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"Os que foram resgatados subirão ao monte Sião, em Jerusalém, para governar sobre os montes de Edom; e o reino será do Senhor.” (Ob 1:21 NVT)
Algumas estruturas espirituais malignas assumem governos sobre nossas vidas. Isso acontece por conta das nossas escolhas. Isso é muito intenso porque toda estrutura espiritual das trevas nunca age para uma destruição pequena. A desobediência só tem um destino: o cativeiro. Foi assim com Judá. Eles estavam exilados e Jerusalém havia sido massacrada por Nabucodonosor. O templo havia sido completamente destruído pondo fim a existência de Judá como uma nação independente. Sempre que cedemos as iniquidades a destruição entra com força. O que foi edificado em nós pelo Espírito desmorona e não sobra nada. A independência e o governo que tínhamos sobre o passado, sobre as lembranças, sobre os sentimentos já vencidos e sobre os comportamentos anteriormente moldados, agora se perdem e voltamos a ser torturados pelo inferno. Ficamos frágeis aos ataques da mente e os dominadores das trevas se tornam senhores de tudo que temos. Nossos limites são invadidos e nossa herança é tomada por satanás. Judá viveu o exílio e viu tanto seus filhos como toda sua geração morrer. A consequência de uma transgressão sempre vai afetar a minha e as próximas gerações, até que alguém se volte em arrependimento. Até que alguém reconheça que só a conversão de mente ao Espírito pode trazer restituição do que o inferno levou. Para quem vive a metanoia existe um resgate e uma promessa de voltar a reinar sobre Edom (desejo que leva a vender a herança) e habitar no Monte Sião. Sião é o lugar daqueles que reinam e governam. Se estruturas malignas destruíram teu arraial, acione o arrependimento fazendo dele uma escada que te ligue ao Pai e uma ponte que te faça subir novamente ao Monte de Deus. A construção do arrependimento neutraliza a destruição da desobediência.
“Olhem!”, disse Nabucodonosor. “Vejo quatro homens desamarrados andando no meio do fogo sem se queimar! E o quarto homem se parece com um filho de deuses!” (Dn 3:25 NVT)
A fidelidade é uma voz de convocação que aciona os céus para te assumir! É um princípio inegociável. É um lugar de firmeza. Quando a fidelidade é desafiada e um adorador se mantém convicto em seu propósito, ela mesma aciona a fé, e faz esse mesmo adorador apto para andar tanto sobre as águas como pelo meio do fogo. Foi assim com Sadraque, Mesaque e Abede- Nego. A fidelidade desses homens foi desafiada, e a postura inabalável que os mesmos tiveram acionou o socorro do céu. Ser fiel provoca insatisfação e ira naqueles que desconhecem a intensidade do propósito. O preço da sua fidelidade poderá ser testada em diversos níveis, seja num simples confronto de palavras como no enfrentamento de uma fornalha. A verdade é que aquele que não recua e nem negocia os valores do Reino, ainda que vá para a fornalha, andará em "liberdade de espírito no Espírito". Os soldados amarraram aqueles três homens, mas a fidelidade os desamarrou daquilo que era humano. Ser fiel te faz andar livremente em ambientes de caos e morte. Seja fiel aos princípios que o céu já te fundamentou e as três dimensões da sua estrutura ( corpo, alma e espírito) receberão poder para caminhar sobre lugares afogueados. Tua fidelidade poderá até ser testada em ambientes desconhecidos e desafiadores, mas o teu Deus te fará governar sobre todos eles!
"E aconteceu que um pedinte cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, estava sentado junto à estrada. Ouvindo dizer que era Jesus de Nazaré, começou a clamar: “Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim." ( Mc 10:46b-47)
Não existe nada mais frágil que nossa voz. Ela é uma vibração que não permanece, que não tem durabilidade, nem sustentação. Nosso timbre não se propaga por muito tempo. É como uma fumaça que logo se esvai. Quando Bartimeu gritou à beira do caminho era praticamente impossível ouvir a sua voz. A multidão cercava Jesus. Imagine centenas de pessoas falando, o Messias envolvido por elas e uma pequena voz à beira do caminho tentando chamar a atenção do Mestre:
"Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim". Quanto mais ele gritava , mais pediam que ele se calasse. Era inútil. Eles acreditavam que o clamor de Bartimeu jamais alcançaria os ouvidos de Jesus. Mas o que eles não sabiam é que Jesus poderia ouvir tanto os sussurros, como as batidas do coração daquele cego. Jesus podia e pode escutar a sua voz quando você clama, e do seu trono pode erguer suas mãos para te socorrer. Basta um balbuciar, um sussurrar, e seja qual for o grito silencioso de socorro, ainda assim seus ouvidos sempre estarão atentos. O Pai não ouve a voz do meu espírito por conta das características da minha fala, mas pela essência de quem eu sou. Seja à beira do caminho, ou em meio à multidão, se eu clamar Ele vem, se eu sussurrar Ele vem, se eu gritar Ele vem. Em qualquer estação e em qualquer lugar, se o meu coração chamar, Jesus irá parar. Ele ouviu e parou para ouvir Bartimeu! O clamor do seu coração, além de ativar milagres, carrega em si, a essência que faz o coração do Pai parar por reconhecer em você a voz de um filho! Nunca foi sobre timbres ou ressonâncias, mas sempre foi sobre a expressão de um filho que aprendeu a dizer: Aba Pai!
