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«Vivemos como numa toca». Na aldeia de Brezovica, num enclave sérvio das montanhas do Kosovo, a costureira Natália, 60 anos, vai tirando assim as medidas aos dias. Para trás ficaram os lameiros de Trás-os-Montes, onde viu a primeira luz do mundo.
Como tantos outros portugueses, Natália rumou a Paris, em 1970, por razões económicas mas também políticas. Na capital francesa, conhece Dragan, de passaporte jugoslavo. É no Kosovo, onde está há mais de 20 anos, que vive todo o desmantelamento da Jugoslávia e testemunha agora a tensão entre vizinhos, em mais uma encruzilhada da História dos Balcãs.
Reportagem de André Cunha e André Demony. Sonoplastia de Luís Borges.
Pode não ser um seguro de vida mas alimenta a esperança de enfrentar, com outra confiança, algumas curvas inesperadas da vida. A criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical tem suscitado um interesse crescente de pais e laboratórios.
Nos últimos seis anos, 30 mil portugueses fizeram a opção, apesar da comunidade científica estar dividida quanto às vantagens reais deste procedimento. Em Portugal, como na maioria dos países europeus, há um vazio legal mas, até ao fim do Verão, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida promete emitir um parecer sobre esta matéria.
Oito anos depois da última guerra na Europa, o Kosovo vive entre a memória e o futuro. Esta província do sul da Sérvia é administrada pelas Nações Unidas desde 1999, com a segurança fornecida por exércitos da Nato, incluindo perto de 300 militares portugueses.
Há vários meses que se desenrolam negociações para definir o futuro estatuto desta região, com a Rússia a insistir na necessidade de articular as vontades de Belgrado e Pristina. No Kosovo vivem cerca de dois milhões de pessoas, na maioria albaneses mas também grupos de sérvios, bósnios e turcos. Entre civis e militares, a TSF foi escutar como bate um dos corações dos Balcãs.
Era uma vez uma história, gente com vontade de a contar e gente com vontade de a ouvir. No tempo em que não havia televisão, os contadores de histórias eram muitos. Nos últimos anos, renasceu o interesse por este modo de comunicar.
Nas escolas, nas bibliotecas mas também nos hospitais e nas prisões. Com caretas, gestos e, por vezes, com música. Com sussurros e gritos, medo e gargalhadas. «Há histórias que têm séculos e que continuam a funcionar» diz um dos contadores que dá voz e vida às palavras. «É uma herança que não paga imposto» graceja outro.
Há quem deseje "morrer por umas horas" e quem afirme que "preferia mil vezes ter uma doença palpável". Alguns, como lembra um psiquiatra, gostariam de ter "um hospital sempre à beira", para o caso de serem assaltados pelo pânico.
Agorafobia, aerofobia, fobia social, medo de conduzir, medo de ter medo, medo de perder o controlo. Através da história de seis casos, a TSF foi tentar perceber de que é feito este problema. Ouviu também especialistas que ajudam os doentes e descobriu um serviço português pioneiro no mundo: uma unidade que recria "cenários opressivos", em realidade virtual, que funciona no Serviço de Neurofisiologia do Hospital Júlio de Matos.
É a estrela da primeira edição do festival Os Dias da Música, no CCB, em Lisboa e protagonista destacado nas pautas das melodias e harmonias ocidentais. Quem está por dentro do negócio diz que nunca como hoje se venderam tantos pianos em Portugal.
A afinação é a chave para a magia deste instrumento. Os especialistas correm salas de concerto, escolas de música e também muitas casas particulares. São eles que "temperam" as cordas para que não haja "fífias".
Muitas vezes, os pianos têm que sofrer intervenções mais profundas e são "internados" durante algum tempo. São instrumentos vistosos e, talvez por isso, por estranho que pareça, há quem faça questão de ter um lá em casa, mesmo que esteja mudo.
Quando o tempo aquece, apetecem mais os grelhados. Peixe, carne - na brasa é que é! E, para mais, dizem que é bom para a saúde, para combater o excesso de peso. Falta só escolher o melhor carvão.
Mas qual será o melhor? «O de oliveira é como as pessoas fingidas» garante quem respira o pó negro das carvoarias, há muitos anos. As apostas vão para o de sobro e o de azinho. É «mais rijo e fica com mais gás». Mas escolher o carvão, não chega. Depois, é preciso dominar a arte de bem grelhar toda a posta ou espetada, com o controlo do ar e até da exaustão. Até os ambientalistas ficam na dúvida...
O Acidente Vascular Cerebral é a primeira causa de morte em Portugal. Quando não mata deixa, muitas vezes, marcas profundas. É a primeira causa mundial de incapacidade física adquirida.
Os médicos esforçam-se por alertar para a prevenção que passa, sobretudo, por estilos de vida saudáveis.
Por ocasião de mais um Dia Mundial do AVC (31 de Março), é também lembrada a importância de conhecer os primeiros sinais do problema, para que o apoio de emergência chegue rápido. E depois do AVC? Que apoios sociais existem? Que desafio para os doentes e para as famílias? A TSF partiu em busca de respostas para estas perguntas.
Com tartarugas gigantes, pinguins, iguanas e leões-marinhos, as Galápagos são um destino de sonho. Espalhadas pelo Pacífico, apenas 5 das 24 ilhas são habitadas mas a maior parte do arquipélago está vedado ao turismo.
Ainda assim, os ambientalistas estão preocupados. Dizem que o ruído dos motores dos barcos e o vai e vem de visitantes provocam stress nos animais e a destruição das plantas. Os pescadores também se queixam mas das restrições impostas pelo Parque Nacional. Esta semana, viajamos até às "ilhas encantadas", com escala na capital do Equador, um país agitado por protestos contra a crescente corrupção.
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