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Hoje temos connosco o escritor Rafael Gallo. Nascido em São Paulo, em 1981, Rafael Gallo é formado em música, talvez a base de tudo o que faz, desde as bandas de adolescência aos romances que agora publica, feitos de muitos ritmos, muitas frases reelaboradas, muita melodia. Foi professor nesta área e colaborou, durante algum tempo, em bandas sonoras para televisão e cinema. A vida, no entanto, obrigou-o a encontrar sustento mais fixo, sendo hoje escrevente num tribunal judiciário. Mas esta não é a história toda, porque cheio de altos e baixos tem sido o seu percurso. Ligado à leitura desde a infância, arriscou a escrita, foi recusado por editoras, quase desistiu, nunca deixou de persistir e o êxito chegou em forma de vários prémios, incluindo o recente Prémio Literário José Saramago, atribuído em 2022 a “Dor Fantasma”. Além desse romance, publicou ainda “Rebentar”. Estreou-se, em 2012, com o volume de contos ”Réveillon e outros dias”.
Hoje temos connosco a escritora Cristina Drios. Nascida em Lisboa, em 1969, Cristina Drios é formada em Direito, com especialização em propriedade intelectual. Ao uso das leis contrapôs sempre o exercício da imaginação, quer através da leitura, quer através da escrita. Na ficção, tem um gosto especial pela História e, em particular, pelas duas grandes guerras mundiais. O seu primeiro romance é, aliás, uma evocação da participação portuguesa na Primeira Grande Guerra e, no segundo, viaja até ao atelier de Caravaggio, com um crime contemporâneo pelo meio. Além de narrativas longas, tem publicado contos em volumes coletivos e individuais. Entre outros, publicou “Os Olhos de Tirésias”, ”Adoração” e “Antropofagia”. Estreou-se, em 2012, com o volume de contos “Histórias Indianas”.
Hoje temos connosco o escritor Ricardo Fonseca Mota. Nascido em Sintra, em 1987, Ricardo Fonseca Mota é formado em psicologia clínica, área que ainda exerce e que talvez explique a profundidade com que as suas personagens são apresentadas, tanto por fora, como por dentro, tanto numa narração, como num diálogo com as figuras que criou. Fixado em Tábua, tem ainda uma forte actividade como promotor cultural, nomeadamente na área do teatro. Em tudo o que faz, a vontade de quebrar barreiras e de chegar ao Outro. Na literatura, toca os campos da narrativa longa, da dramaturgia e agora da poesia, de que são exemplos os títulos “Germana, A Begónia”, “As Aves Não Têm Céu” e “A Mão e a Grandeza”. Estreou-se, em 2016, com o romance “Fredo”.
Hoje temos connosco a escritora Isabel Rio Novo. Nascida no Porto, em 1972, Isabel Rio Novo é formada em estudos literários, com um doutoramento em literatura comparada. É professora universitária e ensaísta, com um conhecimento profundo da cultura portuguesa dos séculos XIX e XX, o que muito transparece nos seus livros. Além de romances, novelas e contos, é ainda autora de uma biografia de Agustina Bessa-Luís e teve a ousadia - ou a loucura - de aceitar o desafio de reincidir no género e de nos contar a vida e obra de Luís Vaz de Camões. Também no romance gosta de captar vidas inteiras, de lhes encontrar as suas lutas e glórias, desafios e quimeras. Entre outros, publicou os romances "O Rio do Esquecimento", "A Febre das Almas Sensíveis", "Rua de Paris em Dia de Chuva" e "Madalena", além da novela "O Diabo Tranquilo", esta a partir de poemas de Daniel Maia-Pinto Rodrigues, e o volume de contos "Histórias com Santos". Estreou-se, em 2005, com o romance "A Caridade”.
Hoje temos connosco o escritor Paulo Moreiras. Nascido em Lourenço Marques, atual Maputo, em Moçambique, em 1969, Paulo Moreiras é um digníssimo e excelentíssimo representante de uma tradição centenária: o romance pícaro. Também nos seus livros encontramos anti-heróis determinado e andarilhos, pessimistas e ousados. Tudo envolto numa linguagem luxuriante e com o humor típico do género e próprio da sua prosa. Mas esta é apenas uma dimensão do sua escrita, que também se interessa pelas delícias da gastronomia, tão presente nos volumes "Elogio da Ginga" e "Pão & Vinho". Na ficção, publicou as narrativas "Os Dias de Saturno", "O Ouro dos Corcundas" e “A Vida Airada de Dom Perdigote”. Estreou-se, em 2022, com o romance “A Demanda de D. Fuas Bragatela”.
