Pedi a Joaquim Judas que nos viesse aqui falar do encerramento das urgências de obstetrícia do Hospital do Barreiro. Estes serviços encerraram no passado dia 15 de abril para dar lugar à concentração das urgências no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.
O Hospital Garcia de Orta funciona agora como o centro de referência da Península de Setúbal, contando com bloco de partos e apoio perinatal diferenciado. A sua equipa é composta em oitenta por cento por profissionais da ULS Almada-Seixal e reforçada em vinte por cento por equipas da ULS Arco Ribeirinho.
O Hospital de São Bernardo passa a ser o segundo polo. Assegura o atendimento de urgência para a sua área de influência direta, que inclui os concelhos de Setúbal, Palmela, Sesimbra, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines.
A SIC Notícias, no dia do encerramento da urgência do Barreiro, destacava, com pessimismo, que, “sem conseguir resolver o problema da falta de médicos nas escalas, o Governo optou pelo encerramento de serviços e o primeiro a cair na Margem Sul é o da urgência obstétrica do hospital do Barreiro”. Aqui, digo eu, as palavras chave são “o primeiro a cair”, o que indicia que a situação pode ainda piorar.
Constata-se que, com estas mudanças, para se nascer no distrito de Setúbal, em alguns casos, será necessário percorrer mais de 50 quilómetros até Almada, onde a pressão sobre os serviços hospitalares é já enorme.
E como chegámos até aqui?
Joaquim Judas dá algumas respostas.
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