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O Programa Nacional de Alimentação Escolar do Brasil (PNAE) é uma das políticas públicas de nutrição mais abrangentes e eficazes do mundo e reconhecida internacionalmente. Criado em 1950, o programa já passou por diversos nomes e formatos e atualmente oferece cerca de 10 bilhões de refeições ao ano, com um repasse médio anual de 40 bilhões de reais. Apesar de sua importância, não possuía um instrumento de avaliação de sua efetividade. Pelo menos até agora. Isto porque uma tese de doutorado recém-defendida pelo Departamento de Nutrição da FSP–USP se propõe justamente a criar e validar indicadores de avaliação desse importante programa.
A tese “Desenvolvimento e validação de indicadores para avaliação do Programa Nacional de Alimentação Escolar” é discutida no 27º episódio do “Saúde É Pública”, o podcast da FSP-USP. A autora, Daniela Bicalho, e a orientadora do trabalho, professora Betzabeth Slater Villar, explicam na entrevista como criaram e validaram um indicador votado a avaliar o PNAE.
O PNAE oferece alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública. Porém, o programa poderia avançar em termos de planejamento estratégico a partir de indicadores de avaliação, especialmente tendo em vista as diversidades étnicas, as necessidades nutricionais por faixa etária e as condições de vulnerabilidade social do Brasil.
Conheça como o instrumento de avaliação do PNAE foi criado e a importância do trabalho desenvolvido pelas pesquisadoras acessando a entrevista na íntegra.
Este episódio contou com a coordenação editorial de Sylvia Miguel. Roteiro, edição e artes: Maria Carolina Milaré Albuquerque. Locução: Maria Carolina e Emily Gondim. Entrevista: Natália Milena.
Os episódios também são disponibilizados no Canal da FSP-USP no Youtube.
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Que o Brasil voltou ao mapa da fome não é novidade, tanto que a retomada de campanhas como a Ação da Cidadania remete a 30 anos no passado, quando 32 milhões de pessoas passavam fome no Brasil. O quadro atual é ainda mais assustador, com 116 milhões de pessoas vivendo em insegurança alimentar. As políticas sociais pioraram na última década e isto se refletiu também no quadro nutricional das crianças. É o que mostra o 26º episódio do “Saúde É Pública”, o podcast da FSP-USP.
O Prof. Wolney Lisboa Conde, coordenador do Laboratório de Estudos Populacionais da FSP-USP (Lanpop), e a estudante do curso de Bacharelado em Nutrição da FSP-USP, Elaine Ávila, estagiária do laboratório, vêm levantando dados sobre a evolução do Déficit de Altura por Idade (DAI), e os resultados não são animadores. A pesquisa do Lanpop revela que a situação do Brasil piorou e a hipótese é de que a taxa DAI vem refletindo o aumento da pobreza e da concentração de renda, sobretudo ocorrida entre os anos de 2016 e 2019, mostra o professor.
Em 2019, a prevalência de DAI foi igual à de 2006, isto é, 7%. Em 2006, a taxa DAI para crianças entre 1 e 2 anos de idade era de 10%, uma taxa considerada elevada. A evolução do DAI revela um retrocesso do que ocorreu até 2015, quando o país vinha cumprindo a meta de reduzir em 50% as taxas de desnutrição em crianças.
A classificação DAI, feita com base na curva de crescimento para a idade segundo parâmetros definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é um indicador internacional para saber como anda a evolução da desnutrição infantil nos países.O monitoramento do indicador do crescimento infantil representa a síntese individual da saúde infantil.
No 26º episódio do “Saúde É Pública”, vamos entender o DAI, quais são os impactos da desnutrição infantil e um pouco do trabalho desenvolvido pelo Lanpop. Alguns resultados dessas pesquisas vêm sendo divulgados no perfil do Lanpop nas redes sociais. Confira a série de posts publicados no Twitter sobre o assunto.
Este episódio teve a coordenação editorial de Silvia Miguel. Roteiro: Silvia e Emilly Gondim. Edição: Emily. Artes e fotografia por Maria Carolina Albuquerque. Apresentação: Emilly e Maria.
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A partir de uma amostra de 945 UBS de todo o país, uma pesquisa coordenada pela Profa Aylene Bousquat, da FSP-USP, descobriu pontos cruciais sobre a saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Por exemplo, embora não fosse de sua responsabilidade, muitas UBS passaram a atender casos de COVID-19 grave e longa.
No 25º episódio do “Saúde É Pública”, a Profa. Aylene conta como foi e quais os principais resultados da pesquisa “Desafios da Atenção Básica no enfrentamento à pandemia de COVID-19 no SUS”.
