Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Maduros (Jeremias 24)
    Em meio ao caos, com tudo desmoronando ao seu lado, o profeta Jeremias teve uma visão. E nessa visão, Deus lhe falou sobre o futuro. Para Jeremias, a visão representava uma aprovação ao seu trabalho, rejeitado pela maioria. Jeremias saiu pessoalmente fortalecido, sabendo que Deus estava com ele. Em sua visão, Jeremias viu o que Deus ainda faria. Deus faz assim conosco até hoje. Quando estamos desanimados, ele nos anima com novos projetos. Quando somos afligidos, Deus nos mostra que estamos no caminho certo. Ele pode fazer isso de muitas maneiras. Com Jeremias, foi por meio de uma visão. Assim pode ser conosco também. Deus pode usar outros recursos, como uma música que nos vem à mente, a alegria depois da leitura da Bíblia, a esperança renovada na hora da oração e por meios que a bondade de Deus escolher. O importante é que estejamos atentos para ouvir Deus nos falar e nos fazer ver o que ele ainda fará, muitas vezes por nosso intermédio. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: 4 marcas do Falso Profeta (Jeremias 23)
    Sonho pode ser uma lembrança durante a noite enquanto dormimos. Sonho pode ser um projeto de vida, um desejo a ser realizado, uma meta a ser buscada. Os falsos profetas contemporâneos de Jeremias diziam que, por meio dos sonhos, Deus tinha revelado a sua vontade para o povo. Seus sonhos eram, na verdade, invenções para enganar. No caso do Jeremias, seu povo desejava libertação, e os profetas falsos lhe ofereciam esse sonho fácil. O desejo deve ser visto com cuidado, porque é fonte de ilusão e superstição. Assim, se seu sonho nasce apenas do seu desejo, ele é falso. Se seu sonho entrelaça seu desejo com o desejo de Deus, ele é verdadeiro. Na história de Jeremias, seu sonho era verdadeiro porque tinha um preço a pagar: a vergonha e o sofrimento por apresentar o plano de Deus para o povo. Os outros profetas se beneficiavam das suas mensagens porque elas agradavam aos príncipes e ao povo. Seus sonhos não eram os planos de Deus; eram seus próprios, para fins próprios. Assim, se o resultado do seu sonho é apenas o seu benefício pessoal, ele é falso. Se seu sonho traz benefícios para você e para outras pessoas, ele é verdadeiro. Todos querem falar em nome de Deus, mas nem todos falam; só aqueles que o ouvem. Só por ser um sonho, algo não será necessariamente bom. Você pode sonhar coisas ruins, mas tem a Palavra de Deus para lhe orientar. Ela confere legitimidade aos nossos sonhos. Assim, se o seu sonho não veio de Deus, ele é falso. Se seu sonho vem de Deus, como um desafio para você ou um desafio a partir de você, ele é verdadeiro. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Boa Teologia (Jeremias 22)
    Por que o magnífico templo de Jerusalém, construído por Salomão, foi destruído? O profeta Jeremias diz que foi por causa do pecado do povo. Tratou-se de um ato de Deus, executado por estrangeiros, para disciplinar o seu povo. E qual foi o pecado do povo? A extraordinária resposta tem dois lances, aparentemente contraditórios. No primeiro lance, Jeremias diz que o povo deixou de fazer o que era justo e honesto, tornando-se exploradores dos pobres e assassinos de inocentes. No segundo lance, Jeremias explica que a destruição foi consequência do fato de o povo adorar e servir a outros deuses. Uma resposta completa é outra. Quando Deus pede que o povo adore tão somente a ele, é para que as suas qualidades (justiça, honestidade, bondade, entre outras) sejam encontradas também nas pessoas que o adoram. A nossa adoração ao Deus único deve se refletir em relacionamentos humanos pautados pela justiça e pela misericórdia. À parte disso, é adoração vazia. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Fora da Realidade (Jeremias 21)
