Uma Semente

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Uma Semente episodes

  • EP510 - MASMORRAS

    "Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus (...) E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos." ( At 16:25-26)

    O clamor e a adoração são capazes de remover as estruturas mais sólidas e antigas de um cárcere. Na antiguidade, os cárceres romanos eram encontrados nas masmorras, um tipo de prisão que normalmente se situava em pisos inferiores (cômodos escuros e sombrios) de castelos. Essas prisões eram verdadeiras cisternas, lugares com pouca ou nenhuma luz e nelas se conectavam as redes de esgoto. As paredes dessas prisões eram de pedras espessas e mostravam que era impossível escapar dali. Mas os céus não se limitam aos cadeados ou as trancas que meus olhos enxergam. Esse ambiente não impede o Amado de me encontrar. Ele encontrou Paulo e Silas lá. Porém, a fé que é do Espírito precisa muitas vezes enfrentar as imposições dos meus olhos e fazer calar as vozes contrárias que eu carrego. Mas, no encontro da adoração com o Amado minhas masmorras são abaladas, e no secreto, meu destino é refeito. Os olhos tocam paredes, mas minhas lágrimas tocam teu coração. A visão diz que não consigo, mas tua Palavra diz que é possível. Os olhos aprisionam, a adoração me faz voar. Os sentidos limitam, mas o clamor me faz alcançar. O que me limita não são as estruturas que eu vejo, mas os atalhos que eu desejo. Os cárceres espirituais são reais, ambientes de tortura que nos ligam ao passado, mas é preciso desejar a verdade que nos torna livre. A oração e o louvor são duas dessas verdades. Elas são chaves sísmicas capazes de provocar terremotos e abalar qualquer cadeia espiritual. É preciso decidir sair. Então, se o Filho já sentenciou sua liberdade, clame, celebre e não se permita mais estar preso por cadeias que te foram abertas. Masmorra é ambiente de desistência, mas a cruz é a verdade da sobrevivência. Se o Filho te libertou, verdadeiramente seja livre!

    4 min
  • EP509 - LEVANTA E PERMANECE

    “Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu.” ( 2 Tm 3:14)

     

    Os dias de permanência não são fáceis. O corpo e a alma gritam para que o espirito não esteja pronto. As vozes externas se tornam constantes e por se repetirem muitas vezes, retiram de nós o equilíbrio. Como voltar ao lugar da presença? Por fora existe uma rotina a ser cumprida, expectativas a serem supridas, cobranças a serem respondidas e em questão de segundos, nos sentimos tão distantes do Pai. A culpa começa logo gritar e a dizer : porque você não fez? Porque não foi? Porque não orou? Porque deixou pra depois? E a tortura espiritual começa a construir um ambiente de solidão trazendo a dor da orfandade. Meu lugar de filha começa a dar lugar as justificativas, as explicações até que então, o arrependimento começa a ser gerado pela multidão das lágrimas. O arrependimento faz calar todas as vozes de acusação, de apontamento, me trazendo a chance de recomeçar. Então percebo meu coração voltando ao lugar de filha e sinto Teu colo outra vez. Com carinho ouço o Pai falar: “ levanta e anda. Levanta e permanece. Levanta e resplandece. Você não permanece pelo que você faz. Você permanece pelo que Eu Sou. Não permanece pelo que cumpre; permanece pelo que acredita. Tua disciplina faz você caminhar, mas minha Palavra faz você permanecer. Em estações de cansaço e fadiga, não se culpe pelo que deixou de fazer, mas se arrependa pelo que deixou de crer. A Palavra do Pai traz ordem ao nosso espirito, organiza o que está dentro para renovar o que está fora. Em qualquer estação, você sempre será filha e a luz do teu propósito permanecerá pela tua dependência e não pela tua eficiência. Saiba que Aquele que te chama, te levanta e o que te sustenta, te ferramenta.

    4 min
  • EP508 - BARCOS VAZIOS x BARCOS CHEIOS

    Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem ajudá-los; e eles vieram e encheram ambos os barcos, ao ponto de começarem a afundar. Eles então arrastaram seus barcos para a praia, deixaram tudo e o seguiram. (Lc 5:7;11)

