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E hoje nóis vai descer pra BC! Talvez esse seja o lugar mais falado do país quando se trata de cidade. Está nos anúncios imobiliários, nos vídeos das redes sociais e no interesse de quem quer pagar para morar nos edifícios mais altos do país. Quais os motivos de tanta visibilidade? Por que edifícios tão altos? Como a dinâmica urbana da cidade fez com que ela se tornasse o que é hoje? E quais as consequências disso tudo?
Participam:
Camila Alba é arquiteta, urbanista e pesquisadora e mestra pela FAUSP (2025), onde defendeu a dissertação “Arquitetura-imagem, balneário-cidade”, um Almanaque sobre a cidade de Balneário Camboriú. Atualmente se dedica a pesquisa e a produção artística acerca da paisagem e da cultura arquitetônica das cidades do litoral norte de Santa Catarina.
Gabriel Gallarza é Arquiteto e Urbanista, membro fundador do OiA – Observatório de Interações no Ambiente, onde atua como pesquisador e educador. Ao longo dos últimos anos, realizou projetos voltados ao patrimônio cultural e ambiental do litoral norte de Santa Catarina, com ênfase em Balneário Camboriú.
Caio Dias é arquiteto urbanista, mestre em Paisagem Urbana pela Politecnico de Milão, Itália. Idealizador e sócio fundador do portal Projetar.org para concursos de projetos para estudantes de arquitetura. Foi premiado em concursos de arquitetura nacionais e internacionais. É Fundador do Studio CSD, sócio fundador da Nidu, incorporadora imobiliária. Sócio e conselheiro em diferentes startups do ramo imobiliário.
Mais do que apenas mover pessoas do ponto A ao ponto B, a mobilidade urbana é um reflexo direto da nossa organização social, da qualidade dos nossos espaços públicos e da sustentabilidade do nosso modo de vida. O modo como projetamos nossas ruas, edifícios e o sistema de transporte define se priorizamos o carro individual ou se construímos cidades feitas para a fluidez, a convivência e o acesso democrático.
O que devemos ter em mente quando pensamos em transporte público e cidade? Qual é o papel dos municípios na garantia do bom serviço à população? E como o arquiteto e urbanista participa deste processo? Estes e outros assuntos vamos procurar saber hoje dos nossos convidados!
Participam:
Yasmin Vasques é Arquiteta urbanista pela Faculdade Metodista Granbery, mestranda em engenharia de transportes pela COPPE/UFRJ. Atuou na Secretaria de Planejamento Urbano de Juiz de Fora, membra do Conselho de Políticas Urbanas. Atua como consultora, desenvolvendo estudos de impacto de vizinhança e planos de mobilidade, colaboradora com a REDEMOB e pesquisadora de processos licitatórios do transporte público coletivo
Matheus Oliveira é economista pela UFMG, Mestre em Eng. de Transportes pela COPPE/UFRJ e Doutor em Sistemas de Transportes pelo Programa de Parceria entre MIT e Instituto Superior Técnico de Lisboa. Pesquisa interseção entre participação pública, novas tecnologias, comunicação e planejamento urbano e é autor do livro Cidades Extraordinárias: o anti-guia emocional para a transformação.
A qualidade de vida em áreas urbanas está diretamente ligada à maneira como os espaços livres são projetados. Esses espaços, que incluem praças, parques, áreas verdes e áreas públicas, têm um papel fundamental no bem-estar das comunidades, oferecendo não só um respiro em meio à densidade urbana, mas também um espaço para convivência, lazer e promoção da saúde. O que define um bom projeto de espaço livre? Como esses espaços podem ser otimizados para promover conforto ambiental, interação social e, claro, uma vida mais saudável para os cidadãos? No episódio de hoje, vamos falar sobre projetos de espaços livres e a qualidade de vida nas cidades em mais uma parceria com a Asbea de São Paulo.
Participam:
Vinicius Barbosa é administrador de empresas e tem MBA em gestão estratégica de Negócios e Gestão de Equipes Comerciais; atualmente é Diretor Comercial da mmcité, indústria de design especializada na fabricação de mobiliário com atuação em mais de quarenta países.
