Passados mais de nove meses desde a saída de Jair Messias Bolsonaro da presidência da República, alguns novos fatos tem promovido o debate sobre a continuidade do conhecido “bolsonarismo”. Entre operações vinculadas ao cartão de vacina do ex-presidente, até ao recebimento de peças valiosas durante o exercício do mandato, culminando na delação de aliados do primeiro escalão, o grupo pode ter sido atingido. Mas, abala mesmo?Pensando no eventual “derretimento” do apoio ao grupo do ex-presidente, chegamos ao nosso estado, a Bahia, onde o político teve e ainda tem a maior dificuldade de angariar seguidores. Com a capital, Salvador, sendo a que mais “rejeitava” a gestão de Bolsonaro, o reflexo veio nas urnas em 2022, quando, durante a disputa, o estado registrou a segunda maior disparidade entre Bolsonaro e seu principal adversário no pleito, o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva.Com tamanha dificuldade nas urnas, Bolsonaro ainda cultiva apoiadores em pontos específicos da Bahia, além de ainda possuir mandatários que foram eleitos com o apoio e na esteira do “bolsonarismo”. Mas com o atual cenário, a Bahia ainda segue sendo um solo minimamente fértil para a germinação das ideias pregadas por ex-presidente?