração de muitos de nós. Somos com o príncipe de Tiro quando nos achamos mais importantes que os outros. Somos com o príncipe de Tiro quando achamos que nossas virtudes são maiores do que as dos outros. Somos com o príncipe de Tiro quando contamos nossos sonhos, mas não ouvimos os dos outros. Somos com o príncipe de Tiro quando celebramos nossas vitórias, mas não celebramos as conquistas dos outros. Somos com o príncipe de Tiro quando nos envaidecemos dos nossos músculos. Somos com o príncipe de Tiro quando passamos a achar que nunca vão descobrir os nossos erros. Somos com o príncipe de Tiro quando pensamos que não precisamos de Deus, mas que ele precisa de nós. Para sermos felizes, precisamos sempre voltar à Bíblia para ver como o príncipe de Tiro terminou os seus dias. Só assim não percorerremos o mesmo itinerário.
    A vaidade tem muitas faces. Na adolescência, por exemplo, tivemos colegas brilhantes e colegas que passavam despercebidos na escola. Ou melhor: na adolescência tivemos colegas de classe que achávamos brilhantes e colegas que achávamos inexpressivos. Por vezes, nossas percepções mudavam quando aprofundávamos os nossos relacionamentos. Então, percebíamos, por exemplo, que um colega muito calado, a quem considerávamos tímido, não falava porque achava que não seria compreendido. Seu silêncio era uma forma de orgulho. A vaidade pode ser irritantemente ostensiva ou pode se esconder atrás do silêncio. Ou até mesmo habitar entre palavras piedosas, como estas: “Tudo para a glória de Deus”. A autoexaltação é tão onipresente que pode estar viva até nas palavras de autodesprezo que podemos por vezes ou frequentemente dizer (do tipo “eu não sei nada”, “eu não realizei nada nesta vida”). Então, para não ter de nós mesmo um conceito mais alto do que convém, precisamos prestar muita atenção para que a nossa vaidade fique sob controle, para não termos o fim do príncipe de Tiro.
    AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • Reset: Acerto de Contas (Ezequiel 25)
    Na vida, vamos fechando ou abrindo portas à medida que passamos. Meses, anos ou décadas depois voltamos, mas as portas estão fechadas, estejamos ou não lembrados de que nós mesmos as fechamos. Os amonitas fecharam portas quando se alegraram com a tristeza dos israelitas. Também podemos fechar portas. Fechamos portas quando não agradecemos pela porta que alguém nos abriu. Fechamos portas quando abandonamos aqueles que um dia nos acolheram e nos puxaram para cima. Fechamos portas quando, em nome da verdade, falamos o que achamos que devemos falar, embora não tivéssemos o direito de julgar o outro sem antes ouvir. Fechamos portas quando não fazemos com carinho e capricho o que nos pediram para fazer, por preguiça, desinteresse ou soberba. Fechamos portas quando recusamos um sorriso, um aperto de mão ou um abraço por estarmos cansados ou irritados. Fechamos portas quando, por arrogância ou desprezo, não prestamos atenção ao que o outro queria nos dizer. A lista poderia ser ampliada indefinidamente, mas esses itens são suficientes para, se fecharmos portas, nos convidar à coragem de renunciar à tentação de nos acharmos a palmatória do mundo. O mundo não é o mundo da graça, coisa de Deus, mas é o mundo da lei, coisa nossa, em que a colheita depende da semeadura. Como estão as portas por onde você passou? Espero que continuem abertas. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • Reset: 15 de Janeiro de 588 a. C. (Ezequiel 24) #rpsp
    Do que nos orgulhamos? Jerusalém se orgulhava do seu templo. Podemos nos orgulhar de uma capacidade que temos — de falar ou de ouvir, por exemplo. Olhamos para os outros e ficamos felizes por sermos melhores que eles. Podemos nos orgulhar de um bem que tenhamos, seja uma casa, um carro ou um barco. Olhamos para o que temos e damos graças a Deus, num primeiro momento, até aquele bem se tornar o nosso deus. Olhamos para eles e nos sentimos completos. Podemos nos orgulhar de um talento, como pintar, esculpir, escrever ou negociar. Reconhecemos que o nosso talento é um dom de Deus, mas depois nos esquecemos dele. O nosso talento nos basta. Quando essas coisas vão tomando o lugar de Deus, Deus pede que lhe entreguemos essas coisas. Ele pede porque sabe o que essas coisas exigem de nós e sabe que essas exigências podem nos destruir. Nós podemos viver sem as coisas que Deus nos pede. E quando tomamos a decisão de abrir mão delas, vivenciamos a alegria da liberdade. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    8 min
  • Reset: Ideologias Políticas (Ezequiel 23) #rpsp