Tendo em vista a já conhecida sobrecarga de trabalho dos profissionais de saúde, a precária estrutura do sistema e o desfinanciamento do SUS, se um planejamento sistemático não for feito, o cenário que se descortina num futuro próximo não é dos melhores. Saiba mais, na entrevista, sobre a situação que a professora chamou de “tríade explosiva”.
Este episódio contou com a coordenação editorial, roteiro, locução, edição e pós-edição: Sylvia Miguel. Locução e artes: Maria Carolina. Participação: Emily Gondim.
Link da matéria completa: https://www.fsp.usp.br/site/noticias/mostra/36055
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Durante os dias 22 e 28 de maio último foi realizada a 75ª Assembleia Mundial da Saúde na cidade de Genebra na Suíça. O grande foco dos debates entre os representantes dos Estados-membros foi a questão do protagonismo da OMS na coordenação da saúde global e a sua atuação muito criticada durante a pandemia da COVID-19.
Em entrevista ao 24º episódio do “Saúde É Pública”, o podcast da FSP-USP, a professora Deisy Ventura, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Global e Sustentabilidade da FSP-USP, conta que a entidade não conseguiu se colocar à altura de dar uma resposta aos Estados no sentido de se manter responsável pela coordenação das ações globais de saúde.
A convidada também falou sobre a questão de campanhas centralizadas de saúde não serem a solução para o enfrentamento de pandemias. E ainda, como foi a participação dos representantes brasileiros nesse grande encontro mundial sobre saúde.
Este episódio contou com a coordenação editorial de Sylvia Miguel. Roteiro, locução, edição, pós-edição e artes: Maria Carolina. Participação de Emily Gondim.
Link da matéria completa: https://www.fsp.usp.br/site/noticias/mostra/36055
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Ainda não estão esclarecidos os motivos da chamada varíola de macacos estar se espalhando em diversos países, com um aumento do número de casos a cada dia.
Apesar da doença apresentar sintomas mais brandos e uma letalidade menor em relação à varíola humana, os surtos do Monkeypox vírus devem ser monitorados de perto, com o risco da doença se tornar endêmica fora do continente africano.
O alerta é do Prof. Eliseu Waldman, do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP, convidado deste 23º episódio do “Saúde É Pública”.
Waldman explica o curso das epidemias de varíola humana no Brasil, compara episódios da evolução da varíola de macacos no mundo, traz detalhes sobre a segurança das vacinas contra essas doenças e comenta ainda os aspectos que demandam atenção dos países e das autoridades sanitárias. E comenta ainda as expectativas sobre a COVID-19, tendo em vista a proximidade do inverno, quando, via de regra, aumentam os casos de doenças respiratórias.
Link da matéria completa: https://bit.ly/3tguFOa
Este episódio contou com a coordenação editorial, roteiro e edição de Sylvia Miguel. Locução: Sylvia e Maria Carolina. Participação: Emily Gondim. Pós-edição e artes: Maria Carolina.
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Alguns alimentos podem influenciar tanto o humor quanto a saúde mental. Devido às suas propriedades, alguns nutrientes exercem papel importante na modulação da inflamação e na neuroplasticidade cerebral, que impactam de forma significativa a saúde mental.
Essa relação entre alimentação e saúde mental é o tema do 22º episódio do “Saúde é Pública”.
A convidada é a engenheira de alimentos Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, professora do Departamento de Nutrição da FSP-USP e coordenadora do Laboratório de Componentes Alimentares e Saúde (LACAS).
Na entrevista, a professora destaca o papel de alguns grupos de alimentos que favorecem o melhor desempenho do equilíbrio físico e mental. Ela comenta também a respeito de uma linha de pesquisa sobre as propriedades de alimentos como o café e o guaraná da Amazônia. Destaca ainda a importância do melhor uso da biodiversidade brasileira para uma alimentação mais saudável e sustentável.
Este episódio contou com a coordenação editorial, roteiro e edição de Sylvia Miguel. Artes e pós-edição, Maria Carolina. Locução: Sylvia e Maria Carolina. Participação: Natália e Emily Gondim.
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A tese "Haitianos em São Paulo – exclusão, invisibilidade social e sofrimento social", recém-defendida na FSP-USP pelo sociólogo José Ailton Rodrigues dos Santos, é o tema do 21º episódio do podcast “Saúde É Pública”. Em sua segunda temporada, o projeto expande sua temática, trazendo entrevistas multissetoriais para mostrar as diversas interfaces da saúde pública.
