Surf de Mesa

Surf de Mesa

By FlamboiarSports
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Surf de Mesa episodes

  • 180 - Quais são seus surfistas preferidos?
    E o que isso diz sobre você?

    Este episódio do Surf de Mesa começou com uma curiosidade despretensiosa sobre os surfistas preferidos de Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria. Mas como aquilo que se admira diz mais sobre as pessoas que admiram do que as que são admiradas, a conversa rendeu no mínimo uma dúvida existencial. É possível dissociar o surf do seu eleito da personalidade pessoal do surfista que o pratica? Ou seja, é possível admirar o surf da pessoa sem admirar a pessoa em si?

    E a dúvida não parou por aí... Seu surfista preferido de hoje provavelmente não é o mesmo de anos atrás. O que mudou? Certamente, ele, você e o mundo. Então, seriam os seus surfistas preferidos de agora e de antes um rico conjunto de elementos para entender a própria pessoa que você tem sido ou desejado ser ao longo do tempo? Que tipo de surf e de surfista você tem permitido te influenciar? Com muitas questões existenciais ou uma simples brincadeira, fato é que é divertido demais eleger preferidos.

    Por aqui, surgiram nomes desde o estilo "surfer next door" até os mais óbvios. Então dá o play aqui e escolhe os teus aí...
    43 min
  • 179 - Qual é o seu padrão de onda boa?
    Nem sempre a onda que é boa pro coleguinha também é boa pra você. Com esse recadinho de mãe, queremos te libertar de um padrão que te amarra, mas que você provavelmente nem percebeu ainda. O padrão da onda boa.

    "Tem onda?" talvez seja a pergunta mais ouvida entre quem surfa. Um sim como resposta pressupõe que não só tá dando onda, mas ondas em condições boas para o surf. E aí, óbvio, a gente não poderia deixar de se perguntar: Onda boa para quem? Para o quê? Qual equipamento? E para que tipo de surf?

    Tentando elaborar melhor esse significado, Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria perceberam que os critérios vigentes para classificar ondas entre melhores e piores provavelmente estão distorcendo completamente as expectativas. E, com isso, fazendo muita gente ignorar condições de ouro para o seu próprio surf.

    Por isso, nesse episódio do  Surf de Mesa, miraram nos efeitos provocados por mais um padrão. Se você não pretende deixar o ideal baseado em noções estéticas e pressões de desempenho estragar seu surf, dá o play aqui e aproveita, que provavelmente tá dando muito mais onda do que você pode estar percebendo.
    52 min
  • 178 - Surf entre pais e filhos nos limites da influência
    Não tem jeito... Todo sujeito que surfa, quando tem filho, inevitavelmente se põe a planejar as sessões com o rebento. A ideia é passar esse bem tão precioso quase como uma herança em vida. A intenção é das melhores e geralmente o imaginário leva a idealizar essa relação de surf na parentalidade. Afinal, sendo pai e sendo mãe, há ali diante de si um projeto, uma obra, uma tela em branco toda sua. Certo? Bééé... Errado.

    Este episódio do Surf de Mesa surgiu da aflição de um pai surfista sobre sua vontade de dividir os prazeres do surf com o filho. Já por antecipação, ele se questiona sobre os limites que deve ter na abordagem. Afinal, no afã de apresentar uma atividade pela qual é apaixonado, nosso amigo e ouvinte Edu Marini tem medo de errar na dose e causar mais danos do que benefícios.

    Certamente, não é o único.

    A influência, claro, é natural e saudável. Ainda mais quando se trata de uma prática tão integral quando o surf. Mas não são poucas as histórias de crianças surfistas que perdem o prazer de surfar quando sentem os efeitos do espelhamento de desejos por parte dos seus adultos de referência. Quando o que era para ser divertido vira pressão e opressão, nem pais e nem filhos ganham com isso.

    Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria tentam organizar esse dilema, partindo dos pontos de vista tanto de pai quanto de filhos. E é importante dizer que, ainda que essa publicação coincida com a proximidade do dia dos pais, a conversa não mira só na figura paterna. Então, sendo pai, sendo mãe ou sendo filho, dá o play aqui pra entender melhor essa relação familiar no surf.
    52 min
  • 177 - O freesurf profissional pode morrer?
    Tentando identificar brasileiros que vivem do freesurf atualmente, Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria adentram aos malabarismos que os melhores surfistas fazem quando não se encaixam na competição, mas teimam em viver do que fazem de melhor. O ato de surfar mora ali entre o limiar do esporte e do prazer. Ambos extremamente necessários à existência humana, mas ignorados na história prática do que é compreendido como trabalho.

