"Então, do meu ver, tá? Se for falar de uma forma geral, hoje o brasileiro tá se preocupando muito com a questão política, do que a da saúde. Cê vê pessoal brigando a favor de Bolsonaro, contra Bolsonaro, não sei o quê. 'Ah, não tem vacina, não tem o quê'. Tudo tem um lado bom e um lado ruim. Tá, errou ou não errou, mas se você ver o tanto de festa clandestina que tem, se você ver o tanto de pessoas que não tá respeitando, adiantaria vacina? É briga no futebol, é briga não sei aonde, tudo vira uma questão política. Então eu não sei te dizer como o Brasil vai tá, porque hoje o foco do Brasil não é tanto a resolução da pandemia. Tá muito envolvido, a política está muito aflorada, que é fora Bolsonaro, que não quer, quem matou não sei o que, muito julgamento. Então é bem complexo porque o pessoal, por exemplo, que mora nas comunidades eles não têm tanto acesso à política, né? É aquele negócio, ele tem que estar sempre matando um leão por dia, não tem tempo para ficar reclamando o que o Bolsonaro deixou de fazer, ou fez. Mas por exemplo o pessoal da classe média, classe média alta, já tem esses sentimentos de brigar porque não sei, brigar não sei o quê. Aí morre alguém importante que nem morreu Paulo Gustavo, criou-se um monte de rebuliço porque se tivesse a vacina o Paulo Gustavo não teria morrido. Pô, mas a pandemia já tem um ano atrás, só agora que…? É muito… O que eu vejo assim - da minha visão, posso estar errado - que é muita política e pouco pensamento de resolver as coisas e aí as pessoas que não são tão privilegiadas, que é o pessoal das comunidades, estão passando fome".