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"Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se." (Gn 3:7)
Nossas roupas, além de nos cobrirem, comunicam muito sobre nossa personalidade. Assim também são as vestes espirituais. Coberturas que expressam uma porção e uma manifestação do Espírito. Por essas vestes o céu nos reconhece e nos empodera. Seja pelas vestes de alegria, de força, de poder ou de louvor, elas manifestarão a essência da sua identidade em Deus. Por isso, o inferno irá se mover para alterar o que você carrega trocando suas vestes reais por trapos velhos. Trapos que roubarão sua identidade de filho. Esses trapos ( culpa, ansiedade, medo, falta de perdão...) tentarão vestir tua mente e teu coração para te transformar em um mendigo espiritual. Para te fazer um maltrapilho e roubar de você a glória de Deus. Panos reais ou trapos velhos são decisões que te manterão no poço ou na superfície, nas cisternas ou nas alturas. O que te veste te moverá a um nível de vergonha ou de autoridade. Isso acontece porque as roupas cobrem a nossa nudez desde o Éden e se elas estiverem inadequadas viveremos uma estação de exposição . Quando você se vestir daquilo que é do céu, o teu espírito receberá a oportunidade de permanecer em um novo nível de vida. Sendo assim, o que você vestir, definirá o governo que te rege e apontará para o destino que te espera! Se o Pai te reveste de glória e de força, então preserve essa cobertura sobre teu espírito e avance debaixo da autoridade que te foi confiada.
" Como um lírio entre os espinhos é a minha amada entre as jovens." (Ct 2:2)
Espinhos são estruturas pontiagudas que causam dor. São ferramentas que furam e podem rasgar lugares frágeis. Geralmente, quem toca em um espinheiro por distração é ferido por ele .Os espinhos não são bem vindos, mas o Noivo se refere a sua igreja e diz que ela é como o lírio entre os espinhos. É um ambiente difícil, mas ela é capaz. É difícil, mas ela floresce. É difícil, mas ela suporta. O efeito dos espinhos não alteram a sua essência e nem o seu propósito. Como lírio entre os espinhos, assim é a minha Amada. O lírio representa pureza, ingenuidade juvenil, inocência. O céu tem uma visão a respeito da noiva. Tem uma visão ao meu e ao seu respeito. Ele acredita que você pode até ser ferido, mas irá permanecer com a sua cor, com a sua virtude, com o seu cheiro. O céu crê que você continuará armando suas pétalas e desenvolvendo sua estrutura sem produzir vingança, malícia ou qualquer tipo de defesa. Você é lírio e por mais que o espinheiro invista, ele nunca irá impedir sua germinação, nem sua manifestação. A beleza de lírio não está apenas em sua forma, mas em toda a sua postura revestida de glória e força diante dos espinhos! A essência que você carrega, te reveste. A unção que você sustenta, te protege!
" Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?" ( I Co 3:16)
Na antiga aliança Deus estabeleceu uma forma de representar sua presença. Uma arca de madeira de acácia revestida de ouro por dentro e por fora. E era ali, sobre a tampa do propiciatório, entre os querubins, que Deus falava. Sua presença acompanhava o povo e dava a eles proteção, direção e destino. Hoje, na nova aliança, somos o tabernáculo de Deus e sua presença não se manifesta mais em uma arca, mas em nós. No passado, era uma caixa, hoje é meu coração. No passado, a matéria era o ouro, hoje é meu espírito. No passado, havia medidas, hoje não existem limites dentro de mim para a sua manifestação. É o seu Espírito dentro do meu espírito. Sua Vida dentro da minha vida. Uma caixa que não emitia som, que não te amava era um instrumento de poder e estabelecia temor aonde passava. Eu tenho um coração, tenho uma voz, carrego o teu sopro de vida, então que o Senhor ache em mim a mesma estrutura que aquela arca tinha e libere a porção da sua glória sobre minha cabeça. Eu quero carregar o que a arca carregava. Quero manifestar como ela manifestava. A sua presença bastava sobre ela. Os querubins repousavam sobre sua superfície e entre eles o Senhor falava. Então, que o Senhor fale, se mova e aja por mim e em mim. Não tenho desejo de abrir mares, fazer o sol parar ou fazer meus inimigos te temerem. Eu quero carregar o que ela carregava em movimento, em realidade, em unção e não só em palavras. Quem abriga a tua glória pode viver milagres como consequência natural. Antes era um objeto, hoje é meu coração e a cada geração existe um nível superior de revelação. O desejo do céu é que sobre esta geração, o nível de revelação no Espírito e o nível da glória de Deus sejam vistos em sua intensidade pela presença que eu e você carregamos. O mesmo Espírito que se movia na Arca, se moverá em você e te fará um instrumento de glória. A arca habita em você hoje, então manifeste o poder que estava sobre ela e ative uma estação de milagres por onde você passar.
