Em um contexto de eventos climáticos cada vez mais frequentes e severos, o agronegócio brasileiro enfrenta um desafio central: como garantir previsibilidade, proteção financeira e continuidade produtiva. Neste sétimo episódio da nova temporada do Conversa Segura, do canal SeguroPod, o debate se volta ao papel estratégico do Seguro Rural como instrumento de adaptação climática, resiliência produtiva e sustentabilidade no campo.
A jornalista Leila Sterenberg recebe dois executivos da BB Seguros: Raquel Galdêncio, superintendente executiva de Planejamento Estratégico e Sustentabilidade, e Paulo Hora, superintendente executivo de Resseguro e Agronegócios. A conversa mostra como o setor segurador vem incorporando dados climáticos, inteligência artificial e critérios ESG à modelagem de riscos, à precificação e ao desenho de produtos para o agro.
O episódio explora como o Seguro Rural deixa de ser apenas um mecanismo de indenização e passa a atuar como ferramenta de gestão de riscos, indução de boas práticas e viabilização da transição para uma agricultura mais resiliente e de menor impacto ambiental. A conversa aborda temas estruturantes como:
⦁ Sustentabilidade como vetor de performance: a incorporação de cenários de aumento de temperatura e eventos extremos nos modelos atuariais, de subscrição e precificação.
⦁ Tecnologia e inteligência de dados no campo: o uso de satélites, bases climáticas (INMET, NASA, ERA5, CHIRPS) e inteligência artificial para aumentar a precisão das análises de risco e personalizar apólices.
⦁ O papel estratégico do resseguro: como o “seguro do seguro” garante solvência, liquidez e capacidade de proteção em um segmento altamente exposto a catástrofes.
⦁ Agricultura regenerativa e incentivos econômicos: os pilotos com a Embrapa (novo ZARC por níveis de manejo) e a Produzindo Certo, que diferenciam preço e cobertura para produtores que adotam boas práticas ambientais.
Ao longo do episódio, Raquel e Paulo apresentam dados, aplicações práticas e implicações concretas para produtores, seguradoras, formuladores de políticas públicas e o sistema financeiro. A discussão também oferece uma leitura clara sobre:
Mitigação (conservação ambiental, florestas nativas e bioeconomia como novos vetores de produtos seguráveis).
Adaptação (o Seguro Rural como instrumento de política pública para estabilidade econômica e segurança alimentar).
Inovação (a evolução do mercado segurador para atender diferentes cadeias produtivas, da pecuária à silvicultura).
O episódio encerra com uma reflexão sobre o legado da COP30 para o agronegócio e o setor segurador, reforçando o papel do seguro como infraestrutura financeira essencial para a transição climática e a resiliência do ambiente de produção rural no Brasil.
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