Cada vez mais têm circulado nas redes vídeos de mulheres conservadoras, influencers e tradwives questionando o voto feminino.
Seus argumentos são antigos: a mulher pertence à ordem doméstica, que se opõe à política, espaço do homem; a mulher vota mal; a mulher deve seguir o marido. Apesar disso, convencem muita gente, e chocam outros setores da sociedade.
Talvez o choque seja porque consideramos a participação feminina na política como dada, um direito há muito conquistado. Entretanto, as mulheres foram excluídas da maior parte da nossa história política, autorizadas a votar e serem votadas somente a partir de 1932.
O Salvo Melhor Juízo dessa semana é sobre a história das lutas pela participação da mulher na política e pelo sufrágio feminino no Brasil. Para entender melhor o assunto, conversamos com Adriana Valobra, professora da Universidad de la Plata, e Laila Galvão, pesquisadora na University of London.
"Voto é coisa de mulher" já está disponível nos melhores tocadores de áudio!