" Quem é você? ", perguntou ele. "Sou sua serva Rute", disse ela. "Estenda a sua capa sobre a sua serva, pois o senhor é resgatador. "( Rute 3:9)
Quem é você? Essa foi a pergunta de Boaz a essa mulher simples. Uma mulher que havia decidido deixar sua história e suas raízes idólatras para trás. A eira era lugar de separação. Era lugar de manifestação. Era lugar de testificação. Era na eira que o trigo e o joio subiam e o vento os separava. Eu creio que Rute estava ali, na eira, pronta para dizer: Boaz, meu Remidor, eu desci para ser separada. Eu desci para ser achada pelo teu coração. Eu desci para te encontrar, e como o trigo, separei meu coração daquilo que era abalável para me apegar ao teu amor e ser completamente sua. Boaz é Aquele que espera a manifestação de uma igreja disposta a descer! É Aquele que está pronto para remir qualquer dívida pagando o valor que for preciso por uma igreja disposta a deixar tudo por Ele! Rute, a igreja. Boaz, o Cristo. Por Ele, vale a pena deixar todos os amores humanos, descer a um lugar de exposição para manifestar a essência do trigo e apostar a própria vida pelo amor Dele como Resgatador. Uma Igreja que escolhe descer só para encontrar seu Resgatador, terá sua autoridade restituída e carregará sobre ela o selo de uma aliança de Amor.
"Moisés pendurou as cortinas que cercavam o pátio ao redor do tabernáculo e do altar....Assim, Moisés finalmente terminou o trabalho.
Então a nuvem cobriu a tenda do encontro, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo."
(Ex 40:33- 34 NVT)
Não há nada mais forte que a chave da obediência e do governo. Quando lemos esse texto, vemos Moisés mobiliando o tabernáculo. Ele já havia dado orientações quanto a criação das peças, e agora, os artesãos estavam trazendo as devidas peças para que Moisés conhecesse e testificasse a igualdade segundo às que o Senhor havia mostrado. Ao passo que Moisés conhecia, ele também predestinava, chamava e colocava cada peça no seu destino e no seu ambiente correto. Com isso, havia uma justificativa. Cada peça era justificada tendo um porquê de estarem cada uma em seu lugar sendo depois glorificadas ( Rm 8:29-30). Foi Moisés que colocou cada peça em seu lugar no tabernáculo. Ele fez exatamente como Deus havia ordenado e só então a glória de Deus veio. A administração e a obediência de Moisés trouxeram a glória de Deus para o templo. Ele que colocou cada peça em seu lugar segundo a orientação do céu. Na casa do Pai é assim! A glória vem e se posiciona dentro do templo quando o líder organiza e administra as peças no santuário. Quando o pastor ouve as orientações de Deus e posiciona cada "peça", cada vida em sua função, a glorificação acontece, a nuvem desce, cobre o ambiente e a glória do Senhor enche o templo. Quando estamos posicionados em nosso chamado nos tornamos responsáveis por atrair a nuvem de glória. A obediência de Moisés em exercer sua administração no templo, segundo a voz do Pai, foi a chave que fez o céu ser rasgado. Por isso, seja fiel ao seu chamado, administre com excelência o que o Senhor confiou a você na Tenda do Encontro e também em sua tenda. Sua obediência na administração moverá os céus e ativará destinos sobre aqueles que estiverem debaixo do teu governo. No Reino, obediência e governo são chaves que atraem a nuvem e destravam destinos.
