Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: País Novo, Vida Velha (Jeremias 44) #rpsp
    Nós gostamos de enquadrar Deus. Enquadrar Deus é esperar que ele aja do modo que queremos que aja. Enquadrar Deus é fazer-lhe um roteiro para ele escrever a história seguindo esse esquema. Enquadrar Deus é limitar suas ações, de modo que ele faça sempre do mesmo modo. No entanto, Deus não pode ser enquadrado. Quando queriam que ele os abençoasse segundo um modelo que tinham criado, Deus vai ao povo de Judá, por meio do seu profeta, e diz que o inimigo estava chegando e que eles não deveriam lutar, mas submeter-se. O povo disse: não é possível que Deus aja assim. Ele vem e permite que uma pessoa querida adoeça. Nós dizemos: Deus vai curá-la. Acontece que algumas pessoas enfermas morrem. E ficamos confusos. Era esse o drama do povo de Judá: como Deus iria permitir o seu cativeiro? No esquema do povo, apesar das advertências e conselhos do profeta Jeremias, as coisas tinham de ser diferentes. Por isso, os líderes do povo resolvem as coisas ao seu modo e se exilaram no Egito, ao sul de Israel. Deus os tinha mandado ir para a Babilônia, ao norte de Israel, mas eles quiseram ir para o Egito, ao sul. Se Deus nos manda para o norte é porque o norte é melhor para nós. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia. Na imagem de hoje, escultura de Ishtar, a Rainha do Céu
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Rebelião (Jeremias 43) #rpsp
    Lembra daquelas pessoas que foram cheias de humildade pedir que Jeremias orasse pelo povo em dificuldade? Era tudo falso. Aquela disposição toda não passava de uma estratégia para manipularem Deus, como se isso fosse possível. Quando querem algo de nós, as pessoas se mostram humildes e acreditamos nelas. Porém, Deus vê o coração. Quando Jeremias lhes disse o que realmente deviam fazer, os líderes o chamaram de mentiroso e o rejeitaram (Jeremias 43.2). A oração deles não foi ouvida. A resposta à oração é sempre um gesto gracioso de Deus para conosco. Ao mesmo tempo, a resposta graciosa vem de um Deus atento, que não aceita ser manipulado, que não convive com a mentira. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Oração e Decisão (Jeremias 42) #rpsp
    Quando lemos uma história na Bíblia, devemos lê-la inteira. Se não lermos essa história inteira acharemos que os emissários que foram a Jeremias em busca de ajuda eram sinceros. Suas atitudes são uma lição de como devemos nos portar diante de Deus. Em primeiro lugar, lançaram mão da oração intercessória, que é quando alguém ora por outro. Devemos pedir por nós mesmos, mas nossa fé será fortalecida quando outras pessoas também orarem pelo mesmo motivo. Em segundo lugar, chegaram com humildade, reconhecendo a dificuldade pela qual passavam. Eles não exigiram; eles pediram. Em terceiro lugar, não pediram milagres; pediram orientação. Queriam agir, mas queriam saber como deveriam agir. Em quarto lugar, eles anunciaram a disposição de obedecer. O que Deus lhes dissesse para fazer, estavam dispostos a fazer. Nossa súplica deve ser humilde, própria de quem reconhece o pecado e se dispõe a obedecer à voz de Deus. Nossa oração deve indicar que os caminhos que tentamos por conta própria fracassaram, mas os de Deus são mesmo melhores. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Pessoas Violentas (Jeremias 41) #rpsp
    Ismael, filho de Netanias, é um exemplo a ser evitado. Traidor e violento. Traidor, usou o sublime momento de uma refeição, gesto maior da hospitalidade, para matar. Violento, fez da força o seu método. Ele queria vencer a qualquer preço. Quando ficamos sabendo do que fez, ficamos horrorizados com a guerra, aquela estampada na primeira página dos jornais. No entanto, queremos vencer a discussão com o nosso cônjuge (para que assim ele se submeta a nós), queremos ganhar o debate travado com os colegas (para que assim sejamos mais elogiados), queremos que os aplausos a nós dirigidos dure mais do que os dirigidos ao outro maestro (para ficar evidente que somos melhores), queremos que o nosso livro venda mais do que os de outros autores (porque escrevemos melhor), queremos que a nossa igreja esteja mais cheia do que as outras (de modo que possamos cantar que nela o poder de Deus é maior). Isso é o que queremos, mas não achamos que isso seja guerra. Mas o que é guerra senão a busca por mais espaço, tirado do outro, pela derrota do outro? Somos moldados pela ideologia da guerra, como se ela fosse o motor do crescimento