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“E o SENHOR feriu os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do SENHOR….” ( I Sm 6:19a)
Bete-Semes era uma cidade de sacerdócio, um ambiente de homens que ministravam diante do Senhor. A arca estava na cidade dos filisteus e os tumores haviam assolado aquela nação. Num carro de bois a arca é devolvida e os animais sozinhos foram conduzidos pelo Espirito para Bete-Semes. Quem não tem destino não entende o caminho, mas quem é guiado pelos céus é redirecionado ao propósito. Os filisteus viram a arca seguir pelo caminho de Bete Semes e entenderam ser este o propósito. A arca chegou a cidade, mas o Senhor feriu a setenta sacerdotes com morte por tocarem e olharem para o seu interior. Não cabia ao sacerdote tocar a arca, e sim ministrar diante dela. Segundo teólogos, os objetos sagrados que ficavam no interior da arca sumiram ali. A arca carregava a presença de Deus, e hoje ela é representada pelo teu coração. O que você carrega em teu espirito pertence ao Senhor e nenhum sacerdote pode avaliar, tomar ou manipular para si próprio o que é do céu por direito. O dom que te dá a capacidade de florescer, as tábuas que que te movem em sabedoria e o maná que testifica a ativação dos milagres sobre tua história são fundamentos que só competem a Deus governar. O céu ferirá sacerdotes e ministros que mexerem em corações para desconstruir o que o Pai estabeleceu. O juízo não faltará sobre autoridades, que enxergando as marcas da aliança, ainda assim ferirem um pequenino em sua convicção de fé. Sacerdócio que manipula, fere, mas autoridade que preserva, santifica. Se o nível da glória é elevado, quem toca o proibido morre. Você é um sacerdote, mas não toque os corações de forma leviana. O que você manifesta precisa gerar vida. Não desvie a presença sobre as arcas que estão sob o seu cuidado. A glória que te toca precisa edificar, então cuide para que as arcas não sejam tomadas por teus inimigos e permaneça sobre a tua geração os memoriais gerados pelo Espirito.
"Da tribo de Gade alguns aliaram-se a Davi em sua fortaleza no deserto. Eram guerreiros corajosos, prontos para o combate, e sabiam lutar com escudo e com lança. Tinham a bravura de um leão e eram ágeis como gazelas nos montes."(ICr 12:8)
Gade atravessava rios que transbordavam, fixava seus alicerces nas fortalezas junto ao deserto e estava sempre pronto para o combate. Seus rostos eram como de leões e a essência de domínio era a cobertura de suas cabeças. Gade era uma tribo, e tribo fala de identidade, de intensidade de propósito. Àquilo que era comum entre eles tornava-se a marca, o DNA que os fundamentava. Todos os líderes do clã de Gade eram chefes de exército, e durante as conquistas de Israel, eram eles que comandavam as outras tribos. Penso que eles lideravam não porque sabiam lutar, mas porque estavam totalmente entregues a um propósito. Estavam sempre prontos. O menor valia por cem, e o maior enfrentava mil.
A prontidão te impulsiona ao domínio e a coragem supera os títulos. Governo não é dado para quem tem habilidade, é dado para quem se oferta. Quem se entrega para um propósito é capacitado para novas batalhas. Novos níveis de autoridade são liberados para quem se dispõe nos enfrentamentos do Reino. Gadita que está pronto para lutar, está pronto para conquistar. Quem não guerreia, não possui. Quem não governa, não destrona. Num exército, aquele que se dispõe, se alista. O que se alista, guerreia e o que guerreia, conquista. Que a unção de Gade te faça excelente como o governo do leão, e ainda que haja pouca força, que o Senhor te torne grande em territórios e possessão.
"Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." (Tg 1:17)
Uma brasa sem fogo, é cinza. Um motor sem energia, é sucata. Uma caneta sem tinta, é lixo. Um medicamento sem essência, é descarte. Um coração sem céu, é palha. O que sustenta meu espírito é a boa dádiva que vem Dele. O Pai todas as manhãs por sua bondade me liga outra vez. Quando durmo, minha alma se desliga, e quando acordo, o processo é contínuo. Noite e dia seu amor liga e desliga meu espírito para viver algo novo. Ele é o livramento que me cobre, é a paz que me sustenta, é a verdade que me liberta, o amor que me constrói, e a cada milésimo de segundo, suas dádivas descem incansavelmente sobre mim. Obrigada Pai das luzes, pela misericórdia fresca e pela graça que me faz viver os sonhos do teu coração. Se eu respiro agora, é porque Tu tens investido em mim. Se eu celebro hoje, é porque tu tens se alegrado em mim. Se eu choro por um momento, é porque tu tens construído em mim. Sobre todas as coisas, as visíveis e as invisíveis, eu continuo sendo tua paixão. O centro do teu amor tem registrado um nome e esse nome é o meu. Com bondade, tu olhas para a palma das tuas mãos e me vês. Olhas para o Filho e me encontras. Olhas para o teu céu e me desejas. Como te ignorar? Como não te amar a cada madrugada? São nelas que eu te encontro. São nelas que eu te amo. Que meus dias sejam para te fazer sorrir e fazer da tua presença o alicerce dos meus pés. Vou te carregar comigo, te levar em meu coração, e até que tu me desligues, a cada manhã celebrarei o Amor que me faz bem.
“Consultaram novamente o Senhor: “Ele já chegou?” E o Senhor disse: “Sim, ele está escondido no meio da bagagem”.” ( I Samuel 10:22 NVI)
Bagagem fala de história e ao mesmo tempo de destino. Havia uma nova história escrita para Saul. Ele já havia sido ungido por Samuel, já havia profetizado, já havia provado do banquete junto ao altar, mas no tempo de manifestar Saul preferiu se esconder atrás das bagagens. Samuel era a voz profética, era a voz que dava destino, mas para responder a um envio era preciso ser exposto, e a exposição dói. Era preciso aparecer sem desejar ser notado, ser notícia sem querer ser o comentário, ser avaliado sem querer ser medido. Tudo que você quer é se esconder enquanto o céu diz "é tempo de aparecer". Quem manifesta enfrenta o constrangimento das avaliações, das opiniões públicas por amar ao propósito. Saul preferiu se esconder nas bagagens, só que quando Deus chama, Deus expõe. Uma lamparina acesa não permanece embaixo do alpendre, mas ela é colocada acima do velador para que todos a vejam. Samuel precisou consultar ao Senhor outra vez em relação a Saul e Deus tirou ele da zona de conforto dizendo “ele está escondido nas bagagens”. Quando Deus escolhe Ele te aponta, Ele te busca, Ele te revela. Quem se esconde não cumpre propósito. O medo te afasta do trono e te paralisa nas bagagens. Quem se esconde não governa. Para ocupar lugares de governo é preciso lidar com a exposição, com a responsabilidade do trono, com os julgamentos alheios e negar-se a si mesmo. Quem morre para si e é livre das bagagens está pronto para carregar a coroa. As bagagens te escondem, mas a coroa te posiciona. Para o cumprimento do propósito eu preciso morrer para as expectativas que me ferem, sair detrás das bagagens e sustentar por amor a coroa que o Pai me confiou. Quando o céu apontar você, não se esconda. Cumprir propósito te leva a viver promessas. Palácio e coroa te ensinarão a ser oferta, pois na convivência com as exposições seu trono será confirmado pela tua entrega e teu destino abençoado pela tua obediência.
"E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras. E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o." (Mc 5:5-6)
Gadara era uma cidade montanhosa. Ela ficava sobre um monte, e era ali, naquele ambiente que os sepulcros eram construídos. Eles eram cavados nas fendas das rochas e os túmulos, os cemitérios, posicionados ao longo da cidade. Nesse ambiente, um homem construía sua história. O que era externo tornou-se sua essência e sua identidade foi esquecida. Ele não tinha nome e sua única referência era ser conhecido como o "endemoniado gadareno". Aquilo que me influencia me domina, e o que eu não venço me governa. Lugares de influência são ambientes de conexão. Uma vez conectados ao meu espírito me farão semelhantes à sua origem e construirão em mim a imagem do seu senhor. A semelhança do meu espírito será correspondente ao reino que governa sobre mim. No vale de ossos secos foi assim. Eram ossos sequíssimos, mas eles tornaram-se semelhantes ao governo de vida que veio sobre eles. Os ossos conectaram-se a origem do vento e ao senhor que o governava. O reino que me cobre, me define. O que me envolve, me transforma. Se Gadara era a cobertura do luto, Sião será minha coroa de glória e debaixo do seu governo serei definida como carta viva registrando nesse tempo as marcas do seu nome.
