Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Sofrimento de A a Z: Súplica pelos Filhos (Lamentações de Jeremias 2) #rpsp
    A Bíblia fala de um sentimento incômodo. Trata-se da “ira de Deus”. Quando ela vem da boca de um amigo de Jó (Jó 20.22,28), conseguimos não lhe dar atenção. Quando ela vem da boca de quem está sofrendo (Salmo 6.1 e 74.1, entre tantos versículos), ficamos confusos. Quando a cruz de Cristo é explicada também como uma consequência da ira de Deus (1Tessalonicenses 5.9-10), ficamos perplexos. Precisamos entender essa expressão. Primeiramente, entendamos a palavra “ira”. Diferentemente de nós, quando Deus fica irado, ele não peca. Seu sentimento é uma reação justa (ele é sempre justo) diante do pecado humano. Nosso pecado provoca indignação e tristeza em Deus. A ira de Deus é consequência do seu amor por nós. Ele se entristece porque nos afastamos dele e nos tornamos amigos do pecado, porque ele sabe aonde o pecado nos leva. A ira se manifesta no castigo. O castigo é uma punição, mas não apenas uma punição, porque tem sobretudo uma função didática. O castigo vem para nos dizer: não peque mais. A ira se manifesta também quando Deus deixa a vida seguir seu curso. Ele nos deu as leis e nos enviou profetas para nos advertir quanto às consequências do pecado. Se escolhemos pecar, escolhemos também pagar o preço. Sua ira significa que ele não suspende as consequências do nosso pecado, precisamente para que a nossa liberdade continue sendo exercida. A ira de Deus precisa ser respondida. A resposta é o castigo (ou disciplina). No Antigo Testamento, o pecado precisava ser castigado com algum sacrifício. Se fosse grave, com um animal que era oferecido como resgate para a obtenção do perdão. No Novo Testamento, permanece a necessidade da punição, bem como a disposição divina para o perdão. Na cruz, a punição foi desferida contra Jesus e nós fomos perdoados. A ira de Deus cessou por iniciativa dele. Seu amor ficou pleno por decisão dele. Por isso, agora temos total comunhão com ele e alegria completa no nosso relacionamento com ele. Na cruz, “fomos aceitos por Deus pela nossa fé nele”, pelo que “temos paz com ele por meio do nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • Sofrimento de A a Z: Olha para Nós! (Lamentações de Jeremias 1) #rpsp
    O poeta assume o pecado cometido. Sua ação nos conclama a agir como ele e não como pessoas que fazem de conta que admitem o seu erro, mas acham que estão certos. Vemos esse tipo de comportamento todos os dias. Num desses dias, um jogador de futebol, acusado de uma ofensa racista, primeiro negou que tivesse xingado o adversário. Depois, diante das fortes evidências contra ele, convocou uma entrevista coletiva para pedir desculpas. O comportamento do jogador, que pede desculpas para obter perdão ou para atenuar seu pecado, é típico de quem não se arrepende. Precisamos nos perguntar se não agimos do mesmo modo. Há muitos usos para pedidos de perdão. Todo pedido de perdão que não traz junto o desejo de não errar mais não tem valor. Não tem valor o pedido de perdão que não traz junto a disposição de pagar o preço. As palavras do jogador de futebol, se sincero, deveriam ser: “Errei. Peço perdão. Estou disposto a pagar o preço do meu erro”. Pedir perdão com desejo de mudar e com disposição para pagar o preço é graça. É graça também aceitar o pedido de perdão. O jogador ofendido pode, se quiser demonstrar graça, dizer: “Aceito seu pedido e o perdoo. Libero você de pagar o preço”. Perdão assim é graça. Uma vida livre começa com a admissão do nosso erro. Os outros passos vêm depois. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Game Over (Jeremias 52) #rpsp
