" Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por esse iludido e arrastado. Em seguida, esse desejo, tendo concebido, faz nascer o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte. ( Tg 1:14-15a)
Como um encantamento, assim é o desejo do coração. Ele faz a alma se levantar e se mover debaixo de um encanto. O encanto do prazer, da satisfação, da atração. É um processo, e cada vez mais vai se tornando incandescente a vontade de tocar o proibido e se envolver com o fruto que desde o Éden foi profetizado. Uma explosão de pensamentos e planos começam a surgir, e o caminho até a árvore proibida começa a ser aberto dentro do coração novamente. Por fora, uma aparente satisfação do Éden. Embora haja a certeza de que o abraço do Pai na viração do dia é insubstituível, por dentro, o desejo gigantesco de tocar e comer logo o que é proibido sufoca o valor da Presença. O fruto tem várias aparências, mas ele é de um sabor único. Sua forma atrai e para alguns ele é um instinto sexual furioso que satisfaz, é o vício que promete loucuras, é a mentira que leva ao sucesso, o poder que esconde o caráter, e assim os filhos do Criador vão se apaixonando e se encantando como uma serpente ao som de uma canção. O encantamento do fruto proibido ilude, inebria, e satanás ao lado só aguarda para o cumprimento do seu plano. Ele sorri debochado, e com muita calma espera o cumprimento do seu encanto. É uma questão de tempo, porque nesse processo, os filhos do Criador não se importarão mais com o jardim, nem com a voz do Pai, menos ainda com a sua companhia. Entre saborear o fruto e ouvir os passos do Pai ao entardecer, comer o que o Espírito condena se torna algo fascinante. Escolher entre a promessa invisível e a satisfação provisória dará ao inferno o passe para assumir a autonomia da minha descendência e a destruição da minha história. Que meu coração não seja atraído pela aparência do fruto, mas que a expectativa por te encontrar seja a essência que me fundamente no jardim.