"Pois, que grande nação tem um Deus tão próximo e pessoal como o SENHOR, nosso Deus, sempre que o invocamos?". ( Dt. 4:7)
O povo de Israel, aos olhos humanos, em nada era diferente de outros povos. Era um povo simples, pequeno, sem características marcantes. Mas, no Espírito, era o povo do Deus Vivo e sua importância ou qualificação não estavam em suas habilidades, mas sim em sua identidade. Na perspectiva do céu, o que qualificava e o tornava poderoso era o fato de que Deus sabia quem eles eram. Eles não precisavam lutar para ter significância. Eles sabiam e testificavam através do mar que se abria, do sol que parava e do rio que represava a atuação fascinante da paternidade de um Deus fidedigno. Nenhum outro povo tinha um Deus tão pessoal e tão próximo como o Senhor. A presença do Pai era o que diferenciava Israel das outras nações. Deus tem prazer de exaltar pessoas pequenas para terem um impacto significativo no Reino. Nossa qualificação vem em não sermos qualificados para uma determinada função. Por exemplo: quando Jesus queria ser batizado nas águas por João, João sabia que não era qualificado ( Mt 3:14), mas quando estamos dispostos a fazer o que não somos qualificados, é isso que nos qualifica. Não se trata das nossas habilidades, dos nossos treinamentos ou dos nossos dons, mas sim de quem está conosco. O povo de Israel poderia ser simples ou talvez nem ter noção exata de quem eram, mas Deus sabia quem eles eram e isso bastava. Eles eram o povo escolhido desde a eternidade e o favor do Senhor repousava sobre eles. E pelo agir de Deus na história de Israel, outros povos seriam tocados. Você é o Israel de Deus e Ele escolhe pessoas sabendo que elas são chaves para tocar a vida de outras. Pode ser que você não tenha uma noção clara do seu propósito, mas Deus sabe quem você é. Independente das suas características você é a pessoa com quem o Pai deseja estar. É a pessoa com quem o Pai gosta de ficar! A presença do Pai é o que te diferencia e te respalda para ser um desbravador de territórios e um possuidor de promessas! Você é escolhido e isso basta!
"Senhor , quem pode ter acesso a teu santuário? Quem pode permanecer em teu santo monte? Quem não difama os outros, não prejudica o próximo, nem fala mal dos amigos." (Salmos 15:1;3 NVT)
Permanecer é uma decisão para aqueles que tem um objetivo. Só permanece quem sabe o destino da rota. Se eu quero chegar ao litoral, por exemplo, eu preciso permanecer na rodovia que aponte essa direção até o final. Se eu desviar da rota meu destino será alterado. Assim acontece com aqueles que desejam acessar a Sião e permanecer em seu santo monte . Existe uma rota determinada pelo céu. Um caminho que eu preciso permanecer se eu quero tocar o coração do Pai. Existem três níveis de céus segundo as escrituras: o céu aurânio ( primeiro céu que vemos), céu mesorâneo ( segundo céu, galáxias) e o eporâneo ( onde a Nova Jerusalém está). Acima dela está o monte Sião e acima do monte o Trono de Deus . O Trono de Deus é Altíssimo e a rota para eu subir e permanecer lá é dizer não a difamação, não ao prejuízo em relação ao próximo. Mas muito interessante é quando o salmista acrescenta que para eu subir a Sião eu não devo falar mal do AMIGO. Essa expressão me chamou muito atenção. Parece algo simples , mas a Palavra diz que quando eu não permaneço em fidelidade isso irá custar a presença do céu em mim. Irá me custar o sobrenatural com Ele. Irá me custar não participar dos segredos do Espírito. Irá me custar a perda da presença e do cheiro da mirra da sala do Trono. Mas o homem sempre se perde e não consegue permanecer em sua fidelidade. Quanto mais próximo, quanto mais amigo, quanto mais íntimo, mais possibilidades de infidelidade, de julgamento e de desonra. Mas não desvie da rota que o céu tem te apontado: permaneça subindo! Seja íntegro em seu coração e permita que seus lábios manifestem as fontes puras do teu espírito. Um amigo é um presente, então seja fiel a ele e seus pés tocarão o monte de Deus. Suas palavras te farão subir, te farão permanecer e determinarão o destino do teu espírito!
"Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome..." ( Fp 2:9)
Não há nada mais fascinante que falar sobre Jesus. Ao mesmo tempo que temos muito a dizer também nos faltam palavras para descrever quem Ele é. O nome de Jesus carrega por si só a expressão total do amor. Posso dizer que o Amor me amou. As palavras mais elegantes de um dicionário, as rimas mais perfeitas de uma poesia ou as expressões mais intensas de um artista jamais teriam a capacidade de representar, à altura, a definição sobre quem é Jesus. Ele é puro em sua essência, bondoso em seu perdão, justo em sua verdade e completamente amável em seus cuidados. Por tudo que vivemos, o início e o fim é Cristo. Ele viu na mulher adúltera o arrependimento que a tornaria filha, viu no endemoniado Gadareno a libertação que o faria discípulo, viu no cego Bartimeu a entrega que o tornaria um evangelista. Nunca foi sobre o que estamos vendo, mas sim sobre o que Jesus vê. Ele é capaz de fazer o que estamos vendo se tornar aquilo que Ele já viu. O maior milagre não acontecia quando Jesus curava, mas acontecia quando Ele enxergava num homem caído a possibilidade de sustentar a sua essência. Eu posso ver ossos, Jesus vê um exército. Eu posso ver túmulo, Jesus vê uma nova história. Eu posso ver cinco pães e dois peixes, Jesus vê provisão para uma multidão. O que Ele vê se transforma em milagre. Jesus é o amor do Pai em ação. É o Verbo que encarnou se tornando a Verdade que desfaz meus medos, a luz que rompe minha escuridão e o Caminho que protege meus passos. Jesus é a Vida que ressuscita meu espírito e falar do seu poder, é manifestar o que Ele faz , mas falar da sua Presença, é manifestar quem Ele é.
