"Não tinha que diminuir a quantidade de ônibus, eles tinham que aumentar, para tipo 'galera, se divide para cada um pegar um horário', quando realmente precisar sair. Outra coisa também que eu acho que foi falha, nos feriados terem juntado tudo de uma vez. As pessoas vão sair. Eu acho que quando se trata de governo, você não pode contar só com a consciência da população, principalmente no Brasil, não é uma coisa... O Brasil é o país do jeitinho. Jeitinho pra mim não é ter consciência do que é certo 100%. Tipo assim, você sabe que tá fazendo errado, mas mesmo assim você faz. (...) Eu acho que foi mais copiar outros países que... A questão é a mesma, mas são situações diferentes, são países diferentes, são culturas diferentes. Então assim, não dá pra você copiar. Cê tem que olhar, se inspirar e adaptar aquilo para a sua realidade. Brasil é ônibus. Cara, se o cara chega tarde no trabalho, então ele vai perder aquilo, ele vai pegar o ônibus que tem. Agora se tivesse mais opções… E ai que tá, para incentivar as pessoas a ficar em casa e não aglomerar, você tinha que expandir o horário das coisas, e tempo. As pessoas precisam de tempo. Uma boa parte tem o salário contado, contado para exatamente cada coisinha e não sobra. Como é que essa pessoa vai perder? Ela não pode esperar o próximo ônibus que vai passar daqui uma hora, porque diminuiu a quantidade".