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Um trecho do livro dos abraços do Eduardo Galeano. Qualquer semelhança com o Brasil atual é mera coincidência.
Neste episódio eu faço uma reflexão sobre a corrupção com base no livro do Alain Badiou "O real perdido".
Partindo de elementos da filosofia de Nietzsche, proponho uma reflexão aberta sobre a contemporaneidade, onde a burrice, a pós-verdade e a recusa dos fatos são percebidos não como causa da nossa crise política, mas, sim, como sintomas de um evento muito maior: a “morte de Deus”, ou seja, a ampliação do niilismo ocidental. O ser humano contemporâneo não possui mais um norte absoluto, isso gerou uma grande crise de consciências, visto que, com a dissolução dos valores superiores, o ser humano ficou sem referencial e sem saber por onde prosseguir, porém, tenta desesperadamente se agarrar em valores ultrapassados e caducos para que de certa maneira, possa substituir o vazio que foi deixado pela falta de sentido (morte de Deus). Nesta perspectiva, a polarização política máscara um problema ainda maior, a crise moral do nosso século. Que só poderá ser dissolvida e assimilada através de um olhar artístico poético como abertura para o movimento.
Existo sem chancela
Careço de provas
Padeço de razões
As vezes eu nem sou
Apareço e depois vou embora
E nunca sei bem para onde vou.
Neste Ep. vamos entender o que significa Arké e como este termo foi desenvolvido pelos filósofos Pré-Socráticos.
Poema publicado no livro Absurdidades Poéticas, 2017.
Vazios cotidianos
que me rondam
e que têm o gosto amargo do tereré em repouso
Vazios que me completam
Ausências que me
Presente-ficam.
(Alex Domingos)
Na contemporaneidade os olhares estão acostumados com aquilo que nos rodeia. Por isso, o poeta exclama: "as coisas já não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis, é preciso trans-ver o mundo". No podcast de hoje faço uma reflexão sobre o ver e suas implicações no nosso cotidiano.
-NONADA. Assim se inicia a obra de Guimarães Rosa Grande Sertão: Veredas. Sua obra de alguma forma flerta com o nada, o que me levou a pensar que somente quando temos a consciência do NADA é que de fato nos tornamos alguma coisa. Na melhor das hipóteses, somos uma poeira estelar com consciência, vagando em busca de um sentido que nos faça acordar no dia seguinte e ir para o trabalho aguentar um chefe que, de longe, é mais idiota que você. A única opção sensata a se tomar seria encarar o abismo e suportar a sua vertigem, por isso não gosto de opções sensatas, a loucura me salva, a razão me escapa. Manoel dizia sabiamente que: “perder o nada é um empobrecimento”. Por isso, me tornei rico colecionando os nadas. O que seria de mim sem os meus “nadas para fazer?” Atesto que sem eles eu já teria definhado há muito tempo. Escrever se tornou para mim uma necessidade, assim como respirar. Se eu não coloco as palavras numa folha em branco, eu sufoco com elas. Uma vez tive um refluxo de palavras, solucei um verso, ele dizia: “Do nada eu faço o meu tudo”.
(Trecho do livro Entre Abismos, 2019, Alex Domingos)
Torna-te quem tú és é uma máxima que o filósofo alemão Nietzsche retoma em sua obra Ecce Homo, para poder vacinar o ser humano contra o fastio e a decadência que tomou conta do ocidente através da filosofia socrático-platônica e da máxima "Conhece-te a ti mesmo.
Créditos.
Música: (Emmanuel Marinho e Pedro Ortale) banda Dagata e os Aluízios.
Parresia que seria a coragem da verdade. Hoje o meu amigo Lucas Fernando vai falar um pouco sobre esse conceito para vocês.
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