Relações Exteriores PodCast | Relações Internacionais

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Relações Exteriores PodCast | Relações Internacionais episodes

  • Por que o primeiro-ministro japonês Shigeru Ishiba renunciou? E quem pode substituí-lo?

    A renúncia do primeiro-ministro japonês Shigeru Ishiba, após menos de um ano no cargo, expôs a fragilidade política de um governo pressionado por derrotas eleitorais inéditas e por uma crise econômica marcada pelo iene fraco, tarifas norte-americanas e estagnação salarial. O líder do Partido Liberal Democrata não resistiu ao desgaste interno e externo, deixando o Japão em um momento de incerteza sobre os rumos de sua política econômica e seu papel no cenário internacional.

    Neste episódio, discutimos os bastidores da saída de Ishiba e os nomes que despontam como possíveis sucessores dentro do LDP, incluindo a expectativa em torno da possibilidade histórica de o país eleger sua primeira mulher primeira-ministra. Quais são os cenários para a sucessão? E o que essa mudança de liderança pode significar para a estabilidade política japonesa e para as alianças estratégicas da região?

    7 min
  • Destruição de embarcação caribenha pelos EUA foi clara violação das leis internacionais de 'direito à vida' - independentemente de quem estava a bordo

    O ataque dos Estados Unidos a uma embarcação rápida no Caribe, que resultou em 11 mortos, reacende o debate sobre os limites legais do uso da força em águas internacionais. Independentemente da identidade dos ocupantes, juristas destacam que a ação configura uma possível violação das normas internacionais de proteção ao direito à vida, já que se tratava de uma operação de interdição que deveria ser conduzida sob protocolos de apreensão e julgamento, e não por meio de execução sumária.

    Neste episódio, analisamos as implicações jurídicas e políticas desse incidente: até que ponto os EUA estão expandindo sua interpretação dos poderes presidenciais no combate às drogas? Como esse precedente pode fragilizar a legitimidade do direito internacional e abrir espaço para abusos por outros Estados? E, sobretudo, que riscos esse tipo de ação traz para a segurança regional e para a governança global das águas internacionais?

    6 min
  • O que o encontro de Xi Jinping com Modi e Putin revela sobre os planos da China para uma nova ordem mundial

    O recente encontro entre Xi Jinping, Narendra Modi e Vladimir Putin trouxe à tona sinais claros de que a China busca acelerar a construção de uma nova ordem mundial. Longe de ser apenas uma reunião de chefes de Estado, o evento revelou a tentativa de Pequim de articular uma rede de parcerias que contraponha a hegemonia ocidental, fortalecendo alianças estratégicas em segurança, energia e finanças.

    Neste episódio, discutimos como esse movimento se conecta às ambições globais da China e ao papel que Rússia e Índia podem desempenhar nesse projeto. Quais os limites dessa cooperação? Estamos diante de um bloco coeso ou de uma convergência pragmática de interesses? E, sobretudo, o que essa articulação significa para o futuro da multipolaridade e para o reposicionamento do Sul Global no cenário internacional?

    8 min
  • À medida que Trump abandona o manual de comércio, o livre-comércio tem futuro em outro lugar?


    O colapso das antigas regras do comércio internacional, acelerado pelas decisões de Donald Trump, levanta uma questão central: se os Estados Unidos já não lideram o manual do livre-comércio, quem ocupará esse espaço? Neste episódio, exploramos como a ruptura da maior economia do mundo com o multilateralismo afeta não apenas tarifas e tratados, mas a própria lógica de previsibilidade que sustentou o sistema global desde o pós-guerra.

    Ao mesmo tempo, analisamos se novos polos de poder – da União Europeia à China, passando por iniciativas do Sul Global e blocos como os BRICS – podem redesenhar as rotas do comércio mundial. O livre-comércio estaria encontrando um novo futuro fora de Washington? Ou caminhamos para uma era de fragmentação econômica permanente?

    9 min
  • Zelensky deixa Washington com garantias de segurança de Trump, mas elas são suficientes?

    Neste episódio, abordamos a recente viagem de Volodymyr Zelensky a Washington, onde voltou com declarações de apoio e segurança do antigo presidente Donald Trump — mas será isso realmente suficiente diante dos perigos que a Ucrânia enfrenta?