Hoje temos connosco a escritora Paulina Chiziane. Nascida em Manjacaze, em Gaza, Moçambique, em 1955, Paulina Chiziane foi a primeira mulher moçambicana a publicar um romance. O seu percurso de vida e literário tem a marca de quem quebrou muitas barreiras, abriu muitos caminhos e lançou muitos debates. Mas, garante, nunca quis ser pioneira, apenas trilhou o seu caminho. Militante de muitas causas, desde as da independência às da igualdade de género, os seus romances são o espelho do seu compromisso cívico e um espaço no qual se pode discutir temas centrais da sociedade moçambicana, como as injustiças do passado colonial português, o peso da guerra de libertação ou a poligamia. Entre outros, publicou "Ventos do Apocalipse", "O Sétimo Juramento", "Niketche: Uma História de Poligamia", "O Alegre Canto da Perdiz", "Por Quem Vibram os Tambores do Além" ou "O Canto dos Escravizados". Estreou-se, em 1990, com o romance “Balada de Amor ao Vento”.
Hoje temos connosco o escritor Paulo M. Morais. Nascido em Lisboa, em 1972, Paulo M. Morais é formado em comunicação social, foi jornalista e crítico de cinema, uma das suas grandes paixões. Interessado pelos mais diversos temas, tem publicado romances e outros livros que dão a conhecer momentos marcantes do nosso passado recente. Também gosta de imaginar figuras que se confrontam a sua especificidade ou finitude. Em alguns casos, encontrou na história da família personagens ou matéria-prima para a sua escrita. Entre outros, publicou as narrativas “O Último Poeta”, “Seja Feita a Tua Vontade” e “Glória”, esta com Pedro Lopes e baseada na série homónima. Na não ficção, lançou “Voltemos à Escola”, “Uma Parte Errada de Mim” ou “Pratas Conquistador”. Estreou-se, em 2013, com o romance “Revolução Paraíso”.
Hoje temos connosco a escritora Inês Pedrosa. Nascida em Coimbra, em 1962, Inês Pedrosa é jornalista, cronista, romancista, contista e pena atenta ao seu tempo. Passou por várias redações, como as d'"O Jornal", do "Jornal de Letras", do "Expresso" e do "Sol". Integrou a equipa fundadora d'"O Independente" e dirigiu a revista "Marie Claire". O seu empenhamento cívico e cultural passa também pela tradução, pela editora que dirige, "A Sibila", que publica sobretudo mulheres, pelo comentário à atualidade, hoje na RTP 3, e pela gestão cultural, da que se destaca a direção da Casa Fernando Pessoa. Também a sua literatura fixa o seu tempo ou traz para os nossos dias figuras de um passado tão moderno que só nos pode interessar. Entre outros, publicou "A Instrução dos Amantes", "Fazes-me Falta", "Fica Comigo Esta Noite", "A Eternidade e o Desejo", "Dentro de Ti Ver o Mar" ou "O Processo Violeta". Estreou-se, em 1991, com o volume juvenil "Mais Ninguém Tem".
Hoje temos connosco o escritor Frederico Pedreira. Nascido em Lisboa, em 1983, Frederico Pedreira é romancista, contista e poeta. Tem ainda um percurso académico completo, com mestrado pela Universidade de Londres e doutoramento pela Universidade de Lisboa. Os seus volumes de ensaios reforçam esta atenção à escrita dos outros. Na sua, biografia e ficção misturam-se e confundem-se num adensamento dos territórios da memória, o que também passa pela não repetição de estilos e registos. Cada livro seu é uma experiência nova. Entre outros, publicou "Presa Comum", "A Noite Inteira" e "Coração Lento", na poesia, "Um Bárbaro em Casa", "Fazer de Morto" e "A Lição do Sonâmbulo", na prosa, e "Uma Aproximação À Estranheza" e "Um Virar de Costa Sedutor", no ensaio. Estreou-se, em 2011, com o volume de poemas “Breve Passagem Pelo Fogo”
Hoje temos connosco a escritora Maria do Rosário Pedreira. Nascida em Lisboa, em 1959, Maria do Rosário Pedreira tem um vastíssimo percurso na área do livro. Foi professora nos anos 80, depois de se formar em Estudos Franceses e Ingleses. É editora, com passagem por diversas casas editoriais e responsável pela divulgação de grandes nomes da literatura portuguesa. É ainda cronista, em jornais e em blogues, nomeadamente no seu "Horas Extraordinárias". E, como autora, tem lançado poesia, coleções juvenis de enorme sucesso, também prosa e letras para fados. Entre outros, publicou "A Casa e o Cheiro dos Livros", "O Canto do Vento nos Ciprestes", "Nenhum Nome Depois", "O Meu Corpo Humano", "O Clube das Chaves" (com Maria Teresa Maia Gonzalez) e "Detetive Maravilhas". Estreou-se, em 1993, com o romance "Alguns Homens, Duas Mulheres e Eu".
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