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leitura com afeto do poema: aviso - Lya Luft
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Leitura com afeto do conto Tanta Mansidão - Clarice Lispector
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nada vai se perder dentro de nós
marés e ventos vingam nosso tempo
nada vai se perder dentro de nós
a noite e as estrelas pontiagudas
nas nossas bocas despertam palavras de amor
nada vai se perder dentro de nós
avós, mães, filhas dançam
no presente que plantamos: saudade
nada vai se perder dentro de nós
borboletas retornam
com seus segredos na ponta da asa esquerda
amor, nada, nada, nada, vai se perder dentro de nós
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às 9 horas de uma segunda-feira um poema vai atingir o lado esquerdo do teu peito e o passarinho que repousa no teu olho acordará assustado com essa lembrança de liberdade das danças que habitam a retina e toda saudade bonita há de esculpir um sorriso nas bordas da sua lágrima. rio e mágoa num mesmo barco.
e a força das águas que te compõem vão te entregar ao amor.
e a força das águas que te compõem vão fazer amor.
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estamos sempre desbravando o tempo. Esses instantes onde uma senhora ata e desata o infinito. aos mandos e desmandos do destino que gargalha na varada. O tempo é uma senhora que goza quando diz sim, o tempo é uma senhora que goza quando diz não, o tempo é uma senhora que goza quando recomeça.
neste episódio Vanessa Oliveira convida a escritora Suzane Morais para tecer e declamar esse poema-mulher, esse poema-ancestral.
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Quer ler e ouvir mais poesia?
Vanessa Oliveira - https://www.instagram.com/vanessaescritora/
Suzane Morais - https://www.instagram.com/suzane_escritora/
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O que acontece quando dois sóis percorrem o infinito? Essa viagem foi composta por dois corações e a quatro mãos. Neste episódio Vanessa Oliveira convida o amigo e poeta Lucas Oliveira @ascinzasdequarta para traçar o afeto em palavras simples e gigantes.
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Você pode encontrar mais poesia bem aqui:
Vanessa Oliveira: https://www.instagram.com/vanessaescritora/
Lucas Oliveira: https://www.instagram.com/ascinzasdequarta/
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amor, ninguém quer voltar do infinito quando começa a percorrer dois sóis
(bem devagarinho)
mesmo que o horizonte seja essa linha que impede a gente de andar no céu
(neste caso, nadar no céu)
e que o conselho de Cartola seja “ouça-me bem amor, o mundo é um moinho. vai triturar teus sonhos, tão mesquinho”
estremeço só de imaginar tudo virando pó
e nós dois renascendo
nas cinzas de uma quarta-feira
amor, ninguém quer voltar do infinito quando começa a percorrer dois sóis
(Bem devagarinho)
E dança com o vento dos ciclos
e perde-se entre inícios
e vive a confundir finais e recomeços -
(já que alguns têm a mesma cara ao nascer)
Amor... lembra?!
Ninguém quer voltar do infinito...
E não o quer por medo de voltar ao que morreu,
por não saber mais caminhar em linha reta,
por medo da vida tornar-se um tanto mais cinza, sem festa.
(bem devagarinho)
amor, ninguém quer voltar do infinito quando começa a percorrer dois sóis
falo sem medo da contradição dos nossos moinhos
que tão imenso quanto o infinito é o que cabe dentro,
do mar dos olhos,
do universo da gente, sem reticências ou contenções.
Que ninguém me escute
E escutando, me perdoe.
Eu ainda escrevo por não esquecer os instantes
E por saber do pedágio que é a mania de lembrar
(do nosso pôr do sol)
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