    Zelensky saiu da reunião com Trump e líderes europeus com promessas de garantias de segurança por parte dos EUA, em um formato semelhante ao Artigo 5 da OTAN — embora sem formalizar o ingresso na aliança. Também foi discutido um pacote robusto de armamentos, potencialmente financiado pela Europa, para fortalecer a defesa ucraniana. Apesar disso, os termos ainda são vagos: não há detalhes sobre o nível de envolvimento militar, nem sobre se um cessar-fogo seria uma condição para esse apoio.

    Além disso, permanece o temor de que os compromissos, se não forem explícitos e vinculativos, possam ser revogáveis ou insuficientes. A resistência de Putin a negociações significativas e a ausência de um cessar-fogo ampliam a incerteza sobre até quando essas garantias poderão efetivamente proteger a Ucrânia. Em resumo: Zelensky conquistou declarações de apoio e a promessa de garantias mais sólidas — um avanço diplomático considerando o contexto anterior. Mas sem detalhes claros sobre execução, proteção real no terreno ou compromisso contínuo, elas permanecem incertas, especialmente diante da dinâmica imprevisível da guerra e das divergências entre aliados.

    Texto traduzido do artigo Zelensky leaves Washington with Trump’s security guarantees, but are they enough?, de Sonia Mycak, publicado por The Conversation sob a licença ⁠Creative Commons Attribution 3.0⁠. Leia o original em: ⁠The Conversation.

    8 min
  • Cúpula do Alasca: nenhum acordo na reunião Trump-Putin, mas troca territorial por cessar-fogo ainda em discussão

    Episódio: Cúpula do Alasca — Nenhum acordo formal, mas troca territorial por cessar-fogo ainda em discussão

    Neste episódio, analisamos os desdobramentos da polêmica cúpula de Alaska entre Donald Trump e Vladimir Putin, realizada em Anchorage em 15 de agosto de 2025. O encontro terminou sem um acordo formal de cessar-fogo, mas trouxe mudanças significativas no tom da diplomacia: Trump abandonou a exigência por uma trégua imediata, passando a defender um "acordo de paz completo" — uma mudança que se aproxima da postura russa. Para Putin, o evento serviu para reforçar sua legitimidade internacional e projetar seu retorno à cena diplomática em um momento de isolamento.

    Apesar da ausência de um acordo fechado, surgiram relatos sobre termos controversos em discussão: concessões territoriais em Donetsk e possivelmente em Lugansk, em troca de congelamento dos frontes de batalha em outras regiões como Kherson e Zaporizhzhia, além de promessas de garantias de segurança — vistas como a primeira disposição russa em aceitar algum tipo de arranjo de proteção no estilo articulado pela OTAN.

    Este episódio convida a refletir: esse improviso diplomático pode trazer uma paz duradoura, ou apenas legitimar os ganhos territoriais da Rússia? O debate internacional — entre apoio à segurança sustentada da Ucrânia e os riscos de ceder à pressão geopolítica — permanece mais urgente do que nunca.

    8 min
  • Não descarte a cúpula Putin-Trump ainda - seu resultado pode surpreender os críticos

    Neste episódio, analisamos como o caso de Gaza se encaixa em um padrão histórico de minimização, por parte de autoridades dos Estados Unidos, de atrocidades cometidas por regimes aliados. Estudiosos de genocídio e crimes contra a humanidade apontam que, de Timor-Leste nos anos 1970, passando pela Guatemala nos anos 1980 e chegando ao Iêmen mais recentemente, Washington frequentemente recorre a narrativas que relativizam, reclassificam ou diluem a gravidade das ações de seus parceiros estratégicos — seja para preservar alianças, evitar sanções ou manter acordos militares e econômicos.

    Exploramos as estratégias retóricas e políticas usadas nesses casos: evitar o uso de termos jurídicos como “genocídio” ou “crimes de guerra”, enfatizar supostos “excessos isolados” em vez de padrões sistemáticos de violência, e transferir a responsabilidade principal para atores não estatais. Também discutimos o impacto dessa postura sobre a credibilidade internacional dos EUA, a aplicação seletiva do direito internacional e o desestímulo que isso gera para a responsabilização efetiva. Um episódio que conecta passado e presente para mostrar como a política externa americana, em nome do realismo geopolítico, frequentemente colide com seus próprios princípios declarados.

    Texto traduzido do artigo Don’t write off the Putin-Trump summit just yet – its outcome might confound critics, de Peter Rutland, publicado por The Conversation sob a licença ⁠Creative Commons Attribution 3.0⁠. Leia o original em: ⁠The Conversation.