"Então me levou à porta, à porta que dá para o oriente." ( Ezequiel 43:1)
"E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, do lado oriental do Éden."( Gn 4:16)
Não há como fugir da presença do Senhor, assim como não existe também a possibilidade de desprezarmos o resultado das nossas colheitas. Caim, filho de Adão, por ciúmes, se lança contra Abel assassinando seu irmão. O pecado estava à porta, mas Caim deveria dominá-lo. Após o assassinato, Caim sai da face do Senhor e habita em Node, ao lado Oriente do Éden. Lado Oriente fala de um lugar profético. Um lugar que em Ezequiel, vai nos apontar para uma porta. Caim voltou e habitou no mesmo lugar em que uma porta oriental estava estabelecida . Uma porta de acesso a vida estava ali, a frente de Caim. A questão é que para acessar essa porta, só havia uma forma, e Caim só poderia passar por ela se trouxesse em suas mãos arrependimento e sangue. A porta sempre foi Jesus. A porta do Oriente, a porta que manifestava a glória, a porta que trazia livramento, a porta que mudava sentenças, mas Caim morre na porta. Sem arrependimento e sem sangue não havia possibilidade de entrada. Quantos hoje estão morrendo na porta. Chegam até Jesus, mas não acessam a sua bondade, não trazem arrependimento e nem carregam pureza em suas mãos. Chegar até a porta não é suficiente. Só encontra alimento, provisão e descanso aqueles que entram por ela. Conhecer e não acessar implica em morte! Caim tinha o acesso disponível, mas preferiu habitar ao lado da Porta e não entrar. Nossas escolhas sempre nos levarão a um destino. Oriente é o caminho que nos redireciona ao propósito original. É voltar ao Jardim! É a segunda chance, é o nascer de novo, é a oportunidade de recomeçar! Então, não pare na porta! Mude sua rota, siga para a promessa, passe pela Porta e seja restaurado pelo poder da Graça.
" Quem julgava Israel nessa época era Débora... Ela costumava sentar-se debaixo da Palmeira ... e os israelitas a procuravam para que ela julgasse suas questões." (Jz 4:4-5 NVT)
Temos vivido dias de muitas informações. Muitas vozes têm se levantado para manifestar opiniões, liberar ensinos, estabelecer fundamentos e através das redes sociais o alcance tem sido significativo. Mas ao mesmo tempo, nunca tivemos uma estação de pessoas tão marcadas pela solidão e por síndromes que vão se avolumando em suas diferentes características. Muitas palavras têm sido lançadas e sabemos o poder dos lábios que falam em autoridade e unção. Mas o céu também tem procurado ouvidos que curam. Mais do que palavras são os ouvidos que podemos oferecer para que o outro confesse sua dor e seja curado. Débora possuía ouvidos que curavam. Ela era uma conselheira, uma juíza em Israel, e debaixo da palmeira de Débora, muitos recebiam um novo destino, um novo propósito, uma nova direção. Os ouvidos de Débora curavam, ressignificavam traumas, dores e histórias de injustiças. Bocas que falam podem até direcionar, mas os ouvidos que escutam tem poder de curar. Em Tiago diz que quando confessamos aos outros nossas limitações somos curados. Quando você ouve, a cura é ativada sobre o coração do outro. Todos os nossos sentidos devem ser usados para um propósito. Que o propósito dos seus ouvidos sejam ativados e eles se tornem promotores de cura sobre aqueles que carregam um espírito angustiado.
