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Lauren Maganete (PT, 1970) é natural de Bragança e começou por se licenciar em Gestão e Administração de Empresas, no Porto. A fotografia não foi o primeiro impulso mas terá sido o tal amor para a vida toda. Começou por fotografar eventos e, muito concretamente, espetáculos e todas as artes do palco. É na capacidade de captar o instante de cada expressão e/ou movimento, que se descobre como artista. Começa a expor e, desde então, são já dezenas as exposições individuais e coletivas, como também já acumula prémios e um reconhecimento por parte de críticos, curadores e colecionadores. Mas, acima de tudo, Lauren Maganete é, para mim, uma velha amiga, uma amiga verdadeira e alguém com quem partilho uma parte considerável da minha própria história. Nesta conversa falamos sem regras, sem urgência de futuro. A música contou o que as palavras esconderam.
Luís Canário Rocha (PT, 1986) nasceu em Guimarães e é na cidade berço que tem ateliê e desenvolve a sua larga atividade associativa. É, de resto, alguém que se revê nas dinâmicas do coletivo e que entende que a união faz a força. Formado na Faculdade de Belas Artes do Porto, é a pintura que primeiro o encontra e, com a descoberta do palco, as suas obras expandem-se para a terceira dimensão: esculturas, instalações, espaço público. Artista da palavra, da acumulação e da reutilização, Luís Canário Rocha está em clara ascensão, na afirmação de uma linguagem que tem já um alfabeto, uma paleta e, sobretudo, uma intenção.
Manuela Pimentel (PT, 1979) é um caso raro de talento combinado com sorriso, genuinidade e uma entrega absoluta à Arte. No espaço único do seu atelier, em Matosinhos, conversamos sobre o caminho, sobre as viagens e os encontros e de como a rua invadiu o atelier e se tornou no motivo do trabalho. Voamos até Moçambique, ao Brasil e a muitos sonhos, já concretizados e por concretizar, no que defino como um dos momentos bonitos que vivemos com a Arte.
Marta Mestre (PT, 1980) é diretora artística do Centro Internacional de Artes José de Guimarães (CIAJG). Francisco Neves (PT, 1984) é Diretor de Educação e Mediação Cultural d' A Oficina. Juntaram-se numa conversa sobre os desafios dos museus de arte contemporânea e, nomeadamente, sobre o CIAJG. Marta Mestre, que trabalha entre Portugal e o Brasil, trouxe-nos as suas referências, falando-nos de escalas, públicos, curadoria e de como tudo se cruza com pensar o território e agir sobre ele. Deixamo-nos levar pelo embalo, nesta que foi uma partilha rica e feliz. Não percam!
Sofia Beça (PT, 1972) conhece o barro melhor, sabe os segredos da cerâmica e, das suas mãos, sai a magia inteira da transformação da matéria em Arte, da terra em artifício belo. Em 1992, concluiu o Curso Técnico-Profissional de Cerâmica da Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis. Fez uma especialização em escultura e murais cerâmicos com Arcadio Blasco, tendo trabalhado no seu atelier. Desde 1998 que apresenta com regularidade exposições individuais e coletivas, dentro e fora do país. Desde 2003 que é convidada a representar Portugal em simpósios internacionais no Japão, Argentina, Grécia, China, Tunísia, Egipto, Turquia, Coreia do Sul, Espanha, Áustria. As suas fazem parte das coleções de museus e instituições públicas e privadas, tendo recebido já diversos prémios de relevo. O currículo é extenso mas, nesta conversa, interessaram-nos os motivos das coisas, as estórias que as obras não contam e, sobretudo, compreender este amor à arte e esta dedicação à cerâmica, tecnologia primeira e ancestral, hoje das Artes em pleno, facto para o qual muito contribuiu Sofia Beça.
Ana Pais Oliveira (PT, 1982) divide-se entre paixões e tem na Arte uma forma de viver. Com um percurso profissional e académica brilhantes, onde se inclui a conclusão de um doutoramento na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, prémios e menções internacionais, a artista divide-se entre a pintura e a dança. Não abdicou de nada e é mãe de duas crianças. Trabalha todos os dias no atelier mas admite que é duro e mais difícil quando se é mulher. Fala-nos, nesta conversa, da sua visão do mundo, dos seus sonhos e da urgência que temos de hinos e de coletivo. Uma grande mulher, uma extraordinária artista.
Sónia Carvalho (PT, 1978) é artista plástica, performer e investigadora, sendo-lhe impossível escolher entre as diferentes facetas da sua prática artística e de pensamento, que se agregam na relação que estabelece com o corpo, a natureza e a alma. Atualmente está a estudar o Doutoramento em Belas Artes, especialidade de Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Tem obra plástica em várias coleções portuguesas, destacando-se a Fundação PLMJ e a Fundação Bienal de Arte de Cerveira. Esta conversa é uma viagem encantadora pelas suas histórias e experiências, pela forma como vê a vida e como se conecta, através da Arte, com o que a rodeia.
Sara Maia (PT, 1974) desenha desde que se lembra. Formou-se, entre 1991 e 1997, na Ar.Co (Centro de Arte e Comunicação Visual), em Lisboa, contudo, desde a primeira adolescência que revelava um talento acima da média, já na sua linguagem figurativa, altamente narrativa e por vezes de temática grotesca, que a aproxima do neoexpressionismo inglês das décadas de 1950 e 60 e, nomeadamente, de Paula Rego. Expõe, coletivamente, desde 1992 e, individualmente, desde 1995, tendo no seu currículo presenças em diversas instituições nacionais e internacionais, onde se incluem importantes prémios. O percurso de Sara Maia não é linear e vive de urgências, da vontade de fazer. Recentemente mudou-se para os Açores e é a partir da ilha que continua a encantar o mundo com as suas obras de Arte. Nesta conversa, falou-nos dos três meses que passou no México e do que essa estadia trouxe à sua obra. Uma mulher extraordinário, uma artista plena.
Alexandra de Pinho (PT, 1976) formou-se na Faculdade de Belas Artes do Porto e a pintura foi o seu primeiro impulso ainda que a bidimensionalidade nunca lhe tenha bastado. A memória guardava a aprendizagem do ponto, da costura, como coisa ancestral que se guarda na herança feminina e, tendo sempre o desenho como forma de pensamento, começou a desenhar com a linha na tela. Vieram os prémios. Há séries com as cartas, os livros, a marginália, numa produção persistente como a vida da artista, dividida em várias mulheres, nunca desistindo de ser artista, de ser mulher artista. Alexandra de Pinho é exemplo e pura inspiração. Vamos descobri-la!
Liliana Velho (n.1985) nasceu em Lisboa e como consequência da atividade profissional do pai, saltitou o país até encontrar morada fixa em Viseu, onde o seu trabalho, com forte incidência sobre a tecnologia da cerâmica e pleno de humor e amor, tem ganho asas. Licenciou-se na Faculdade de Belas Artes, em Lisboa; completou Mestrado no Colégio das Artes, em Coimbra e é aluna de doutoramento na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Juntas, já viajamos pelo Minho, já desbravamos roteiros em Aveiro e recordo Viseu como o lugar em que a descobri. Nesta conversa, falamos de corações em contramão, de arte em espaço público e da afirmação da cerâmica enquanto tendência do contemporâneo. A não perder, mais uma artista que escreverá o seu nome no futuro!
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