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Aqui encontramos outro alvo de Jesus para este provérbio: a prática. Costumeiramente Jesus usava figuras para deixar mais atraente e compreensível a sua mensagem e aqui ele nos compara com o sal que, quando perde o sabor, não serve para nada a não ser para ser jogado fora. Quando o Senhor finaliza dizendo: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça, está querendo enfatizar, neste caso, a importância da prática das suas palavras pelos seus discípulos.
Este é um provérbio que apresenta, pelo menos, três aplicações bastante relevantes para a nossa relação com a Palavra de Deus. 1) É um chamado à compreensão. 2) É uma exortação à decisão. 3) É uma declaração de nossa responsabilidade. Temos ouvidos, logo temos condições de sermos sabedores do que ele quer e não podemos mais fugir dessa responsabilidade. Deus tem feito a parte dele em nos orientar em tudo nesta vida. Cabe a cada um de nós ocupar o nosso papel e assumir as posturas inerentes a cada situação que a vida nos impõe.
Os provérbios de Jesus podem ter as mais diversas origens. Alguns são originais e outros são repetições de ditos contemporâneos ou antigos. o primeiro é este: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” Aqui Jesus está querendo dizer o seguinte: Procurem entender o sentido da minha mensagem, não conforme sua capacidade intelectual, mas conforme a capacidade espiritual de cada um.
Algumas pessoas compartilham mentiras pois acreditam que elas servem a uma boa causa, e equivocadamente acreditam que o fim justifica os meios. Outros até desconfiam que a noticia é verdadeira, mas não checam antes de compartilhar, pois pensam que se estão compartilhando alguma coisa boa, estão fazendo a sua parte e se isentam de checar a informação. E ainda existem aqueles que compartilham as mentiras porque acreditam nelas e por isso nem param para verificar a veracidade da mensagem. Em todos os casos, propagam mentiras, "meias verdades", boatos... que sempre trazem consequências.
A semente de fé de hoje tem como objetivo nos encorajar a manter firme a nossa conduta e os nossos valores ainda que o preço para isso seja bem caro. Afinal, o nosso mestre Jesus foi perseguido, passou pela maior e mais dolorosa humilhação sem ter cometido pecado algum, em nosso lugar, para ser o nosso salvador tudo por amor e na mais completa consciência de que tudo estava previsto.
As perseguições fazem parte da escola de Deus. Nelas aprendemos bastante sobre a nossa fragilidade e vulnerabilidade. Infelizmente existem muitas pessoas que se enchem de vaidade por serem de Cristo, se acham como que filhos prediletos e por isso não admitem qualquer contrariedade ou opressão.
Se buscarmos na história antiga, vamos constatar que este assunto sempre esteve em pauta. Pessoas cristãs são perseguidas desde muito tempo. Existem lugares no mundo onde este assunto é muito grave pois trata-se de cristãos que vivem com suas vidas ameaçadas tão somente por professarem sua fé em Jesus.
Hoje encontramos um paradoxo. Como poderia ser feliz alguém que é perseguido injustamente? Mas quando se pensa em um crente legitimo, não há nenhuma estranheza, pois, este é capaz de se alegrar, mesmo perseguido, porque compreende ser um privilégio sofrer por causa do evangelho, assim como Jesus sofreu e outros profetas da antiguidade.
Aqui encontramos mais uma das boas marcas que servem para identificar um filho de Deus. Ser um Pacificador. E Pacificadores são conhecidos pelo seu caráter e conduta e nesta semente de fé encontramos algo que envolve as duas coisas. Pacificador é aquele ou aquela que, antes de mais nada, possui um coração em paz e por isso capaz de pacificar. E, mais do que ter um coração assim, um pacificador é aquele ou aquela que estabelece a paz, ou seja, que faz a paz entre as pessoas.
Puro de coração é aquele cujo coração é purificados pela fé; que não é apenas limpo de uma má consciência pelo sangue de Jesus, mas purificado pelo Espírito de Deus de pensamentos vãos, raciocínios inúteis, desejos terrenos, sensuais e paixões corruptas; que é tratado em relação ao orgulho, vontade própria, descontentamento, impaciência, raiva, malícia, inveja, cobiça e ambição; cujo coração é motivado a amar o Senhor seu Deus com toda força e as outras pessoas como a si mesmo. Só assim podemos ver Deus, não com os olhos humanos, mas com os olhos do coração.
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