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"Ele perguntou: "Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?" ( Lc 2:49)
A igreja tem passado por muitos desafios. O conceito "Igreja" tem perdido sua essência . A dúvida entre ser igreja e a igreja física tem sido um ponto de muitos questionamentos, e até a frequência ativa, as celebrações têm sido entendidas como religiosidade. Mas a instituição em si não aborta o propósito. O físico não exclui a essência. A Casa do Pai se chama Igreja. Jesus havia se perdido e quando Maria o encontra, Ele lhe responde: porque vocês estão me procurando? Não sabiam que eu devia estar na Casa do meu Pai? Jesus estava se referindo tanto ao ambiente espiritual quanto ao lugar físico. Era um templo, eram paredes, mas era ali que corações se reuniam para celebrar. Eram paredes, mas era ali que havia liberação de incenso, cura, provisão. No contexto físico, o templo era frequentado por líderes leais, mas também por fariseus. Era frequentado por filhos de Abraão, mas também por incrédulos, porém nada disso ofuscava o propósito e autoridade que a Casa do Pai tinha. Não importa se havia mestres da lei, costumes ou até motivações deturpadas pelos líderes que frequentavam ali, ainda assim era a Casa do Pai. Jesus disse: É a Casa do meu Pai, e é nesse lugar que eu quero estar. É nesse lugar que eu quero me perder. Davi disse que mais valia um dia na Tua Casa que mil dias longe dela. O Pai se manifesta na junção e na celebração de seus filhos. Ele é glorificado, adorado, engrandecido e seu óleo precioso escorre sobre aqueles que entendem o propósito de sua Casa. É na reunião dos santos que o Reino é estabelecido. Não importa se alguns se movem de forma irreverente, o meu desejo é continuar escondido e "perdido" na casa do meu Pai. Se permanecer nessa Casa for entendido como religiosidade ou fanatismo, ainda assim, meu coração continuará atraído pelos teus altares. Que eu me perca todos os dias na Tua Casa e Nela eu venha florescer manifestando a essência da tua glória.
"Então abandonaram o templo do Senhor,(...) e prestaram culto aos postes sagrados e aos ídolos. Então o Espírito de Deus apoderou-se de Zacarias,(...)e disse: ‘Por que vocês desobedecem aos mandamentos do Senhor? Vocês não prosperarão. Já que abandonaram o Senhor, Ele os abandonará’ ".( 2 Cr 24:18;20)
Os líderes do povo se prostraram diante do conselho do rei Joás e desprezaram a aliança que tinham com o Rei de Israel. Eles priorizaram se dobrar à voz de um trono fundamentado em iniquidades. A voz que te faz ajoelhar determina tua prosperidade. A voz que te move definirá a benção ou a miséria sobre tua descendência. O Trono que você dedica tempo e investe atenção é o mesmo que pode impedir ou atrair a bênção de Deus sobre tua história. Tronos exercem influência, dão direção e definem decretos. Zacarias denunciou que a reverência aos postes ídolos e aos tronos idólatras levariam Israel a miséria. Sua prosperidade está ligada ao Trono que te governa. A obediência ao Senhor é a condição que movimenta as nuvens do favor sobre teu arraial. Os líderes de Israel preferiram desviar o coração. Decidiram trocar o governo do Espírito pelo governo profano de Joás. No governo das trevas, a miséria é a primeira ativação de destruição. Toda miséria se instala quando eu expulso o Espírito Santo das minhas prioridades e passo a obedecer a voz de um altar contrário aos propósitos do céu. Os conselhos do rei Joás contaminaram a essência dos líderes e roubaram o cumprimento das promessas sobre os filhos. Uma voz desviada destrói destinos.
Obedeça apenas a voz do Espírito e a prosperidade repousará sobre tuas sementes!
"Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte." ( Rm 8:2)
Governo é um sistema de leis que regem a cultura, os hábitos e os parâmetros sociais de um povo. São fundamentos que funcionam como limitadores. Assim também é o governo do Espírito. As leis e os parâmetros do céu quando são estabelecidos se tornam verdades que nos levam a uma transformação de caráter. Essas leis limitam o meu EU e fazem com que minha velha natureza seja cativa ao comando de Cristo. As leis do Espírito são completamente opostas à nossa realidade. José tinha todos os motivos para se mover debaixo das suas leis, debaixo das suas justificativas e debaixo das suas cicatrizes, porém ele decidiu andar debaixo da lei do Espírito. Ele rompeu consigo mesmo e determinou ser fiel ao perdão, a implantação da graça e a manifestação da honra. Ele só tinha um sonho, mas um sonho que conectava sua história ao propósito do Pai. Um sonho que confirmava o propósito da sua essência. Era tudo que ele tinha. Era tudo que ele carregava. A decisão de José em cumprir as leis do Espírito trouxeram sobre ele a ativação das promessas, a glorificação que vem mediante a obediência e a experiência de conhecer o Deus dos sonhos. As leis do céu fazem assim comigo e com você. Elas revelam o caráter de Deus. Eu posso me mover pelos meus impulsos e pelas minhas leis, mas eu nunca irei viver a vida do Filho e nem os sonhos que uma renúncia provoca. Ser governado é permitir que alguém elabore leis ao meu respeito. E desde a eternidade, essas leis já foram escritas pelo Criador. Eu preciso me mover debaixo desse governo, e as renúncias do meu coração serão como uma ponte que tornarão verdade todos os sonhos que Deus escreveu para mim!
"O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações...E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido..." ( Rm 4:18-19a)
Abraão possuía uma promessa. O céu aguardava o tempo certo para estabelecer em Sara o que estava no coração do Pai desde a eternidade. Tanto Sara quanto Abraão precisariam entender o que seria viver na dimensão Kairós. O que seria viver numa dimensão totalmente contrária aquilo que eles viam . Um ambiente em que o tempo cronos não dita seus parâmetros. O que acontece nessa dimensão só se movimenta por um gatilho: o haja de Deus. Essa dimensão nos ensina na esperança, a crermos contra a esperança. Paulo cita a palavra esperança duas vezes. A primeira é humana, é natural. A segunda é uma esperança espiritual ativada pela fé. A esperança natural depende de fatos para permanecer. Depende do que se vê. Já a espiritual se move pelo que se crê. Ela não se baseia na realidade. Ela se move pelo que não existe. A primeira é finita e o tempo afeta a sua duração. A segunda é imutável, e o tempo não altera sua essência porque ela é baseada na fidelidade de Deus, e quando Ele determina, não importa o caos, haverá luz. Ainda que a esperança natural acabe, a espiritual ainda assim, crê contra a esperança. Não é fácil caminharmos debaixo dessa dimensão porque a esperança natural, em todo o tempo, vai exigir explicações e vai questionar a veracidade da promessa. A finalidade da esperança natural, quando ela acaba, é determinar que você é órfão e que os céus não se lembram mais da sua história. Abraão precisou crer contra a esperança. A fé não existe para você conseguir "coisas". A fé existe para fazer você permanecer no propósito e entender que vai viver o melhor de Deus ainda que seus olhos não enxerguem mais. Ela existe para que você não desista do que foi escrito a teu respeito. A dimensão Kairós é uma dimensão de filhos que permanecem, de filhos que não andam em temor. O Pai sempre será Bom, e o tempo não ditará o cumprimento daquilo que eu irei viver Nele. Eu vou viver o Kairós de Deus e se for preciso eu vou crer contra a esperança. Minha promessa não se cumpre pela ação do tempo. Ela se cumpre pela fidelidade do Seu caráter.
" E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados." ( At 2:2)
O sopro do vento faz um barco à vela se mover sobre as águas, faz uma brasa quase apagada voltar a queimar, faz uma águia ter equilíbrio sobre seu voo, e para cada receptor sua ação é diferenciada. O vento é o mesmo, mas seu efeito é alterado de acordo com a estrutura que ele atua. O vento é o mesmo, mas o propósito sobre o barco, a brasa e a águia são diferentes. Para o barco ele é o agente impulsionador, para a brasa ele é o agente restaurador, para águia ele é o agente sustentador. Assim é o vento do Espírito sobre nossas vidas. Ele irá se mover de acordo com a nossa estrutura e irá cumprir um propósito diferenciado em nós. Ele me faz navegar quando eu penso em parar. Me faz queimar quando penso em me conformar. Me faz olhar para o alto quando penso em recuar. É o mesmo Espírito, mas sua função se move sobre as minhas diferentes limitações. Na verdade, o que o Espírito Santo deseja é reativar nossa essência e reavivar pelo seu sopro a continuidade do propósito. Nossas estruturas não conseguem manter seus potenciais em si mesmas se não for pelo sopro do Espírito.