" Chegando os filhos de Israel, toda a congregação, ao deserto de Zim,(...) Miriã morreu ali, e ali foi sepultada. E não havia água para a congregação; ..." (Nm 20:1-2)
Miriam era uma mulher que carregava unção. Dentro dela, podemos dizer que fluía a unção das fontes. O caminho das águas se abria pela intensidade da adoração que Miriam carregava. Assim que o povo chegou a Cades, Miriam veio a falecer, e em seguida, o povo começa a sofrer pela ausência de água. A morte de Miriam teve grande influência nesse processo de escassez. Segundo os rabinos, Miriam fez algo que ninguém havia feito. Ninguém havia entregado ao Senhor, até aquele tempo, uma adoração tão extravagante e tão intensa como a de Miriam. Imagine um milhão de mulheres cantando, dançando, celebrando a vitória de Deus sobre seus inimigos na liderança de uma mulher com aproximadamente noventa anos. Uma líder, uma profetiza, uma mulher que saiu dos limites do seu coração para manifestar em público a paixão e a adoração que seu espírito pulsava. Conta-se os rabinos, que enquanto Miriam adorava e influenciava com seu tamborim, seu louvor começou a subir e Deus olhando para ela disse: Enquanto Miriam viver, não vai faltar água durante toda a jornada do povo no deserto. Enquanto ela exaltava o mover do Espírito aniquilando seus inimigos sobre as águas, a honra que ela manifestava veio sobre ela. A unção que você honra, é a que você recebe. As águas que alimentavam o povo tinha uma fonte. A nascente era no trono. Do trono Miriam era abastecida e a partir dela uma fonte era estabelecida. Quando ela morre, a água acaba imediatamente. Agora Israel terá que adorar novamente para atrair o favor de Deus. Em Números 21:16-18, o povo chega a Beer, o poço que Deus havia dito a Moisés. A diferença é que agora seus príncipes precisarão cavar, e o povo precisa adorar como Miriam para as águas brotarem outra vez. E eles cantam: Brota, oh poço! Cantai dele! E enquanto os ministros cavavam, pela adoração do povo, as águas voltaram a brotar. Quando você se move em adoração, a terra seca começa a responder com vida. Foi pela "Be'er Miriam", pela fonte de Miriam, que o povo hebreu conseguiu permanecer. Você precisa manifestar o que carrega para que as águas de Deus venham fluir sobre a terra seca. A unção que o Espírito depositou em você tem poder de sustentação. Suas águas podem sustentar uma geração sedenta! Você é fonte, e quando você estiver disposto a explodir de dentro para fora as águas que você represa, o céu também estará pronto para liberar sobre tua geração uma sequência de milagres! Manifeste, influencie e receba de Deus chaves que abrirão as comportas das águas!
"Mas sempre retornava a Ramá, onde estava sua residência; dali ele governava sua cidade e toda a nação de Israel como juiz e líder. E foi em Ramá que Samuel construiu um altar em honra ao Nome de Yahweh, o SENHOR." ( I Sm 7:17)
Em toda Palavra nós encontramos homens com características marcantes. Homens dotados de sabedoria, homens capacitados em força, homens instruídos nos dons espirituais, mas a maior virtude de um coração não está nos valores adquiridos, mas sim na essência do seu espírito. A essência e a sede de Samuel estavam no altar do Senhor. Estava no lugar da Presença. Estava num ambiente que havia o movimento do fogo. Samuel se movia para onde Deus mandava, mas ele sempre voltava a Ramá, para sua casa, para o lugar aonde ele havia construído um altar. Samuel construiu um altar em sua casa, em sua intimidade, em sua rotina diária. E por mais encantador que fosse o propósito, era para o altar que ele sempre retornava. A alegria de voltar para casa tinha uma essência especial. Não era apenas a proposta de um descanso físico, mas era a saudade de estar a sós com o Pai. O propósito te move, mas é o altar que te fundamenta. O propósito é visto por uma nação, mas o que você constrói pra Deus em seu secreto só é visto pelo Trono. Um altar em casa fala de SER. De ser primeiro um adorador, um intercessor num ambiente em que não preciso fingir. A essência sempre será de dentro pra fora. Era de dentro que Samuel julgava e governava todo Israel . Altar traz governo. As virtudes que eu manifesto no meio da minha família irão me empoderar para cumprir o propósito e estabelecer o Reino. Propósito é algo que está escrito no céu. Chamado é algo que eu estabeleço aqui na Terra por conta do propósito. Quem carrega a essência do altar cumpre o propósito e é ativado em seu chamado primeiro em sua Jerusalém, primeiro no meio dos seus. Não construa uma casa vazia, edifique um altar. Casa que tem altar tem fogo, tem resposta e o céu fundamenta ali a cultura do Espírito! Construa sua vida sobre o altar, e de dentro para fora, manifeste a Presença que te apaixona.