    Quando uma busca intensa se torna frustrada decidimos voltar para a praia e lavar as redes. Os peixes não chegaram, a empresa não contratou, a venda não aconteceu e os questionamentos começam a surgir. No mercado de trabalho, resultados geram aprovação e são recompensas do que investimos, mas no Reino as leis são outras. Resultado é fruto do trabalho; peixe é fruto do processo. Resultado, nós buscamos; já os peixes nos encontram. Pedro havia pescado a noite inteira, mas para ele, nem resultado e nem peixes. Os barcos estavam vazios, e nessa estação, é fácil entregar pra Jesus o que falta. O processo do barco vazio te leva pra areia, para um lugar de aparente recomeço, mas de menos provisão ainda. Recomeços não são gerados nas praias, são gerados em Cristo. Jesus disse a Pedro: “volta, vá para águas profundas e lança a rede do outro lado.” O processo havia recomeçado, mas agora, sob a Palavra do Mestre, os resultados e os peixes tocariam aquele barco. O destino de Pedro eram as águas rasas; o de Jesus, a profundidade. Os barcos voltaram cheios de peixes, mas Pedro os arrasta para praia, deixa tudo e segue Jesus. Pedro agora não entrega o que falta, ele entrega o que cresce. A busca eram os peixes, agora é a Presença. Os barcos vazios irão te reconectar a voz que multiplica, mas no processo, o céu irá te ensinar que praias são meios de reencontro e a Presença é mais incalculável que as conquistas. Toque as profundidades e os peixes serão detalhes de um milagre que primeiro começou em você.

    4 min
  • EP507 - O MOVIMENTO DA INTENSIDADE

    "E Ele replicou: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e com toda a tua capacidade intelectual’ e ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’”.( Lc 10:27)

    Os níveis de manifestação que carregamos aceleram o processo. Podemos ser ministros da Palavra ou nos incendiar para impactar. Podemos liberar canções ou rasgar os céus e tocar a igreja. Podemos servir ou podemos nos doar até a exaustão por um propósito. O nível que eu manifesto pode gerar movimento e deslocamento. Por exemplo, uma onda em dias comuns toca a beira de uma praia, mas tsunamis em dias também comuns deslocam estruturas e estabelecem uma nova realidade. Essa manifestação se chama intensidade e a intensidade no Espírito é como um processo explosivo, como uma erupção constante. Ser intenso é liberar poder, influência, peso, dominação. Quando manifestamos Cristo com intensidade o raio de impacto se multiplica e as realidades se movimentam. Se for para tocar que seja para transformar. Se for para crer que seja para romper. Se for para amar que seja para curar. Ser intenso não é dar o melhor, é dar tudo. Não é ser suficiente, é ser único. O Espirito busca por uma noiva que seja intensa e que viva os seus dias como se fosse a última vez. De todo o teu coração, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento é a intensidade que atrai os céus e transforma a Terra. Seja intenso, e onde seus pés pisarem, o Reino chegará e será uma marca que acompanhará o seu destino.

    3 min
  • EP506 - A ESTAÇÃO DAS CONQUISTAS

    “Quando chegou a primavera seguinte, no tempo em que os reis costumam partir para suas batalhas, Joabe conduziu o seu exército até a terra dos amonitas e a destruiu por completo. Enquanto Davi ainda estava em Jerusalém, Joabe sitiou Rabá, a capital, atacou a cidade e deixou-a em ruínas.” (ICr 20:1)


    Primavera, prenúncio de novos frutos. Uma estação que traz consigo a transformação das paisagens, mas não exclui a responsabilidade da colheita. Era na primavera que os reis saíam às guerras. Um tempo de beleza, mas também de confronto. De fragrância, mas também de vigilância. Era necessário que os reis saíssem para proteger o novo que estava nascendo. Porém, Davi decide ficar no palácio e do terraço ele é atraído para a morte. Quem se desvia do propósito se perde no processo. E quem se perde no processo sabota a promessa. O destino de Davi foi alterado porque primavera não é a essência que brota de fora, é a essência que permanece dentro. Não é o que se vê, é o que se vive. Era tempo de guerrear e não descansar, despojar e não recuar. Quando nos desviamos do propósito perdemos o governo com as distrações do palácio. Se não lutarmos nossas guerras, o destino será a queda. Ou você luta, ou você cai. Ou você protege o que o Espirito fez florescer em você ou teus frutos serão arrancados. As vitórias que Joabe contou eram para Davi celebrar. Os despojos que ele tomou, eram pra Davi ajuntar. Não permita que outros celebrem vitórias que o céu preparou pra você. É primavera, a estação das conquistas, por isso tome tua espada e as renúncias do teu espirito te farão conquistar os frutos de uma misericórdia fresca .