    No resumo que faz da história, o livro de Jeremias mostra que o pecado tem consequências dramáticas. Os líderes foram advertidos, mas preferiram não ouvir a mensagem de Deus. O povo foi ensinado, mas preferiu seguir os profetas de mensagens animadoras, mas falsas. Como acontece com o pecado se não for confessado e se não houver arrependimento, gera seus resultados, a colheita veio: o exílio de parte do povo numa terra distante. O profeta pregou que o povo não deveria resistir à Babilônia, o que lhe permitiria viver em paz na terra. Os líderes levaram o povo a resistir. Foram todos humilhados. O rei Zedequias teve seus olhos furados e morreu na prisão. O templo de Jerusalém, construído por Salomão, foi destruído. A glória de Israel virou pó. A desobediência sempre cobra um preço alto. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    5 min
  • O Profeta Mais Sofrido da Bíblia: Saia da Babilônia (Jeremias 51)
    Lendo Jeremias 51 e 52, entendemos o livro de Apocalipse. No último livro da Biblia, “Babilônia” é todo poder (indivíduo, governo ou nação) que se levanta contra Deus, ao praticar a injustiça como regra e a opressão como método. “Babilônia” é todo aquele que confia na sua própria força. Seu destino é claro: a destruição. Mesmo que o engenho humano consiga construir um edifício tão alto que pareça tocar o céu, será destruído. (Quem, por exemplo, imaginaria ser possivel destruir as “torres gêmeas” de Nova York?) Mesmo que o problema que enfrentamos seja tão poderoso quanto a Babilônia, se Deus decidir que vai cair, cairá. Para os hebreus, a queda futura da Babilônia era uma esperança para enfrentar os seus dias. Para nós, a queda da “Babilônia” é uma esperança quando os dias estão difíceis. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Caiu, caiu, a Grande Babilonia... (Jeremias 50) #rpsp
    Há uma promessa, datada no tempo e no espaço: um dia, Judá (simbolizando todo o Israel) seria perdoado de tal modo por Deus que não ficaria dúvida quanto a esse perdão. Deixando de lado o aspecto escatológico, podemos ver nessa promessa uma verdade para nós. Quando Deus perdoa, ele perdoa de fato. Ele não perdoa como nós perdoamos: perdoamos, mas ficamos com um pé atrás contra quem perdoamos (ou dizemos ter perdoado). Quando lemos essa passagem pela primeira vez, imaginamos uma promessa de ausência de pecado. Mesmo depois de restaurado, Israel voltou a pecar. Mesmo depois de perdoados e salvos por Jesus, ainda pecamos. Lendo com mais atenção, podemos concluir que a passagem não é sobre o ser humano, mas sobre Deus. Quando ele perdoa, não ficam registros do pecado perdoado. Qualquer pesquisa nos prontuários será inútil. Nada será encontrado. Esse deve ser o nosso objetivo quando, ofendidos, decidimos perdoar. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Cinco povos das Missões (Jeremias 49) #rpsp
    Precisamos dar nomes aos nossos problemas. O Antigo Testamento chama os problemas de inimigos. Desde tempos antigos, o grande inimigo de Israel era Edom. Quando o povo peregrinava em direção à terra prometida, não teve permissão para passar por Edom (Números 20.18). A partir daí, a inimizade se tornou permanente. Ao longo da vida, vamos fazendo inimigos. Alguns a quem ofendemos e outros que nos ofendem. Como tratar os inimigos? Primeiro, devemos nomeá-los. Temos de ser honestos. Se temos inimigos, temos. O mesmo se aplica aos nossos problemas: temos de nomeá-los com clareza e objetividade. A partir daí, poderemos enfrentá-los. Depois de ler Jeremias, precisamos ler o Salmo 60.9 (cf. Salmo 108.10). Antecipando o que ensinou Jesus Cristo, o poeta pede que seja conduzido para Edom, agora não mais para guerrear, mas para fazer a paz. Jesus nos ensinou a amar os nossos inimigos. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Moabe e o castigo divino (Jeremias 48) #rpsp