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“A mão do Senhor esteve contra os filisteus durante toda a vida de Samuel.” ( ISm 7:13b)
Apenas um homem foi suficiente para mover a mão de Deus em favor de uma nação. Presença não é visita, presença é permanência. Não é uma ativação, é evidência. Samuel carregava a presença; ele permanecia diante da arca e quem permanece diante da arca é afetado pelo poder e pela glória que ela manifesta. Arca é presença e presença é cobertura de poder; é ambiente do Trono que desce. Samuel não existia, não se movia e não se apartava um segundo sequer do ambiente do Reino. Esse ambiente era como um escudo, como um selo, como uma garantia de imunidade. O que está sobre você é suficiente para trazer livramento sobre teu arraial. O nível de glória que você toca determina o acesso ou o bloqueio dos teus inimigos. A mão do Senhor foi contra os filisteus durante toda a vida de Samuel. Ele era a conexão que atraía o mover do céu sobre a terra. É a glória que protege tuas fronteiras. Inimigo não acessa ambientes de glória. A presença que você protege blinda teu território e a glória que você atrai preserva tuas sementes. O trono sempre se manifestará quando encontrar um altar aceso, então se acenda, queime pela presença e sobre teu arraial não se verá flecha lançada, nem arma forjada que prevaleça.
“E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.”(Êx 5:1)
Definimos deserto como um ambiente infrutífero, escasso e sem vida. Mas foi para esse ambiente que o povo foi conduzido para adorar. O Senhor disse a Faraó que deixasse seu povo ir para que O adorasse no deserto. Foi ali, no deserto, que havia um monte, havia um Sinai, um lugar onde o céu seria revelado, a voz do Eterno seria ouvida e seu coração seria completamente exposto. Sinai é lugar de presença, é lugar de encontro, é ambiente onde Deus escreve em mim os segredos do seu coração. Só encontramos Sinai no deserto, no meio da aridez , num lugar onde não há recursos. Não havia Sinai no Egito, não havia na Terra Prometida, não havia além do Jordão, apenas no deserto. Naquele monte era preciso adorar, era lugar de acessar a glória, de ser afetada por uma Teofania pessoal, manifestações de um Deus que aguardava ouvir o coração de seu povo. Era preciso subir e entender que embora o deserto fosse embaixo, havia um ambiente de glória em cima. Embora houvesse sequidão embaixo, havia celeiros fartos em cima. Morte embaixo, mananciais de vida em cima. Meus pés pisam o deserto, mas subir o Sinai me leva a tocar lugares altos e encontrar no meio dos trovões a essência da sua glória e a razão da minha adoração
"Então Hanum prendeu os mensageiros de Davi, rapou-lhes a barba, cortou metade de suas roupas até as nádegas, e mandou-os embora." ( ICr 19:4)
Seus relacionamentos te influenciam a um destino. As pessoas que te cercam podem exercer vozes que te impulsionarão para um ambiente de guerra ou de paz. Os conselheiros do rei Hanum suspeitaram da fidelidade de Davi e convenceram o rei a afrontar os mensageiros de Israel. A influência no conselho afeta alianças. Hanum rapou a barba dos mensageiros de Davi e cortou suas roupas até a metade das nádegas expondo-os a vergonha. Quem suspeita o mal se defende aleatoriamente, fere e agride baseado em suas próprias conclusões. Coríntios diz que o amor não suspeita mal. Um coração puro governa a intenção do olhar. Davi havia se movido em gratidão pelo rei Naás, mas seu filho Hanum permitiu que os conselhos de suas autoridades fossem mais fortes que a honra construída por Davi. Suspeitar do outro invalida o caráter e a unção que ele carrega. Quem suspeita mal, expõe, e seus impulsos machucam àqueles que preservam a honra. O que você ouvir moverá suas reações, por isso, guarde seu coração e permita que apenas a voz do Espírito seja a influência sobre teu destino e a cobertura sobre tuas decisões
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