A ignorância é um conhecimento ainda por vir, é uma falta, uma espécie de saudade do que ainda não se sabe. Antes vivia de saudade do que ainda não conhecia e todas as coisas que me eram conscientes pareciam perder a importância quanto mais lhes sabia, como se tudo que eu soubesse perdesse seu valor simplesmente por ser eu a sabê-las, uma espécie de desvalorização do próprio saber. Hoje tento gostar mais de saber o que sei, de gostar sem culpa do conhecimento sobre as certas poucas coisas que sei e que, claro, ainda não são todas as coisas do mundo e talvez , com toda a certeza, jamais venham a ser.