Gustavo Garrido é Arquiteto e Urbanista pela FAUUSP, pós-graduação pela FUPAM em Desenvolvimento Imobiliário, é sócio-diretor da ARCHSCAPE Arquitetura e Paisagem e atual presidente da AsBEA-SP – Associação Regional dos Escritórios de Arquitetura de São Paulo (gestão 2023/2025).
Dicas do episódio:
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Esse é o Arquicast 236, e hoje vamos discutir o que pode ser o futuro das cidades: como elas podem se transformar e prosperar em meio a desafios e crises. Em tempos de grandes mudanças – sejam elas econômicas, ambientais ou sociais – muitas cidades não apenas buscam sobreviver, mas reinventar seus sistemas e sua identidade. Como essas transformações impactam a forma como vivemos e nos relacionamos com o espaço urbano? Quais características permitem que uma cidade não só enfrente, mas se fortaleça diante das adversidades? E talvez, o mais importante: como o planejamento urbano pode abraçar a imprevisibilidade e transformar desafios em oportunidades? Essas são algumas das questões que envolvem o tema da cidade “Antifrágil”.
No período de eleições municipais, sempre vem à tona os assuntos tradicionais dos municípios e que afetam diretamente a vida das pessoas: saneamento, habitação, transporte, saúde, educação e lazer. As discussões em todo país, especialmente em São Paulo, mal abordam esses temas e muito menos entram no assunto de qual cidade queremos para o futuro, questões que o Estatuto das Cidades e a legislação urbanística tem o papel de encaminhar. Em um momento importante para as cidades brasileiras, trazemos para nossa pauta a legislação das cidades e como ela afeta a nossa vida, que vai além de um mandato de 4 anos, em mais um episódio em parceria com a ASBEA de São Paulo!
Participam:
Adriana Levisky é arquiteta pela FAUUSP, mestre pela FFLCH-USP ( faculdade de filosofia , letras e ciências humanas da USP) e especialista em Finanças Sustentáveis pelo INSPER (2022). Teve assento na Comissão de Edificações e Uso do Solo (CEUSO), na Câmara Técnica de Legislação Urbanística (CTLU) e no Conselho de Preservação da Paisagem Urbana (CPPU) e no Conselho Brasileiro de Construção Sustentável. Faz parte do Conselho Deliberativo da ASBEA de São Paulo. É titular do escritório Levisky Arquitetos | Estratégia Urbana e autora do livro POLIFONIA URBANA: arquiteturas, urbanismos e mediações.
Edison Lopes é arquiteto pela FAUUSP e especialista em Gerenciamento de Projetos pela FGV. Atuou como arquiteto e gerente de projetos em várias empresas e escritórios, além de ter sido presidente da ASBEA entre 2017 e 2019. É sócio fundador da ArGis – Arquitetura e Gestão Integrada e é conselheiro do CAU de São Paulo desde 2021.
O Arquicast dessa semana aborda um tema crucial e urgente: as mudanças climáticas e seus impactos nas cidades do Rio Grande do Sul. O episódio discute como eventos climáticos extremos, como chuvas intensas, têm se tornado cada vez mais frequentes, evidenciando a falta de preparo das cidades brasileiras. O programa conta com a participação de três renomadas profissionais: Clarice Misoczky de Oliveira, arquiteta e urbanista, professora adjunta do Departamento de Urbanismo da UFRGS e copresidente do IAB-RS; Bruna Bergamaschi Tavares, arquiteta e urbanista, especialista em assistência técnica, habitação social e direito à cidade, e co-presidente do IAB-RS; e Maria Dalila Bohrer, arquiteta e urbanista, especialista em planejamento urbano e de transportes.