    A realidade é que, competindo ou não, todo surfista patrocinado recebe salário para realizar uma única função: vender a imagem da marca. Isso quer dizer que, na seara trabalhista, o surfista patrocinado está mais para um funcionário de marketing do que para um talento pago para surfar. Aí é que mora a confusão. Quando não há consciência no mercado de que o surfista profissional gera valor para um terceiro, os papéis se confundem. O que deveria ser visto como trabalho, é percebido como regalia. Enquanto o salário é tratado como ajuda.

    Nesse contexto, as transformações provocadas pelo advento mais pop da atualidade - o marketing de influência - talvez tenha se tornado um caminho natural para a figura do freesurfer. Seria essa a salvação financeira? Acúmulo de funções e os motivos pelos quais as pessoas se destacam na rede social pode não garantir que o melhor sobre as ondas consiga sobreviver nesse ambiente. Aí só resta mesmo a inevitável pergunta: O freesurfer profissional, nos moldes tradicionais de sua concepção, está em vias de extinção?

    Dá o play aqui e vem nesse episódio do Surf de Mesa com a gente:
    49 min
  • 176 - Carreira de freesurfer: da origem à viabilidade
    Um surfista que se torna profissional começou a surfar na vida porque gosta essencialmente de surfar ou de competir? Certamente, há vários que se identificam genuinamente e alimentam a alma com a competição, mas provavelmente todos pisaram pela primeira vez numa prancha por uma vontade primária. E essa vontade era a de surfar.

    Sabemos também que a estrutura financeira do surf profissional se construiu ao redor da competição. Esse é o caminho natural da profissionalização em qualquer esporte. Mas dada a tendência à valorização do estilo de vida que permeia toda a construção da imagem do surf, a indústria produziu um segundo tipo de surfista profissional - o freesurfer. E é a essa figura que Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria dedicam a conversa nesse episódio do Surf de Mesa.

    Desde os primeiros surfistas que conquistaram esse status na Califórnia até a viabilidade real diante das diferenças sociais e econômicas brasileiras, uma pergunta ecoou forte: Por que, no esporte que inspira e vende liberdade, quem decide viver da sua habilidade sobre as ondas precisa, invariavelmente, pagar pedágio nas regras da competição?

    Você é livre pra decidir, mas quer um conselho? Dá o play aqui, e vem tentar ser livre com a gente e o resto do mundo.
    50 min
  • 175 - Você precisa estar sempre motivado a surfar?
    Se você também já sentiu aquela pontada de inadequação ao ver todo mundo sempre, sempre, mas SEMPRE tão motivado a surfar, dá um chegada aqui com o resto dos humanos. Se a palavra instigado também te faz sentir o retrogosto da culpa naqueles dias em que você só queria ficar de boa, vem cá receber um carinho nas ideias. Na maior onda do coach anti-coaching, esse episódio do Surf de Mesa chegou pra te libertar:

    VOCÊ NÃO PRECISA ESTAR SEMPRE MOTIVADO A SURFAR.

    Na verdade, você não precisa sempre aparentar motivação e alegria. Tem dias que você vai simplesmente pra ver se melhora. Dias que simplesmente você não quer ir. Outros que você acha que não quer ir, mas não tem certeza. Tem dias que você acha que quer ir, mas descobre lá que não eram bem isso. Dias que é só disciplina. E tem dias que, sim, você vai estar mesmo na pilha. Mas definitivamente, você não vai estar todos os dias motivado.

    Por isso, Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria tentam entender as origens e efeitos das pressões que os estímulos constantes e aparência de constante entusiasmo pode provocar nos coraçõezinhos diante de tantos feeds, grupos de whatsapp e seres surfísticos ininterruptamente instigados.

    Se você sabe do que a gente tá falando, dá o play aqui e vem descobrir que você não está quebrado só por não ter a vibe surfística sempre tão alta como todo mundo aparenta ter.
    46 min
  • 174 - A praia, o surf e o ideal humano do escapismo
    Este episódio do Surf de Mesa é sobre a praia. Genérico assim porque nos demos conta de que nunca tínhamos falado só dela, essa verdadeira instituição do ideal de liberdade humana. Base, provavelmente, da própria imagem de liberdade atribuída ao surf. Mas que também evoca questões de pertencimento pouco mencionadas.

    Se sentir parte das beiradas da terra firme provavelmente define questões mais complexas do que o simples ser/estar fisicamente.

    Ser da praia ou não ser da praia. Um lugar onde você pode simplesmente existir. O ambiente talvez mais capaz de aproximar estratos sociais em pé de igualdade. O espaço público mais almejado por todo e qualquer ser humano. Do trabalhador que bate cartão ao herdeiro fanfarrão, da família em férias ao surfista calhorda, a praia é o destino compensatório que habita o imaginário de todo cidadão. Sinal de uma das necessidades inerentes à condição humana menos admitidas, mas altamente desejada: o escapismo.

