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  • Divórcio em alta: advogada revela os motivos mais comuns e como agir conforme a lei

    O programa Fala Mulher desta semana traz novamente Adriana Pires, advogada especialista em direito familiar e sucessões, para discutir os principais motivos que levam à separação conjugal no Brasil. Em 2022, o país registrou mais de 970 mil casamentos e 420 mil divórcios, uma média de um divórcio a cada dois casamentos. Essa crescente taxa de rompimentos reflete uma diversidade de causas, entre elas, desigualdade de renda, descontrole financeiro, dificuldades em estabelecer metas compartilhadas e desajustes sexuais.

    Dra. Adriana destaca a importância de se entender o "contrato" do casamento, comparando-o a qualquer outro acordo formal em que a orientação de um advogado seria indispensável. Segundo ela, conhecer as regras desse contrato pode, inclusive, fortalecer o vínculo, uma vez que alivia o casal das preocupações materiais, permitindo que o relacionamento se baseie no amor e no respeito mútuo. Ela reforça que a comunicação é um dos pilares para ter um casamento saudável

    Adriana também aborda a dor que ambos os parceiros enfrentam durante o processo de divórcio, ressaltando que, embora os homens tendam a se reestabelecer mais rapidamente em novos relacionamentos, as mulheres costumam demorar mais para se recuperar emocionalmente. Porém, seu maior desejo é encorajar essas mulheres a enxergarem que existe vida após o divórcio e que elas são plenamente capazes de se reinventar e encontrar a felicidade novamente. O lema de Adriana é "A glória da segunda casa será maior que a da primeira", mas ela ressalta que essa "glória" não necessariamente se refere a um novo casamento, mas em uma transformação pessoal e a capacidade de superar obstáculos.

    9 min
  • Como a tecnologia impacta as relações e aumenta as separações conjugais

    O Fala Mulher desta semana recebe novamente Adriana Pires, advogada especialista em direito familiar e sucessão, para falar sobre a influência da tecnologia nas separações conjugais. Embora a ferramenta em si não seja o problema, muitos homens têm utilizado o meio digital para satisfazer seus fetiches e trair suas parceiras, o que contribui para o aumento das taxas de divórcio no Brasil.


    Adriana compartilha sua trajetória de vida e seu compromisso em levar conhecimento às mulheres, especialmente em igrejas e ONGs, onde muitas vezes o acesso à informação é limitado. Inspirada por sua mãe, que alcançou seus sonhos mesmo após a maternidade, Adriana acredita que o conhecimento é o caminho para o empoderamento feminino. Ela também destaca o impacto positivo de sua participação no BNI, uma organização de networking que lhe permitiu expandir suas conexões e contatos, inclusive internacionalmente.


    Outro ponto abordado por Adriana é a delicada questão das sucessões e do regime de casamento, que estão intrinsecamente ligados ao divórcio e ao falecimento. Ela ressalta que, no momento do divórcio ou da perda de um ente querido, as verdadeiras intenções das pessoas se revelam, tornando essencial discutir esses temas antes de se casar. A advogada também destaca o crescente problema das traições virtuais, que tem sido cada vez mais frequente em seus atendimentos.


    Por fim, Adriana reforça a importância de contar com um advogado durante o processo de divórcio, especialmente na partilha de bens, pois esse é um momento de grande fragilidade emocional e a presença de um profissional qualificado pode fazer toda a diferença.

    10 min
  • Separação e proteção jurídica: o que você precisa saber para preservar seu patrimônio

    Nesta edição do "Fala Mulher", o programa traz uma conversa importante e esclarecedora sobre os direitos das mulheres em processos de separação e divórcio.


    Muitas mulheres se encontram presas em relacionamentos que não as fazem felizes, mas hesitam em buscar a separação por medo de perder seus direitos.


    Para abordar esse tema, o programa convida Adriana Pires, advogada especialista em direito familiar e sucessões, para compartilhar seu conhecimento e experiência em defesa dos direitos das mulheres.