A conversa é ancorada no manifesto elaborado pela Comissão Cidades do IAB-RS, que aborda a reconstrução das cidades do Rio Grande do Sul através de duas grandes frentes: Planejamento Urbano e Regional e Moradia Digna. Esse manifesto é um chamado à ação, destacando a necessidade de atenção às diferentes escalas de planejamento, arquitetura e urbanismo para promover cidades mais justas, igualitárias e ecologicamente equilibradas. O documento destaca a importância de resgatar e fortalecer as instituições públicas responsáveis pelo planejamento regional, além disso, o resgate de estudos e planos já existentes sobre controle de enchentes faz-se essencial para esse momento. A criação de modelos sustentáveis de uso e ocupação da terra, bem como o financiamento de mapeamentos geomorfológicos, são medidas importantes para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
No contexto da moradia digna, o manifesto destaca três instâncias principais: a utilização de imóveis já construídos, a melhoria habitacional via Assistência Técnica (ATHIS) e a provisão de novas moradias. A requalificação de edifícios ociosos e a utilização de imóveis vazios são estratégias eficazes para enfrentar o déficit habitacional. A ATHIS, por sua vez, oferece suporte técnico para famílias de baixa renda, ajudando na melhoria das condições habitacionais. A construção de novas moradias deve seguir princípios de sustentabilidade e respeito às características socioculturais das comunidades, talvez o maior desafio seja compatibilizar a demanda urgente por moradia e o alto grau de customização que essas novas unidades deverão ter para se adaptarem às culturas locais de cada povoado.
Durante o episódio, as convidadas discutem os grandes problemas identificados pelo IAB no planejamento urbano brasileiro, trazendo uma perspectiva crítica e informada sobre as falhas e necessidades do sistema atual. Elas destacam as peculiaridades das cidades do Rio Grande do Sul, considerando aspectos como a forma urbana, a organização burocrática e a formação dos arquitetos, ajudando a entender os desafios únicos enfrentados pela região. A situação atual das cidades atingidas pelas enchentes é também descrita, abordando a destruição total ou parcial, os serviços de infraestrutura urbana, econômica e social, e as respostas emergenciais.
Por fim, foi discutida a importância da participação da comunidade nos processos de planejamento, com a mobilização massiva para ajudar as vítimas sendo vista como um ponto positivo para recriar uma cultura de envolvimento comunitário na reconstrução das cidades. A tragédia recente deve ser um ponto de inflexão para mudanças significativas no planejamento das cidades, priorizando sempre a justiça climática e a inclusão social. Não deixe de ouvir.
Em mais um episódio sobre qualidade de vida e conexão com a natureza, o Arquicast explora um tema que se tornou ainda mais relevante nos últimos tempos: as áreas livres públicas nas cidades, com foco nos preciosos espaços verdes e revitalizantes, as parques e praças urbanas. Em um mundo cada vez mais urbano, a busca por lugares de conexão com a natureza se tornou essencial. A discussão é enriquecida por dois convidados especiais: Luciana Jesus, arquiteta urbanista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e Klaus Chaves Alberto, doutor em urbanismo e pesquisador no campo da saúde, bem-estar e qualidade de vida da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Ao longo da história, os agrupamentos humanos ecoaram a necessidade de envolvimento com a natureza em ambientes urbanos, da ágora grega às praças de comércio medievais, dos grandes bulevares aos parques urbanos que buscavam higienizar a cidade. Os parques e praças, nas últimas décadas, evoluíram para atender às necessidades em constante mudança das cidades modernas, oferecendo locais de lazer, convivência e cultura em um ambiente cada vez mais hostil para a contemplação e o bem estar das pessoas nas áreas urbanas.
A importância da amplitude sensorial trazida por esses lugares foi debatida no episódio, como a possibilidade de ouvir sons naturais, e até mesmo a vez das pessoas que estão mais próximas de você, além da possibilidade de sentir o vento passar e assim possibilitar que a sensação térmica seja mais agradável e contrastante com o ambiente impermeabilizado da cidade. A influência dos arquitetos, paisagistas e urbanistas na criação desses espaços vitais também foi relatada, indagando sobre qual seria o papel desses profissionais na concepção e desenvolvimento dos parques, unindo criatividade, funcionalidade e sustentabilidade.
