Versátil, ousado e muitas vezes polêmico. Reinaldo Moraes é hoje decisivamente um escritor consagrado, que abriu e ocupou seu espaço na literatura brasileira com um estilo sexo, drogas e rock’n’roll herdado dos principais expoentes da chamada cultura beat.
Mas quem pôde conviver com Reinaldo Moraes ao longo dos últimos meses na Unicamp – seja no curso livre em que ele revisitou sua trajetória como escritor, seja nas aulas sobre escrita criativa que ele ministrou a estudantes do Instituto de Estudos da Linguagem – certamente notou que, por trás daquela figura aparentemente desencanada dos modelos sociais e comportamentais vigentes, há uma pessoa que é gente como a gente: que teve que se virar para ganhar a vida como escritor, entre trabalhos mais ou menos desafiadores e gratificantes, e encarar, a cada nova empreitada, as inseguranças, ansiedades, cobranças e paranoias que assolam aqueles que decidem se despir em público através da escrita. Ao menos aqueles que o fazem com humildade.
Em entrevista à Rádio Unicamp, Reinaldo Moraes falou sobre a experiência como artista residente na Universidade, e também sobre como está o processo de escrita do segundo volume de “Maior que o Mundo”.
Confira!