    Deus é soberano, mas o homem é livre. O homem pode escolher a quem entregar a sua vida. A liberdade é originariamente boa porque é a identidade divina marcada no ser humano. A liberdade trafega sobre os trilhos do conhecimento e do desejo. O conhecimento se distribui pelas veias da razão. O desejo se organiza a partir do olhar. O desejo é humano. A responsabilidade pelo desejo é humana. Deus tem um objetivo elevado para o homem: a glória de Deus, que é a glória do homem. Satanás tem um objetivo baixo para o homem: a glória de Satanás, que resulta na destruição do homem, que é roubado, assassinado e destruído (João 10.10). O negócio de Satanás é nos fazer descer em direção ao ventre do peixe (como na experiência do profeta Jonas, na qual temos a cronologia completa da queda). O salário do pecado do homem é a morte, que só a graça anula (Romanos 6.23). O melhor caminho é pensar “nas coisas lá do alto” (Colossenses 3.2), para ir tomando a forma da perfeição (Efésios 4.13). Essa deve ser a nossa escolha. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    6 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Queixas (Jeremias 20)
    Diante dos problemas, devemos olhar menos para eles e mais para Deus. Enquanto os problemas nos olham, devemos olhar para Deus. É Deus quem deve fazer arder o nosso coração, não pessoas, coisas, causas ou problemas. O problema de Jeremias era imenso. Seu chefe religioso — o sacerdote Pasur, filho do sumo sacerdote Imer — queria que ele mudasse a mensagem. Autorizado pelo seu pai, tinha poder para o torturar e prender, como de fato fez. Seu chefe político, o rei Zedequias, estava desgostoso, porque o profeta só falava de desgraça. Por isso, tentava alugá-lo para mentir. Seus assessores de propaganda não podiam contar com uma palavra sequer para motivar o povo. A vida de Jeremias estava nas mãos do sistema religioso e político. Jeremias não olhou para Pasur. Jeremias não olhou para Zedequias. Jeremias olhou para Deus. Jeremias teve raiva deles. Teve, mas entregou o destino deles a Deus. Precisamos ter a coragem de entregar o destino dos nossos problemas a Deus. Ele dará um jeito neles, que nós não saberíamos dar. Como perdoaremos a quem nos ofende, se não for Deus a perdoá-los por nós? Como enfrentaremos as nossas enfermidades, se Deus não estiver ao nosso lado? Como teremos forças para enfrentar as perseguições, se Deus não nos fortalecer? Como cantaremos como Silas e Paulo, se Deus não puser nos nossos lábios as canções? Como Jeremias, precisamos confiar a Deus as nossas causas, sejam quais forem. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Teimosia (Jeremias 19)
    Mesmo advertido quanto ao risco, o inexperiente homem continuou com a sua prática. Mas essa não é uma história sobre teimosia, que não interessaria a ninguém. Essa é a história de como os fortes também caem. Durante anos, o homem ferveu o leite matinal para tomar com o café num pote de vidro. Encorpado, ele parecia inabalável. O homem derramava nele a porção necessária de leite, levava ao micro-ondas e misturava o café. Um dia, depois de tirar o pote do micro-ondas, ele o colocou na pia, hábito de vários anos. Olhou e, num piscar de olhos, o pote de vidro se estilhaçou em minúsculas partículas. Foi em silêncio que ele se partiu. Dessa vez, não resistiu ao choque térmico. Quebrou-se sem reclamar. O pote desse homem é uma metáfora da condição humana. Qualquer um de nós pode, um dia, diante da pressão (pode ser a tentação, pode ser a provação, pode ser o deslumbre, pode ser o sofrimento, pode ser a vaidade, pode ser a felicidade) pode se quebrar. No caso do pote, o homem nada pôde fazer. No caso da nossa vida, Deus pode juntar todos os cacos e refazer o pote. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Nas Mãos do Oleiro (Jeremias 18)