    Nos romances policiais, os criminosos sempre voltam à cena do crime. Na vida real, muitas vezes cometemos os mesmos erros. Quando vemos com honestidade o que fazemos, notamos que não aprendemos com os erros. De fato, se aprendêssemos com os nossos erros, erraríamos menos. Quando lemos os profetas bíblicos, observamos que, desde Moisés, eles advertem o povo contra os mesmos pecados relacionados nos Dez Mandamentos (Êxodo 20). Aprendemos a errar com os outros, mas não aprendemos a mudar mesmo depois de ver as consequências dos nossos erros. Ezequiel nos conta a parábola de duas irmãs: Oolá (que representa Samaria, no norte) e Oolibá (que representa Jerusalém, no sul). Oolá desapareceu por causa dos seus próprios pecados. Oolibá ficou sabendo da sua história, mas não aprendeu. Nós, também, muitas vezes, queremos ver se é mesmo verdade que o pecado tem consequências. Queremos ter experiências que a sabedoria recomenda que não deveríamos desejar. O mesmo equívoco humano se aplica às promessas de Deus para nós. Sabemos, por experiência própria, que Deus não falha, mas ainda assim duvidamos. Quando usamos bem a nossa memória, não fazemos como Oolibá. Quando usamos bem a nossa memória, as promessas de Deus são palavras vivas que nos motivam. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    8 min
  • Reset: Posicionado na Brecha (Ezequiel 22)
    Quando uma pessoa se coloca diante de Deus torna-se um verdadeiro exército, mesmo que composto apenas por ela. Seu poder não advém das armas, como nos casos das forças policiais e armadas; seu poder advém precisamente do fato de ter-se colocado diante de Deus. Essa pessoa pode muito em suas lutas, exatamente porque sua força não é própria. Por isso, ela pode enfrentar o mundo todo e vencer. A ideia de um exército de um homem só está bem presente na literatura, desde Ulisses, na Odisseia de Homero, até o romance com esse título, do brasileiro Moacyr Scliar, passando pelo Sancho Pancha, em Dom Quixote, de Cervantes. De certo modo, temos o tema na experiência dos profetas. Elias e Jeremias, por exemplo, enfrentaram governos inteiros. Ezequiel tipifica essa possibilidade ao dizer que Deus busca uma pessoa para se colocar na brecha entre ele e o seu povo. Deus está à procura de uma pessoa digna que possa ficar em pé diante dele. Jeremias fala do mesmo tipo de busca (Jeremias 5.1). Esperamos que, ao olhar para nós, ele nos considere dignos. É com pessoas assim que Deus faz sua obra no mundo. A mensagem de Ezequiel foi para os líderes e para o povo em geral. Ele buscava uma pessoa entre os líderes e entre o povo. Deus está chamando servos interessados em consertar os muros derrubados. O muro é a linha de demarcação entre a santidade e o pecado. O muro derrubado precisa ser reparado. Deus nos quer reparando esse muro. Se estiver derrubado, não saberemos viver em santidade. Para nos empenharmos na obra de Deus, não basta apenas nos dispormos a fazê-la. 1. Precisamos ser purificados por Deus. Não se trata de autopurificação, que é sempre parcial. Quando nós mesmos nos purificamos, nós nos purificamos do que nos interessa. Não é Deus que nos sonda, mas somos nós que nos sondamos. Então, elegemos as áreas, seja porque não vejamos algumas, seja porque não tenhamos coragem de olhar. A verdadeira purificação é um processo semelhante à fundição de metais num cadinho. Nele o que não é metal precioso vai se tornando escória. Deixemo-nos purificar por Deus. Sem áreas escolhidas. Sem cantos escondidos. 2. Para que sejamos purificados, precisamos reconhecer os nossos pecados. Essa é a nossa parte e não é fácil. Nós nos acostumamos com o pecado a ponto de não o considerarmos mais pecado. Precisamos, pois, reparar os buracos dos nossos próprios muros, dos muros da igreja, dos muros da sociedade. 3. Purificados, precisamos nos empenhar pela causa de Deus. Se Deus procura pessoas que reparem os muros, é porque ele não pode repará-los por nós. O empenho na causa de Deus é fruto de um relacionamento próximo com Deus. É impossível uma pessoa estar próxima de Deus e não se envolver em sua obra. É possível a alguém que não está próximo empenhar-se (por costume, ativismo, etc.), mas é impossível a quem esteja próximo dele não se empenhar na proclamação do seu amor. 4. Nosso empenho deve ser feito com oração. O conserto dos muros é uma obra das nossas mãos e uma obra das mãos de Deus. Ação e oração são faces de um mesmo relacionamento. Oração sem ação é preguiça; ação sem oração é pretensão. O profeta diz que Deus procura pessoas que estejam em pé para interceder pelo povo. Estar em pé sugere o oposto de descanso. Há muita gente que quer ficar sentada diante de Deus. Ele quer pessoas que se disponham a ficar em pé. Nada, portanto, de descanso (Isaías 62.6-7). Estar em pé sugere também persistência. Não há outro modo de se fazer a obra de Deus. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • Reset: Oposição de Deus (Ezequiel 21) #rpsp
