Surf de Mesa

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By FlamboiarSports
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Surf de Mesa episodes

  • 120 - Fanatismo no surf e a figura do surfão
    Desde que o termo surfão foi criado, nos primórdios deste podcast, ouvimos muitas vezes a pergunta: mas quem é exatamente o surfão? Este episódio começou numa tentativa de compreender como o fanatismo pode estar presente no surf até que encontramos, pelo meio do caminho, esta ilustre figura do folclore surfístico mundial.

    Do francês, o termo ´fanatique´ define aquele que pertence a um templo, e se refere a toda atitude compulsiva, exagerada e radical. Caracterizado por uma condição de fervor por algo, se torna um comportamento tanto mais disfuncional quanto mais se aproxima da agressividade e da intolerância.

    No surf, isso é bem observado na defesa cega de uma determinada expressão de surf como sendo a única que tem valor. Do clássico ao progressivo, o surfão não se restringe a um só grupo e nem se limita apenas ao estilo. Ele vai muito além e pode nascer silenciosamente, trazendo consigo toda sorte de preconceito. Tudo que podemos dizer sem correr o risco de apedrejamento em praça pública é: Aqui, aí ou em qualquer lugar, "ele está no meio de nós".

    Quer saber mais e entrar no papo? Deixe aqui seu amém e dê o play pra ouvir mais essa missa semanal do Surf de Mesa.
    40 min
  • 119 - O mito da liberdade no surf
    Aquela velha cena jovem de cabelos ao vento e pouca roupa seguindo rumo a um horizonte alaranjado em busca de ondas que serão desbravadas destemidamente não existe por acaso. Adicione a essa ideia de personagem desprovido de qualquer preocupação todos os itens que constroem o cenário ideal do retrato. E entenda, então, como a imagem se encaixa perfeitamente na fantasia humana da libertação. Prato cheio pro sucesso comercial alimentado por um mito que todos perseguimos. O mito da liberdade.

    Neste episódio do Surf de Mesa, Junior Faria, Carol Bridi e Rapha Tognini falam sobre o desejo humano sobre o qual não só a indústria do surf, mas o marketing de todo e qualquer tipo de produto, se refestela. E, no fim, descobrem que a não liberdade se espraia por mais cantinhos do surf do que imaginavam quando lançaram o tema na mesa.

    Pausa, trégua. Um lugar ideal isento de pesos existenciais e responsabilidades. Necessidades legitimamente humanas. Mas, até que ponto a utopia da liberdade transforma o surf num lugar distópico, muitas vezes envenenado pela própria necessidade legítima de escape?

    Exagero? Então procure aí na memória qual foi a última vez que você surfou de modo verdadeiramente autêntico. A última vez que fez uma escolha no surf sem sombra de preocupação em estar de acordo com teu grupo de amigos. A última vez que não se preocupou com mais nada além de existir exatamente como é, livre de julgamentos, no ambiente surfístico que te cerca.

    Não lembrou, né? Então usufrua dessa liberdade toda pra dar o play aqui e se libertar desse peso que é gostar de ser livre.
    45 min
  • 118 - Quanto custa ser um surfista?
    Prancha gringa, bermuda tecnológica, relógio ultrassônico, quilhas da NASA, deck de herói, leash de sensação invisível, pacote rumo ao nirvana, mochila recheadona de vibe, carro com acesso à liberdade, e por aí vai... Quanto custa ser um surfista?

    A resposta, amigos, é relativa. A máxima tão repetida por estas e outras plagas, de que é caro ser um surfista, é levada ao divã do Surf de Mesa neste episódio sobre as barreiras financeiras de acesso ao surf. Desta vez, Junior Faria, Carol Bridi e Rapha Tognini conversam sobre o que exatamente custa tanto no surf. Ser um surfista? Ou ser o surfista que desejamos ser?

    É inegável que toda a indústria do surf se abastece a partir do desejo de consumo de uma imagem idealizada nos recôncavos mais agudos de nossas existências humanas. Tão sedentas por aceitação e carentes de aprovação. E é óbvio também que essa engrenagem torna viável toda uma economia ao redor do surf que, no ponto de mercado em que chegamos, se tornaria altamente impróprio rebobinar.