    3 min
  • EP505 - UNÇÃO DA SEGUNDA MILHA

    “Ao que te bate numa face, oferece-lhe igualmente a outra; e, ao que tirar a tua capa, não o impeças de tirar-te também a túnica.”(Lc 6:29)

     

    Unção é um revestimento, é uma capacidade adquirida por aqueles que passaram na fornalha. É uma cobertura que te transforma porque as mãos do Oleiro te tocaram. Depois de recebida, a unção vai se manifestar te revestindo de um novo empoderamento. Mas essa manifestação não será apenas ativa quando você receber o primeiro tapa ou der o primeiro lado da face. Ela se manifestará quando você receber a segunda bofetada, a segunda afronta e se for preciso dar também o outro lado da face. A unção te empodera para a segunda milha, para a segunda vez onde você perdoa a mesma falta. A partir daí, o óleo que está sobre tua cabeça começa a fluir. Não é quando você dá a capa. É quando você dá tudo. Unção é perda, é renúncia, é cortar a carne para viver a nova vida do Filho. Manifestar unção não é impressionar, mas sim frutificar. A fase de ser semente é confortável, mas Deus vai te expor e a visibilidade será obrigatória para você crescer e amadurecer. O tempo de se esconder já passou e para frutificar, para Deus te mostrar sua espiga precisará morrer na terra. Na frutificação, na segunda milha, quem apenas se escondeu embaixo do solo, esteriliza, não gera; quem morreu manifesta. Quando o céu te expõe, ele te constrói. Para ser árvore frondosa, a unção da segunda milha testemunhará o que te gerou no secreto, e o processo te habilitará dia após dia até que você se chame Carvalho de Justiça.

    3 min
  • EP504 - A MESA DA PRESENÇA

    “Comam-na em lugar sagrado, porquanto é a porção que lhes cabe por decreto, a você e a seus filhos, das ofertas dedicadas ao Senhor, preparadas no fogo; pois assim me foi ordenado.”(Lv. 10:13)

    A mesa do Pai era um ambiente de provisão, mas também era um lugar de responsabilidade. Era um lugar de satisfação, mas também de verdade. Só comia à mesa da preposição quem transportava a arca, quem estava pronto para abdicar do profano e se vestir de santidade. As roupas deveriam testemunhar do espírito. O que um sacerdote manifestava por fora deveria confirmar a realidade por dentro. Uma realidade deveria expressar uma verdade. Mas os filhos de Arão apresentaram fogo estranho ao Senhor. Uma essência contaminada vestida de santidade invalida a autoridade. Eles eram cobertos pela autoridade do sacerdócio, pelo poder da presença, mas uma vez contaminados, a presença que antes era cobertura, agora é ruptura. A presença pode te defender ou te remover do lugar de autoridade. Santidade atrai juízo, glória traz prumo. Nadabe e Abiú foram mortos pelo fogo da presença, mas no lugar Santo, os pratos com a comida consagrada os aguardavam. Todos os dias os sacerdotes comiam à mesa da Presença e seus lugares já estavam à postos. Um sacerdote poderia até ir embora, mas o propósito de Deus sobre aquele ambiente permanecia. A mesa continuava posta. Saiba que o propósito sempre será maior que pessoas. Quem ocupa o lugar de quem se foi vai desfrutar da honra que seria dele, das vitórias que seriam dele, dos manjares que estavam preparados para ele. Então, cuide para não ser removido da presença nem ser retirado da mesa. Que seja verdadeira a tua essência, e a santidade que te move possa tocar os céus e testemunhar do amor que te transformou.

    3 min
  • EP503 - PORTAS E CHAVES

    “Sejam sábios no procedimento (…) aproveitem ao máximo todas as oportunidades.” (Cl 4:5)

    Existem portas que são estreitas e para passarmos por elas será necessário deixar a bagagem. Uma porta sempre será um acesso e muitas delas permanecem fechadas porque não decidimos usar as chaves que o Reino nos entregou. Nos apegamos a tantas coisas e o apego impede de deixar ir aquilo que ficou velho e inútil. O que você deixa te reconstrói, e o que você faz nascer te renova. Assim como uma árvore que a cada outono deixa suas folhas secas para se reconstruir e voltar a brotar, assim são as folhas secas que produzimos. O que é velho enruga, o que é seco se despedaça, e o que é roto abre fissuras com facilidade. Odre velho, vinho velho, semente velha, histórias velhas te prenderão a mentalidade da falta e te afastarão da visão do fruto. Deus não te chamou para carregar o velho e nem te criou para conviver com uma história de remendos. Carregar o velho é sustentar uma história em pedaços e insistir apegado ao que secou é abrir mão de um destino de vida. As portas que dão acesso a uma nova estação podem ser abertas se você usar as chaves do desprendimento. Não se apegue ao que passou e nem se culpe pelo que não aconteceu. Quando eu não deixo ir o que está seco, o vento irá soprar. Soprar e balançar a árvore até que só fique apegado à raiz o que estiver sarado. Viva os sonhos de Deus. Use as chaves que o Reino te entregou. Galho seco não produz, e folha seca não gera. Por isso, se renove, e entenda que na estação do outono só frutifica aquele que se liberta da palha seca e investe no poder de uma nova semente. Retire a sequidão das tuas estruturas, deseje frutificar pelo Espírito e o vento soprará, não mais para limpar tuas folhas, mas para espalhar o novo pólen dos teus galhos e o novo perfume dos teus frutos.

    3 min

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