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" Assim, se alguém te forçar a andar uma milha, vai com ele duas." ( Mt 5:41)
Temos vivido dias de intensidade. Há um clamor, uma voz liberada do céu à procura dos braseiros. Homens e mulheres dispostos a queimarem por um propósito. Entregas intensas geram manifestações inéditas do Espírito. Queremos viver milagres como os profetas do passado, mas não queremos entregar para o Senhor o que esses homens entregaram. Eu quero ser a igreja da segunda milha, a igreja do excedente, da intensidade. Existe uma igreja que canta e celebra, mas existe aquela que adora e rompe cadeias como Paulo e Silas. Existe uma igreja que evangeliza, mas existe aquela que como Estevão entrega sua vida por um propósito. Existe uma igreja que ora, mas existe aquela que está disposta a subir a montanha e ficar lá quarenta dias só pra estar com Ele. Existe uma igreja que ama, mas existe aquela que tem sua justiça própria crucificada todos os dias. A igreja da segunda milha é aquela que atrai o coração do Noivo. É aquela que faz o que é certo, o que é justo, mas não se conforma em apenas honrar a presença do Amado. Ela traz consigo as lágrimas, o vaso de alabastro, os cabelos e choro de arrependimento como oferta de gratidão. Igreja da segunda milha é aquela que deseja ardentemente ser tocada pelo céu, abraçada pelo Espírito e incendiada por causas que manifestem o Reino. Igreja da segunda milha, surpreenda o Noivo com a sua entrega e movimente o céu com a essência da sua verdade.
"O leão rugirá na floresta sem que tenha uma presa em vista? O leão novo ruge em sua toca se nada caçou?" ( Am 3:4)
Um arqueiro sabe que o centro do alvo é a essência da pontaria. Quando um alvo é atingido exatamente em sua essência central não há como contestar a habilidade do arqueiro. Mirar corretamente alinhando as nuances do vento, as batidas do coração do arqueiro, a velocidade da flecha e a curvatura do arco trazem para o alvo a certeza de ser atingido. Essa madrugada eu tive uma experiência com o Pai, e no meu espírito, enquanto dormia o Senhor falava: " Você é a minha mira. Você é o meu alvo", e Ele repetia essa frase incansavelmente. Eu sentia que éramos só nos dois. Eu, o alvo. Ele, o Arqueiro. A ansiedade de estar prestes a ser flechada fez meu coração perguntar o porquê de ser eu a mira, ser eu o alvo. E senti sua voz responder: " Eu preciso te marcar para um propósito. A flecha é uma visão do meu Espírito, uma porção da minha Palavra .Você é a minha mira!” Eu ouvia sua voz e a sensação de temor que tive me fez sentir, como se eu fosse um alvo, pronto para ser atingido. Acordei com uma expectativa no meu espírito e o Senhor me respondeu em Amós 3:4 . Por acaso eu rugiria se não te encontrasse? Te marcaria com as minhas flechas se não te escolhesse? Como um leão que ruge sobre a presa e o arqueiro que empenha o seu arco, Eu te quero marcada só para Mim.
Então, como filha eu entendi o que o Pai queria me dizer.
Para cada propósito existe uma ferida, uma renúncia a ser aceita. Eu preciso ser marcada por isso e me tornar o alvo perfeito que glorifique a habilidade do Meu Arqueiro!
"Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra." ( Sl 139:15)
Em toda a criação é perceptível a manifestação do cuidado do Pai. Para cada espécie o Criador tem uma forma de sustento, de preservação e de desenvolvimento. Com o homem não seria diferente. Sua multiforme graça nos faz crescer e o seu trabalhar em nós é algo incansável. A vida que foi soprada pelo Espírito do Pai deu início a sua história, e ainda como uma semente, sem forma, já era possível ouvir as batidas do seu coração. O Senhor usa lugares escondidos para nos desenvolver. Foi assim com Jesus! Uma semente pequena, no ventre de uma mulher. Os lugares escondidos são ambientes que só Ele nos enxerga, mas é ali que osso é ligado ao seu osso, tendão ligado ao seu tendão e o Pai vai estabelecendo em nós o formato que Ele precisa para o nascimento do propósito. Aquilo que o céu sonhou para você não vai começar de forma instantânea. Você terá que passar pelo processo e se desenvolver até em estações de trevas para ser forjado, limado e preparado. Um feto nos primeiros dias só tem o coração e ele só consegue identificar uma voz: a voz de quem o está gerando. Talvez você se sinta assim, como um improvável, sem a forma adequada para viver algo sobrenatural, mas creia, o Espírito Santo está te gerando Nele e haverá um rompimento que manifestará o que Ele construiu em você. É no secreto que somos construídos. É no secreto que os improváveis são gerados e o pequeno se torna grande! No tempo certo o céu te trará para fora e o processo que ninguém está vendo servirá para formar as marcas do Pai em você! Lugares escondidos são ambientes que o Pai desenvolve filhos à sua imagem e semelhança!
" Na primavera, época em que os reis saíam para a guerra, Davi enviou para a batalha Joabe com seus oficiais... mas Davi permaneceu em Jerusalém." ( 2 Sm 11:1)
O lugar mais perigoso de se permanecer é estar fora da sincronia com Deus. Ambientes protegem o cumprimento de propósitos. Era primavera, a estação que antecedia aos frutos, e embora fosse uma estação de celebração era exatamente neste período que os reis também desciam para a guerra. Uma celebração não significa baixar a guarda. Porém, Davi começou a se mover para um lugar de risco preferindo ficar em Jerusalém e dormir. Para ele ali, aparentemente, era um lugar seguro. Parecia ser um ambiente bom, uma decisão apropriada, mas sem o uso da espada aquele lugar se tornou um gatilho para sua morte. "Ficar em Jerusalém" era estar no lugar errado, na hora errada. Ficar em Jerusalém faria Davi abortar o propósito. E foi dali, do terraço de Jerusalém, que pela primeira vez Davi olha para baixo e deseja a mulher de Urias. Ambientes errados conectam nosso espírito a um destino fatal. Por isso, só se mova debaixo de um comando do céu para que a proteção do Espírito pelo propósito que você carrega não seja retirada. Sendo primavera ou em qualquer outra estação, celebre, mas nunca permita que o ambiente convença teu espírito a soltar sua espada, pois sua posição determinará sua queda ou o sucesso no teu processo!
" Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim".( Gal 2:20)
Ser encontrado por Deus para um propósito é algo fascinante. Propósito é uma marca do céu que carregamos e manifestamos na edificação do corpo de Cristo. É algo que fica evidente após uma cura, uma restituição ou uma restauração específica. É de um ambiente de dor ou de provação que geralmente nasce o chamado e o estabelecimento do propósito. Quando se é aprovado nesse processo, o céu libera uma unção específica que chamamos de autoridade. A resiliência do odre em ser expandido em sua potência máxima e o retorno à sua estrutura original, faz desse odre um obreiro aprovado. Uma vez aprovado, ele é achado pelo céu. Ele passa a ser conhecido pelos anjos além de ser referência entre os homens. A partir daí o Espírito Santo começa nele um novo processo: o processo de doação. Agora, só o coração do Pai e a finalidade da cruz é o que importa para esse odre. O Reino é tudo que ele deseja. O secreto passa a ser sua busca desesperada. Seu tempo e tudo que ele possui apontam para o que é eterno. Um odre aprovado fica estragado para o mundo. Nada mais tem graça a não ser viver para manifestar e compartilhar a Vida que o alcançou e o perdão que ele recebeu. Ele entende a intensidade de ser servo e se doar por amor passa ser algo viciante. O coração de Jesus começa a pulsar dentro do peito e um transplante espiritual vai sendo efetuado. O verdadeiro propósito é estar disposto a negar-se a si mesmo e ser crucificado com Cristo todos os dias!!