Em Atos 2, os discípulos pensaram em parar e se trancaram no cenáculo. Manifestavam uma estrutura de medo. Mas, o vento do Espírito soprou, ativou novamente a essência do propósito e eles foram incendiados pelo seu fogo . Não importa a minha limitação! O vento do Espírito é suficiente para restaurar, impulsionar e sustentar em mim uma nova estrutura para sua glória. Nele eu posso caminhar, voar e queimar todos os dias, como se fosse a primeira vez.
" Ele disse: "Esta é a Perversidade"...Perguntei ao anjo: Para onde estão levando a vasilha? Ele respondeu: "Para a Babilônia, onde vão construir um santuário para ela. Quando ficar pronto, a vasilha será colocada lá, em seu pedestal".( Zc 5:8;10-11)
Desde o Éden o Reino das trevas tem lutado para ser estabelecido. O inferno e seus anjos têm sedimentado raízes no coração do homem. O inimigo sugere a destruição, mas é o homem que efetiva o pecado. Quando a semente do pecado frutifica, a iniquidade se torna algo vivo. Se torna uma voz que aponta a direção e passa a exercer comando sobre as nossas reações, decisões e intenções. Zacarias enxergou numa visão, uma panela com tampa de chumbo e um anjo que empurrava para dentro dela uma mulher chamada "PERVERSIDADE". Essa panela foi levada para Babilônia para ser colocada em um santuário, num altar, em um pedestal. Isso me ensina que a perversidade dentro do coração do homem, não se limita só a ele, mas o propósito dela é alcançar um trono. É ser estabelecida sobre uma geração. A iniquidade que permanecer em meu coração sem que eu me arrependa e sem que haja remissão, encontrará em mim um santuário. Encontrará em meu espírito um lugar de governo e de lá começará a ditar uma nova cultura. Ela irá reinar sobre a minha essência, e eu me tornarei um instrumento ativo para que ela seja estabelecida aonde eu exercer influência. Que a perversidade e a iniquidade não encontre um santuário, e nem um pedestal em meu coração. Que no meu espírito reine a santidade do Pai, e por ela, minha geração seja afetada para um nível maior de acesso ao Trono de Deus. Que haja a preservação da renúncia, a negação do profano, e de mim, um exército seja levantado com a essência de Cristo, tanto para destronar o que é Perverso como para manifestar um governo em verdade. No meu santuário, o pedestal sempre será a cruz vazia e o Trono sempre será ocupado pelo Cristo que venceu.
'Por meu poder fortalecerei meu povo, e, pela autoridade de meu nome, viverão. Eu, o Senhor, falei!” (Zc 10:12 NVT)
Não existe nada mais determinante que uma sentença! Um julgamento quando chega ao fim precisa manifestar um veredicto. Uma vez que o juiz declara a sentença nada mais pode ser feito a não ser a execução. Zacarias como profeta daquela geração tornou claro o veredicto de Deus sobre o povo. Por Si mesmo, pelo Seu poder e por Seu nome, toda a força que Israel precisaria seria liberada diretamente do Deus invencível. A unção de fortaleza não viria do seu exército, nem das suas armas, tampouco das suas estruturas, mas viria de uma das emanações do Pai. Guevurah, segundo os rabinos, é uma das dez ramificações da Árvore da Vida. Ela aponta para a Força que emana do Pai em nós. Assim como temos dez dedos, assim seriam as ramificações de Deus em nós. Deus determinou que por seu poder receberíamos força, receberíamos guevurah, e pela autoridade do seu nome viveríamos. Como lemos na Palavra, Ele diz: EU,O SENHOR, FALEI.
Eu, o Senhor decretei a sentença. Eu, o Senhor, pronunciei o veredicto. A partir de agora, só haverá a execução. Então, sobre teu espírito não haverá mais falência de vida, não haverá mais ausência de poder, não haverá mais ausência de milagres. Esse é o veredicto do céu sobre a tua história. A força que emana do Pai irá te empoderar para romper falências e subjugar estações de sequidão e infertilidade.
" Disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?" (Gn 18:17-18)
Todos nós desejamos uma aproximação maior de Deus. Estar com Ele é algo tão fascinante que não percebemos o tempo passar. Abraão foi chamado de amigo de Deus,e era tão intensa essa amizade que o Senhor declarou: " Ocultarei Eu algo a Abraão?" O Deus soberano, pela amizade que havia sido estabelecida entre Ele e Abraão, determinou que não faria nada sem que Abraão soubesse. A soberania de Deus se alinhou ao amor de uma amizade. A intimidade que construíram juntos levou Deus a compartilhar com um ser finito as intenções dos seus propósitos, a paixão de seus sonhos e a correção que também atribuiria aos homens daquela geração. Abraão era amigo, e na dimensão de amigo Deus procura intercessores. Amigos intercedem, sofrem riscos. Abraão era amigo de Deus e arriscou sua vida numa negociação pela vida de Ló. Havia uma brecha no coração de Deus, e esse espaço seria ocupado por aquele que compartilhasse da mesma essência que havia em seu coração. Um intercessor carrega um coração cheio de compaixão, de graça e de misericórdia. Um intercessor reconhece que deve ser aplicada a justiça pelo pecado, mas ainda assim ele clama, ele chora, ele intervém pelo livramento e pelo efeito da graça até o último instante. Ló foi poupado e seu destino foi alterado devido a manifestação de um intercessor. Intercessores alteram sentenças, mudam o coração do Pai e revogam juízos pré- determinados pelo céu. Acesse a Deus na dimensão de Amigo e se coloque na brecha para mudar o destino de uma geração que foi condenada.
"E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e tornozelos se firmaram." (At 3: 6-7)
Pedro era um dos discípulos íntimos de Jesus. Ele viu Jesus tocar muitas pessoas. Pedro via outros sendo tocados, mas Jesus separou uma noite para tocá-lo de uma forma especial. Eles estavam no barco, um ambiente comum aos discípulos, mas o barco estava sendo açoitado pelas ondas e pelo vento forte. Mesmo experientes, todos sentiram o desespero e o medo tomar conta. Na alta vigília da noite, Jesus aparece sobre as águas, e Pedro sai do barco indo ao seu encontro. Durante o trajeto, Pedro começa a afundar, e Jesus o toma pela mão trazendo-o para a superfície. Ali a fé abalável de Pedro é transformada e fundamentada pelo toque da mão de Jesus.
Agora, Pedro está com João na porta do templo. Eles se deparam com alguém paralisado. Com alguém que carrega uma perspectiva e uma fé totalmente abaladas. Então, a mesma mão que segurou Jesus, agora está em pé e se torna uma extensão do braço de Jesus para trazer aquele coxo para um nível mais alto.
A mão resgatada, agora é a mão que opera o milagre pelo poder do Espírito. A estrutura terrena de Pedro foi trocada quando ele afunda e é resgatado pela mão do Mestre.
Estenda a tua mão e seja puxado pelo Espírito a um nível maior de confiança. Quem te transforma também te faz transformador de destinos e modificador de ambientes.
"Em Damasco havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: "Ananias! " "Eis-me aqui, Senhor", respondeu ele. ( At 9:10)
Damasco era um lugar de homens que conheciam ao Senhor. Não só conheciam como viam sua glória. Quem vê o Senhor tem governo para ativar visões fechadas. Aquele que avista os céus e enxerga o Pai recebe autoridade de envio, autoridade para se mover na mesma unção que é derramada sobre ele. Ananias era um homem cheio do Espírito Santo, além de ser um amigo que o Senhor poderia chamar a qualquer hora. Ele estava sempre atento as manifestações liberadas do Trono. Deus o conhecia e o chamou pelo nome. Mas a questão no contexto não estava em Deus chamar, mas sim em quem poderia ouvi-lo pelo Espírito. Quem estaria conectado o suficiente para parar, ouvir seu nome e depois responder. Em uma visão, Deus chama Ananias e ele reage imediatamente. Ele vê, ouve e oferta ao Pai sua atenção. Quem vê o Trono é chamado e conectado a um propósito instantaneamente. Ele não era alguém de renome, era apenas um discípulo. Um discípulo que via, ouvia e respondia às necessidades do Pai. O céu precisa de alguém assim. Alguém que veja e responda. Alguém que interaja com seus propósitos. Ananias vê Deus em uma visão e é enviado a uma Rua chamada Direita, para impor as mãos sobre um homem chamado Saulo a fim de que ele voltasse a enxergar. Quem vê a Deus pode ativar outras visões. Agora, Ananias liberava sobre Saulo a mesma unção que o envolvia. Como ele via o Pai, via o sobrenatural, agora ele ativa a visão de Saulo e faz cair as escamas da sua cegueira. Sobre Saulo é liberado o mesmo Espírito que interagia e envolvia Ananias em sua rotina diária. O espírito que te envolve é o mesmo que você manifesta. O espírito que se relaciona contigo é o mesmo que você libera. A unção que você recebe é a mesma que você reparte. Por isso, seja cheio do Espírito Santo e o céu irá encontrar em você um restaurador de visões e um ativador de propósitos.
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