    O que nos resta, como merecedores que somos todos, é voltar os olhos às possibilidades e diferentes meios de acesso.

    Ficou curioso? Então dá o play e vem saber como e porque, independente das moedas que depositamos no surf, ainda assim ocuparemos um mesmo crowd.
    55 min
  • 117 - Kelly Slater | A perda de um ídolo em vida
    Associamos nossos ídolos a um ideal. Isso é fato. As expectativas criadas em torno desses ideais de moral acima da média raras vezes condizem com a realidade humana. É assim desde sempre, mas em tempos de excessiva exposição online, dificilmente os filtros estéticos escondem o lado humano, demasiado humano de quem quer que seja.

    Dias depois da desastrada resposta de Kelly Slater à pergunta feita por Joe Turpel sobre o legado de Adriano de Souza (agora que o brasileiro vive seu ano de despedida das competições), a observação sobre a vulnerabilidade da idealização cega sobre nossos ídolos em tempos de Internet caiu no centro da mesa.

    Junior Faria, Carol Bridi e Rapha Tognini desta vez arriscam seus pescoços ao tentar entender, diante dos tribunais da Internet, justamente este lado demasiado humano do sempre tão admirado Kelly Slater.

    Autoafirmação? Egocentrismo? Dificuldade para lidar com um natural declínio da performance física? Negação de uma inevitável proximidade da aposentadoria? Nada disso ou tudo isso junto e mais um pouco? Jamais teremos certeza, mas o fato é que algumas atitudes têm produzido o sentimento de decepção em fãs mais atentos.
    Se você ama, odeia ou também sente que está perdendo um ídolo em vida, dá o play e conversa aqui com a gente.

    Foto de capa | WSL - Kelly Cestari
    43 min
  • 116 - Escolhas, conquistas e frustrações: O que o surf pode nos ensinar?
    Junior Faria, Carol Bridi e Rapha Tognini conversavam em busca do tema desse Surf de Mesa quando um deles decidiu abrir um livro qualquer à caça de alguma inspiração. O olho puxou direto ao trecho de frase: “(...)o cabo de guerra entre carreira e surf.” E foi o que bastou pra perguntar. Mas ué! Essa escolha precisa ser feita?

    Percebeu que o embate talvez fosse muito além daquela única frase perdida na história sobre uma famosa marca internacional de surf. Lembrou de Willian Finnegan e seus "dias bárbados" transformados em literatura premiada, e compreendeu. Parece que sim. Cedo ou tarde, o dilema carreira x surf surge. E acaba embalando inúmeras outras histórias contadas em livros e filmes que têm o surf como pano de fundo.

    Mais do que nas páginas e nas telas, o dilema está na vida de todos nós. Não importa a época em que o surf tenha surgido como realidade na sua vida, é difícil não sentir pelo menos uma pontinha de dúvida na hora de deixar o mar para encarar um dia de trabalho. Não fosse assim, provavelmente não existiriam tantas histórias de pessoas que, depois de seguirem carreiras bem-sucedidas, largaram tudo para se aventurarem em alguma atividade mais próxima da vida diária no surf, dentro ou fora da água.

    Tentando entender como nossas escolhas e as percepções sobre vitórias, derrotas, conquistas e frustrações mexem com a gente, e como o surf está associado a tudo isso, surgiu a conversa. E 115 episódios depois, com direito a pandemia no país da pior gestão pública atual, eles voltaram a se perguntar: Ainda é possível viver de surf?

    Quer saber a resposta e descobrir qual marca famosa deixou de ser citada nesse texto? Dá o play aí... Faz essa escolha, que a gente garante ;P
    47 min
  • 115 - Quem tem dúvidas sobre a leitura das ondas?
    Você já teve alguma dúvida relacionada à leitura das ondas e pensou duas vezes antes de perguntar? Se sim, saiba que não está sozinho e que isso pode ser mais comum do que imagina.