"Josué teve de circuncidá-los porque todos os homens com idade suficiente para ir à guerra quando saíram do Egito haviam morrido no deserto."
(Josué 5:4 NVT)
Todo novo ciclo aponta para uma renúncia. O Senhor estava lançando fora o tempo de vergonha que Israel carregava. O tempo de escravidão ficava para trás e a partir daquele instante começaria a estação da espada, a estação da conquista. Toda conquista tem embutida em sua definição pelejas. Todo território para ser conquistado deve ter seus habitantes subjugados. A peleja seria travada primeiro no segundo céu para depois ser efetivada no físico. Para isso, algumas posições deveriam ser tomadas e a primeira seria a circuncisão. Uma aliança, onde cada valente entregaria sua intimidade para o Senhor. Essa era a condição principal para sair à guerra. Nenhuma tribo viveria um tempo de conquistas sem entrega e sem envolvimento em intimidade num pacto de sangue. A terra da promessa estava à frente deles, mas sem obediência e sem compromisso com Deus eles morreriam ali mesmo no deserto. A estação de conquistas que eu desejo depende da intensidade da minha entrega. O quanto da minha intimidade eu estou disposta a ofertar como sacrifício. Intimidade gera alargamento de fronteiras. Se Jesus não cortar sua carne e não te marcar com o sangue não haverá conquistas. O que te habilita a possuir é o sangue da aliança. Carregue a marca desse sangue e esteja pronto para destruir teu inimigo e tomar dele o que o céu te entregou por herança.
" Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor
tem compaixão dos que o temem; pois ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó." ( Sl 103:13-14)
Ser filha é um lugar de proteção e de surpresas. A nossa visão de paternidade é uma visão limitada e muito comparativa. Geralmente, quando se fala em paternidade nossa memória aponta para o nosso gerador biológico; para o pai que tivemos. Nós carregamos um protótipo, uma figura paternal baseada no nosso histórico de afetividade e emoções. Se nossas necessidades físicas, biológicas e emocionais como filhos foram bem supridas, então a imagem paternal que carregamos é positiva. Do contrário, essa imagem fica completamente afetada, e por sua vez alguns gatilhos como desprezo, indiferença e não aceitação a essa figura são acionados. Um filho que sofre a rejeição, por exemplo, desenvolve a auto imagem de ser inferior ou de ter a obrigação de fazer algo para merecer a atenção do pai. Essas áreas vulneráveis nos levam a uma defesa e Deus não consegue ocupar o lugar de Pai em nosso coração. Porém, não há relação alguma entre um pai biológico e o Aba. São essências completamente diferentes! O Aba nunca foi contaminado pelo pecado ou por alguma sombra de variação. Já o pai biológico foi. O pecado deformou, transtornou e transformou todas as virtudes paternas que vieram de Deus em essências caídas. Toda paternidade física precisa ser reconstruída em Deus ! Eu imaginava ter um pai perfeito, mas isso nunca seria possível devido a limitação do pecado. Mas o Aba é a figura de uma paternidade perfeita. É o pai perfeito que eu esperava e Nele eu sou curada. Eu O enxergo ao entardecer quando Ele pinta o céu só para mim. Durante a noite, Ele acende as estrelas para me fazer lembrar que as conhece, as chama pelo nome assim como eu. Ele me vê dormir todos os dias, se alegra com as minhas conquistas e celebra o meu crescimento. Eu sou filha, e ainda que uma paternidade física seja falha, eu não deixarei de acreditar no amor de um Pai que me amou desde a eternidade!
