A compostagem, conhecida como o processo de reciclagem do lixo orgânico, transforma a matéria orgânica encontrada no lixo em adubo natural, que pode ser usado na agricultura, em jardins e plantas, substituindo o uso de produtos químicos.
Como fazer compostagem
São necessários dois tipos de materiais para iniciar o processo de compostagem: os que se decompõem facilmente, como esterco, que é rico em nitrogênio, e os que demoram mais, como plantas e folhas. Palha ou serragem, ricos em carbono, também são necessários. Esses materiais são colocados em uma composteira, o recipiente adequado onde acontece o processo de produção do húmus.
Os resíduos orgânicos, como restos de alimentos, pedaços de plantas, aparas de grama e folhas secas, podem ser usados na compostagem. Mas atenção: nem todos os alimentos podem ser depositados no recipiente. Carnes, temperos fortes, limão, arroz, óleo, papel e líquidos não podem ser colocados nesse recipiente.
No ambiente residencial, tanto em casas como em apartamentos, é muito comum o uso de composteiras, que são recipientes desenvolvidos especificamente para a compostagem do material orgânico. Elas podem ter várias formas e tamanhos, dependendo da quantidade de lixo orgânico produzido e do espaço disponível para sua instalação. Mas todas elas têm a mesma finalidade e seguem a mesma lógica.
Uma composteira doméstica tradicional é formada por três caixas, geralmente de plástico, empilhadas, um pouco de composto com microorganismos e minhocas californianas. As duas caixas superiores são cheias de terra com microorganismos e minhocas, já que são destinadas a receber os resíduos orgânicos. É importante ficar atento na hora de colocar o lixo orgânico porque ele deve ser colocado em pequenos tamanhos para que o processo ocorra da melhor forma possível.
Quando a primeira caixa ficar cheia, ela deve ser coberta com serragem ou palha para manter a umidade e tampada. Depois disso, ela deve ser movida para o segundo andar, enquanto a que estava no segundo vai para cima.
A caixa que foi para baixo fica no processo de compostagem por cerca de 2 meses, sob a ação dos microorganismos e das minhocas, enquanto a caixa que foi para cima recebe novos resíduos orgânicos.
Durante o processo de decomposição, é produzido um líquido rico em nutrientes e livre de bactérias, que vai para a última caixa, que não tem terra, é apenas uma caixa com uma torneira. Diferente do chorume produzido nos lixões, o líquido produzido nas composteiras, chamado de “chorume do bem”, não é tóxico e pode ser usado como adubo e pesticida natural, estimulando o crescimento das plantas e tornando-as mais resistentes a doenças. Para isso, basta recolher o líquido pela torneira que fica nessa última caixa.
Como adubo, o chorume deve ser dissolvido em água na proporção de 1 para 10. Já para ser usado com pesticida, ele deve ser colocado com água numa proporção meio a meio e pulverizado nas folhas dos vegetais. Esse processo deve ser feito à tarde, para evitar que o sol queime as plantas.
À medida que os alimentos são decompostos, as minhocas vão para a caixa superior em busca de mais comida. Ao final do processo, a caixa do meio fica com o adubo prontinho para ser usado.
Ter uma composteira em casa é uma tarefa super tranquila. Mas, se você não tiver muito tempo, não estiver disposto a se dedicar a isso ou não tiver plantas em casa para usar o adubo produzido, existem empresas que trabalham com o serviço de compostagem.
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