Além disso, uma discussão sobre qual poderia ser a formação adequada para essa demanda, que inclui o envolvimento do profissional com a comunidade, considerando as necessidades e aspirações dos residentes, sem deixar de articular com a técnica, sobretudo, na etapa de diagnóstico e entendimento do local. De fato, não é uma tarefa fácil equilibrar a visão artística com as limitações da infraestrutura urbana existente nas cidades brasileiras. O fenômeno da urbanização não planejada deixou uma ampla lacuna nas cidades na medida em que elas são carentes desses espaços acessíveis e conservados. Ainda, a relevância da sustentabilidade e da inclusão nos projetos urbanos, advindas das mudanças climáticas, demandam novas estratégias de preservação dessas áreas verdes e o aprimoramento da gestão de recursos para sua manutenção ou criação.
Quer saber mais sobre esse assunto? Não deixe de ouvir o episódio, pois exploramos a evolução histórica, o papel dos profissionais e os desafios enfrentados na criação desses espaços essenciais para o bem-estar da sociedade.
O episódio especial do Arquicast gravado na Rio2C, estreando o palco Arts&Crafts no evento, abordou temas relevantes para a discussão sobre a transformação das cidades e o papel dos arqui-urbanistas nesse processo. Os participantes do painel, Joice Berth e Leonardo Brawl, trouxeram suas perspectivas e experiências em temas como gênero, racialidades, decolonialismo, pedagogia urbana, redes urbanas, ativismo urbano e transdisciplinaridade.
Os temas abordados permitiram uma reflexão sobre as complexidades da cidade contemporânea e a importância da colaboração e ação coletiva para promover mudanças significativas e positivas. Foi discutido como as estruturas do poder moldam a cidade e como é fundamental pensar em ações coletivas para transformá-la. Os desafios para manter a possibilidade do convívio na cidade foram apontados, uma vez que ela tem se tornado cada vez mais fragmentada e dispersa.
Construir uma cidade mais inclusiva e democrática significa promover a aproximação entre os diferentes grupos sociais que a compõem, reconhecendo as fissuras da história e as relações de opressão nos espaços públicos. A importância do reconhecimento da cultura e das raízes brasileiras, das mazelas e belezas para essa transformação também foi abordada.
Leonardo Brawl apontou que é necessário o desenvolvimento de iniciativas que fomentem a participação dos profissionais de arquitetura e urbanismo em associações e conselhos municipais, propondo soluções e se envolvendo na tomada de decisões que afetam as vidas da coletividade. Além disso, Joice Berth reforçou a importância em cultivar uma postura crítica em relação à realidade que o mundo nos impõe, questionando toda e qualquer informação. Essa postura também implica em estarmos abertos para novas formas de interação, valorizando a diversidade de opiniões e experiências. Somente com uma abordagem inclusiva e participativa será possível construir uma cidade mais justa e equitativa, onde todos possam desfrutar dos seus direitos e oportunidades de forma igualitária.
Quer participar dessa conversa? Não deixe de ouvir o episódio nos principais agregadores. Até a próxima!
As cidades estão em constante evolução e as inovações tecnológicas têm desempenhado um papel importante nesse processo. As chamadas “cidades inteligentes” têm sido um tema bastante discutido nos últimos anos, mas afinal, o que isso significa? Como a tecnologia pode contribuir para uma melhor gestão urbana? E como podemos garantir que essas novas possibilidades não aprofundem ainda mais as desigualdades sociais? Essas são algumas abordadas neste episódio do Arquicast.
Contamos com a presença de duas especialistas no assunto para nos ajudar a desvendar essas questões e entender melhor como a tecnologia pode ser usada em benefício das cidades e de seus habitantes. Ágatha Depiné e Luciana Fonseca, ambas com vasta experiência em projetos que envolvem cidades, inovação e sustentabilidade, vão nos trazer suas visões sobre o assunto. Ágatha é pesquisadora, doutoranda e mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina. Luciana é sócia fundadora e diretora do Instituto Cidades Responsivas, além de fundadora da Escola Livre de Arquitetura – ELA, doutora e mestre em planejamento urbano e regional pelo PROPUR/UFRGS.
