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A 28 de junho de 1997 aconteceu a primeira edição da Parada LGBT de São Paulo (na altura, ainda Movimento), que juntou 2000 pessoas. Com exceção da primeira, Márcio Xavier, o meu convidado deste episódio, participou em todas elas e conta, na primeira pessoa, como tem sido testemunhar a evolução de um dos eventos mais importantes da cidade de São Paulo e do impacto que o mesmo tem tido na sociedade e na comunidade LGBT+.
Como é fácil de adivinhar, o impacto não foi só no aumento do número de participantes, que chegou a quatro milhões de pessoas em 2022, as dimensões económica, social e política não são de descurar. E é admirável como a organização tem em atenção os mais pequenos detalhes, para que corra tudo bem.
A Fórmula 1 pode trazer mais dinheiro à cidade mas, sendo a Parada LGBT gratuita, acessível a todos, acaba por ser um evento público, uma festa democrática. Contudo, o Márcio não deixa de referir também os pontos que lhe parecem estar a evoluir menos bem, como a elitização de algumas festas.
Se tiveres oportunidade, não deixes de ir a uma destas grandes festas que é a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e, para saberes mais detalhes e quais eram as “piadas” que se ouviam na rua, após a primeira edição, terás que ouvir este episódio do Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
Aproveitando a proximidade do mês do orgulho, “fomos” a Viseu falar com Ana Ferreira, a convidada deste episódio, sobre a Associação LGBTI Viseu, da qual ela é fundadora e presidente da direção. São vários anos de história numa região normalmente considerada conservadora.
Ao longo da nossa conversa, a Ana conta a história da associação, explica os motivos para o preconceito ter vindo a diminuir e porque é que a descentralização das associações e coletividades com este pendor é extremamente positiva, por ser necessário equilibrar o “país LGBT”.
Um dos trabalhos que realizam é a medição da discriminação contra a população LGBT, para se ter uma percepção da realidade, que ajude à definição de políticas públicas. Por outro lado, já no próximo dia 2 de junho, vai realizar-se, em Viseu, a conferência “O poder das palavras - conferência sobre cyberbullying contra pessoas LGBTQI+” e aproveitamos para falar um pouco do que aí se vai passar.
Não deixes de ouvir esta conversa, cheia de palavras que verbalizam muitas ideias e projetos, que, como sempre, passou num instante! Por isso, não percas mais este episódio do Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
A Associação MINHO ARCO-ÍRIS: Direitos Humanos, Diversidade & Inclusão LGBT é uma ONG fundada em Portugal em 2026. Neste episódio, o seu Fundador e Presidente Carluz Belo conta-nos o que o inspirou a juntar-se a um grupo de amigos para criarem a MINHO ARCO-ÍRIS, sediada na Cidade de Esposende.
Troquei várias ideias com o Carluz e constatámos como, apesar de Portugal estar a assistir a um espalhar geográfico de associações deste género, muito ainda falta para se pintar todo o país, regiões autónomas incluídas, com as cores que nos unem. Incluindo as instituições públicas, onde são essenciais a consciencialização da existência e formas de tratamento adequadas a toda a População LGBT.
Apesar de ter tido como objetivo inicial, a organização da Marcha do Orgulho LGBT+ de Esposende, a MINHO ARCO-ÍRIS vai muito além desse importante evento anual, promovendo tertúlias, oficinas de trabalhos manuais, documentários, caminhadas, piqueniques, entre outros encontros abertos a toda a população.
Como vês, há coisas que vão acontecendo pelo território nacional, fora dos grandes centros e, para estares a par de muitas delas, nada como ouvires mais este episódio do Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
O recém-lançado livro ‘Queering Public Policy” de Diego Galego, o meu convidado neste episódio, serviu de base para conversarmos sobre o que de mais avançado se pensa, ao nível das políticas públicas. Foi uma espécie de missão impossível, trazer para o mundo não académico, um tema complexo, sem perder a densidade que lhe confere a necessária sustentação. E, tudo isto, em cerca de trinta minutos.
Acho que valeu a pena, por nos permitir olhar para os temas que se vão investigando na Academia e que, mais tarde, ou mais cedo, terão um impacto positivo em todos nós. Claro que muito ficou por falar, mas o Diego não deixou de ir largando, ao longo de toda a conversa, muitas dicas e sugestões, para quem gosta de investigar e navegar fora da caixa.
O Diego é professor assistente na School of Public Affairs and Administration da Universidade do Estado de Nova Jersey, a partir de onde esta conversa foi gravada, e o livro em causa começou a ser idealizado, por ele, na sequência da defesa da sua tese de doutoramento.
Este não é um episódio para quem não gosta de termos como “Feminismo”, “Queer” ou “Não binário”. Aos restantes, estudiosos ou simplesmente curiosos, sugiro que se sentem com a mente aberta e que venham explorar connosco as novas fronteiras do “Queering”, só possível no Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
Começou a trabalhar na noite aos 16 anos, a carregar colunas da banda que, mais tarde, se chamaria Táxi. Trabalhou com os GNR e Xutos & Pontapés, geriu a Indústria, uma referência da noite portuense, o Plano B e reformou o Pérola Negra. Mas é o seu incontornável Café Lusitano, o mítico espaço LGBT, que nos traz Mário Carvalho a este episódio.
“Não terás coragem nunca para abrir um espaço para gays”, foi o desafio que um ex-sócio lhe lançou. “E eu, que sempre disse que coragem é uma coisa que não me falta, a única coisa que eu achava é que teria que arranjar um local que dignificasse a ‘classe’”.
De escorraçado do Algarve, por interesses conflitantes com o governador civil à data, a transformador de uma casa de sexo ao vivo em discoteca “retro”, a vida Mário é um livro de histórias. Nestes cerca de trinta minutos ouvimos algumas delas, mas também ficámos a saber a sua opinião sobre algumas generalizações: o público gays é mais exigente? Há mais confusão na “noite hétero”?
