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A Mari é uma amiga muito especial que fiz na pós-graduação, já a admirava de longe pela faculdade, mas só criamos intimidade e pudemos trocar melhor a partir da especialização. Esta mulher é uma das pessoas que mais admiro na vida, tanto na área profissional quanto na leveza para olhar a vida através da arte. Professora, desenhista, artista, brincante, pirritota, essas são as palavras que me vêem a cabeça quando penso nessa sagitariana raiz. Conversar com ela foi incrível, matei levemente a saudade ao passearmos através de seus Sons da caminhada por temas como: infância, desenho/arte, relação com o avô, liberdade de ser boba/criança; relação com São Paulo, o tornar-se professora de Educação Física, e diversidade; família, identidade sexual, religião, posicionamento e máscaras sociais que criamos; dizer "não", equilíbrio, cuidado para não "adultecer", trocas de afeto através do desenho, lidar com expectativas sobre o outro e produção artística.
Essa conversa me emocionou demais, muita gratidão pela sensibilidade da Mari na escolha e na explicação de cada música. É perceptível a entrega dela para a proposta do Sons da caminhada, foram muitas histórias e reflexões, e por ter vivido isso me sinto extremamente presenteada. Espero que vocês consigam se sentir abraçados por essas músicas também, até mais. Raíra
O 11º episódio do Sons da caminhada foi com a Rebeca Letieri, uma amiga muito querida que conheci através do Douglas Nascimento. Esta deusa é um jornalista muito admirável, mas além do amor pela comunicação, quando penso na Rebeca lembro de paixões bem marcantes como desenho, fotografia e a dimensão política da vida. Essa mistura da sensibilidade da arte com a dureza do mundo político vai emoldurar um pouco a nossa conversa desse episódio. Os temas que as músicas da Rebeca tocaram giraram em torno de: infância, relação com pai e afetos; conflito geracional e família, independência, amadurecimento político e a universidade, educação pela arte e diálogo; intercâmbio, celebração e renovação, experiências novas após término de namoro; esperança, política, ansiedade e ansiedade, crise existencial devido ao peso do trabalho na vida, e para finalizar a conversa um papo sobre o incômodo antecede a transformação e o amadurecimento. Todos esses pontos foram muito ricos pra mim, mas em especial o ultimo, gostei bastante de saber que esse também é um processo pra Rebeca, me senti acolhida. Espero que vocês também se sintam abraçados por esse diálogo sobre a travessia da minha querida amiga, até mais, Raíra. :)
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