A pesquisa mostra a trajetória dos imigrantes haitianos na capital paulista, desde sua saída, em Porto Príncipe, capital do Haiti, até chegar a São Paulo. Na condição de ativista negro e militante dos Direitos Humanos, Ailton se misturou a essa população desde 2004, quando o Exército Brasileiro foi para o Haiti, atendendo aos apelos da Organização das Nações Unidas (ONU).
No trabalho, o sociólogo propõe um olhar para novas diretrizes políticas de acolhimento humanitário a esses e a outros imigrantes que chegam ao Brasil com esperanças de condições de vida digna.
Para o pesquisador, o país está longe de atender ao previsto na lei do imigrante. “Como sociedade, ainda temos um longo caminho para superar a mentalidade preconceituosa contra o imigrante, em especial contra o imigrante negro”, diz.
Na entrevista, Ailton conta como foi a experiência de ser testemunha ocular da rotina de vida dos haitianos em São Paulo. A entrevista foi feita pela ex-estagiária da Assessoria de Comunicação da FSP-USP, Taís Melo.
Este episódio contou com a coordenação editorial, roteiro e edição de Sylvia Miguel. Artes e pós-edição, Natália Milena. Locução: Sylvia, Natália e Emily Gondim.
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O 20º episódio do podcast “Saúde É Pública” mostra o trabalho do Registro de Câncer de Base Populacional de São Paulo (RCBP-SP), um importante centro de dados sobre os diversos tipos de câncer, sediado na Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP).
A coordenadora, Profa. Maria do Rosário, conta um pouco da história e da importância desse centro para a epidemiologia do câncer na cidade de São Paulo, denunciando as dificuldades encontradas pelos pesquisadores em manter essa base de dados. Entre elas, a forma como as mudanças no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) podem prejudicar alguns serviços específicos da saúde.
Entenda melhor esse relevante sistema de informação de oncologia. A entrevistada é Professora do Departamento de Epidemiologia da FSP-USP.
Este episódio teve a coordenação editorial de Sylvia Miguel. Artes e edição de Emilly Gondim. Roteiro: Sylvia e Emily. Apresentação: Emily e Júlia Castanha.
O convidado do 19º episódio do podcast “Saúde É Pública” é o Prof. Fernando Aith, que conta detalhes sobre o estudo que deu base para a criação da CPI da COVID-19.
Mais de 4 mil normas jurídicas foram juntadas no “Mapeamento e análise das normas jurídicas da União e dos Estados em resposta à COVID-19 no Brasil”.
O trabalho encabeçado pelo Prof. Fernando Aith e pela Profa. Deisy Ventura, do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, possibilitou a instalação da CPI.
A CPI finalizou seus trabalhos em dezembro de 2021, revelando não só desmandos e omissões, mas também corrupções graves na condução da pandemia no Brasil.
Ouça a entrevista na íntegra! Conheça os boletins do CEPEDISA: https://cepedisa.org.br/
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A COVID-19 continua ressurgindo em surtos em diversos países. Em áreas de grande vulnerabilidade social, o desafio de combate e controle da contaminação é ainda maior. Nos primeiros meses da pandemia, quando a doença matava essencialmente pobres da periferia, surgiu o projeto CASULO, um estudo de monitoramento de pacientes realizado no Complexo Paraisópolis, considerado a segunda maior favela da cidade de São Paulo, localizada na Zona Sul da capital.
O estudo ocorreu num momento em que não se conhecia muito sobre o vírus e nem sobre a evolução da doença. Naqueles meses tenebrosos, as únicas medidas efetivas de proteção eram o uso de máscaras, o distanciamento físico e a higiene das mãos.
Mas como introduzir tais medidas sanitárias, numa comunidade em que as pessoas possuem prioridades mais urgentes, como comprar comida e itens pessoais básicos?
Os pesquisadores entraram na favela e foram entender as formas de intervenção possíveis para tentar frear a disseminação da doença. O projeto CASULO, supervisionado pela professora Aylene Bousquat, do departamento de Política, Gestão e Saúde daqui da Faculdade, é o tema do novo episódio do “Saúde É Pública”.
A pós-doutoranda Patrícia Sampaio Chueiri, da FSP-USP, fala sobre esse trabalho numa entrevista concedida à estudante de Audiovisual da Escola de Comunicações e Artes, Taís Melo, ex-estagiária da Ascom da FSP-USP.
Saúde É Pública – o podcast da FSP-USP
Episódio 18 – 2ª temporada: “Estudo CASULO em Paraisópolis”
Participação: Pós-doutoranda Patrícia Sampaio Chueiri, da FSP-USP.
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