Sem tabus, falámos dos vícios, de como a pandemia mudou a noite, de como a Geração Z a frequenta, tudo motivos para ouvires mais um episódio do Ultravioleta, o teu Podcast, além do visível.
O motivo que levou Pedro Pais a sair de casa, ainda novo, foi o facto de a sua família não concordar com a sua orientação social. Em Lisboa, através da associação ILGA Portugal envolveu-se em diversas atividades, a favor da comunidade LGBT, mas foi o trabalho feito, enquanto voluntário da rede ex aequo, que mais o marcou. Nomeadamente participando no Projeto Educação LGBTI.
Foi neste projeto que teve a oportunidade de viajar para dezenas de diferentes escolas em diversas regiões de Portugal e, durante as sessões, interagir com os alunos, de diferentes níveis escolares, sempre com o objetivo de sensibilizar e desconstruir preconceitos.
Os episódios foram muitos, alguns constrangedores, mas, à medida que as sessões foram acontecendo, a experiência foi aumentando e a forma de abordar, quebrar o gelo e apoiar os alunos foi sendo melhorada. São muitas destas passagens, juntamente com reflexões sobre o que tem vindo a acontecer, que o Pedro partilhou neste episódio.
Se quiseres saber mais e, acima de tudo, se as coisas estão hoje melhores do que quando ele começou o seu trabalho de voluntariado, não percas mais este episódio do Ultravioleta, o teu Podcast, além do visível.
Convidei Laura Venâncio, mulher trans, bancária, de São Paulo, para, neste episódio, nos ajudar a refletir e eventualmente ajudar-nos a perceber um pouco melhor como se distinguem todos os T(rans) que aparecem agregados num único T, na famosa sigla LGBT: Transexual, Transgénero, Travesti e, há quem diga que, também, Transformista (isso ainda se usa?).
É sempre difícil falar de temas complexos mantendo-nos “pela rama”, de forma a encontrarmos termos e conceitos compreensíveis por toda a gente. Mas acho que a Laura venceu o desafio, ainda que, por vezes, tenha tido a necessidade de aprofundar um pouco as ideias, porque o tema, para ser devidamente esclarecido, a isso obrigava.
Inovadora na forma de olhar para algumas questões, também elas novas para a sociedade em geral, não se demite de apresentar a sua visão, com a consciência de que a mesma pode ser polémica e, por vezes, não definitiva. É um trabalho evolutivo em curso.
Se pensavas que havia só um T em LGBT, vem ouvir este episódio do Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
Neste episódio, João Paulo conta-nos como um daqueles acasos da vida o levou a conhecer o atual marido e como daí à abertura do mítico site portugalgay.pt, foi um passo. Também nos leva às origens da Marcha LGBT da cidade do Porto (Portugal).
São várias as memórias, histórias e reflexões que o João Paulo nos traz neste episódio, sempre contadas na primeira pessoa, com os detalhes e a emoção de quem as viveu, sentindo-se, facilmente, como tudo o que passou ainda lhe enche o coração.
Para quem não o conhece pode parecer curioso, mas nunca deixa de frisar o quão privilegiado foi por ter condições para ser ativista. É preciso ter-se condições para se ser ativista? Fica a provocação.
Por fim, para saberem o impacto que uma sobremesa de profiteroles teve em tudo isto, terão que ouvir este episódio do Ultravioleta, o teu Podcast, além do visível.
Conheces aquele perfil ‘homem “hétero”, casado e com filhos’? Assim viveu David Ward, o convidado deste terceiro episódio, vários anos da sua vida, até que, certo dia, cansou-se de viver numa realidade falsa e… saiu do armário. Ainda hoje se lembra da frase que o motiva desde então: “Se não estás feliz com a tua vida, a culpa é só tua”.
Este é um tema que é mais comum do que várias pessoas podem pensar e que o David teve a gentileza de partilhar connosco. A conversa, deste episódio, pode ser leve, mas viver tais situações implica, muitas vezes, carregar um peso na consciência bastante considerável. E nem toda a gente consegue dar o passo para serem felizes.
Daí para diante, David cria os seus filhos, demonstrando que a “família” é o modelo que fizer sentido para cada agregado, onde, acima de tudo, tem que haver felicidade e amor. Porque os problemas e a felicidade não têm a ver com o “modelo” de família em que nos integramos. E as reações da maioria das pessoas com quem se davam foram surpreendentes, pela positiva.
Convidamos-te a ouvir mais este episódio, com um sotaque muito especial, do Ultravioleta, o teu podcast, para além do visível.
Jean Wyllys, jornalista, professor universitário, ex-deputado federal brasileiro, entre muitas outras coisas, mas, também,escritor, é o convidado do segundo episódio do Ultravioleta, precisamente para falarmos de contar histórias.
Partindo do lançamento do seu livro mais recente “O anonimato dos afetos escondidos”, ficamos a conhecer uma faceta deste importante ativista LGBT brasileiro. Começando por nos ajudar a refletir sobre o que é a escrita e terminando a analisar se há, ou não, uma “literatura LGBT”, passámos por diferentes reflexões sobre a escrita do mundo que nos rodeia.
A magia da escrita permite a criação de universos e situações, habitados por personagens que, podendo ser fictícios, ajudam o escritor a iluminar realidades que, de outra forma, ficariam para sempre na penumbra, por muito feia ou violenta que essas realidades possam ser.
A meia hora “mais ou menos” passou a correr, tendo aindatempo de falar do anonimato das grandes cidades e de como este pode ser procurado por pessoas Queer. E todas estas pessoas são exilados?
Ouve aqui, no Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
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