"Plante de manhã a sua semente, ... pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas." (Ec 11:6)
Somos portadores de sementes. Nossas sementes refletem a essência do nosso espírito. Algumas sementes em nosso mundo físico são contaminadas em sua estrutura por agrotóxicos. Para termos um fruto puro é necessário escolhermos uma semente que chamamos de orgânica. Essa sim é uma semente separada e seu fruto será íntegro em sua essência e em sua estrutura. Se para termos um fruto puro é preciso separarmos boas sementes, para uma colheita no espírito também será necessário semear o que é íntegro. O que eu semeio não pode ser contaminado com intenções ou motivações de recompensa ou troca. Semear esperando a gratidão ou o reconhecimento do outro contamina a essência da semente. A disposição de semear deve ser uma manifestação espontânea do espírito, independente do tempo da frutificação. Enquanto eu estiver aprisionada a manifestação de gratidão de um filho, ao elogio de um cônjuge ou a recompensa daquele que fiz algum bem, eu nunca serei livre para liberar o que guardo em meu espírito. Eu irei reter, irei guardar e tudo que o céu depositou em mim para um propósito será abortado. O Pai te capacitou e depositou em seu espírito sementes, unção e vida que precisam ser lançadas em terras estéreis. Se você receber gratidão pelo que semeou, celebre, mas não coloque o reconhecimento do outro como condição para a sua semeadura. Geografias espirituais podem ser modificadas mediante as sementes que você estiver disposto a semear. Um ambiente estéril pode se tornar frutífero e depende de nós a transformação desses ambientes. Por isso, gere novas colheitas lançando com pureza as sementes que o céu depositou em você! Suas sementes sempre serão pequenas, mas se você lançar, o cheiro das águas promoverá sobre elas o crescimento e a ativação de novos frutos!
"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará." ( Sl 91:1)
Desde o ventre nós somos alimentados. Esse é o ciclo da vida. Tanto nosso crescimento, como nosso desenvolvimento, dependem dos nutrientes vitamínicos que nosso corpo absorve e sem eles não haveria vitalidade. E tanto no ventre, como na fase de um recém-nascido, a mãe exerce um papel vital nessa nutrição.
Assim acontece com nosso espírito. Ele também precisa ser alimentado e conectado ao Pai. Descansar à sombra do Todo Poderoso é descansar à sombra do El Shaddai. No hebraico, El é traduzido como Deus, e Shaddai vem da raiz "shad" que quer dizer "aquele que sustenta, que nutre, que satisfaz mais do que suficiente". Isso é descansar à sombra do El Shaddai. É ser sustentado por um Deus que nutre teu espírito, tua alma e teu corpo de forma mais do que suficiente. El Shaddai nunca irá te alimentar com limitações ou com porções regradas. Ele não te priva de um cardápio farto. O Pai não coloca recurso e providência à sua mesa de forma escassa, mas Ele tem alimento MAIS DO QUE SUFICIENTE para te fazer desenvolver e crescer. O fortalecimento do teu espírito só será possível se você se alimentar da essência do Pai. O alimento determina tua força, assim como a satisfação determina o teu descanso. Se você estiver satisfeito em Deus, seu espírito não conhecerá a ansiedade ou a escassez, mas desfrutará de um ambiente de descanso à sombra de suas asas. Mais do que suficiente é a porção de um Pai que tem prazer em te abençoar e fazer infinitamente mais do que você espera ou pensa.
"Samuel, porém, respondeu: (...) A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros." (ISm 15:22)
A obediência é um princípio que rasga o céu e ativa a ação do Espírito sobre a nossa história. É um princípio ligado a renúncia e por isso parece ser tão difícil de cumprir. Para viúva de Sarepta, obedecer custaria sua provisão. Para Pedro, sua vida nas águas. Para Abraão, seu único filho. Os níveis de obediência refletem os níveis de renúncia. Esses níveis de renúncia são chaves que destravam o invisível. Isso acontece porque as bases da renúncia estão ligadas diretamente a fé Naquele que prometeu. A esposa que oferta seu silêncio como renúncia tem o privilégio de ver a vida do seu esposo florescer no Espírito. Muitas vezes ofertar o silêncio irá superar os limites do natural. Demonstrar amor em atitudes e não em palavras é algo desafiador! O silêncio é uma ferramenta que restaura. É um processo de obediência que libera a promessa de vida sobre o outro. Quem obedece um princípio da Palavra colhe seus frutos. Renunciar, dói. Silenciar, dói. Não se ofender, dói. Abrir mão do direito, dói, mas a Palavra de Deus se cumpre sempre!! A obediência torna o cumprimento da promessa infalível !! Aquilo que te custa é matéria prima para Deus agir! A obediência a Deus e o cumprimento da renúncia são chaves que te libertarão e estabelecerão a ativação da promessa
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