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" Não é esse o problema. Mas um homem chamado Seba, filho de Bicri, dos montes de Efraim, rebelou-se contra o rei Davi. Entreguem-me esse homem, e iremos embora". A mulher disse a Joabe: "A cabeça dele te será jogada do alto da muralha" (2 Sm 20:21)
Davi estava retornando para Jerusalém, e Seba se rebelou contra o rei dividindo a opinião das tribos de Israel. Seba seguiu e se escondeu em Abel Bete Maaca, uma cidade que era conhecida como a cidade dos sábios. Ela era chamada "cidade mãe" porque segundo os rabinos, todos nessa cidade carregavam a sabedoria, e até uma criança seria capaz de instruir qualquer uma das tribos de Israel se precisasse. E foi nessa cidade que Seba se escondeu fazendo com que Joabe viesse com seu exército para destruí-la. Quando um rebelde acessa nossa cidade, ele atrairá guerra para o nosso arraial, e muitas vezes, seremos atingidos por sermos omissos e não termos discernimento para romper. Joabe destruiria a cidade dos sábios se uma mulher não intervisse. Não era tempo de aliança, não era tempo de orar, era tempo de romper e eliminar aquele que carregava a rebelião. Com rebelde obstinado não existe tempo de oração. A mulher tomou conselho com o povo e a cabeça de Seba foi jogada para fora da cidade pelo alto da muralha. O governo de um rebelde não prevalece quando a igreja se posiciona. Essa mulher simbolizava a igreja, e através dela a cabeça, o governo de Seba é arrancado. O rei não tinha parte com rebeldes, assim como sábios também não andam em alianças com aqueles que promovem divisão, não desenvolvem amizades, não comem a mesa e não mantém conversas. A sabedoria destrona a rebelião e elimina a divisão. Para que minha cidade permaneça de pé eu preciso me posicionar, discernindo que todo rebelde me trará guerras. Que meu arraial desfrute de paz e que a sabedoria governe dentro dos meus muros. Ser sábio é se posicionar em favor de um propósito do Reino e permanecer em lealdade diante de qualquer influência.
O homem de Deus foi ao rei de Israel e lhe disse: “Assim diz o Senhor: ‘Os sírios pensam que o Senhor é um deus dos montes, e não das planícies. Por isso, entregarei todo o enorme exército sírio em suas mãos. Então vocês saberão que eu sou o Senhor’”.
(1Rs 20:28 NVT )
Sempre foi desafiador para Israel manter-se fiel ao Senhor. A tentação de adorar outros deuses era algo que perseguia o povo escolhido de Deus. Para os outros povos, havia um deus para cada esfera da natureza, e quanto mais deuses, mais poderosos seriam. Em contrapartida, Israel em sua fidelidade pregava que havia apenas um só Deus. Ele era invisível, mas não estava morto. Não possuía uma imagem que o definisse, mas era fiel àqueles que o invocavam. Os sírios se levantaram achando que o Deus de Israel era apenas deus dos montes e não dos vales, e que assim, se eles lutassem nas planícies venceriam e subjugariam Israel. Mal eles sabiam que o Deus de Israel era Único, Suficiente e Senhor de toda Terra. Era uma guerra de altares. Deus não se move pelo presente, passado ou futuro. Ele se move pela eternidade. Se em meu altar Ele for o Primeiro, eu viverei o que está escrito em meu livro. Os montes ou vales serão apenas geografias escolhidas pelo Pai, lugares em que Ele me entregará exércitos e será glorificado como Senhor.