"Os discípulos foram acordá-lo, clamando: "Senhor, salva-nos! Vamos morrer! "( Mt 8:25 NVI)
Quando nos convencemos de que Deus está retendo algo bom de nós ou que está falhando em sua proteção, o inimigo usa essas áreas vulneráveis para semear ainda mais incredulidade, orfandade e rejeição em nosso espírito ( Liebscher_Benning).Foi assim em meio a tempestade. Os discípulos não se conformavam em estar com Jesus e ao mesmo tempo viverem um tempo de crise. Embora Jesus estivesse no barco, naquele instante, eles foram convencidos de que o Mestre não se importava com as suas mortes. Jesus queria extrair deles uma essência agradável, uma essência que manifestasse a natureza que carregavam. Uma essência que os moveria no sobrenatural. O Mestre estava no barco e isso deveria bastar! Mas os discípulos, por conta do vento e das ondas, concluíram que Jesus estava retendo cuidado e proteção, e isso tornou o coração deles vulneráveis às pressões externas. O que Deus mais quer de nós é o que o inimigo mais irá lutar para roubar. Se o céu quer extrair de nós ousadia para conquistar, então será nesse ponto que o inferno irá trabalhar para que manifestemos uma essência contrária, e ao invés de ousadia produzirmos medo e paralisia. A tempestade era uma intervenção do céu para que os discípulos dominassem sobre às pressões e caminhassem por fé. Se Jesus está no seu barco, então creia, resista às pressões do vento e saiba que o Senhor não negará nenhum bem ao teu espírito!
"Tenham o cuidado de ficar cerca de um quilômetro atrás da arca. Não se aproximem demais! Assim vocês saberão por onde ir, pois nunca passaram por este caminho”.
(Josué 3:4 NVT)
O povo marchava em direção a terra prometida. Depois de décadas caminhando no deserto, finalmente chegava o dia da travessia. Era o dia do rompimento, o dia de viver o sobrenatural e seguir em direção a promessa. Segundo as ordens do Senhor, os sacerdotes deveriam carregar a arca à frente do povo. Era a arca que daria direção e destino. Não havia satélites ou aplicativos que mapeassem o caminho a não ser a arca. Era o próprio Deus à frente do seu povo ensinando O Caminho num lugar sem caminhos. Seria fácil o povo se perder e desviar-se da rota, afinal era um ambiente desconhecido. Não há problemas em andarmos por caminhos ou ambientes novos, a questão é saber se a arca está à frente. A conquista da promessa está ligada a caminhos que o Senhor aponta, e não aos que parecem ser bons para mim. O que vai determinar a minha chegada é a obediência em seguir a rota que o céu propõe ainda que eu desconheça. Meu coração pode até queimar por muitas direções, mas ele não pode se perder da Presença. Um coração que perde a Presença de vista, além de errar o caminho, nunca saberá o que é viver uma estação de promessas. A arca era a manifestação do Trono de Deus no meio da sequidão. Então, mantenha seu espírito conectado ao movimento da arca, e marche convicto de que o destino apontado por ela será uma terra abundante de paz!!
" Ela, porém, os tinha levado para o terraço e os tinha escondido sob os feixes de linho que havia arrumado lá." ( Josué 2:6)
Jericó, a cidade protegida por muralhas seria a primeira a testemunhar do impacto do céu sobre seus alicerces. Dentro dos muros, Raabe, estremece ao ouvir falar do Deus de Israel, por isso ela esconde embaixo dos feixes de linho os espias que pertenciam ao Deus desconhecido. Uma mulher que em sua simplicidade estocava feixes que serviriam de cobertura, de proteção àqueles homens. Linho fala de justiça, de expectativa por uma intervenção divina. Ela carregava em sua casa o desejo de ser alcançada pela justiça do Pai. A justiça que ela esperava receber do céu foi a mesma que cobriu os espias. Assim como o Reino é de justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Os feixes de linho dentro da casa de Raabe representavam a ansiedade pelo Reino, o desejo pelo céu e a sede que o espírito de Raabe sentia pelo Criador. Linhos falam de justificação, de justiça divina. Quando você está debaixo da justiça divina o inimigo não pode te tocar. Os feixes estavam no terraço, ou seja, estavam agindo profeticamente como uma cobertura. Então, aumente seus feixes de linho, deseje o Reino de justiça e você atrairá para sua casa homens que carregam promessas. Ainda que os alicerces desmoronem à sua volta, os feixes de linho não só te cobrirão, mas trarão livramento para você e sua descendência.
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