Por mais de trinta anos, o artista Cagliari, Arnaldo Pontis, conta um caminho criativo que combina tecnologia e experimentação sonora com cinema e vanguardas artísticas
A entrevista com Arnaldo Pontis É uma jornada por mais de trinta anos de experimentação artística entre música eletrônica, poesia, vídeo e tecnologia. Treinando o cientista da computação e músico por vocação, o artista de Cagliari construiu ao longo do tempo um caminho criativo que se move na fronteira entre diferentes disciplinas.
Em seu trabalho, a arte do computador, a pesquisa de som e as línguas audiovisuais coexistem. Um laboratório permanente onde tecnologia e arte interagem para contar novas formas de expressão contemporânea.
Da cena eletrônica da Sardenha aos anos de experimentação
O caminho de Arnaldo Pontis Nasceu nos anos em que a cena eletrônica independente na Sardenha começou a tomar forma. Ao longo de sua carreira, ele fundou e participou de vários grupos que marcaram aquela temporada musical.
Entre estes destacam-se os projetos Machina Amniotica, Th26 e Stirner Brigade. Com essas formações, Pontis publicou vários trabalhos recordes e realizou centenas de shows e apresentações ao vivo entre a Sardenha e o resto da Itália.
A linguagem musical desenvolvida naqueles anos se move entre a eletrônica experimental e o ruído industrial. Um território criativo onde a pesquisa sólida também se torna uma reflexão cultural.
A relação entre poesia e tecnologia
No caminho artístico de Arnaldo Pontis A música nunca foi a única forma expressiva. Desde 1993, ele é um dos editores da histórica revista de poesia Erbafoglio, nascido em Cagliari em 1987 e ainda hoje atua no panorama cultural.
Esta faixa dupla - poesia e tecnologia - representa um dos elementos mais originais de seu trabalho. O uso de novas tecnologias torna-se assim uma ferramenta para explorar novas modalidades narrativas, onde palavra, som e imagem estão entrelaçados.
Colaborações entre o cinema e a música ao vivo
Um capítulo importante na carreira de Arnaldo Pontis Trata-se da colaboração com o pianista armênio Irma Toudjian, que começou em 2007.
Juntos, eles criaram a trilha sonora ao vivo de várias obras do diretor armênio Artavazd Peleshian. Os filmes foram apresentados em vários festivais internacionais, incluindo críticas em Paris, Veneza, Erevan e, claro, em Cagliari.
As exibições também foram organizadas por ocasião das comemorações do centenário do Genocídio Armênio, transformando a música ao vivo em uma dimensão de diálogo entre a memória histórica e a linguagem artística.
Laboratório magnético e trilhas sonoras
em 2013 Arnaldo Pontis Ele iniciou o projeto solo magnético ARS Lab, um espaço criativo dedicado à música e produção audiovisual.
Através deste projeto, ele compôs várias trilhas sonoras para o cinema, colaborando com diretores da Sardenha, como Giovanni Coda, Tore Manca e Sergio Naitza.
Ao longo dos anos, o projeto também deu origem a colaborações com figuras de destaque na música eletrônica italiana, incluindo Maurizio Arcieri e Kristina Moser de Krisma, bem como os artistas Maurizio Bianchi e Fausto Rossi.
uma pesquisa artística ao longo de trinta anos
Hoje Arnaldo Pontis Ele co