    Adriana, que possui uma sólida formação e atuação na área, revela que sua trajetória profissional foi influenciada por sua fé e pelas experiências pessoais que viveu.


    Após passar por um divórcio, ela se tornou uma referência para as mulheres de sua igreja, ajudando-as no entendimento sobre o direito de serem felizes e que a fé ou a resiliência não devem ser barreiras para a busca de uma vida livre de abusos e agressões.


    Adriana Pires destaca a importância de as mulheres procurarem uma profissional de confiança no momento de uma separação. Segundo ela, é fundamental elaborar um plano de saída desse relacionamento abusivo, e que contemple questões como moradia, patrimônio e a guarda dos filhos. “Esse planejamento é fundamental para garantir que os direitos da mulher sejam respeitados e preservados durante e após o processo de divórcio”, explica.


    A advogada também falou sobre sua atuação profissional e como as mulheres podem se conectar com ela para obter orientação e apoio. Com um escritório em Belo Horizonte e atendimentos online que alcançam clientes em todo o Brasil e até em outros países, ela está comprometida em ajudar mulheres a entenderem e exercerem seus direitos.

    11 min
  • Acolhimento familiar: saiba o processo para adotar uma criança

    O programa "Fala Mulher" desta semana aborda a realidade da adoção no Brasil com a participação de Maria Luiza Magalhães, presidenta das Casas Colmeia. Dados divulgados pela Agência Brasil mostram que, embora mais de 34 mil pessoas estejam dispostas a adotar, apenas 5 mil processos estão em andamento, e apenas 73 desses envolvem adolescentes acima de 16 anos. Essa disparidade revela uma preferência por crianças mais novas, que pode estar ligada a preconceitos enraizados na sociedade. Maria Luiza destaca que, em instituições como as Casas Colmeia, onde são acolhidas crianças, mães e adolescentes em situação de vulnerabilidade, o foco está em manter a unidade familiar, oferecendo suporte integral para mães e filhos, independentemente da idade.


    Nas Casas Colmeia, o trabalho é delicado e desafiador, especialmente quando se trata de acolher jovens mães e seus filhos. Maria Luiza compartilha a história de uma jovem mãe de 10 anos que, hoje, na casa dos 20 anos, vive uma vida plena ao lado de seu filho. Este é apenas um dos muitos casos de sucesso que enchem de gratidão os profissionais envolvidos. A instituição, que também conta com uma casa infantil em Belo Horizonte e outras quatro em Juiz de Fora, depende do apoio da população para se manter, especialmente no fornecimento de itens do dia a dia, como fraldas e produtos de higiene pessoal.


    Maria Luiza ressalta a importância de traçar um perfil bem definido ao se candidatar à adoção, alertando que a adoção não deve ser vista como um plano B, mas como uma escolha consciente. Ela destaca que o processo de adoção é cuidadosamente orientado pela Vara da Infância e Juventude, onde o foco está em encontrar a família ideal para a criança, e não o contrário. Em Belo Horizonte, o tempo de espera para adoção de bebês pode levar até sete anos, o que reforça a necessidade de conscientização e flexibilidade por parte dos adotantes. O trabalho da Vara da Infância e Juventude é, acima de tudo, sobre encontrar pais e mães que se encaixem nas necessidades e contextos específicos de cada criança.

    11 min
  • Casas Colmeia: há 70 anos acolhendo crianças e adolescentes em vulnerabilidade social

    Hoje vamos falar sobre as Casas Colmeia, instituição para acolhimento de crianças, jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade social em Belo Horizonte.


    A Colmeia está completando 70 anos de existência. Hoje, traremos mais sobre a sua história, mostrando como ela surgiu, quais públicos são atendidos e como o preconceito permeia o tema.


    Quem nos contará essas informações é Maria Luiza Magalhães, presidenta da Instituição.

    10 min
  • A visão psicológica em relação ao emagrecimento e a obesidade

    Olá pessoal, estamos de volta com o Fala Mulher. Informação direta ao ponto.