    Pelo papel que exerce em suas vidas e na de tantos outros, Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria resolveram provocar uns aos outros sobre a relação de cada um com ela. Então dá o play aqui e invade mais um episódio desse podcast que já sua praia há tempos.
    48 min
  • 173 - Cultura surf brasileira: Quem é o surfista brasileiro?
    Etapa brasileira do CT encerrada. Filipe invencível em Saquarema. Primeira vez de semifinais na elite mundial só com brasileiros. E um público fervoroso na maior estrutura construída em um evento da WSL. Não dá pra negar que o surf (também) é brasileiro. E que, na última década, tem sido mais brasileiro do que americano ou australiano. Mais massificado do que antes e aceito socialmente e comercialmente como esporte de forma crescente, tem evoluído, ainda que beeem aos poucos, também em diversidade de comportamentos.

    Com tudo isso, do lado de cá achamos pertinente fazer uma pergunta marota: Afinal, quem é o surfista brasileiro?

    Quando Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria se perguntam isso, não estão falando (só) de Filipinhos, Ítalos, Medinas e cia. Este episódio do Surf de Mesa é dedicado a tentar entender quanto da cultura brasileira estamos imprimindo na cultura surf. Quando teremos uma cultura surf autenticamente brasileira? Temos pelo menos permitido que isso comece a acontecer ou continuamos imitando culturas estrangeiras pra definir o que é ou não é "surf de verdade"?

    Tocando na inexorável síndrome de vira-lata cultivada na base da baixa autoestima brasileira, queremos saber:

    Para além dos nossos campeões, no surf já podemos também nos orgulhar da nossa cultura?

    Você também quer saber? Então dá o play aqui e liberta esse doguinho caramelo pra ser feliz como é...
    37 min
  • 172 - Como você gosta da sua prancha? Branca ou colorida?
    Há quem ache que isso não passa de cosmética, mas se hoje desfilam pelas praias pranchas das mais variadas cores e decorações, é porque muita história rolou desde os primórdios do surf.

    Lá no começo, os havaianos não decoravam suas canoas e pranchas. No máximo o nome do dono ou uma pequena arte na madeira que ocupava a área do bico. Isso era um sinal de respeito ao mar e seus perigos, segundo o que conta Ben Marcus, ex-editor da Surfer Magazine, em seu livro sobre a história das pranchas de surf. Mal sabiam eles que, ironicamente, séculos depois as pranchas virariam verdadeiros outdoors.

    A tradição permaneceu até o início da produção de pranchas em massa, quando começaram a surgir alguns logos de fabricantes. Mas foi só alguns anos depois da Segunda Guerra Mundial que isso começou a mudar definitivamente. A ideia de decorar pranchas com adesivos surgiu em 1952, quando o shaper Dale Velzy se inspirou na onda de customização dos carros hot rods. Numa sacada comercial, ele criou decalques que podiam ser aplicados com água nas pranchas.

    Desde então a arte da escultura se fundiu à arte da pintura, traduzindo o espírito do tempo na estética das pranchas de surf. E é sobre essa relação artística que temos com o equipamento, que Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria conversam neste episódio do Surf de Mesa. É só dar o play aqui pra se inspirar com toda essa história...
    39 min
  • 171 - Um sobrevoo pelo surf cotidiano de Portugal
    No maior estilo "essa é a mistura do Brasil com o Egito, tem que ter charme pra surfar bonito", seguimos curiosos sobre os costumes de surf ao redor do mundo. Por isso, depois de saber como é o surf no Japão com nosso amigo Rodorigo-san, vulgo Rodrigo Matsuda, dessa vez fomos levados para Portugal pelo amigo, ouvinte e piloto Micael Medeiros.

    Entre rotas de Portugal pra todo tipo de destino, Mica pousou em terras do Reino Independente de Flamboiar justamente em dia de gravação. Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria não perderiam a chance de fazer um sabatina sobre a vida do surfista civil em águas de além-mar. Nesse episódio do Surf de Mesa, Mica conta detalhes, pormenores e sutilezas do dia a dia de quem mora e surfa por lá, e das inspirações que o surf traz. Como, por exemplo, o projeto Single Fin Soul, que veio do coração, da saudade e do sentido que, hora ou outra, todos buscamos no surf. 

    Tá doido por uma surf trip internacional, mas tá vendo o feriado passar por aqui mesmo? Então dá o play pra sobrevoar o surf cotidiano de Portugal aos olhos de quem faz surf por lá.
    57 min

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Junior Faria, Carolina Bridi e Raphael Tognini vivem (d)o surf todo dia o dia inteiro. Como se ainda não fosse suficiente, sempre que se encontram têm o incontrolável hábito de desenrolar opiniões e…