As pessoas atribuem significados aos sons, e esses significados estão relacionados a um escopo cultural, a tudo aquilo que vivemos”, disse. “Os sons nos ajudam a apreender as paisagens urbanas; são como ferramentas de leitura do espaço.” De acordo com Izabele, estamos permanentemente imersos em ambientes sonoros e, por isso, somos o tempo todo submetidos a fontes de ruídos, que são reinterpretados conforme a situação. “O canto do pássaro é agradável quando consideramos o contato com a natureza, mas pode ser irritante se quisermos dormir ou estudar”, exemplificou. A palestrante também chamou a atenção para o fato de os jovens, principalmente, estarem desenvolvendo uma atitude blasé, ou seja, de atribuírem o mesmo significado plano e homogêneo para tudo. Por fim, concluiu que a audição é uma das possibilidades de reverter esse cenário e efetivar as experiências de contato com a cidade. -
Doutora em Planejamento Urbano e Regional pelo Propur – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2015). É docente do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos e coordenadora da Especialização em Cidades – Gestão Estratégica do Território Urbano. Com experiência na área de Planejamento Urbano e Regional, já foi responsável técnica pela elaboração de diversos Planos Diretores Municipais, Planos Municipais de Habitação e Planos de Mobilidade Urbana