    Talvez por acharem que deveriam ter aprendido nas aulas de geografia ou pelo medo de terem seu surf diminuído ao mostrar que não são os bichões do mar, poucos são os surfistas que admitem suas dificuldades para compreender a complexa mecânica natural envolvida nas ondas.

    A realidade é que o mar não é nosso ambiente natural. E a quantidade de variáveis envolvidas, especialmente num litoral de beach breaks como o nosso, dificilmente torna possível a leitura do mar ou a previsão das ondas sem conhecimentos prévios específicos de cada lugar. E mais, sem vivência em cada um deles. De modo que um surfista dificilmente vai esgotar 100% do conhecimento sobre a leitura das ondas.

    Admitir que não tem total ciência de todos os fatores envolvidos na formação das ondas é um passo importante na evolução do próprio surf. Só admitindo a falta do conhecimento é possível buscar informação. O que se revertee em mais consciência do ambiente, melhores escolhas dentro do mar e, consequentemente, evolução na performance e satisfação pessoal com o surf.

    Por isso, nesse episódio do Surf de Mesa tem Junior Faria, Carol Bridi e Rapha Tognini desdobrando os porquês dessa dificuldade que o surfista tem de admitir dúvidas sobre o mar, sobre suas próprias condições e sobre as informações básicas que ajudam qualquer surfista.

    Quer saber? É só dar o play:
    49 min
  • 114 - As pranchas em Margaret River e o reality show da WSL
    Uma observação sobre as pranchas usadas pelos tops do CT na etapa de Margaret River deu origem ao episódio do Surf de Mesa dessa semana. Que a performance vem evoluindo ao longo das décadas conforme o design se aperfeiçoa e o tamanho das pranchas diminui, é fato sacramentado. Mas o swell maior que bateu e a performance que rolou naqueles primeiros dias de etapa deixaram uma pulga atrás da orelha. Diante de condições em que o surfe de borda é o que vai prevalecer, o que faz até mesmo os melhores surfistas do mundo resistirem a estender as medidas do equipamento?

    Afinal, que mal há numa prancha só um tiquinho maior, se isso também pode resultar numa melhor performance?

    Caso você já esteja se perguntando o que isso tem a ver comigo e com você, aqui está a resposta: O que eles usam lá influência direta e indiretamente no surf nosso de cada dia. Como? Na onipresente pressão pelo menor equipamento possível, custe o que custar.

    Das pranchas, Junior Faria, Carol Bridi e Rapha Tognini decolaram direto para as considerações sobre o The Ultimate Surfer, reality show da WSL que estreia em agosto no canal americano de TV ABC. E, no fim, não podiam deixar de mencionar as preocupações que a tendência de centralização do surf na WSL representam para a cadeia produtiva do esporte como um todo.

    Se a mesma organização que coroa o campeão mundial de surf também se tornar a única mídia especializada estruturalmente viável, há conflitos de interesse inconciliáveis. Afinal, como garantir que o resultado das baterias não sofrem influência determinante da direção editorial da empresa de mídia?

    Dá o play aí e vem pluralizar a voz do surf junto com a gente.



    Foto: ©WSL/Dunbar @wsl @mattydunbar
    46 min
  • 113 - A positividade tóxica no surf
    É muito fácil se divertir no surf desde que o objetivo seja única e exclusivamente esse mesmo. Acontece que ter isso como objetivo isolado é um desafio sobre-humano diante do condicionamento a metas, objetivos e propósitos característicos da nossa vida em sociedade.

    O Surf de Mesa prega o surf como diversão. Seus integrantes dedicam-se piamente a isso dentro e fora do mar, mas falham em grande parte das vezes. Por quê? Porque é fácil falar "vou entrar no mar para me divertir", mas é difícil manter a diversão quando, por variáveis externas ou internas, a queda não rende pelo menos uma boa ondinha ou sequer se vence a arrebentação.

    A positividade tóxica, efeito colateral das redes sociais, é um termo que ganhou alcance durante a pandemia e foi sendo mais recorrente quanto mais inconveniente foi se tornando o simulacro de vida perfeita nas telas. Mas é fato que o surf, culturalmente construído sob o ideário good vibes, sempre foi um prato cheio para isso muito antes das redes.