    O quanto você tem estado feliz com a vida que você tem hoje? Será que a sua vida está sendo expressada na forma como você se alimenta?


    Dados da OMS mostram que 4,7% da população brasileira sofre de compulsão alimentar, quase o dobro da população. E isso pode estar relacionado a sua mente ou a sua saúde mental.


    Por isso, conversaremos com a psicóloga Patrícia Viegas sobre obesidade e emagrecimento voltadas para o campo da psicologia.

    20 min
  • Carreira, família e psicologia: Patrícia Viegas explica a ligação entre comida e comportamento

    No Fala Mulher desta semana, a psicóloga Patrícia Viegas falou sobre a carreira na psicologia e a relação entre dinheiro, comida e vida.


    Filha e neta de endocrinologistas, segue o interesse no tema da obesidade e do emagrecimento. É o assunto com que conviveu na infância e mantém relação até os dias de hoje pela profissão dos pais.


    Já são 28 anos no mercado da psicologia, desde que se formou na universidade FUMEC. Sua escolha vem da influência de uma grande amiga de infância, Liliane, que a apresentou à psicologia e é referência na profissão.


    A psicologia é, segundo Patrícia, seu “norte de vida”, sua função, tarefa e até mesmo valor. Além de tudo isso foi um divisor de águas em sua carreira acadêmica e marcou um momento de transformação e intensificação nos estudos, junto do interesse na leitura, que segue como um hábito nos dias atuais.


    Ainda sobre a psicologia, compartilha a experiência de ver a filha trilhando o mesmo caminho. “É um entrosamento a mais, que deu um grande brilho”. A convivência é também motivo de gratidão, já que, além de compartilhar seus ensinamentos, ela aprende muito com a filha.


    Já sobre a obesidade, conceitua que não é um adoecimento psíquico e, sim, físico. Então deve ser tratada por médicos, diferentemente da compulsão alimentar, que é um problema psíquico e não está necessariamente associada à obesidade. Patrícia finaliza dizendo que dinheiro, comida e vida têm uma relação completa e estão ligados na maneira de pensar e agir de cada pessoa. Assim como você lida com a vida, vai lidar com o dinheiro e também com a comida.

    7 min
  • Saiba como enfermeiros (as) enfrentam os desafios vivenciados no SUS

    O Fala Mulher desta semana conversa com Ludimila Outtes, enfermeira e presidenta do Sindicato dos Enfermeiros de Pernambuco (SEEPE), sobre os desafios da enfermagem e sua luta pela rede pública.

    Ludimila diz que sua escolha pela enfermagem veio de influência familiar e que, durante a faculdade, apaixonou-se pela profissão. Logo se tornou defensora dos profissionais e uma militante da pauta saúde.

    Ludimila lembra que as realizações da profissão são diárias, já que salvar vidas é um trabalho extremamente gratificante e importante para a sociedade. Da mesma forma, os desafios aparecem no cotidiano, principalmente, pelas condições precárias de trabalho enfrentadas no serviço público. A falta de materiais, de medicamentos e de recursos humanos limita o atendimento dos profissionais da enfermagem e torna-se um grande obstáculo.

    Outtes aborda sobre a luta do SEEP em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), universal, que preza pela equidade em seu acesso, de qualidade e gratuito. “Essa é uma batalha nossa como profissional e enquanto defensora das causas sociais.” Ela critica o sucateamento do SUS que, em sua visão, é proposital. “A falta de investimento no SUS seria uma escolha política, uma estratégia neoliberal que beneficia a rede privada e visa criar maior aceitação das privatizações. A busca por planos de saúde e a falta da qualidade de atendimento do SUS, passam por essa escolha política de não investir na rede pública. Terceirizar ou privatizar o Sistema Único de Saúde é entregar o nosso patrimônio”.