    9 min
  • Israel está aprofundando sua guerra em Gaza – aqui estão 5 grandes questões sobre a próxima fase mal planejada de Netanyahu

    No episódio de hoje, mergulhamos no cenário tenso e instável do conflito em Gaza, enquanto Israel intensifica suas operações militares. A nova fase da ofensiva, marcada por decisões estratégicas controversas e críticas à liderança de Benjamin Netanyahu, levanta dúvidas sobre seus objetivos reais e a viabilidade de um desfecho positivo. Entre pressões internas, tensões diplomáticas e uma crise humanitária em expansão, a condução da guerra parece cada vez mais arriscada — e possivelmente desastrosa.

    Vamos analisar as cinco grandes questões que moldam esse momento: desde os riscos militares e políticos de uma estratégia mal planejada até as implicações para a estabilidade regional e as relações internacionais. Com especialistas e análises aprofundadas, discutimos como erros de cálculo podem não apenas prolongar o conflito, mas também redefinir o papel de Israel no cenário global. É um episódio para entender não só o que está acontecendo, mas também o que pode vir a seguir.

    Texto traduzido do artigo Israel is deepening its war in Gaza – here are 5 big questions about Netanyahu’s ill-advised next phase, de Ian Parmeter e Nathan Howard Gray, publicado por The Conversation sob a licença ⁠Creative Commons Attribution 3.0⁠. Leia o original em: ⁠The Conversation.

    7 min
  • Pode parecer que Trump está ganhando sua guerra comercial. Mas os EUA podem em breve enfrentar sérios problemas

    Pode parecer que Trump está saindo vitorioso em sua guerra comercial, mas a história econômica mostra que vitórias aparentes podem esconder riscos sérios. Neste episódio, exploramos como as políticas tarifárias e tensões comerciais podem trazer efeitos inesperados, não apenas para os países envolvidos, mas também para o próprio mercado interno dos Estados Unidos.

    Conversamos sobre os sinais de alerta que indicam possíveis problemas futuros, como impactos na inflação, no consumo e na estabilidade do dólar, e refletimos sobre como decisões estratégicas de curto prazo podem gerar consequências de longo prazo. Um episódio essencial para quem quer entender além das manchetes e acompanhar o que realmente está por trás dos números.

    Texto traduzido do artigo It might seem like Trump is winning his trade war. But the US could soon be in a world of pain, de Peter Draper e Nathan Howard Gray, publicado por The Conversation sob a licença ⁠Creative Commons Attribution 3.0⁠. Leia o original em: ⁠The Conversation.

    7 min
  • Gaza não é a primeira vez que autoridades dos EUA minimizam atrocidades cometidas por regimes apoiados pelos Estados Unidos – estudiosos de genocídio encontraram estratégias semelhantes usadas

    Neste episódio, analisamos como o caso de Gaza se encaixa em um padrão histórico de minimização, por parte de autoridades dos Estados Unidos, de atrocidades cometidas por regimes aliados. Estudiosos de genocídio e crimes contra a humanidade apontam que, de Timor-Leste nos anos 1970, passando pela Guatemala nos anos 1980 e chegando ao Iêmen mais recentemente, Washington frequentemente recorre a narrativas que relativizam, reclassificam ou diluem a gravidade das ações de seus parceiros estratégicos — seja para preservar alianças, evitar sanções ou manter acordos militares e econômicos.

    Exploramos as estratégias retóricas e políticas usadas nesses casos: evitar o uso de termos jurídicos como “genocídio” ou “crimes de guerra”, enfatizar supostos “excessos isolados” em vez de padrões sistemáticos de violência, e transferir a responsabilidade principal para atores não estatais. Também discutimos o impacto dessa postura sobre a credibilidade internacional dos EUA, a aplicação seletiva do direito internacional e o desestímulo que isso gera para a responsabilização efetiva. Um episódio que conecta passado e presente para mostrar como a política externa americana, em nome do realismo geopolítico, frequentemente colide com seus próprios princípios declarados.

    Texto traduzido do artigo Gaza isn’t the first time US officials have downplayed atrocities by American-backed regimes – genocide scholars found similar strategies used from East Timor to Guatemala to Yemen, de Jeff Bachman e Esther Brito Ruiz, publicado por The Conversation sob a licença ⁠Creative Commons Attribution 3.0⁠. Leia o original em: ⁠The Conversation.

    11 min

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