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Pelos dedos da mão, contam os familiares que morreram, vítimas de uma doença que chega escondida no prazer. A ONU SIDA estima que dos 21 milhões de moçambicanos, três milhões e meio já contraíram o vírus HIV. Razões culturais , ignorância , negligência e comportamentos sexuais de risco são alguns dos factores que explicam a disseminação do vírus. A TSF viajou até Moçambique, um dos dez países do mundo mais afectados pela doença, e traçou o cenário de um pais a braços com uma epidemia generalizada.
Os passageiros habituais chamam-lhe “Vouguinha” mas, apesar deste nome de menino, o comboio está demasiado velho para um percurso sinuoso atravessado por mais de cento e cinquenta passagens de nível. São necessárias sete horas e meia para se percorrerem os noventa quilómetros da Linha do Vouga, numa viagem cheia de peripécias. Ao viajar pela linha onde se registaram mais acidentes durante o ano passado, o turista acidental não se deve surpreender ao passar pelo meio de um cemitério, nem se deve assustar ao perceber que a bordo segue um passageiro que desce regularmente do comboio para fechar a cancela nas passagens de nível.
Um mês depois da catástrofe na Madeira, o repórter José Carlos Barreto foi percorrer a ilha à procura do pulsar da vida. Vidas perdidas, mas também gente que busca o sentido da vida. Os técnicos falam nos muitos avisos que foram feitos, outros dizem que é preciso repensar tudo, há ainda quem fale na construção de um madeirense novo, atento aos riscos do sitio onde vive.
As novas técnicas para reduzir a gordura, sem recurso a cirurgia, estão a tornar-se uma moda que preocupa a Ordem dos Médicos. Mais do que o abdómen, recupera-se a auto-estima perdida, garantem os defensores das lipoaspirações não invasivas. Estes tratamentos estéticos têm riscos que não podem ser ignorados, alerta a Ordem dos Médicos, que critica a falta de regulamentação para impedir que eles continuem a ser praticados por enfermeiros, cabeleireiros ou massagistas. Numa altura em que as novas técnicas conquistam cada vez mais adeptos, a reportagem da TSF foi perceber os contornos de uma moda que caminha a par com a polémica.
A seis meses do início do Campeonato do Mundo de Futebol, já estamos na África do Sul. O primeiro mundial realizado no continente africano está a ser vivido de uma forma eufórica pelos sul-africanos e pelos portugueses, que sonham com o sucesso da selecção de Queiroz e Cristiano Ronaldo. Antes do apito inicial, olhamos o que se joga na vida de uma comunidade que tenta preservar as tradições portuguesas, e que já convive melhor com a falta de segurança que marca um país feito de contrastes.
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