    Os moabitas se gabavam das suas vitórias militares, que eram passageiras, como o demonstrariam as derrotas no futuro. Os moabitas não conheceram o apóstolo Paulo que, hábil na arte de argumentar e escrever, forte na disposição de viajar mesmo em condições desfavoráveis, escreveu: “Se existe motivo para eu me gabar, então vou me gabar das coisas que mostram a minha fraqueza” (2Coríntios 11.30). Nós conhecemos o apóstolo Paulo porque sua vida e seu pensamento estão na Bíblia. Como Paulo, sabemos que, cientes da nossa fraqueza, estamos dispostos a mudar em nós o que precisa ser mudado. Quando estamos conscientes da nossa fraqueza, vamos a Deus, que pode todas as coisas pela sua força e sabedoria. A humildade é, na verdade, uma força. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Os Filisteus, sofrendo além da conta (Jeremias 47) #rpsp
    Os filisteus não demonstraram misericórdia para com os judeus. Quem espera misericórdia de Deus deve agir com misericórdia em relação aos outros. O princípio ensinado por Jesus — de que devemos tratar os outros como queremos ser tratados por eles (Mateus 7.12; Lucas 6.31) — se aplica também ao exercício da misericórdia. Quando as aflições nos alcançam, pedimos misericórdia a Deus. Quando somos alvos de ataques por parte de uma pessoa, pedimos misericórdia a ela. Quando estamos do outro lado e as pessoas se sentem atingidas por nós e pedem misericórdia, precisamos agir da mesma maneira. Mostramos misericórdia quando, podendo ser duros, somos suaves. Mostramos misericórdia quando, precisando criticar, criticamos respeitosamente. Mostramos misericórdia quando, ofendidos, perdoamos. São felizes os que demonstram misericórdia (Mateus 5.7; Lucas 6.36; 1Pedro 3.8). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Egito, o Falastrão (Jeremias 46) #rpsp
    Os que tinham restado do povo de Israel fizeram uma aposta; uma aposta contra Deus, cuja vontade o profeta Jeremias apresentava. O povo apostou que o Egito os protegeria. E, de fato, o Egito o protegeu. Mas quem protegeu o Egito? Naqueles dias o Faraó do Egito podia assombrar o mundo e ameaçar invadir as nações que quisesse. Tinha força para isso. Continuemos a ler a história e veremos que o Egito, a nação invencível, a nação em que outras nações podiam confiar, tornou-se uma sombra de si mesma. Ainda há vestígios da glória do Egito, como as pirâmides e os museus fechados e a céu aberto, mas são vestígios de glórias passadas. Deus disse para que o povo confiasse na Babilônia. O povo preferiu o Egito. Os que preferiram o Egito morreram no Egito. Os que ficaram com a Babilônia sobreviveram. Quando seguimos as orientações de Deus, vencemos juntamente com ele. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: O que você está procurando? (Jeremias 45) #rpsp
    Como Baruque, por vezes temos razões para nos sentir cansados por causa da nossa tristeza. Como Baruque, também precisamos ouvir a mensagem divina. A vida é assim mesmo: ela é muitas vezes dura, porque os homens recusaram o caminho apresentado por Deus, preferindo o seu próprio. Vivendo neste mundo, nosso destino não pode ser muito diferente dele, porque o sol e a chuva são para todos. Como Baruque, precisamos, ainda, atentar para a mensagem divina. Quem crê em Deus é um peregrino. Não pode, portanto, buscar situações especiais entre os destroços. No entanto, quem espera em Deus precisa saber que Deus cuida dele, fazendo-o escapar da destruição. A mensagem de Deus a Baruque e a nós é esta: aqui somos peregrinos. Somos cidadãos da terra a caminho da qual estamos. Sem essa dimensão, apegamo-nos demais ao presente. O presente é importante, mas é passageiro. Isso não quer dizer que o tempo presente não seja a matéria da nossa vida, mas é matéria passageira. Somos cidadãos da nova terra, para a qual estamos indo. O céu é a nossa terra definitiva.
    6 min

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