A coleta e análise de dados é um aspecto fundamental nesse novo paradigma. Esses dados podem ser utilizados para orientar o planejamento e a tomada de decisões, bem como para monitorar a efetividade das políticas implementadas. No entanto, ainda há algumas resistências e preocupações em relação à substituição do planejamento urbano tradicional pelas tecnologias responsivas. A privacidade de dados e a utilização dessas informações sem um filtro validado pela participação cidadã são alguns dos pontos da crítica, além da dificuldade da operacionalização e instrumentalização de novos procedimentos de gestão urbana assistida.
É urgente que haja uma maior discussão e colaboração entre as diferentes esferas da administração pública, além da participação ativa da sociedade civil, para garantir que, em um novo cenário de manipulação de dados, a qualidade de vida para todos continue sendo o principal objetivo da gestão urbana.
O assunto é muito extenso e merece mais episódios sobre ele. Quer saber mais? E que tal sugerir desdobramentos para o tema? Não deixe de ouvir o episódio nas principais plataformas de streaming e comentar nas redes sociais do Arquicast. Até a próxima!
As estações de metrô, os viadutos e os terminais intermodais são fundamentais não só para a mobilidade, mas também para outras funções urbanas, trazendo maior complexidade no uso, ocupação e desenvolvimento das cidades, assim como as escadarias, os elevadores, as calçadas, as ciclovias entre outros dispositivos de mobilidade ativa. Todos esses aparatos são conhecidos como “Arquiteturas da Mobilidade”.
Em mais um episódio da série sobre mobilidade urbana, o Arquicast conversa com Luísa Gonçalves, doutora pela FAU/USP e Renata Goretti, arquiteta com mestrado profissional em gestão urbana pela Universidade Técnica de Berlim. Entusiastas e com experiências na área, a conversa abordou uma série de exemplos no Brasil e no mundo sobre como as estruturas de mobilidade foram se transformando ao longo do tempo, sobretudo, a partir de mudanças significativas nos paradigmas da circulação urbana.
Historicamente, a circulação urbana foi tratada de forma setorial nos estudos e proposições para a cidade industrial, grandes planos eram essencialmente baseados nas grandes infraestruturas urbanas, consequentemente, nos grandes eixos de circulação. O mundo contemporâneo, dado às preocupações da sustentabilidade, bem como os novos meios de produção e modos de vida, revelou a complexidade do tema, organicamente relacionado com a economia urbana e demais temas da cultura, dentre eles, a supremacia dos automóveis ainda prevalecente na comunidade urbana.
Hoje em dia, a preocupação com a qualidade de vida está conectada diretamente com o assunto mobilidade, oportunamente quando as infraestruturas da paisagem podem ser alteradas por soluções que contemplem a interdependência entre grandes sistemas de transporte e a qualidade da pavimentação de uma calçada, por exemplo, ou mesmo a preocupação com acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos espaços públicos.
Durante a conversa foi ponderado que estamos entre dois cenários com relação às arquiteturas da mobilidade, um deles refere-se à obsolescência das infraestruturas, como por exemplo casos clássicos de antigos viadutos em Berlim, Barcelona e Nova Iorque, que se transformaram em novos equipamentos coletivos. De outro lado, em especial, nos países em desenvolvimento, a constatada ineficiência e carência dos dispositivos de mobilidade.
Esse tema aponta para uma nova perspectiva para se observar os fenômenos dinâmicos das cidades. As arquiteturas, as infraestruturas e os pequenos dispositivos podem agora trabalhar em sinergia para a construção de uma cidade verdadeiramente orgânica. No entanto, as principais estruturas que precisam ser alteradas, nesse momento, são as estruturas das mentalidades gestoras. Quer saber mais sobre o tema?
Não deixe de ouvir e contribuir nas discussões!
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