"Nabote, contudo, respondeu: "O SENHOR me livre de dar a ti a herança dos meus pais! "
(I Re 21:3)
Acabe era rei em Israel. Ele foi o responsável por permitir que a nação se desviasse dos propósitos de Deus. Jezabel, sua mulher, implantou a perversão e a adoração a outros deuses e não havia limites para sua loucura. Nabote tinha uma vinha que ficava próximo ao palácio, mas ela estava ali há anos. Por qual motivo agora a vinha de Nabote havia chamado a atenção do rei? Segundo os rabinos, Nabote possuía uma voz invejável. Ele cantava e sua voz se destacava em todas as festas do palácio. Mas um dia Nabote se cansou e determinou em seu coração não cantar mais para o rei. E foi exatamente nesse contexto que Acabe começa a invejar a sua vinha, ao ponto de ficar amargurado por não possuir. Acabe fez três propostas a Nabote: vender, dar ou trocar a vinha de sua família. Mas Nabote se nega, e Jezabel, num plano perverso contra ele, levanta homens de Belial para o caluniar e assim matá-lo ( I Re 21:10). Nabote, além de perder sua vinha morre pela ação dos filhos de Belial. Quando paramos de cantar ou de servir ao rei, o inimigo encontra em nossa decisão a chance de roubar a nossa herança e matar o nosso fôlego de vida. O serviço e a adoração das nossas mãos são como os sacrifícios da tarde. São agradáveis ao Pai e nos dão cobertura. Quando Arão estava para morrer, Deus mandou ele subir ao alto do monte Hor e Moisés tirar as suas roupas sacerdotais. As roupas funcionavam como uma cobertura e a morte não tocaria em Arão enquanto ele estivesse vestido. Nabote cansou de cantar para o rei. Desistiu de celebrar, e os filhos de Belial se levantaram para o matar. Permaneça vestido com as roupas da adoração e da santidade. Em nenhum momento desista de cantar para o Rei e de celebrar o seu amor. A sua adoração protegerá sua vinha e manterá o sopro de Vida ativo sobre teu espírito!
"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha." ( Mt 7:24)
Falar de profundidade é falar de despertamento, principalmente se o contexto for espiritual. Ninguém se predispõe a cavar ou a atingir níveis de profundidade em Deus senão for despertado por uma consciência do Espírito. Se não for ferido pelo princípio da fome e sede de justiça. No Reino, quanto mais profundidade, menos aparência pessoal. Quanto mais descemos, mais o Senhor edifica sobre nós o seu propósito. Eu desço e o céu estabelece. Eu me aprofundo e o céu constrói em mim. Quando falamos de duas casas construídas, uma na areia e outra na rocha, pensamos em dois ambientes. Exatamente assim: uma na areia e outra construída numa grande pedra. Mas aprendi essa semana que não foi isso que Jesus tentou nos ensinar nessa parábola. São duas casas. As duas construídas na areia, porém uma firmou seu alicerce na superfície. Outra cavou, cavou, e desceu até encontrar na profundidade um terreno seguro para lançar seus alicerces. As duas estavam na areia, mas uma desceu até encontrar um nível seguro, uma rocha, para firmar as estacas da sua fundação. O ambiente era um só, as casas eram iguais, mas a estrutura diante das tempestades era diferente. Uma permaneceu de pé, a outra desabou. O resultado das tempestades vai refletir o nível de profundidade que uma casa está fundamentada. Somos casa e estamos no mesmo ambiente em Cristo. Mas o que vai definir, se a minha casa ou a sua irá desabar, será o nível de profundidade que cavarmos em Deus. Os níveis diferentes de profundidade definirão a permanência do meu propósito e o nível da minha intensidade no Espírito! Não importa a velocidade do vento, ou a impetuosidade das chuvas, na profundidade do Espírito eu serei construída e farei da Rocha o fundamento do meu descanso!
"Mas sempre retornava a Ramá, onde estava sua residência; dali ele governava sua cidade e toda a nação de Israel como juiz e líder. E foi em Ramá que Samuel construiu um altar em honra ao Nome de Yahweh, o SENHOR." ( I Sm 7:17)
Em toda Palavra nós encontramos homens com características marcantes. Homens dotados de sabedoria, homens capacitados em força, homens instruídos nos dons espirituais, mas a maior virtude de um coração não está nos valores adquiridos, mas sim na essência do seu espírito. A essência e a sede de Samuel estavam no altar do Senhor. Estava no lugar da Presença. Estava num ambiente que havia o movimento do fogo. Samuel se movia para onde Deus mandava, mas ele sempre voltava a Ramá, para sua casa, para o lugar aonde ele havia construído um altar. Samuel construiu um altar em sua casa, em sua intimidade, em sua rotina diária. E por mais encantador que fosse o propósito, era para o altar que ele sempre retornava. A alegria de voltar para casa tinha uma essência especial. Não era apenas a proposta de um descanso físico, mas era a saudade de estar a sós com o Pai. O propósito te move, mas é o altar que te fundamenta. O propósito é visto por uma nação, mas o que você constrói pra Deus em seu secreto só é visto pelo Trono. Um altar em casa fala de SER. De ser primeiro um adorador, um intercessor num ambiente em que não preciso fingir. A essência sempre será de dentro pra fora. Era de dentro que Samuel julgava e governava todo Israel . Altar traz governo. As virtudes que eu manifesto no meio da minha família irão me empoderar para cumprir o propósito e estabelecer o Reino. Propósito é algo que está escrito no céu. Chamado é algo que eu estabeleço aqui na Terra por conta do propósito. Quem carrega a essência do altar cumpre o propósito e é ativado em seu chamado primeiro em sua Jerusalém, primeiro no meio dos seus. Não construa uma casa vazia, edifique um altar. Casa que tem altar tem fogo, tem resposta e o céu fundamenta ali a cultura do Espírito! Construa sua vida sobre o altar, e de dentro para fora, manifeste a Presença que te apaixona.