Fonte de misericórdia.
Graça que constrange.
Nome que estremece.
O nome Dele é Jesus.
" Mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam bem alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam." ( Is. 40:31)
Toda resposta que nós liberamos aos céus provoca uma reação. Nós respondemos primeiro ao Senhor para depois recebermos destino. Seja confiar, profetizar, clamar ou esperar, para cada ação que semeamos no Reino, o Pai nos insere em uma atmosfera diferente. Para aqueles que esperam no Senhor, o céu libera a atmosfera de novos níveis. Os lugares altos em Deus começam a ser tocados. Nova estruturas como a de resiliência, de autoridade, de unção e de revelação vão sendo conquistados. Isso acontece porque quem espera no Senhor sobe com asas como águia. Isaías estava dizendo que a estação da espera faz você voar, faz você subir, faz você ser elevado a um nível maior de proximidade com o céu. Águias voam mais próximas de Deus, vencem tempestades e tem uma visão ampla de territórios. Quem espera vive experiências como as da águia. Esperar tira sua humanidade. Tira seus pés dos seus fundamentos para te colocar nos ares, em lugares onde seu único fundamento é a fé. Quem espera toca o Trono, alcança Sião e passa a se mover numa atmosfera sobrenatural. Não desanime por estar esperando em Deus! Mas enquanto sua promessa não se manifesta, esteja disposto a romper e a alcançar lugares em Deus nunca tocados! Quem espera no Senhor tem a oportunidade de estar mais próximo do céu, se achegar ao Pai e experimentar fundamentos novos no Espírito.
A espera te faz voar, então seja águia e saiba que a fé serão as asas que te moverão a lugares altos e te farão tocar os céus!
" Os homens de Israel aceitaram a comida deles, porém não pediram conselho a Deus, o Senhor. Josué fez um acordo de paz com os gibeonitas, prometendo que não seriam mortos. " ( Js 9:14-15a)
Passar pelo deserto não é um vício lingual ou um jargão do vocabulário evangélico. É um ambiente profético onde as possibilidades de provisão humana desaparecem. Quando estamos passando por essa estação só enxergamos uma geografia de escassez e impossibilidades. E exatamente por conta das características desse ambiente que os milagres começam a acontecer e o céu começa a se mover. Porém, a Terra Prometida está logo à frente, e agora para tomar posse da promessa, o assédio das alianças movidas por engano começam a se aproximar. Relacionamentos que não carregam a presença de Deus começam a trazer propostas (v.4) e pactos com a finalidade de nos envolver com o que é velho e embolorado ( sandálias velhas, pão velho, odre velho...). Foi assim com os gibeonitas e Josué. Enquanto o povo estava no deserto não havia possibilidade de aliança, mas agora na Terra da Promessa seria a armadilha perfeita para autodestruição do povo. Quando você está prestes a conquistar surgem as possibilidades de alianças que só trarão guerra para você. Alianças erradas comprometem tua descendência, tua posteridade, teu futuro, além de roubar tua comunhão com Deus. A cada cem alianças com jugo desigual, por exemplo, setenta e cinco por cento dos esposos além de não se converterem, fazem com que suas esposas se esfriem do propósito de seguir a Cristo desviando também os seus filhos. Aliança envolve eternidade, NÃO se quebra, NÃO se rompe, NÃO se desfaz. Cuidado com os pactos que você faz trazendo para sua vida amizades, negócios, possibilidades ilícitas de crescimento ou pactos até mesmo em PALAVRAS que te colocarão em cativeiros e te tornarão um refém eterno. Cuidado! Após o deserto vem a Terra da Promessa, e é nesse ambiente que você terá que decidir se mover por sentimentos e se perder, ou se mover por obediência e em paz conquistar. Sua escolha definirá teu destino!
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