pessoal. Muitos pais ensinam aos seus filhos que primeiro devem bater, antes que batam neles, como se a vida fosse uma guerra, como se a violência fosse inevitável. A sociedade nos obriga a participar da guerra. Os postulantes a um curso ou a um emprego precisam estudar o suficiente para derrotar os inimigos, mesmo que alguns tenham crescido com eles. Os fracos são violentos, não importa a face que tome: irar-se, esmurrar a mesa, bater a porta, elevar o tom da voz, argumentar perfidamente para ferir o antagonista no seu ponto vulnerável, emburrar, debochar, ironizar, chutar, empurrar, esbofetear, gritar, atirar. A violência é intrínseca à condição humana, mas pode ser desarmada. A violência também se aprende, mas a espiral pode ser desfeita. Aprendemos que os conflitos, próprios de nossas diferenças, não devem ser administrados. Eles devem ser eliminados — aprendemos — com a sujeição do outro. A paz também se aprende, por isso são felizes os que a promovem (Mateus 5.9). Podemos resolver nossos conflitos sem agredir. Quando estamos mergulhados nele, nós os resolvemos quando entendemos que os dois lados precisam vencer. Precisamos descobrir que precisamos uns dos outros. Somos chamados a viver em paz com todos, na medida do possível. Somos convidados a não reagir com violência. Conhecedor da nossa natureza, Deus nos diz para deixar a vingança para ele, porque ele não pesa a mão como nós quando estamos cheios de ódio (Romanos 12.18-19). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Recomeçar (Jeremias 40) #rpsp
    Gedalias é um exemplo de um homem que compreendeu bem o momento em que vivia. Afinado com o profeta Jeremias, percebeu que o tempo não era de resistência à Babilônia, mas de cooperação. Do ponto de vista político, o adversário era mais forte. Não era oportuno resistir-lhe. Do ponto de vista espiritual, o adversário estava a serviço da justiça divina. Nesse caso, resistir à Babilônia era rejeitar o que Deus estava fazendo. Como Gedalias, muitas vezes precisamos de sabedoria para perceber que as coisas mudaram. Nem toda a tradição é boa. Parte da liderança de Judá agia como se nada tivesse mudado, como se ainda fossem fiéis a Deus, como se ainda tivessem governantes justos, como se ainda estivessem sendo fiéis aos mandamentos das Escrituras, como se ainda fossem especiais diante de Deus, Quando as coisas mudam, precisamos de novas direções. Não podemos resolver as coisas como resolvíamos antes. O problema do povo de Judá é que ele perdera a comunhão com Deus. Por isso, não ouvia mais a Deus, mas agia como se ele estivesse falando as mesmas coisas. Devemos sempre pedir a Deus que nos oriente quanto a como agir, e sempre seguir sua orientação, mesmo que isso nos cause sofrimento. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Destinos (Jeremias 39) #rpsp
    Jesus faz a seguinte promessa: “Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas” (Mateus 5.7). Deus não se esquece das promessas que faz. Ebede-Meleque tinha tido misericórdia de Jeremias e contribuído para que fosse tirado da lama do calabouço. Jeremias deve ter agradecido, mas Deus foi além e disse ao profeta para abençoar aquele que lhe fez bem um dia. Quando ajudou a Jeremias, o estrangeiro Ebede-Moleque mostrou que confiava em Deus. Nesse caso, e em qualquer outro, confiar significa crer que Deus é o Senhor da História, acreditar que Deus falava pelo profeta e faria o que dizia que iria fazer, e desejar estar no projeto de Deus. Enquanto os seus contemporâneos esperavam nas forças frágeis dos reis e nas verdades falsas dos profetas, Jeremias e seu grupo, entre os quais Ebede-Meleque, sabiam que só podiam confiar em Deus. Quem confia em Deus é cuidado por ele. Os misericordiosos para com os homens são alvos de misericórdia por parte de Deus. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Gente volúvel (Jeremias 38)
    Numa de suas parábolas, Jesus ensinou que devemos ser espertos como as cobras e sem maldade como as pombas (Mateus 10.16). Dependendo do momento, teremos e decidir com qual animal nos pareceremos. Nesse caso, o rei Zedequias lhe pediu para ser esperto como uma cobra. O rei sabia muito bem disso, porque ele mesmo não era livre embora fosse rei. Ele fazia parte de um sistema. Não foi sábio ao não romper, mas foi sábio ao orientar Jeremias a como proceder. O profeta tinha muito ainda a fazer e devia lutar para preservar a sua vida. O profeta tinha o dever de defender a sua vida. No meio de cobras, não podemos ser ingênuos. Temos de ser espertos. Devemos ser espertos para falar na hora certa e calar na hora certa. Devemos ser espertos para falar o que devemos e nos calar se a nossa fala trará riscos à nossa integridade física. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Obediência e Oração (Jeremias 37) #rpsp