    No mundo real, quando os obstáculos vencem, a jornada do herói se interrompe e o sujeito que lute com o sentimento de derrota. No surf, é aí que a narrativa de mundo perfeito bate de frente com a pressão causada pela constante busca de prazer, performance, evolução e felicidade.

    Por isso, nesse episódio, Junior Faria, Carol Bridi e Rapha Tognini encararam a face altamente frustrante do surf e se perguntaram: estaria o Surf de Mesa contribuindo para a positividade tóxica? Ou incorremos demasiadamente em uma espécie de pessimismo terapêutico? O equilíbrio da balança, todos sabemos, é virtude humana difícil, ainda mais quando se trata de um objeto de debate que transita tão facilmente entre o prazer e a frustração, como é o surf.

    Qual tua opinião? Dá o play aí e conta pra gente!
    43 min
  • 112 - Espetáculo do surf | Do que é feito o negócio da WSL e como ele nos afeta?
    Nas semanas passadas, Junior Faria, Carol Bridi, Rapha Tognini e meio mundo dedicaram-se a debater se Ítalo completou ou não o aéreo em Narrabeen. Mas é possível que muita gente tenha pensado: e eu com isso? Por isso, essa semana voltamos a questão à nós mesmos. Qual o efeito do fenômeno da competição esportiva sobre nossas vidas, e o que exatamente faz com que dediquemos atenção a questões tão alheias à nossa própria sobrevivência diária na prática?

    Heróis e anti-heróis confundem-se em suas posições numa construção narrativa que provoca instintos diante de um show estimulante aos nossos sentidos primitivos de conquista e sobrevivência. Nada de novo no horizonte. A disputa é feita disso. Envolvidos nos fatos da narrativa, nos vemos absortos em questões meramente virtuais quando comparadas às nossas realidades individuais. Nenhum erro também em buscar amenidades disfarçadas em uma realidade paralela para aliviar o foco das nossas questões pessoais mais profundas. Afinal, o esporte é um fenômeno social inevitavelmente presente em nossas vidas e a competição é sua forma máxima de expressão.

    Mas vale tomar consciência dos mecanismos que promovem tamanho envolvimento com fatos do espetáculo do surf que, no frigir dos ovos, nada mudam de forma prática na vida dos seus fãs.

    Então, dá o play neste episódio do Surf de Mesa e vem saber do que é feito o negócio da WSL e como ele nos afeta.


    Foto | John John Florence - WSL_Matt Dunbar @wsl @mattydunbar
    49 min
  • 111- O voo de Ítalo | Voltou ou não voltou?
    De tempos em tempos despontam novas situações que levantam um tema inerente ao surf de competição: a subjetividade envolvida nos critérios de julgamento. O assunto independente do contexto histórico. Foi assim desde 1976, com a IPS (International Professional Surfer). Continuou assim nos tempos de ASP (Association of Surfing Professionals) a partir da década de 80. E não seria diferente agora, com a WSL (World Surf League) e sua saga pela construção de enredos que nutrem os sentimentos ideais (bons e ruins na medida certa) para o bom entretenimento, garantindo a freguesia sempre atenta.

    Desta vez, numa sequência de etapas que não deixa dúvidas sobre o ritmo com que brasileiros voltaram às competições após adiamentos e cancelamentos, a interpretação sobre a volta ou não do aéreo de Ítalo Ferreira nas oitavas de final da etapa de Narrabeen deixou geral incrédula. Junior Faria, Carol Bridi e Rapha Tognini aproveitaram o gancho para falar sobre a eterna questão da subjetividade e o quanto ela pode ser afetada por coisas que vão além de qualquer compreensão racional.

    Nesse episódio do Surf de Mesa, a conversa correu pelas impressões do momento que vive o tour e algumas de suas principais estrelas. Dá o play e vem viajar com a gente nessas ondas sonoras.
    44 min

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Junior Faria, Carolina Bridi e Raphael Tognini vivem (d)o surf todo dia o dia inteiro. Como se ainda não fosse suficiente, sempre que se encontram têm o incontrolável hábito de desenrolar opiniões e…