    11 min
  • Que caminho trilhar na advocacia e como lidar com os desafios

    No Fala Mulher desta semana, a Dra. Cibele Alexandra, advogada e Secretária-Adjunta da Comissão de Direitos Sindical da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Minas Gerais (OAB-MG), falou sobre os desafios da mulher na área da advocacia.

    Cibele Santos começou abordando o tema do direito coletivo, contando sua experiência no 5º Congresso Nacional de Direito Sindical, realizado nos dias 27 e 28 de junho, em Belo Horizonte.

    No evento, ela observou a percepção da força coletiva dos próprios participantes, bem como o poder da interação entre eles, que havia sido prejudicada pelo período da pandemia. Cibele enxerga essa coletividade como fundamental, principalmente no atual período que ela percebe como muito individualista.

    Contou sua trajetória como mulher negra na advocacia e disse que teve acesso a uma boa instituição de ensino, a Faculdade Milton Campos, mas relatou ter encarado vários desafios para ingressar no meio. Falou dos apoios fundamentais que recebeu e que foram essenciais para alcançar seus objetivos.

    Advogou em uma instituição pública, antes de se mudar para a área condominial, onde teve excelente trajetória. No final desse caminho, chegou à área sindical, onde trabalha até os dias de hoje. É sócia de um escritório de advocacia focado nos direitos dos trabalhadores, o Dias Moura Advogados Associados.

    Para finalizar, Cibele incentiva às pessoas a entrarem na área da advocacia principalmente pelo aprendizado diário e os desafios múltiplos. A advogada conta que o direito é uma paixão, que requer esforço e dedicação para alcançar o êxito almejado.

    18 min
  • Conheça as barreiras e os preconceitos enfrentados pelas mulheres na engenharia

    No programa Fala Mulher desta semana, Maria Helena Barbosa, 1ª secretária do Sindicato de Engenheiros de Minas Gerais (Senge/MG), continua a conversa sobre os desafios das mulheres no mercado da engenharia. Ela aborda as barreiras que as engenheiras enfrentam e destaca a competência e a determinação necessárias para conquistar espaço em um ambiente dominado por homens. Para enriquecer a discussão, Adrielle Paiva, mestre em administração e pesquisadora, que fala sobre suas pesquisas sobre a vulnerabilidade socioeconômica de alunos, trancamentos escolares e a vivência de mulheres em cursos majoritariamente masculinos na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

    Adrielle Paiva relata que seu TCC analisou a relação entre o trancamento escolar e a vulnerabilidade socioeconômica dos alunos, identificando que ser a única mulher na turma foi um fator significativo para algumas desistências. Motivada por essa descoberta, sua pesquisa de mestrado focou nas vivências de mulheres em cursos de engenharia na UFJF. Ela constatou que a falta de representatividade e o ambiente predominantemente masculino impactam negativamente a autoestima, a motivação e a saúde mental das estudantes. Muitas relataram assédio e a necessidade de adaptar seu comportamento e aparência para se protegerem, evidenciando a necessidade de conscientização nas escolas e universidades para combater esses problemas.

    Maria Helena compartilha um caso recente de uma estudante de engenharia mecatrônica do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG), que enfrentou preconceito de seu orientador, mas, com resiliência, conseguiu superar as barreiras e hoje trabalha na Petrobras. A estudante, que foi desmotivada pelo orientador a continuar, questionou as deficiências apontadas em seu TCC e recorreu ao Conselho, que finalmente aprovou seu trabalho. Esse exemplo ilustra a violência institucional ainda presente nas universidades.

    Para combater o machismo e a violência contra mulheres no mercado, Maria Helena enfatiza que é fundamental haver mais mulheres em cargos de governança e que as denúncias sejam feitas. Os sindicatos, como o Senge/MG, são aliados importantes nessa luta, oferecendo apoio e levando adiante essas questões por meio de ações judiciais e outras medidas. Ela encoraja as mulheres a denunciarem, pois essa é a maneira de vencer as barreiras impostas pelo preconceito e pela discriminação.

    13 min

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