    Jeremias não desiste. Quando teve a oportunidade de estar com o rei, o profeta repete a sua mensagem: Jerusalém será cercada e o seu rei será derrotado. Zedequias ouve. Talvez Zedequias desejasse ouvir diretamente o profeta, sem a intermediação dos seus assessores, que tinham verdadeiro ódio de Jeremias, cujas palavras eram verdadeiras e vinham de encontro às falsidades que os amigos do rei diziam. Jeremias poderia fazer algo que lhe salvasse a pele, mas o profeta decidiu ficar ao lado da verdade. Jeremias também usou aquele encontro para mostrar a injustiça de que era vítima. Jeremias sabia que falava em nome de Deus e confiava que Deus continuava ao seu lado. Onde estava, passava fome. Ele protestou. O rei mandou, então, que recebesse uma porção diária de pão. Diante da injustiça, devemos protestar. Deus está ao lado da justiça. Quando aceitamos passivamente a injustiça, não estamos ao lado de Deus. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • O Profeta Mais Sofrido da Bíblia: A Bíblia que nos guia (Jeremias 36) #rpsp
    Gostamos de uma fé que não traga nenhum sofrimento. Gostamos de uma fé que nos torne ricos, de preferência materialmente. Quando obedecemos a Deus, imaginamos apenas os frutos doces correspondentes a essa obediência, sobretudo quando acompanhada da compreensão e da admiração das pessoas. Talvez Jeremias não fosse diferente de nós e tivesse as mesmas expectativas. Cedo, porém, ele aprendeu. Discutiu com Deus, discordou dele, mas o obedeceu. Ele aprendeu que uma fé que não traga sofrimento, mas apenas benefícios, não merece ser chamada de fé, porque é ancorada numa imagem de Deus que não corresponde à realidade da revelação bíblica e da experiência pessoal. Quando obedecemos a Deus, os homens podem não gostar. Podem até nos ferir. Essa foi a experiência de Jeremias, mas ele continuou a obedecer. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta Mais Sofrido da Bíblia: Firmes (Jeremias 35) #rpsp
    Como os recabitas, firmamos compromissos. Nossa vida é feita de compromissos, e não há como ser diferente, já que somos interdependentes. Se é verdade que firmamos compromissos, também o é que somos conclamados a traí-los. Ao se casarem, marido e mulher trocaram alianças que significavam um compromisso para a vida inteira; no entanto, uma dificuldade aqui e uma tentação ali podem pôr fim a anos de compromisso. Todos os que se batizam conscientemente numa igreja desejam permanecer para sempre naquela denominação, mas uma dificuldade aqui, uma oração não atendida ali, um ego não massageado adiante, uma decepção mais adiante, e lá se vai o crente para outra igreja. Na igreja, quando há convites para este ou aquele ministério, esta ou aquela função, são muitos os que respondem afirmativamente, mas são poucos os que comparecem ao posto de trabalho e menos ainda os que permanecem, tomando seu ministério como o projeto da sua vida. Os relacionamentos fraternais são vividos intensamente, com longas conversas, jantares conjuntos, viagens em famílias, mas podem ser transtornados e transformados em fria distância por causa de uma expectativa não preenchida ou mesmo uma palavra, apenas uma dentre tantas amigas, que soou inimiga ou indiferente. Mesmo na vida pessoal, formular propósitos é comum a cada ano ou mesmo a cada semana, mas alguns desses propósitos não duram um ano e alguns nem uma semana. Por isso, os regimes começam sempre às segundas-feiras, numa verdadeira lei do eterno retorno. Sejamos recabitas, que não perguntavam: “quem oferece mais?” O cônjuge “recabita” vive a felicidade com o cônjuge que tem, porque sabe que Deus pode mudar o que deve ser mudado. O amor é para sempre. O crente “recabita” tem experiência de Deus na sua igreja, não em outra, porque sabe que Deus não tem denominação. O ministro “recabita” leva seu ministério, por mais trabalhoso que seja, até o fim do seu mandato ou mesmo da sua vida; é seu projeto para a vida. O amigo “recabita” é amigo para sempre, tão chegado quanto um irmão. A amizade deve durar para sempre. São realmente poucas as coisas de valor que obtemos a curto prazo. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min

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