    Para nós, o ano muda duas vezes: quando fazemos aniversário e quando termina o dia 31 de dezembro. Achamos que, nessas duas mudanças, nossa vida também mudará. Chegamos ao dia seguinte e somos a mesma pessoa. É mais fácil crer em miragem do que ter coragem. É mais fácil endurecer o coração do que ouvir a voz de Deus que nos incomoda. O dia de mudar é hoje. Quem muda os dias do calendário é o coração. É melhor um coração que sangra do que um coração que murcha. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    5 min
  • Reset: Marcas (Ezequiel 20) #rpsp
    Não há criatividade no pecado. Geralmente, pecamos do mesmo modo. Muitas vezes, pecamos como nossos pais pecaram. O aprendizado tem um poder maior do que admitimos. Um pai mentiroso vai contar uma história na vida do seu filho. O comportamento de um pai violento vai cruzar com a atitude dos seus filhos. A infidelidade, seja a Deus, seja ao cônjuge, pode ser a prática dos filhos. Pais desorganizados tendem a ter filhos indisciplinados. Muitas vezes, o vício pode ser herdado. No entanto, os filhos precisam saber que as consequências das sua ações, mesmo as aprendidas, cairão sobre eles, não sobre os seus pais. Sua vida lhes pertence. Assim, precisamos saber que não estamos obrigados a cometer os mesmos pecados dos nossos pais. Podemos escolher outros caminhos. Se nossos pais eram mentirosos, podemos falar sempre a verdade. Se nossos pais eram violentos, seremos pessoas de paz, em casa e na rua. Se nossos pais eram infiéis, podemos escolher a fidelidade como nosso alvo. Se nossos pais eram desorganizados, sem horário, atrasados para os compromissos e as contas, nós podemos ser pessoas organizadas. Se nossos pais tinham algum vício, podemos passar longe de qualquer um deles. Qual a nossa escolha? AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • Reset: Canto e Lamento (Ezequiel 19) #rpsp
    O profeta Ezequiel compara o presente do seu povo com o passado. No passado, seu povo era como uma árvore viçosa e frutífera. A razão era simples: a árvore tinha suas raízes junto à água. O segredo, como apresentado no Salmo 1, permanece o mesmo: se a nossa fonte é Deus, ela não vai se secar; se a nossa fonte é Deus, ela vai saciar nossa sede; se a nossa fonte é Deus, ela será sempre pura. Todos os dias precisamos de água, mas nem sempre a buscamos na fonte divina. Se queremos ser árvores viçosas e frutíferas, nossas raízes devem estar ligadas à fonte divina. Quando bebemos de outras fontes, nossa árvore (isto é: nossa vida) não cresce bonita. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • Reset: Liberdade e Responsabilidade (Ezequiel 18) #rpsp
    Esse capítulo antecipa claramente a doutrina da responsabilidade individual como a encontramos no Novo Testamento. Deus vai mostrando a verdade completa de modo progressivo. Ele vai se revelando aos poucos, na medida da capacidade de o povo compreender. No Antigo Testamento, o pecado era individual e comunitário, isto é: havia uma solidariedade na santidade e também no pecado. Famílias eram exterminadas por causa do erro de um dos seus membros, como no caso de Acã (Josué 7.24). Ezequiel oferece a visão que prevalece no Novo Testamento, especialmente no que se refere à decisão de aceitar ou recusar a oferta de salvação por meio de Jesus Cristo. Os pais não podem pagar pelos erros dos seus filhos. Os filhos não podem pagar pelos erros dos seus pais. A alma que pecar morrerá (versículos 4 e 20). A alma que viver segundo os valores de Deus viverá. Vale aqui uma frase feita: Deus não tem netos, só filhos. A decisão é pessoal. As bênçãos e as consequências dessa decisão também são pessoais. Para destacar a impossibilidade de transferirmos a responsabilidade pelas nossas decisões, o profeta Ezequiel faz uma síntese da verdadeira religião. O princípio da verdadeira religião é reconhecer a soberania do Senhor, que deve se expressar numa adoração exclusiva a Deus. Não podemos servir a outros deuses. Não prodemos servir a nós mesmos. Essa adoração deve obrigatoriamente repercutir numa vida pautada por padrões éticos elevados. Esses padrões devem conduzir a expressão de nossa sexualidade, a extensão das nossas relações econômicas, a defesa da justiça, a solidariedade para com os pobres, a vivência da honestidade. Uma expressão de fé que se contenta apenas com o prazer de estar na presença de Deus, esquecida de que deve orientar todas as ações daquele que adora é uma abominação e não verdadeira religião. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min

About Reavivados por Sua Palavra

From the publisher's feed

Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…