" Por isso correu Davi, e pôs-se em pé sobre o filisteu, e tomou a sua espada, e tirou-a da bainha, e o matou, e lhe cortou com ela a cabeça; vendo então os filisteus, que o seu herói era morto, fugiram".
( I Sm 17:51)
Durante toda a história de Israel, inimigos se levantaram para impedir o avanço do povo na conquista de suas terras. Um desses povos eram os chamados filisteus, e em seu auge, o exército filisteu era o mais poderoso de Canaã. Eles dominavam o ofício de produzir armas com metais e os gigantes também eram contados entre seus soldados. Os filisteus eram considerados os piores inimigos dos israelitas e os ataques ao povo escolhido de Deus eram frequentes. Se tornaram inimigos "domésticos", inimigos que ora eram derrotados, ora eram vitoriosos. O tempo ia passando e Israel continuava permissivo aos ataques desse inimigo. Na primeira peleja, os filisteus já poderiam ter sido derrotados por Israel de uma vez, mas a desobediência do povo fortalecia o inimigo, e saqueados, Israel mais uma vez era envergonhado. Minha desobediência fortalece meus inimigos e minhas colheitas são saqueadas quando deixo de viver os propósitos do céu. Posso conviver com meus inimigos domésticos, ou posso atrair meu Deus para a guerra através da minha essência em submissão. Enquanto Israel era fiel nenhum alfinete sequer era roubado de seu arraial. Nenhum inimigo avançava sobre suas fronteiras. Se houvesse um confronto, Deus os massacrava e fazia com que fugissem da face do povo. A minha fidelidade é uma posição que ativa o movimento da mão de Deus em meu favor. Não caminhe com inimigos domésticos, mas persiga a cada um, na força do Senhor, até os alcançar, os destruir e os atravessar. Quando somos fiéis, o próprio Deus nos habilita de uma unção fresca para derrotar gigantes! A fidelidade é chave que preserva minhas colheitas e conserva em paz a estrutura das minhas tendas.
"Mas buscou o Deus de seu pai e obedeceu aos seus mandamentos, e não imitou as práticas de Israel. O Senhor firmou o reino de Josafá, e todo o Judá lhe trazia presentes, de maneira que teve grande riqueza e honra.( 2 Cr 17:4-5)
Viver o que o céu escreveu ao meu respeito é algo desafiador. Primeiro eu preciso desejar, depois estar disponível e em seguida permanecer na visão pré estabelecida. Minhas decisões sempre serão sementes que liberarão novos brotos sobre meu futuro, e permanecer naquilo que o Pai sonhou pra mim é algo a ser escolhido todas as manhãs. Josafá era filho de Asa, um rei que havia seguido os parâmetros do céu. Mas agora era a vez de Josafá reinar, e sobre ele estava a escolha de viver o que estava escrito no céu ao seu respeito, ou construir seu governo baseado em si mesmo. Decisões baseadas em nós mesmos frutificam obras naturais, mas decisões baseadas na obediência a Deus frutificam proezas. Frutos sobrenaturais nascem de decisões pautadas também num ambiente sobrenatural. Nascem de decisões governadas pelo céu. Nascem de escolhas fundamentadas no invisível, naquilo que só o espírito entende. Josafá escolheu permanecer na cultura do céu e por conta dessa escolha a Palavra diz que Deus ESTAVA COM ELE. Quem decide viver debaixo do governo do Espírito caminha com o próprio Deus. O próprio Deus desce para caminhar junto daquele que escolhe Suas escolhas. Pela obediência Deus firmou o reino e o trono de Josafá e lhe abençoou com presentes; com riqueza e honra. Quem obedece recebe presentes!! Obedecer faz minha casa ser firmada em honra. Faz meus pés permanecerem firmes. Faz meus projetos serem estabelecidos e tanto a riqueza quanto a honra passam a ser presentes naturais dados por Deus a um coração fiel. Decida segundo as leis do Espírito, permaneça fiel ao propósito que o céu sonhou para você e o Senhor firmará o governo das tuas mãos.
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