    Você não é obra do acaso, mas fruto da produção criadora de Deus. Há muitas diferenças entre o Oleiro, que é Deus, e o barro, que somos nós. A primeira é que ele pode criar as coisas do nada, enquanto nós não podemos. Nossa criatividade é sempre dependente de uma obra anterior. A segunda é que ele tem um absoluto interesse pelas coisas humanas, enquanto os seres humanos têm um relativo interesse pelas coisas divinas, bem como escasso interesse pelas coisas dos outros seres humanos. Na vida, passamos por muitos momentos difíceis, em que nos sentimos quebrados, frangalhados, estraçalhados. Pode ser o desemprego, a separação conjugal, o encerramento de um curso, um mergulho no deserto emocional por uma razão conhecida ou desconhecida. Quando isso acontece, nós nos sentimos como o próprio vaso quebrado dessa história. Então, tentamos consertar a nós mesmos, até descobrirmos que não podemos. Essa percepção é o começo da mudança. Se você é um vaso que o pecado quebrou, deixe-se refazer por Deus. Arrependa-se do seu pecado ou você prefere desprezar a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que o conduz ao arrependimento? (Romanos 2.4). Pare de brigar com Deus (Isaías 45.9). Ele o chama ao arrependimento (Romanos 2.4). Deus tem absoluto poder sobre o barro, mas respeita o que não querem ser moldados por ele, deixando cada um com sua escolha. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Coração Enganoso (Jeremias 17)
    Nós nos decepcionamos com as pessoas porque temos uma visão errada da natureza humana, ao nos esquecermos que decepcionar é da condição humana. Devemos nos lembrar que em nós não há bem nenhum (Romanos 7.21). Por mais dura que seja essa verdade, essa é a verdade. Por essa razão, Deus nos ensina a nos relacionar com as pessoas, mas não a confiar nelas (Jeremias 17.5a,b). Agar se decepcionou com Abraão porque não considerou o que Sara poderia fazer por causa do ciúme nem o que ele mesmo, Abraão, poderia fazer por causa da sua fraqueza (Gênesis 16). Mesmo aqueles que são geralmente pessoas bondosas fracassam e decepcionam, voluntária ou involuntariamente. Nós nos decepcionamos porque esperamos demais das pessoas. Um dos comportamentos produtores de decepção é a expectativa errada acerca dos outros. Ela é facilmente explicada: todos queremos pertencer, todos queremos nos relacionar. Às vezes, na verdade, queremos ser servidos ou afagados pelas pessoas. E então, nós as idealizamos, idealizamos os relacionamentos, acabamos esperando demais das pessoas, esperando delas o que não podem dar. Há pais que esperam demais dos seus filhos. Há filhos que esperam demais dos seus pais. Expectativa elevada produz frustração elevada. Não podemos esperar que o nosso próximo (mesmo o mais próximo) supra o que, por definição, não pode suprir. Relacionemo-nos, mas não esperemos gratidão sempre. O sentido de gratidão é uma exceção espiritual, não um comportamento natural. Quando só um dos dez leprosos que Jesus curou voltou para agradecer, Jesus, que conhecia a alma humana, mostrou aos seus discípulos o que é a natureza humana (Lucas 17.17). Depois de ter servido por anos ao seu povo, Samuel esperava reconhecimento pelo seu trabalho. Não esperava ser descartado como um velho. Não esperava que seu modo de governar fosse substituído por outro. Samuel tinha se esquecido do que é a natureza humana. Por isso, a sabedoria bíblica nos pede para fazer o bem sem olhar a quem, como se fizéssemos o bem de olhos fechados, sem ver a quem servimos, que é a única maneira de jamais sermos decepcionados. Relacionemo-nos, mas não esperemos que aqueles que têm algo contra nós venham conversar conosco para buscar o entendimento e, quem sabe, a paz. Isso pode acontecer, mas o padrão humano é nos condenarem sem nos dar a oportunidade de defesa. Relacionemo-nos, mas não esperemos que aqueles que nos ofenderam venham nos pedir perdão sincero. Isso pode até acontecer, mas o padrão humano, na melhor das hipóteses, é um pedido frágil, do tipo: “Oh, eu não quis ofender você, mas, se ofendi, peço perdão”. Ou nós ofendemos ou não ofendemos, não importa se culposa ou dolosamente. Não há meio-termo. Se a decepção é uma verdade, também é uma verdade que, apesar dela, precisamos nos relacionar. A recusa ao outro não é uma opção válida. Não somos perfeitos. Somos Pedro. Somos Sara. Somos Abraão. Somos Agar. Não nos esqueçamos de que, por vezes, somos os agentes da decepção. Oremos a Deus para nos dar discernimento para ver nossos próprios enganos. O pior engano é o autoengano, aquele que vem do nosso enganoso coração. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Diferentes (Jeremias 16)
    Podemos fabricar deuses? Podemos. Na nossa cultura, vai-se tornando dominante a ideia de que os deuses das religiões, não importam quantos (os deuses) e quantas (as religiões) sejam, devem ser respeitados. Mas, como respeitar um ser que não existe? No fundo, os argumentos parecem indicar que, como TODOS os deuses são criações humanas (portanto, não existem), devemos respeitá-los como tais: invenções. Os militantes ateus insistem em dizer que não existe o Deus (que nos criou), mas os deuses (que nós criamos). Põe-se um ideal: viver sem Deus, já que ele não existe. O culto a ele é, então, visto como uma concessão aos fracos e ignorantes. A Bíblia fala do Deus verdadeiro que se importa com as questões humanas e que intervém nelas. Podemos até perguntar pelos seus critérios para a intervenção, mas as páginas bíblicas não nos possibilitam questionar a existência do Deus ali revelado. O ser humano pode criar deuses, mas eles não são deuses de fato. São ídolos, que não fornecem qualquer segurança, porque não passam de ilusões. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min
  • O Profeta mais sofrido da Bíblia: Quando sentir vontade de Desistir (Jeremias 15)
    A confiança que Jeremias tinha em Deus levava-o a ver a si mesmo como Deus o via. Jeremias tem muitos companheiros nessa visão. Um deles foi Calebe, o pai de todos os homens e mulheres de visão. Enviado como espião para uma terra a ser conquistada, trouxe um relatório digno de confiança. Ele nunca perdeu a visão. Quando chegou aos 85 anos de idade, continuava com a mesma visão. Como havia um território que tinha sido considerado como sendo de díficil conquista, ele mesmo se levantou, formou uma equipe e o conquistou (Josué 14.6-15). A visão traz o desejo da conquista, o desejo da conquista alimenta a perseverança e a perseverança abre as portas para a realização do desejo. Na verdade, esse desejo se torna um fogo interior. Jeremias o sentiu. Às portas do desânimo, o projeto de sua vida — de tornar Deus o centro de sua vida, ele se anima ao perceber quem Deus era para ele (Jeremias 20.9). Jeremias vivia em comunhão com Deus. A vida em comunhão é uma caminhada, que começa com uma visão de quem Deus é e uma percepção de como ele nos vê. Se essa visão de Deus nos acompanha, somos capacitados com a coragem necessária para nos lançarmos à jornada. Que nos diga Calebe, que esperou 40 anos para conquistar a sua Hebrom. Que nos diga Davi, que também esperou 40 para conquistar Jerusalém. Que nos diga Jeremias, que teve de caminhar com o seu povo para o exílio, sabendo que essa era a vontade de Deus para o seu povo. A decisão nos capacita correr a pé, antes de podermos correr a cavalo. Para perseverar nas grandes coisas, precisamos aprender a perseverar nas pequenas. Todas as grandes coisas, sem exceção, começam pequenas (Zacarias 4.10). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    7 min

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